Esse método específico obteve grande sucesso nos Estados Unidos. Na França, foi retomado e desenvolvido por Volguine. Liga-se a uma antiga técnica que, na interpretação do Tema, levava em consideração a ordem dos planetas. O estudo diz respeito, sobretudo, a quatro posições maiores: as do Sol, da Lua, do Ascendente e do Meio do Céu.
Tomam-se o planeta que precede e o planeta que sucede o ponto em questão. Eis alguns exemplos:
Se o Sol está situado entre a Lua e Saturno, o indivíduo é um contemplativo dotado de temperamento sereno, com uma profunda capacidade de concentração. Trabalhador infatigável, deve contar mais consigo mesmo do que com uma ajuda exterior. Naturalmente pudico e inibido, é capaz de um devotamento exemplar.
Se o Sol está situado entre Júpiter e Netuno, o nativo se compraz com o teatral e o espetacular. Torna-se facilmente popular e sabe impor-se à multidão. Contudo, falta-lhe frequentemente um senso de realidade: ele se sente atraído por todos os exageros. A sorte geralmente lhe é fiel.
Se a Lua está situada entre o Sol e Júpiter, esse é um indício de alta ambição. O indivíduo tem um senso de ordem estabelecida, de hierarquia e de justiça. Sabe, ao mesmo tempo, obedecer e comandar. Detesta a indisciplina e o imprevisto e demonstra muitas vezes um certo conformismo, com um respeito excessivo pelo protocolo e pelas convenções.
Se a Lua está situada entre Urano e Plutão, o indivíduo é um apaixonado, superativo, dotado de um instinto muito seguro e de uma fulgurante rapidez de decisões. Combativo e de mente aberta, é também muito tenso interiormente; costuma abraçar ideologias extremistas e revolucionárias. Seu nervosismo exagerado pode levá-lo a cometer graves imprudências.
Se o Ascendente está situado entre o Sol e Urano, trata-se de uma pessoa poderosa, voluntariosa, autoritária, geralmente autodidata e estimulada por um espírito de pioneirismo. Bastante renitente quanto às normas e aos regulamentos, esse caráter tem necessidade, para desenvolver-se, de se dedicar a empreendimentos excepcionais e inéditos.
O Meio do Céu entre Mercúrio e Júpiter predispõe às carreiras de letras, magistratura ou publicidade. A pessoa é pragmática, realista e toma muito cuidado com sua reputação. Gosta que a notem e que a felicitem. Seu oportunismo não está privado de uma certa vaidade.
A significação de todos esses enquadramentos está detalhada na obra de Volguine, La signification des encadrements dans l'horoscope, publicada pelas Editions Dervy-Livres.
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segunda-feira, 20 de junho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
Sistemas de Domificação, por Catherine Aubier
Existem vários sistemas de domificação. Certos astrólogos adotaram um método simples, que consiste em dividir o horóscopo em doze casas iguais (de 30° cada uma) estabelecidas a partir do Meio do Céu (sistema de Kock, em particular). Mas o sistema mais difundido implica casas com dimensões muito desiguais. Foi popularizado por um célebre astrólogo do século XVII: Placidus. O sucesso desse método deve-se sobretudo ao fato de que foi adotado pelo maior editor inglês de livros e tábuas astrológicas. Essa divisão das casas era a única que se podia obter facilmente em livrarias. Apresenta, entretanto, um grave defeito: não pode ser utilizada além do círculo polar. (Notemos, a esse respeito, que os futuros viajantes do espaço deverão repensar completamente a astrologia.)
Um outro sistema de domificação, muito conhecido na Europa do século XVI, é o de Regiomontanus, cuja prática cessou pouco a pouco.
Desde o fim do século XIII, o astrólogo e astrônomo Campanus (Giovanni Campanella) havia elaborado um sistema teoricamente perfeito; ele dividiu cientificamente a esfera celeste a partir dos três grandes círculos que se cortam em ângulo reto no horizonte, no meridiano e no primeiro vertical. As casas resultantes desse procedimento continham, entretanto, tantas variações e a divisão dos setores era tão desigual que a maioria dos astrólogos preferiu ater-se aos outros sistemas.
Numerosos indícios levam a pensar que a astrologia anterior à era cristã levava em conta somente as quatro casas angulares do Tema. Houve, em seguida, um período intermediário em que os astrólogos passaram de quatro a oito casas: como a oitava delas era a última, foi associada à morte.
Atualmente, os astrólogos utilizam um círculo zodiacal facilmente manipulável quanto à colocação das casas, dos planetas e dos aspectos. Durante séculos (até o século XVIII) desenhava-se um quadrado dividido em doze partes de forma triangular. Foi assim, entre outros, que chegaram até nós os horóscopos de Wallenstein e de Luís XIV.
Um outro sistema de domificação, muito conhecido na Europa do século XVI, é o de Regiomontanus, cuja prática cessou pouco a pouco.
Desde o fim do século XIII, o astrólogo e astrônomo Campanus (Giovanni Campanella) havia elaborado um sistema teoricamente perfeito; ele dividiu cientificamente a esfera celeste a partir dos três grandes círculos que se cortam em ângulo reto no horizonte, no meridiano e no primeiro vertical. As casas resultantes desse procedimento continham, entretanto, tantas variações e a divisão dos setores era tão desigual que a maioria dos astrólogos preferiu ater-se aos outros sistemas.
Numerosos indícios levam a pensar que a astrologia anterior à era cristã levava em conta somente as quatro casas angulares do Tema. Houve, em seguida, um período intermediário em que os astrólogos passaram de quatro a oito casas: como a oitava delas era a última, foi associada à morte.
Atualmente, os astrólogos utilizam um círculo zodiacal facilmente manipulável quanto à colocação das casas, dos planetas e dos aspectos. Durante séculos (até o século XVIII) desenhava-se um quadrado dividido em doze partes de forma triangular. Foi assim, entre outros, que chegaram até nós os horóscopos de Wallenstein e de Luís XIV.
sábado, 18 de junho de 2016
Direções, por Catherine Aubier
Chamam-se direções certos métodos de previsão. Existem três deles:
1) Direções simbólicas. Consistem em se fazer os planetas ou as cúspides de casas do Tema natal avançar um grau por ano de vida.
2) Direções secundárias. Chamadas também "progressões", estão baseadas numa frase da Bíblia: "Eu te darei um ano por cada um de teus dias". Tomamos, nas efemérides, a posição dos planetas no dia do nascimento e os fazemos progredir um dia por ano de vida.
Quando se estabelece um Tema completo a partir das direções secundárias, chama-se a isso Tema progredido! E um método muito utilizado nos países anglo-saxônicos.
Em seguida, comparam-se (nos dois casos) as posições obtidas com o Tema natal.
Por exemplo, a direção mais utilizada é Sol Vênus: o ano em que um desses dois planetas chega à conjunção (ou sextil) com o outro indica frequentemente um momento determinante da vida afetiva.
3) Direções primárias. As mais antigas. As mais complicadas também, pois necessitam de cálculos trigonométricos.
Baseadas na rotação da Terra em torno de si mesma, essas direções dependem ao mesmo tempo da hora e do local de nascimento; é por isso que são utilizadas às vezes para se retificar a hora. Sua elaboração complexa necessita de tábuas específicas e explicações que ultrapassam o âmbito desta obra. Para entendê-las é preferível consultar o livro de G. Gouchon, Les directions primaires simplifiées.
A onda crescente de programas de astrologia por computador permitirá, sem dúvida, aos praticantes utilizar novamente este método, que caiu em desuso devido à complexidade dos cálculos que exige.
A interpretação das direções é aproximadamente a mesma daquela dos trânsitos. Por exemplo, uma direção do Sol em conjunção com Saturno (ou de Saturno em conjunção com o Sol) terá uma significação semelhante àquela de um trânsito de conjunção Saturno sobre o Sol.
1) Direções simbólicas. Consistem em se fazer os planetas ou as cúspides de casas do Tema natal avançar um grau por ano de vida.
2) Direções secundárias. Chamadas também "progressões", estão baseadas numa frase da Bíblia: "Eu te darei um ano por cada um de teus dias". Tomamos, nas efemérides, a posição dos planetas no dia do nascimento e os fazemos progredir um dia por ano de vida.
Quando se estabelece um Tema completo a partir das direções secundárias, chama-se a isso Tema progredido! E um método muito utilizado nos países anglo-saxônicos.
Em seguida, comparam-se (nos dois casos) as posições obtidas com o Tema natal.
Por exemplo, a direção mais utilizada é Sol Vênus: o ano em que um desses dois planetas chega à conjunção (ou sextil) com o outro indica frequentemente um momento determinante da vida afetiva.
3) Direções primárias. As mais antigas. As mais complicadas também, pois necessitam de cálculos trigonométricos.
Baseadas na rotação da Terra em torno de si mesma, essas direções dependem ao mesmo tempo da hora e do local de nascimento; é por isso que são utilizadas às vezes para se retificar a hora. Sua elaboração complexa necessita de tábuas específicas e explicações que ultrapassam o âmbito desta obra. Para entendê-las é preferível consultar o livro de G. Gouchon, Les directions primaires simplifiées.
A onda crescente de programas de astrologia por computador permitirá, sem dúvida, aos praticantes utilizar novamente este método, que caiu em desuso devido à complexidade dos cálculos que exige.
A interpretação das direções é aproximadamente a mesma daquela dos trânsitos. Por exemplo, uma direção do Sol em conjunção com Saturno (ou de Saturno em conjunção com o Sol) terá uma significação semelhante àquela de um trânsito de conjunção Saturno sobre o Sol.
sexta-feira, 17 de junho de 2016
Mapa Composto (Composite), por Catherine Aubier
Nome dado a uma recente técnica de comparação de Temas, que consiste em construir um Tema astral a partir de pontos-médios de planetas de cada um dos dois Temas. Por exemplo, o Ascendente do "composto" será o ponto-médio dos Ascendentes dos dois Temas a comparar, o Sol será colocado no ponto-médio dos dois Sóis, e assim por diante para cada planeta. O Tema assim obtido representa o tipo de relação vivido pelo casal. Mas atenção: os especialistas deste método determinam que ele só é válido e utilizável quando se trata de um casal constituído. Inútil calcular um composto a cada encontro!
A interpretação se faz sem levar em conta os signos, mas estudando essencialmente os aspectos e as eventuais angularidades planetárias. A realização de um composto à mão não apresenta dificuldades particulares, mas trata-se de um trabalho bastante longo e minucioso; entretanto, a maioria dos programas informatizados de astrologia utilizáveis em um microcomputador pessoal o incluem.
A interpretação se faz sem levar em conta os signos, mas estudando essencialmente os aspectos e as eventuais angularidades planetárias. A realização de um composto à mão não apresenta dificuldades particulares, mas trata-se de um trabalho bastante longo e minucioso; entretanto, a maioria dos programas informatizados de astrologia utilizáveis em um microcomputador pessoal o incluem.
domingo, 12 de junho de 2016
Comparação de Temas ou Sinastria, por Catherine Aubier
A comparação de Temas, ou sinastria, consiste, como seu nome indica, em comparar os Temas de duas pessoas para determinar sua relação, seus pontos de harmonia ou de conflito. E uma prática utilizada também nas relações pais e filhos, entre sócios, casais, etc.
A comparação de Temas começa pela tentativa de ressaltar os aspectos que são mais frequentes em um Tema e no outro: assim, se houver oposições, resulta daí uma relação de complementaridade, que exige certa maturidade afetiva por parte dos parceiros.
Se for o caso de trígonos ou de sextis, evidencia-se uma relação de harmonia: a corrente passa bem, mas sem paixão.
No caso de quadraturas, há uma relação de conflito: dinâmica, evolutiva, mas difícil de administrar.
Quando surgem conjunções, a relação é mais de osmose: excitante no nível da compreensão, mas menos evolutiva.
Em seguida, convém efetuar as seguintes comparações: Sol-Sol para a personalidade, Lua-Lua para a sensibilidade, Vênus-Vênus para o jeito de amar, Mercúrio-Mercúrio para o raciocínio.
Por fim, destacam-se as relações entre: Sol A e Lua B (segundo Jung, o Sol representando o ideal masculino, num Tema feminino, ou animus; a Lua representando o ideal feminino, num Tema masculino, ou anima), Vênus A e Marte B, para a atração e eventualmente o entendimento físico. Note-se que oposições ou quadraturas entre Vênus A e Marte B não indicam de forma nenhuma uma antipatia ou uma dificuldade de entendimento sexual, mas, ao contrário, uma intensá relação do estilo "dominador-dominado", na qual a violência está presente. É do tipo "amor-combate".
A presença de aspectos de conjunção, trígono ou sextil entre: Sol A e Vênus B, Lua A e Vênus B, Sol, Lua, Vênus, Ascendente ou MC A e Júpiter B é um indício positivo. (B ajuda A a desabrochar.)
A presença de aspectos de conjunção, quadratura ou oposição entre Sol, Lua, Vênus, Ascendente ou MC A e Saturno B é um indício negativo (A é frustrado por B).
A presença de aspectos de trígono ou sextil entre Sol, Lua ou Vênus A e Saturno B indica a possibilidade de duração de uma relação ou a sua solidez.
Por fim, quando um dos parceiros possui um aspecto positivo de que o seu companheiro possui o negativo, isso pode ajudá-lo a resolver a dificuldade representada pelo aspecto em questão.
É igualmente possível descobrir os momentos positivos ou difíceis de uma relação estudando-se os trânsitos planetários que se referem aos pontos de "encontro" ou de "separação" do Tema de cada parceiro. Por exemplo, tornemos um casal: ele se chama Jean e tem a Lua em Touro e Vênus em Aries. Ela se chama Marie e tem a Lua em Escorpião (em oposição à de Jean), mas Vênus, como ele, em Aries. Quando um planeta lento passa em Touro, Escorpião, Leão ou Aquário, pode, aspectado negativamente na oposição Lua-Lua, gerar um clima de incompreensão, até de separação. Se, em seguida, passa em Aries ou num aspecto harmonioso com esse signo, pode privilegiar os pontos de entendimento do casal e levar a uma aproximação (segundo, é claro, o modo de ação particular de cada planeta lento).
A comparação de Temas começa pela tentativa de ressaltar os aspectos que são mais frequentes em um Tema e no outro: assim, se houver oposições, resulta daí uma relação de complementaridade, que exige certa maturidade afetiva por parte dos parceiros.
Se for o caso de trígonos ou de sextis, evidencia-se uma relação de harmonia: a corrente passa bem, mas sem paixão.
No caso de quadraturas, há uma relação de conflito: dinâmica, evolutiva, mas difícil de administrar.
Quando surgem conjunções, a relação é mais de osmose: excitante no nível da compreensão, mas menos evolutiva.
Em seguida, convém efetuar as seguintes comparações: Sol-Sol para a personalidade, Lua-Lua para a sensibilidade, Vênus-Vênus para o jeito de amar, Mercúrio-Mercúrio para o raciocínio.
Por fim, destacam-se as relações entre: Sol A e Lua B (segundo Jung, o Sol representando o ideal masculino, num Tema feminino, ou animus; a Lua representando o ideal feminino, num Tema masculino, ou anima), Vênus A e Marte B, para a atração e eventualmente o entendimento físico. Note-se que oposições ou quadraturas entre Vênus A e Marte B não indicam de forma nenhuma uma antipatia ou uma dificuldade de entendimento sexual, mas, ao contrário, uma intensá relação do estilo "dominador-dominado", na qual a violência está presente. É do tipo "amor-combate".
A presença de aspectos de conjunção, trígono ou sextil entre: Sol A e Vênus B, Lua A e Vênus B, Sol, Lua, Vênus, Ascendente ou MC A e Júpiter B é um indício positivo. (B ajuda A a desabrochar.)
A presença de aspectos de conjunção, quadratura ou oposição entre Sol, Lua, Vênus, Ascendente ou MC A e Saturno B é um indício negativo (A é frustrado por B).
A presença de aspectos de trígono ou sextil entre Sol, Lua ou Vênus A e Saturno B indica a possibilidade de duração de uma relação ou a sua solidez.
Por fim, quando um dos parceiros possui um aspecto positivo de que o seu companheiro possui o negativo, isso pode ajudá-lo a resolver a dificuldade representada pelo aspecto em questão.
É igualmente possível descobrir os momentos positivos ou difíceis de uma relação estudando-se os trânsitos planetários que se referem aos pontos de "encontro" ou de "separação" do Tema de cada parceiro. Por exemplo, tornemos um casal: ele se chama Jean e tem a Lua em Touro e Vênus em Aries. Ela se chama Marie e tem a Lua em Escorpião (em oposição à de Jean), mas Vênus, como ele, em Aries. Quando um planeta lento passa em Touro, Escorpião, Leão ou Aquário, pode, aspectado negativamente na oposição Lua-Lua, gerar um clima de incompreensão, até de separação. Se, em seguida, passa em Aries ou num aspecto harmonioso com esse signo, pode privilegiar os pontos de entendimento do casal e levar a uma aproximação (segundo, é claro, o modo de ação particular de cada planeta lento).
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Aspectos dos Planetas com os Ângulos, por Catherine Aubier
A conjunção de um ângulo do Tema com um planeta, qualquer que seja ela, dá a este um valor de dominante. A orbe da conjunção, nesse caso, pode ir até 12°, ou mesmo 15°, para os luminares.
Você encontrará indicações concernentes aos aspectos de conjunção planetas-ângulos no capítulo consagrado a cada um dos planetas e à sua posição nas casas.
A oposição de um planeta com um ângulo implica sua conjunção com o ângulo oposto. Sobre isso você ainda poderá encontrar referências no capítulo concernente à sua posição nas casas.
Exemplos: para uma conjunção de Saturno com o Ascendente, ver "dominante de Saturno" e "Saturno na casa I". Para uma oposição de Saturno com o Ascendente, ver "dominante de Saturno" e "Saturno na casa VII'.
A seguir você encontrará breves indicações sobre os outros aspectos possíveis (trígonos, sextis, quadraturas), no tocante ao Ascendente e ao Meio do Céu.
ASPECTOS DO ASCENDENTE
Os aspectos do Ascendente têm sempre relação com o comportamento e a saúde.
Sol-Ascendente
Os aspectos entre o Sol e o Ascendente indicam a relação entre o comportamento exterior e a personalidade real: nos casos de conjunção, a pessoa mostra-se tal qual é. Nos casos de oposição e quadratura, pode, inconscientemente, enganar os outros a respeito do que é realmente ou adotar atitudes capazes de prejudicá-la. Nos casos de trígono ou sextil, existe um certa harmonia entre a aparência e o interior.
Lua-Ascendente
No positivo, adaptabilidade, equilíbrio; no negativo, instabilidade, influenciabilidade.
Mercúrio-Ascendente
No positivo, comportamento impregnado de vivacidade, de curiosidade; no negativo, nervosismo, fragmentação.
Vênus-Ascendente
No positivo, charme, desejo de agradar, amabilidade; no negativo, inabilidade nos contatos. Segundo a tradição, seria igualmente o indício de "doenças venusianas", isto é, venéreas. Não tomar ao pé da letra.
Marte-Ascendente
No positivo, comportamento empreendedor e enérgico, resistência física; no negativo, comportamento impaciente, risco de inflamações, de acessos de febre, de pequenos ferimentos.
Júpiter-Ascendente
No positivo, generosidade, comportamento afável, saúde excelente; no negativo, comportamento invasivo, pretensioso, mal-estar devido a excessos, por vezes risco de obesidade.
Saturno-Ascendente
No positivo, comportamento racional e honesto; no negativo, sensação de bloqueio, dificuldade em agradar, temperamento fatigável, suscetível aos resfriados ou aos reumatismos.
Urano-Ascendente
No positivo, comportamento desembaraçado e original; no negativo, desejo de surpreender e chocar. Possíveis operações cirúrgicas.
Netuno-Ascendente
No positivo, comportamento intuitivo e compreensivo; no negativo, comportamento confuso ou de inadaptação. Sujeito ao alcoolismo.
Plutão-Ascendente
No positivo, comportamento resolutamente independente, beirando a marginalidade, capacidade de recuperação física e moral; no negativo, a pessoa não tem nenhuma consciência do efeito que produz sobre os outros, arrisca-se a prejudicar a si mesma.
ASPECTOS DO MEIO DO CÉU
Os aspectos do MC estão relacionados com a vida pública, o êxito, o objetivo a se atingir.
Sol-MC
No positivo, capacidade de vencer e impor-se socialmente, seja por si mesmo, seja graças a ajudas exteriores; no negativo, dificuldade para fazer reconhecer seu valor.
Lua-MC
No positivo, papel importante das mulheres ou do público na obtenção do êxito; no negativo, instabilidade na vida profissional, vocações incertas e flutuantes.
Mercúrio-MC
No positivo, capacidade intelectual auxiliando na obtenção do sucesso, dom para o comércio ou as trocas no trabalho; no negativo, a dispersão prejudica o êxito.
Vênus-MC
No positivo, a pessoa pode ser amada no seu ambiente de trabalho (o professor é querido por seus alunos, por exemplo); no negativo, ciúmes ou insatisfação no meio profissional.
Marte-MC
No positivo, a combatividade e a energia facilitam o êxito; no negativo, elas são um entrave, e a impaciência e a agressividade não levam a nada. Podem surgir conflitos e rivalidades no trabalho.
Júpiter-MC
No positivo, a pessoa tem confiança em suas possibilidades de êxito, o que a ajuda a "subir"; no negativo, as capacidades não estão à altura das ambições.
Saturno-MC
No positivo, a pessoa mostra perseverança e honestidade para atingir seu objetivo; no negativo, duvida de si mesma e encontra obstáculos.
Urano-MC
No positivo, a pessoa age com desembaraço para chegar a seu objetivo; no negativo, seus acessos de rebelião a expõem a adversidades.
Netuno-MC
No positivo, a intuição ajuda a pessoa a encontrar um caminho; no negativo, ela está arriscada a "passar à margem" de uma orientação por falta de lucidez sobre suas verdadeiras capacidades.
Plutão-MC
No positivo, a pessoa busca uma saída, pois quer libertar-se dos modelos; no negativo, comporta-se inconscientemente de modo destrutivo, o que prejudica a evolução de sua situação.
Você encontrará indicações concernentes aos aspectos de conjunção planetas-ângulos no capítulo consagrado a cada um dos planetas e à sua posição nas casas.
A oposição de um planeta com um ângulo implica sua conjunção com o ângulo oposto. Sobre isso você ainda poderá encontrar referências no capítulo concernente à sua posição nas casas.
Exemplos: para uma conjunção de Saturno com o Ascendente, ver "dominante de Saturno" e "Saturno na casa I". Para uma oposição de Saturno com o Ascendente, ver "dominante de Saturno" e "Saturno na casa VII'.
A seguir você encontrará breves indicações sobre os outros aspectos possíveis (trígonos, sextis, quadraturas), no tocante ao Ascendente e ao Meio do Céu.
ASPECTOS DO ASCENDENTE
Os aspectos do Ascendente têm sempre relação com o comportamento e a saúde.
Sol-Ascendente
Os aspectos entre o Sol e o Ascendente indicam a relação entre o comportamento exterior e a personalidade real: nos casos de conjunção, a pessoa mostra-se tal qual é. Nos casos de oposição e quadratura, pode, inconscientemente, enganar os outros a respeito do que é realmente ou adotar atitudes capazes de prejudicá-la. Nos casos de trígono ou sextil, existe um certa harmonia entre a aparência e o interior.
Lua-Ascendente
No positivo, adaptabilidade, equilíbrio; no negativo, instabilidade, influenciabilidade.
Mercúrio-Ascendente
No positivo, comportamento impregnado de vivacidade, de curiosidade; no negativo, nervosismo, fragmentação.
Vênus-Ascendente
No positivo, charme, desejo de agradar, amabilidade; no negativo, inabilidade nos contatos. Segundo a tradição, seria igualmente o indício de "doenças venusianas", isto é, venéreas. Não tomar ao pé da letra.
Marte-Ascendente
No positivo, comportamento empreendedor e enérgico, resistência física; no negativo, comportamento impaciente, risco de inflamações, de acessos de febre, de pequenos ferimentos.
Júpiter-Ascendente
No positivo, generosidade, comportamento afável, saúde excelente; no negativo, comportamento invasivo, pretensioso, mal-estar devido a excessos, por vezes risco de obesidade.
Saturno-Ascendente
No positivo, comportamento racional e honesto; no negativo, sensação de bloqueio, dificuldade em agradar, temperamento fatigável, suscetível aos resfriados ou aos reumatismos.
Urano-Ascendente
No positivo, comportamento desembaraçado e original; no negativo, desejo de surpreender e chocar. Possíveis operações cirúrgicas.
Netuno-Ascendente
No positivo, comportamento intuitivo e compreensivo; no negativo, comportamento confuso ou de inadaptação. Sujeito ao alcoolismo.
Plutão-Ascendente
No positivo, comportamento resolutamente independente, beirando a marginalidade, capacidade de recuperação física e moral; no negativo, a pessoa não tem nenhuma consciência do efeito que produz sobre os outros, arrisca-se a prejudicar a si mesma.
ASPECTOS DO MEIO DO CÉU
Os aspectos do MC estão relacionados com a vida pública, o êxito, o objetivo a se atingir.
Sol-MC
No positivo, capacidade de vencer e impor-se socialmente, seja por si mesmo, seja graças a ajudas exteriores; no negativo, dificuldade para fazer reconhecer seu valor.
Lua-MC
No positivo, papel importante das mulheres ou do público na obtenção do êxito; no negativo, instabilidade na vida profissional, vocações incertas e flutuantes.
Mercúrio-MC
No positivo, capacidade intelectual auxiliando na obtenção do sucesso, dom para o comércio ou as trocas no trabalho; no negativo, a dispersão prejudica o êxito.
Vênus-MC
No positivo, a pessoa pode ser amada no seu ambiente de trabalho (o professor é querido por seus alunos, por exemplo); no negativo, ciúmes ou insatisfação no meio profissional.
Marte-MC
No positivo, a combatividade e a energia facilitam o êxito; no negativo, elas são um entrave, e a impaciência e a agressividade não levam a nada. Podem surgir conflitos e rivalidades no trabalho.
Júpiter-MC
No positivo, a pessoa tem confiança em suas possibilidades de êxito, o que a ajuda a "subir"; no negativo, as capacidades não estão à altura das ambições.
Saturno-MC
No positivo, a pessoa mostra perseverança e honestidade para atingir seu objetivo; no negativo, duvida de si mesma e encontra obstáculos.
Urano-MC
No positivo, a pessoa age com desembaraço para chegar a seu objetivo; no negativo, seus acessos de rebelião a expõem a adversidades.
Netuno-MC
No positivo, a intuição ajuda a pessoa a encontrar um caminho; no negativo, ela está arriscada a "passar à margem" de uma orientação por falta de lucidez sobre suas verdadeiras capacidades.
Plutão-MC
No positivo, a pessoa busca uma saída, pois quer libertar-se dos modelos; no negativo, comporta-se inconscientemente de modo destrutivo, o que prejudica a evolução de sua situação.
Os Aspectos entre Planetas, por Catherine Aubier
Trata-se de uma das áreas mais complexas e talvez mais ricas da astrologia, que, consequentemente, pede um estudo longo e detalhado. Antes de tudo, o que é um aspecto planetário?
Tecnicamente falando, é a distância angular entre dois planetas, tais como estão posicionados num Tema astral. De acordo com a tradição, os referidos planetas influenciam-se reciprocamente, e veem seu significado próprio modular-se e colorir-se diferentemente segundo a relação que têm com os outros, exatamente como um indivíduo cujas características se modificam em função das pessoas de que se cerca.
Existem dois tipos de aspectos: os aspectos maiores, que fazem sistematicamente parte da interpretação do Tema astral, e os aspectos menores, que, como o nome indica, têm um papel menos importante.
Atualmente, os astrólogos só levam em conta, em geral, os aspectos maiores, mas, no caso de uma interpretação refinada e complexa, o conhecimento dos menores pode ajudar a precisar um diagnóstico.
Os aspectos maiores são os seguintes:
1. CONJUNÇÃO
Dois planetas estão em conjunção quando se encontram na mesma longitude do círculo zodiacal, com uma orbe possível de + ou — 10°. A conjunção é um aspecto neutro, isto é, conforme os planetas em questão, pode haver uma influência positiva ou negativa. De fato, trata-se de um aspecto de fusão, de encontro. O que acontece, em química, quando dois elementos se encontram? Se estão em harmonia, o resultado é positivo; pode também haver uma explosão; ou, ainda, talvez os elementos se neutralizem mutuamente. O mesmo se dá com a conjunção. É por isso que se trata do aspecto planetário mais delicado de se interpretar.
2. OPOSIÇÃO
A oposição é um aspecto que liga planetas situados em oposição um ao outro no círculo zodiacal, isto é, a 180°, com uma orbe possível de + ou — 10°. Este aspecto representa um bloqueio, pois os planetas buscam, numa linguagem simbólica, aniquilar-se mutuamente: nenhum deles pode, portanto, exprimir-se livremente. Por vezes eles se manifestam, também, de modo paralelo e contraditório. A oposição é considerada pela tradição um aspecto maléfico: nós a qualificamos mais modestamente como negativa, porque é um elemento bloqueador para o indivíduo.
3. QUADRATURA
Uma quadratura liga dois planetas situados a 90° um do outro, com uma orbe possível de + ou — 7°. Seu significado tradicional o classifica entre os aspectos maléficos, mas a tendência é nos afastarmos cada vez mais dessa interpretação: com efeito, a quadratura representa seguramente um conflito, mas sobretudo um conflito aberto, que obriga a pessoa a reagir, a suplantar a dificuldade: é, portanto, uma fonte de progresso, resolução e evolução, através de uma crise.
4. TRÍGONO
É um aspecto que liga dois planetas situados a 120° um do outro, com uma orbe possível de + ou — 7°. Cria uma corrente harmoniosa, positiva entre os respectivos planetas: estes trabalham em função de um bem-estar e se apoiam mutuamente; em compensação, tal aspecto impele a um certo acomodamento. Como diz jocosamente um astrólogo, é como sentar-se numa poltrona sem que o outro tenha se levantado. Tradicionalmente considerado como benéfico, o trígono parece ter um efeito interior e atuar mais no plano pessoal, psicológico, do que no plano concreto.
5. SEXTIL
Aspecto que liga dois planetas situados a 60° um do outro, com uma orbe possível de + ou— 5°, também chamado de "benéfico". Seus significados são os mesmos que os do trígono, mas num plano mais real, mais concreto.
Nota: Quando um dos dois luminares (Sol ou Lua) está contido em um aspecto, podem-se acrescentar 2° à orbe indicada (por exemplo, + ou — 12° para a conjunção e a oposição).
Os principais aspectos menores são os seguintes:
Semi-sextil (distância de 30° entre dois planetas), fracamente benéfico. Semiquadratura (distância de 45° entre dois planetas), fracamente maléfico.
Sesquiquadratura (distância de 135° entre dois planetas), fracamente maléfico.
Quincôncio (distância de 150° entre dois planetas), de preferência benéfico.
Na prática, somente o quincôncio apresenta um interesse maior. De acordo com certos autores, tratar-se-ia de um aspecto essencialmente evolutivo, indicando uma capacidade, uma possibilidade "latente" que cabe ao indivíduo desenvolver, segundo sua vontade e seu livre-arbítrio.
Segundo outros autores, esse aspecto representa uma "questão colocada" ao possuidor do Tema — a ele cabe responder ou não, evoluir ou não —, envolvendo uma noção de escolha pessoal, de decisão interior.
O semi-sextil pode ser considerado importante em dois casos:
— Quando liga Mercúrio e o Sol, pois esses dois planetas nunca se afastam um do outro mais que 28°, os outros aspectos que não sejam conjunção e semi-sextil são impossíveis.
— Como a distância possível entre Vênus e o Sol é, no máximo, de 45°, somente os aspectos de conjunção, de semi-sextil e de semiquadratura são possíveis, o que dá importância a esses dois aspectos menores.
Tecnicamente falando, é a distância angular entre dois planetas, tais como estão posicionados num Tema astral. De acordo com a tradição, os referidos planetas influenciam-se reciprocamente, e veem seu significado próprio modular-se e colorir-se diferentemente segundo a relação que têm com os outros, exatamente como um indivíduo cujas características se modificam em função das pessoas de que se cerca.
Existem dois tipos de aspectos: os aspectos maiores, que fazem sistematicamente parte da interpretação do Tema astral, e os aspectos menores, que, como o nome indica, têm um papel menos importante.
Atualmente, os astrólogos só levam em conta, em geral, os aspectos maiores, mas, no caso de uma interpretação refinada e complexa, o conhecimento dos menores pode ajudar a precisar um diagnóstico.
Os aspectos maiores são os seguintes:
1. CONJUNÇÃO
Dois planetas estão em conjunção quando se encontram na mesma longitude do círculo zodiacal, com uma orbe possível de + ou — 10°. A conjunção é um aspecto neutro, isto é, conforme os planetas em questão, pode haver uma influência positiva ou negativa. De fato, trata-se de um aspecto de fusão, de encontro. O que acontece, em química, quando dois elementos se encontram? Se estão em harmonia, o resultado é positivo; pode também haver uma explosão; ou, ainda, talvez os elementos se neutralizem mutuamente. O mesmo se dá com a conjunção. É por isso que se trata do aspecto planetário mais delicado de se interpretar.
2. OPOSIÇÃO
A oposição é um aspecto que liga planetas situados em oposição um ao outro no círculo zodiacal, isto é, a 180°, com uma orbe possível de + ou — 10°. Este aspecto representa um bloqueio, pois os planetas buscam, numa linguagem simbólica, aniquilar-se mutuamente: nenhum deles pode, portanto, exprimir-se livremente. Por vezes eles se manifestam, também, de modo paralelo e contraditório. A oposição é considerada pela tradição um aspecto maléfico: nós a qualificamos mais modestamente como negativa, porque é um elemento bloqueador para o indivíduo.
3. QUADRATURA
Uma quadratura liga dois planetas situados a 90° um do outro, com uma orbe possível de + ou — 7°. Seu significado tradicional o classifica entre os aspectos maléficos, mas a tendência é nos afastarmos cada vez mais dessa interpretação: com efeito, a quadratura representa seguramente um conflito, mas sobretudo um conflito aberto, que obriga a pessoa a reagir, a suplantar a dificuldade: é, portanto, uma fonte de progresso, resolução e evolução, através de uma crise.
4. TRÍGONO
É um aspecto que liga dois planetas situados a 120° um do outro, com uma orbe possível de + ou — 7°. Cria uma corrente harmoniosa, positiva entre os respectivos planetas: estes trabalham em função de um bem-estar e se apoiam mutuamente; em compensação, tal aspecto impele a um certo acomodamento. Como diz jocosamente um astrólogo, é como sentar-se numa poltrona sem que o outro tenha se levantado. Tradicionalmente considerado como benéfico, o trígono parece ter um efeito interior e atuar mais no plano pessoal, psicológico, do que no plano concreto.
5. SEXTIL
Aspecto que liga dois planetas situados a 60° um do outro, com uma orbe possível de + ou— 5°, também chamado de "benéfico". Seus significados são os mesmos que os do trígono, mas num plano mais real, mais concreto.
Nota: Quando um dos dois luminares (Sol ou Lua) está contido em um aspecto, podem-se acrescentar 2° à orbe indicada (por exemplo, + ou — 12° para a conjunção e a oposição).
Os principais aspectos menores são os seguintes:
Semi-sextil (distância de 30° entre dois planetas), fracamente benéfico. Semiquadratura (distância de 45° entre dois planetas), fracamente maléfico.
Sesquiquadratura (distância de 135° entre dois planetas), fracamente maléfico.
Quincôncio (distância de 150° entre dois planetas), de preferência benéfico.
Na prática, somente o quincôncio apresenta um interesse maior. De acordo com certos autores, tratar-se-ia de um aspecto essencialmente evolutivo, indicando uma capacidade, uma possibilidade "latente" que cabe ao indivíduo desenvolver, segundo sua vontade e seu livre-arbítrio.
Segundo outros autores, esse aspecto representa uma "questão colocada" ao possuidor do Tema — a ele cabe responder ou não, evoluir ou não —, envolvendo uma noção de escolha pessoal, de decisão interior.
O semi-sextil pode ser considerado importante em dois casos:
— Quando liga Mercúrio e o Sol, pois esses dois planetas nunca se afastam um do outro mais que 28°, os outros aspectos que não sejam conjunção e semi-sextil são impossíveis.
— Como a distância possível entre Vênus e o Sol é, no máximo, de 45°, somente os aspectos de conjunção, de semi-sextil e de semiquadratura são possíveis, o que dá importância a esses dois aspectos menores.
Planetas Angulares, por Catherine Aubier
Diz-se que um planeta está angular quando se encontra em conjunção com um dos quatro ângulos do Tema astral. Nesse caso, tem quase sempre valor dominante e exerce uma influência determinante. As angularidades mais importantes são aquelas que ligam um planeta ao Ascendente ou ao Meio do Céu: no primeiro caso, o dominante agirá essencialmente sobre o temperamento da pessoa; no segundo, sobre sua existência, sua maneira de levar a vida e de concebê-la.
A importância das angularidades planetárias foi salientada por um francês, Michel Gauquelin. Depois de um enorme trabalho estatístico, ele descobriu correlações irrefutáveis entre as angularidades planetárias e certos tipos de personalidade.
A orbe admitida para a conjunção entre um planeta e um ângulo pode chegar a 12° — ou mesmo a 15°, se se trata de uma das luminares.
Dá-se o nome de ângulos aos quatro pontos cardeais do Tema astral: Ascendente ou casa I (leste), Meio do Céu ou casa X (sul), Descendente ou casa VII (oeste), Fundo do Céu ou casa IV (norte). Correspondem, igualmente: ao nascente, o Ascendente; ao meio-dia, o Meio do Céu; ao poente, o Descendente; à meia-noite, o Fundo do Céu.
É por isso que, ao nos referirmos a um planeta em conjunção com o Ascendente, dizemos que ele "nasce", ou, em conjunção com o Descendente, que ele "se põe", etc.
A importância das angularidades planetárias foi salientada por um francês, Michel Gauquelin. Depois de um enorme trabalho estatístico, ele descobriu correlações irrefutáveis entre as angularidades planetárias e certos tipos de personalidade.
A orbe admitida para a conjunção entre um planeta e um ângulo pode chegar a 12° — ou mesmo a 15°, se se trata de uma das luminares.
Dá-se o nome de ângulos aos quatro pontos cardeais do Tema astral: Ascendente ou casa I (leste), Meio do Céu ou casa X (sul), Descendente ou casa VII (oeste), Fundo do Céu ou casa IV (norte). Correspondem, igualmente: ao nascente, o Ascendente; ao meio-dia, o Meio do Céu; ao poente, o Descendente; à meia-noite, o Fundo do Céu.
É por isso que, ao nos referirmos a um planeta em conjunção com o Ascendente, dizemos que ele "nasce", ou, em conjunção com o Descendente, que ele "se põe", etc.
Planeta Anareta, por Catherine Aubier
Eis um termo proveniente da Idade Média da astrologia. O planeta "anareta" é aquele que se supõe trazer a morte ou a destruição, ao contrário do "hyleg", que traz alegria e felicidade.
No passado, eram os planetas maléficos (Marte e Saturno, pois Urano, Netuno e Plutão não tinham sido ainda descobertos) que faziam este triste papel, ou então o planeta regente da casa VIII.
No passado, eram os planetas maléficos (Marte e Saturno, pois Urano, Netuno e Plutão não tinham sido ainda descobertos) que faziam este triste papel, ou então o planeta regente da casa VIII.
Planetas Aflitos, por Catherine Aubier
Segundo a tradição astrológica, diz-se que um planeta está "aflito" quando ele recebe um mau aspecto (quadratura ou oposição) de algum outro. Por exemplo, se Vênus está em quadratura com Saturno, diz-se que ele está sendo "afligido" por Saturno.
O papel de "planetas aflitivos" era geralmente atribuído àqueles que a tradição qualificava de "maléficos" (Saturno e Marte).
Hoje em dia, essas denominações são, felizmente, cada vez menos utilizadas. Cada planeta contém, com efeito, elementos positivos e negativos, e a qualidade de sua influência depende do contexto zodiacal em que se insere.
O papel de "planetas aflitivos" era geralmente atribuído àqueles que a tradição qualificava de "maléficos" (Saturno e Marte).
Hoje em dia, essas denominações são, felizmente, cada vez menos utilizadas. Cada planeta contém, com efeito, elementos positivos e negativos, e a qualidade de sua influência depende do contexto zodiacal em que se insere.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
A Cúspide das Casas, por Catherine Aubier
Esse termo designa o grau zodiacal que marca, num Tema, o começo de uma casa. Diz-se igualmente que é a ponta da casa.
As quatro principais cúspides, chamadas também de pontos cardeais, são o Ascendente, o Meio do Céu, o Descendente e o Fundo do Céu. Trata-se, respectivamente, das pontas das casas I, X, VII e IV.
Segundo certos astrólogos, pode-se considerar que todo astro situado a menos de 5° de uma cúspide, mesmo na casa precedente, age na casa seguinte.
Assim, um planeta situado na casa VIII, mas a menos de 5° da ponta da casa IX, exerceria sua influência maior sobre a casa IX. Essa teoria é bastante discutida e, pessoalmente, não estamos convencidos de sua validade.
As quatro principais cúspides, chamadas também de pontos cardeais, são o Ascendente, o Meio do Céu, o Descendente e o Fundo do Céu. Trata-se, respectivamente, das pontas das casas I, X, VII e IV.
Segundo certos astrólogos, pode-se considerar que todo astro situado a menos de 5° de uma cúspide, mesmo na casa precedente, age na casa seguinte.
Assim, um planeta situado na casa VIII, mas a menos de 5° da ponta da casa IX, exerceria sua influência maior sobre a casa IX. Essa teoria é bastante discutida e, pessoalmente, não estamos convencidos de sua validade.
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