segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
do amor, do prazer, da amizade e do casamento, por Claudio Fagundes
Peço aqui uma pausa sobre todas as conjecturas em termos de desejos e sentimentos. Uma pausa apenas, num mundo que não existe, nem vale a pena, sem desejos nem sentimentos. Os desejos nos levam adiante, nos conduzem além do racional usando de todas as nossas forças e fragilidades. O caminho da Sefiroth, que se denomina Os Amantes é o caminho da transformação.
O Roberto Freire costuma dizer que "sem tesão,não há solução". É esse o título de um de seus livros. Mas o que é tal tesão? É o tesão que sentimos, aquele desejo vazio, dos olhares que se cruzam em uma calçada da vida? Daqueles que se cruzam em uma reunião social? O tesão que sentimos por um ícone do desejo, uma artista de cinema, um paradigma todo certinho? Não, esse é um tesão sim, mas não é o tesão que leva à transformação. Seria esse tesão que faz nos mover, sair da inércia cotidiana? Não acho que não. A maioria desses pequenos tesões que sentimos ao percorrer do caminho diário são incapazes de nos fazer mover mesmo até eles. Eles são efêmeros e ali mesmo morrem.
Com a ajuda da Astrologia podemos entender um pouco mais sobre as diferentes variações do amor e do prazer... e entender um pouco mais sobre o casamento e relações semelhantes. O mundano na Astrologia (e tudo isso pertence ao mundano) é representado pelas Casas Terrestres. E nessas tais casas precisamos focar a Casa 5, a Casa 7, a Casa 8 e a Casa 11. No meu entender essas 4 casas terrestres descrevem os principais nuances de uma vida afetiva saudável e honesta.
A Casa 5 representa o prazer. O prazer puro que não transcende e nem transforma. É uma brincadeira de delícias. Aqui realizamos toda a diversão e o sexo é como um jogo de desafios de extrair de si e do outro, todas as delícias possíveis e todas loucuras de perder a cabeça e as responsabilidades. A Casa 5 é também a casa das crianças. Aqui transformamos o amor em um parque de diversões. Tudo é leve, tudo é puro, tudo é simplesmente prazer. A Casa 5 é o reino do egocentrismo dadivoso. Aqui ninguém se perde, nem perde o caminho de casa. É como sexo entre adolescentes.
Vamos pular para a Casa 8. A Casa 8 é densa. Se a Casa 5 representa a sexualidade superficial, a Casa 8 representará os domínios da sexualidade profunda. Se a Casa 5 é a fogueira, a Casa 8 será as águas putrefatas de um pântano. A Casa 8 envolve o nosso eu profundo, o nosso ser, e nos coloca a mercê de nós mesmos. Sim, o Outro, há o Outro. O Outro é aquele que não compreendemos, mas que nos leva a ações que jamais seríamos capazes de ter se não houvesse esse Outro catalisador de nosso ímpeto para a transformação. Sim, esse Outro que não compreendemos e nos cativa inexplicavelmente, capaz de nos fazer mover e até a mudar nossos hábitos e manias mais enraizadas, encardidas que nossa roupa suada. Esse tesão não é um tesão vulgar. Ninguém aposta a sua cabeça com o Diabo vulgarmente. Sim, porque estamos mergulhando naquilo que não compreendemos. E aí surgem os nosso instintos mais primários para nos empurrar nos levar e conduzir, sem qualquer racionalidade explicativa.
Na Casa 5 o amor é meramente prazer. É como um homem que procura tal prazer nos braços de uma prostituta. É como aquele que não tem coragem para tal e simplesmente se masturba. Falo de homens e mulheres. Porque o prazer comprado tem sua própria ética. Como os jogos tem suas regras, os bordéis formais e informais também o tem. E a regra aqui é manter-se no casual sem qualquer aprofundamento mais denso.
Na Casa 8 o prazer é o risco da morte. Aqui se destroem realidades. Aqui não sabemos lidar com os negócios mais simples da vida mundanas nos quais tudo tem um preço. E um preço reduzido a unidades monetárias. Não. Aqui o preço é a própria vida. Aqui o sujeito que entra, jamais será o mesmo depois. Algo de si morre pelo caminho, mas obviamente algo também nasce. Aqui aposta-se tudo e o que vem em troca não é mais comparável. Não se tem um sentido compensatório objetivo. Mas a Casa 8 é a casa da transformação, é o que nos tira da inércia. Sim aqui o tesão tem uma solução, ao contrário do prazer da Casa 5, aqui o tesão não é simplesmente matéria. Envolve o espírito, ou seja, o nosso próprio ser e seu porvir.
A Casa 5 e a Casa 8, entretanto, são domínios íntimos. Envolvem decisões personalíssimas e que não dão respostas, portanto, para terceiros. As respostas para terceiros são estabelecidas pela Casa 7 e pela Casa 11.
A Casa 7 é a casa que representa o casamento. O casamento não é propriamente um fruto da irresponsabilidade da Casa 5 ou da inclemência da Casa 8. É outra relação e que poderá, entretanto, ter relações de prazer e de transformação. A Casa 7 é a casa das associações. Aqui formalizamos uma relação como formal e através desta forma assumimos responsabilidades. A Casa 7 é uma formalização de uma sociedade. Para o mundo passamos a agir em conjunto. Aqui respondemos solidariamente pelas nossa ações no mundo e para esse organismo teórico que chamamos de sociedade. Como uma firma, o casamento é uma empresa. E nele há suas regras de gestão e atuação. No casamento o prazer se transforma (pelo menos teoricamente) em filhos. E os filhos são a outra interpretação que damos à Casa 5. Sublima-se, pois, o prazer para o prazer dos filhos.
A Casa 7 descreve uma posição de amor? Não obrigatoriamente, mas é melhor que sim. Porque só por amor podemos abrir mão de outros prazeres e possibilidades. A Casa 7 sozinha não é a garantia de absolutamente nada a não ser de um compromisso e obrigações formais. Isso em seu estrito sentido, mas nada na vida é estrito. Tudo trás em si uma infinidade de sentidos.
A Casa 11 representa a amizade. Enquanto a Casa 7 representa relações formais, a Casa 11 nos fala de relações das mais informais possíveis. O compromisso e a responsabilidade não são rígidos e em nome da amizade tudo se pode compreender e, provavelmente, até perdoar. Mas entretanto existem aqui elos informais talvez mais fortes que os formais regidos pela Casa 7.
A Casa 11, como a Casa 7, é um lugar de relações. A Casa 5 e a Casa 8 não são lugar de relações: são algo que podem existir dentro das relações. Ou não.
O amor profundo e o prazer superficial não tem nada a ver com as relações que estabelecemos. O prazer pode acontecer na Casa 7 ou na Casa 11, ou mesmo em nenhuma delas. Para quem não sabe, a Casa 3 rege outra forma de relação: as relações não escolhidas. O casamento e a amizade são relações escolhidas: nós escolhemos nosso cônjuge e nossos amigos. Na Casa 3 estão as relações não escolhidas: vizinhos e parentes próximos (primos, por exemplo). Nos interessa aqui aquilo que escolhemos.
Estamos aqui com uma questão moral e com uma questão ética. Uma questão essencialmente de escolha. A Casa 5 é fútil por natureza. A Casa 8 pode ser fundamental para a nossa própria coerência pessoal. Mas como elas funcionam quando não há mais nem prazer e nenhum ímpeto para a transformação?
do amor e dos quatro elementos, por Claudio Fagundes
No meu último artigo, escrevi sobre os relacionamentos e relacionei a Casa 5 com as práticas sexuais simplesmente sexuais: o sexo pelo sexo, sem ligações afetivas de qualquer natureza. Apenas pelo prazer do jogo e do contato sexual. Eu chamaria de práticas sexuais pueris. No meu entender, obviamente, quando se fala em sexo, não se fala em amor, embora o sexo possa ser um componente do amor. Mas, quando se fala em amor, haveremos de pensar também de ligações não obrigatoriamente com sexo envolvido. Há relações que não se cogita o sexo. Aqui, quando falar de amor, estarei falando de amor com sexo envolvido, ou a sua negação veemente, porque a negação sexual geralmente é resultado de um entrave de natureza psíquica. Mas não quero me adentrar no campo das patologias psíquicas.
O amor é um sentimento que transcende o próprio sentimento. Dependendo de sua intensidade e abrangência poderá sintonizar toda a realidade do sujeito. Mas o amor é essencialmente uma emoção e uma emoção que envolve um encontro. Esse encontro pode ser de fogo, quando há uma ligação de natureza espiritual; de água quando trata-se de uma ligação baseada em sentimentos, carinho, ternura, compreensão; pode ser de ar, quando acontece na esfera da afinidade intelectual, do pensamento, das convicções, da comunicação; pode ser de terra, quando enfatiza o prazer sexual e o interesse material, as riquezas.
Desde já quero afirmar que quando eu falo em amor: um amor real, pleno; estou me referindo a um encontro nos quatro elementos. Sim, porque se um dos elementos estiver fraco, ele estrangulará o relacionamento, desequilibrando-o e tornando obsessiva justamente o que é o ponto fraco. Se faltar o fogo do espírito, que é o que leva à evolução permanente, o amor tenderá a morrer pela monotonia, pela falta de horizontes. Se faltar a água das emoções, o amor será frio, maquinal, e tenderá a morrer pela secura e falta de compreensão. Se faltar ar, será um relacionamento isolado, sem interação e sem compartilhamento de ideias. Se faltar terra, o relacionamento tenderá a ser impossível porque não poderão sobreviver, porque faltará bens materiais de subsistência e vontade para o sexo.
Assim, quando falo em amor, estou falando na presença desses quatro elementos. Com a presença dos quatro elementos o amor prospera e leva a felicidade e a satisfação mútua.
Essas combinações de elementos não estão nos dois amantes, obrigatoriamente. Pode ser que um ou outro sejam mais desenvolvidos em um elemento do que em outro. Desta forma o outro parceiro deverá contrabalançar o primeiro. Um relacionamento equilibrado é um equilíbrio elemental. Por essa razão a gente vê tantas pessoas que são mesmo muito diferentes, mas que se relacionam bem e vivem uma vida inteira juntas: um complementa o outro. Esse complementar não é no sentido barato dos afazeres cotidianos: o amor não é só cotidiano. É também sonhos, planos e porvir. É também o passado que consolida a história.
O estudo dos elementos dos mapas natais dos amantes pode ajudar ao crescimento da relação. Mas será uma luta hercúlea se o quadro de elementos estiver pendente apenas para um lado. Nem sempre vale a pena lutar para ir adiante em um relacionamento. Se isso acontecer a tendência será um comportamento obsessivo que será uma rota de colisão que pode ter resultados trágicos.
Concluindo, por hora, a Astrologia não determina relacionamento. O querer, livre-arbítrio, é que determina. Mas o querer envolve muitas nuances e dependendo do poder que um exerce sobre o outro pode se tornar uma verdadeira ditadura de caráter, com a anulação do querer do Outro.
Ninguém precisa da Astrologia para amar. Também não é um bom caminho para procurar amantes que obedeçam a padrões astrológicos, parece-me isso também uma coisa muito doida. Pensemos assim: dado um relacionamento, quais seriam os seus pontos fortes que poderiam ajudar no desenvolvimento dos pontos fracos. É apenas um exemplo de utilidade.
A Astrologia Transpessoal poderá ajudar, mas não será determinante absolutamente de nada. Pelo menos é assim que eu quero pensar que seja.
Astrologia e Relacionamentos [por Rita Moura]
Um dos aspectos de maior fascínio e que mais perguntas costuma suscitar quando se fala de Astrologia é sem dúvida a questão dos relacionamentos.
E numa fase muito embrionária no estudo ou no interesse pela Astrologia a questão coloca-se sobretudo na comparação de signos. Quantas vezes não ouvimos perguntas do tipo: “os carneiros dão-se bem com os gémeos?” e por aí adiante.
Neste aspecto sempre surge a tentativa de clarificar que ninguém é apenas um signo, que quando se fala genericamente de signo se está apenas a apontar o signo solar e que um mapa astrológico é uma combinação de factores muito mais complexos e dinâmicos.
Que envolve mais planetas, que envolve mais signos, que envolve aspectos (uma espécie de diálogo) e outros factores, que combinados nos dão então uma espécie de retrato da personalidade, na Astrologia Natal.
E que muitas vezes a pessoa pode ser de um signo (solar), mas que nem é essa a energia mais enfatizada naquele mapa, e que isso tem a ver com uma série de razões, como por exemplo o posicionamento dos outros planetas, que casas estão ocupadas, que aspectos têm mais força, etc…
Este será talvez o primeiro ponto quando a componente dos relacionamentos é assunto na Astrologia, a tal ideia da combinação “quase que fictícia” e “enganadora” de signos.
O segundo ponto a ter em atenção surge num nível mais avançado – e sério - no estudo dos relacionamentos sob a perspectiva astrológica.
E isso acontece quando a análise e potencial de uma relação é trazida ao momento, com o estudo da comparação dos mapas, recorrendo a técnicas como a Sinastria (a análise individual e depois comparativa dos mapas) e o Mapa Composto.
De facto, aqui, entramos num campo mais "elaborado" da Astrologia (natal e relacional). Quando um relacionamento é possível de ser analisado, observado, estudado, sob o prisma astrológico e com ferramentas que contemplam os mapas na totalidade.
Mas antes deste processo e antes que o estudante venha a cair na tentação de uma análise quase microscópica de aspecto por aspecto (o que acontece muitas vezes), fazendo de imediato mapas compostos, trânsitos de relação e deslumbrando-se ou decepcionando-se com cada ponto da sinastria, convém ter em atenção o seguinte:
antes da emaranhada, e por vezes complicada, análise minuciosa dos pontos comparativos e compostos dos mapas, é antes de tudo importante olhar os campos energéticos de cada mapa.
De que material são esses mapas feitos? Algo tão simples como: que elementos predominam?
Como diz o astrólogo norte-americano Stephen Arroyo, antes de tudo importa referir que somos alimentados pelos vários elementos. Elementos esses que são canais de base na linguagem astrológica. Que são frequências vibratórias nas quais cada um de nós se sintoniza.
E por isto importa também ver antes de qualquer análise mais elaborada quais as frequências que maior ênfase têm?
Sabermos que quando o ar (Gémeos, Balança, Aquário) predomina precisamos de estímulo mental, de alimento intelectual, de variedade, de comunicação, e se for o Fogo (Carneiro, Leão, Sagitário) pode-nos ser mais familiar a energia, o dinamismo, o entusiasmo, a vitalidade, a alegria.
E quando se trata da Água (Caranguejo, Escorpião, Peixes) precisamos de nutrição emocional, de empatia, de sensibilidade, de ligação sentimental. Enquanto a Terra precisa de realismo, de estrutura, de uma sintonia na capacidade de construir, de ter algo sólido.
Na relação, o estímulo dos elementos, a sintonia dos “campos energéticos” de cada um, é um segredo fundamental para o bem-estar e prazer na relação. Mas mais do que isto – e sem pretender complicar o processo – também existe lugar a uma outra coisa: “a compensação”.
Sentirmo-nos atraídos por aquilo que não temos ou pensamos não ter.
Por exemplo, imagine que não tem Terra no mapa e sintoniza-se com alguém que tem muito Terra, e isso pode funcionar muito bem, sobretudo se tiver grande ênfase de Água (Terra e Água estão numa sintonia similar, tal como Fogo e Ar).
Pode imaginar isto também para alguém com muito Ar e falta de Fogo, que entra numa espécie de fusão com o companheiro/a, amigo/a, que lhe apresenta todo aquele campo de Fogo, toda aquela vida.
É também incontornável a questão de que “somos atraídos por aquilo que não temos” - e em Astrologia sobretudo com os pares Terra-Água e Fogo-Ar (por serem diferentes mas compatíveis em essência e nas suas qualidades primitivas).
Contudo, Stephen Arroyo defende a ideia de que quando isso acontece, quando essa compensação/atracção existe, a mesma ocorre por duas condicionantes fundamentais ao relacionamento:
1. Na primeira, em situações em que existe alguma inexperiência (ou juventude) e, por isso, a pessoa é atraída exactamente por quem representa – na sua perspectiva – o que ela não é ou não tem, e que, segundo S. Arroyo, é um processo que representa algum tipo de experiência a aprender.
2. Na segunda perspectiva existe maior maturidade na relação e, de certa forma, maior objectividade. E neste caso a questão da “atracção pelo que não temos” coloca-se sob o prisma de apreciarmos as qualidades do outro, as qualidades que de alguma forma estão deficitárias em nós.
E esta ideia “do que nos faz falta” ainda ganha maior complexidade e fascínio quando entramos no domínio do jargão psicológico do animus vs anima, ou da luz vs sombra. Um assunto que podemos explorar no livro “Relacionamentos”, da astróloga Liz Greene, e que nos remete, novamente, para as noções do “sistema deficitário de cada psique”.
No ponto em que a nossa sombra persegue a luz do outro. O que tu tens e o que eu não tenho (ou penso que não tenho).
No livro, Liz Greene refere: “os relacionamentos que contém um elemento de ‘apaixonar-se’ inevitavelmente contém projecções da anima e do animus, e a curiosa sensação de familiaridade que se tem em relação ao ser amado é facilmente explicável pelo facto da pessoa, na realidade, estar apaixonada por si mesma”.
Estes são, todavia, princípios muito abrangentes, e que embora importantes só por si podem também não bastar.
A Astrologia ou a análise de um relacionamento sob a perspectiva astrológica pode ajudar, pode ser um abrir de portas fantástico na forma como nos vemos e vemos o outro, mas não trará certamente qualquer componente de felicidade ao relacionamento que ele já não tenha por si, ou, aliás, como promessa de si.
É ainda essencial ver cada pessoa, e, sobretudo, estar atento à velha premissa “se ela antes de outra coisa qualquer está apta em primeiro para se relacionar consigo”, antes de se relacionar seja com quem for ou dizer que a culpa é do Saturno ou do Plutão…
E numa fase muito embrionária no estudo ou no interesse pela Astrologia a questão coloca-se sobretudo na comparação de signos. Quantas vezes não ouvimos perguntas do tipo: “os carneiros dão-se bem com os gémeos?” e por aí adiante.
Neste aspecto sempre surge a tentativa de clarificar que ninguém é apenas um signo, que quando se fala genericamente de signo se está apenas a apontar o signo solar e que um mapa astrológico é uma combinação de factores muito mais complexos e dinâmicos.
Que envolve mais planetas, que envolve mais signos, que envolve aspectos (uma espécie de diálogo) e outros factores, que combinados nos dão então uma espécie de retrato da personalidade, na Astrologia Natal.
E que muitas vezes a pessoa pode ser de um signo (solar), mas que nem é essa a energia mais enfatizada naquele mapa, e que isso tem a ver com uma série de razões, como por exemplo o posicionamento dos outros planetas, que casas estão ocupadas, que aspectos têm mais força, etc…
Este será talvez o primeiro ponto quando a componente dos relacionamentos é assunto na Astrologia, a tal ideia da combinação “quase que fictícia” e “enganadora” de signos.
O segundo ponto a ter em atenção surge num nível mais avançado – e sério - no estudo dos relacionamentos sob a perspectiva astrológica.
E isso acontece quando a análise e potencial de uma relação é trazida ao momento, com o estudo da comparação dos mapas, recorrendo a técnicas como a Sinastria (a análise individual e depois comparativa dos mapas) e o Mapa Composto.
De facto, aqui, entramos num campo mais "elaborado" da Astrologia (natal e relacional). Quando um relacionamento é possível de ser analisado, observado, estudado, sob o prisma astrológico e com ferramentas que contemplam os mapas na totalidade.
Mas antes deste processo e antes que o estudante venha a cair na tentação de uma análise quase microscópica de aspecto por aspecto (o que acontece muitas vezes), fazendo de imediato mapas compostos, trânsitos de relação e deslumbrando-se ou decepcionando-se com cada ponto da sinastria, convém ter em atenção o seguinte:
antes da emaranhada, e por vezes complicada, análise minuciosa dos pontos comparativos e compostos dos mapas, é antes de tudo importante olhar os campos energéticos de cada mapa.
De que material são esses mapas feitos? Algo tão simples como: que elementos predominam?
Como diz o astrólogo norte-americano Stephen Arroyo, antes de tudo importa referir que somos alimentados pelos vários elementos. Elementos esses que são canais de base na linguagem astrológica. Que são frequências vibratórias nas quais cada um de nós se sintoniza.
E por isto importa também ver antes de qualquer análise mais elaborada quais as frequências que maior ênfase têm?
Sabermos que quando o ar (Gémeos, Balança, Aquário) predomina precisamos de estímulo mental, de alimento intelectual, de variedade, de comunicação, e se for o Fogo (Carneiro, Leão, Sagitário) pode-nos ser mais familiar a energia, o dinamismo, o entusiasmo, a vitalidade, a alegria.
E quando se trata da Água (Caranguejo, Escorpião, Peixes) precisamos de nutrição emocional, de empatia, de sensibilidade, de ligação sentimental. Enquanto a Terra precisa de realismo, de estrutura, de uma sintonia na capacidade de construir, de ter algo sólido.
Na relação, o estímulo dos elementos, a sintonia dos “campos energéticos” de cada um, é um segredo fundamental para o bem-estar e prazer na relação. Mas mais do que isto – e sem pretender complicar o processo – também existe lugar a uma outra coisa: “a compensação”.
Sentirmo-nos atraídos por aquilo que não temos ou pensamos não ter.
Por exemplo, imagine que não tem Terra no mapa e sintoniza-se com alguém que tem muito Terra, e isso pode funcionar muito bem, sobretudo se tiver grande ênfase de Água (Terra e Água estão numa sintonia similar, tal como Fogo e Ar).
Pode imaginar isto também para alguém com muito Ar e falta de Fogo, que entra numa espécie de fusão com o companheiro/a, amigo/a, que lhe apresenta todo aquele campo de Fogo, toda aquela vida.
É também incontornável a questão de que “somos atraídos por aquilo que não temos” - e em Astrologia sobretudo com os pares Terra-Água e Fogo-Ar (por serem diferentes mas compatíveis em essência e nas suas qualidades primitivas).
Contudo, Stephen Arroyo defende a ideia de que quando isso acontece, quando essa compensação/atracção existe, a mesma ocorre por duas condicionantes fundamentais ao relacionamento:
1. Na primeira, em situações em que existe alguma inexperiência (ou juventude) e, por isso, a pessoa é atraída exactamente por quem representa – na sua perspectiva – o que ela não é ou não tem, e que, segundo S. Arroyo, é um processo que representa algum tipo de experiência a aprender.
2. Na segunda perspectiva existe maior maturidade na relação e, de certa forma, maior objectividade. E neste caso a questão da “atracção pelo que não temos” coloca-se sob o prisma de apreciarmos as qualidades do outro, as qualidades que de alguma forma estão deficitárias em nós.
E esta ideia “do que nos faz falta” ainda ganha maior complexidade e fascínio quando entramos no domínio do jargão psicológico do animus vs anima, ou da luz vs sombra. Um assunto que podemos explorar no livro “Relacionamentos”, da astróloga Liz Greene, e que nos remete, novamente, para as noções do “sistema deficitário de cada psique”.
No ponto em que a nossa sombra persegue a luz do outro. O que tu tens e o que eu não tenho (ou penso que não tenho).
No livro, Liz Greene refere: “os relacionamentos que contém um elemento de ‘apaixonar-se’ inevitavelmente contém projecções da anima e do animus, e a curiosa sensação de familiaridade que se tem em relação ao ser amado é facilmente explicável pelo facto da pessoa, na realidade, estar apaixonada por si mesma”.
Estes são, todavia, princípios muito abrangentes, e que embora importantes só por si podem também não bastar.
A Astrologia ou a análise de um relacionamento sob a perspectiva astrológica pode ajudar, pode ser um abrir de portas fantástico na forma como nos vemos e vemos o outro, mas não trará certamente qualquer componente de felicidade ao relacionamento que ele já não tenha por si, ou, aliás, como promessa de si.
É ainda essencial ver cada pessoa, e, sobretudo, estar atento à velha premissa “se ela antes de outra coisa qualquer está apta em primeiro para se relacionar consigo”, antes de se relacionar seja com quem for ou dizer que a culpa é do Saturno ou do Plutão…
Astrologia e Elementos Dominantes (dois a dois), por Stephen Arroyo
Predominância dos Elementos: Terra e Ar.
As pessoas que apresentam predominância dos elementos ar e terra em seu Mapa Natal, não apresentam tanto conflito como pode parecer a princípio, embora possa haver um impulso alternativo entre as orientações abstrato-conceitual e eficiente-prática. Isso acontece porque os signos de ar e de terra são regidos pelos mesmos planetas, portanto, são coloridos com alguns dos mesmos valores, qualidades e modo de operação. Deve ser compreendido, porém, que a compatibilidade é maior quando se trata de mapas de pessoas distintas onde predominam, numa o ar e na outra a terra, do que no Mapa Natal de uma pessoa.
Esses elementos são energias incompatíveis no seu modo real de expressão, mas as suas afinações particulares podem ser consideradas complementares. Quando tais energias estão concentradas no indivíduo, ele é capaz de combinar a percepção intelectual e conceitual numa afinação prática com os objetivos concretos. Pode, portanto, ter um alicerce prático sobre o qual seus ideais estão baseados e ter uma perspectiva particularmente inovadora no que se refere a realizar as coisas do mundo material.
Este tipo de pessoa é dado à reflexão prévia, à imparcialidade, à inteligência prática e à lógica bastante fria. O impulso ou o emocionalismo não fazem parte do seu jeito e amiúde, desconfia daqueles que exemplificam tais qualidades. É uma excelente combinação para os negócios, o trabalho de organização e outros tipos de trabalho que exigem muito do intelecto.
Muitos burocratas realizados têm esta combinação. pois são capazes de lidar com uma abundância de detalhes concretos sem que isso faça com que se sintam esmagados pelas exigências feitas ao seu sistema nervoso.
Predominância dos Elementos: Terra e Água
Quem tem ênfase exagerada nos elementos terra e água geralmente é profundamente sagaz. Outras características são a gravidade e a autoproteção em todas as atividades. Essas pessoas geralmente trabalham com afinco e, de fato, não se sentem bem se não estão suportando algum fardo, quer emocionalmente, quer no seu trabalho cotidiano. Têm muita consciência das necessidades de sobrevivência, de segurança e da confiança que os outros depositam na sua solidez e no seu engenho. Assim sendo, grande parte da energia delas é utilizada no esforço para manter os seus recursos e no grande apego ao dinheiro, às propriedades, ao emprego e às crianças, o que faz com que daí resultem outros fatores de segurança. Têm força para suportar e habilidades para sobreviver a qualquer calamidade. Seu apego à segurança e a valores tradicionais amiúde é manifestado na forte devoção à família, ao lar e às responsabilidades.
O lado problemático deste tipo pode ser compreendido quando se percebe que tais pessoas são motivadas principalmente por sentimentos, por temores, por hábitos e condicionamentos do passado, por necessidades de segurança, fazendo com que se apeguem demasiadamente ao passado e tenham medo do presente e do futuro. Há, com freqüência, uma falta vital de idéias, de fé e de pensamento positivo, e as faculdades intelectuais e de comunicação dessas pessoas geralmente são pouco desenvolvidas. No melhor dos casos, tal tipo está assentado na realidade do aqui e agora, da experiência cotidiana, e enfrenta as coisas com grande determinação e força interior. No pior dos casos, podem ser pessoas mesquinhas, manipulativas, gananciosas e, no fim das contas, profundamente frustradas na sua necessidade de assumir algum risco para favorecer seu próprio progresso.
Predominância dos Elementos: Fogo e Terra
A ênfase nos elementos terra e fogo é denominada pela astróloga americana Zipporah Dobyns, de rolo compressor. Ela diz ser esta a mais criativa e produtiva das combinações, tendo a iniciativa e a criatividade do fogo e a praticidade e o desejo veemente de produzir algo tangível. Esta combinação, segundo Dra. Dobyns, tem um impacto sobre o mundo e ainda está caminhando quando todos os outros estão caindo à beira da estrada. É uma descrição acurada da interação desses dois elementos, pois a terra dá o poder de sustentação para o impulso de autoexpressão representado pelo fogo. Há, também, nessas pessoas, uma base prática que elas usam para testar suas inspirações, para ver se seu gasto de energia é potencialmente produtivo. Elas, portanto, têm a capacidade de conservar e dirigir sua boa vitalidade e canalizar seus entusiasmos no sentido de ambições específicas. A afinação com a terra dá ao fogo paciência e disciplina, enquanto o fogo dá confiança e a fé espontânea que a terra não possui. Essas pessoas, geralmente, adoram trabalhar pois sentem grande satisfação ao ver os efeitos de sua energia manifestados no mundo.
Na combinação terra-fogo, freqüentemente há um delicado equilíbrio entre egocentrismo e humildade, entre generosidade e conservadorismo. Tais pessoas geralmente sentem-se felizes quando enfrentam os desafios do mundo exterior por sua própria conta, mais do que confiando nos papéis sociais estabelecidos ou padrões educacionais, para chegar ao sucesso. O problema principal desta combinação é uma certa rudeza e insensibilidade. Os "rolos compressores" não refletem a respeito de si mesmos e nem são particularmente cuidadosos com respeito a quem irão esmagar nos seus esforços para chegar aonde querem. Por isso, fariam bem se dessem maior atenção aos aspectos mais sutis da vida, aos seus ideais e valores. Tão logo esta energia é derramada a serviço de outros e dirigida com total consideração pelas implicações das suas ações, a pessoa pode manifestar, ativamente, um poderoso amor através do equilíbrio, da segurança e da produtividade.
Predominância dos Elementos: Fogo e Ar
Quem tem ênfase dos elementos fogo e ar, no melhor dos casos, representa um tipo idealista, cheio de aspirações, que pensa positivamente e cujas intenções e motivos estão acima da crítica. Entretanto, sua maneira de abordar a vida não é de todo realista e amiúde descobre que precisa aprender sobre o lado sombrio da vida por meio de experiências difíceis e de desilusões. Freqüentemente negligencia as próprias necessidades e sentimentos que poderiam trazer maior estabilidade e força interior. Contudo, muitas vezes se encaminha (como uma forma de compensação) para o estudo dos problemas do inconsciente, dos problemas emocionais e de como cuidar das necessidades físicas. Trata-se de um passo marcante no seu progresso rumo a uma maneira mais compreensiva de viver.
Existe uma grande habilidade para por suas próprias idéias em ação e capacidade para conquistar uma perspectiva sobre o significado e as implicações de suas próprias ações. O perigo com esta ênfase é mergulhar demais nos próprios pensamentos e aspirações, e por isso desdenhar a profundidade emocional e as necessidades físicas.
Essa ênfase traz um agudo senso de humor, uma maneira otimista de encarar a vida e, amiúde, por uma notável habilidade verbal. No melhor dos casos, é uma combinação excepcionalmente criativa, que harmoniza as idéias, as inspirações e os planos com a habilidade e a energia para executá-los. Há dificuldade, entretanto, em fazer com que as coisas se concretizem realmente, isso vem de um não assentamento no chão firme, pois, antes, prefere ficar bem no alto, elevando-se acima das obrigações mais mundanas e de enfrentar as responsabilidades, as necessidades emocionais e o trabalho constante. Por isso mesmo, pode espalhar sua energia e se expandir exageradamente, até que esta seja consumida e venha uma pesada exaustão física e mental. A falta de profundidade e sustentação faz com que seja difícil recarregar as baterias no esforço de recuperação das tensões cotidianas. As qualidades rejuvenescedoras e curativas da terra e da água estão faltando, portanto, há necessidade de compreender que não pode derramar energias, sem reserva, sem ao mesmo tempo entrar em sintonia com seus recursos mais profundos, se quiser evitar um estado de esgotamento constante.
Ênfase nos Elementos: Fogo e Água
As pessoas que apresentam predominância dos elementos fogo e água costumam expressar tudo emocionalmente, excitadamente e de forma absolutamente impulsiva. Muitas vezes há falta de lógica, de pensamento e de procedimentos sistemáticos, com uma conseqüente intranqüilidade e predisposição subjetiva. É uma combinação de intensidade e extremos emocionais, e tais pessoas são muito sensíveis àquilo que os outros pensam a respeito delas. Tendem a ser egoístas e demonstram uma acentuada falta de autocontrole. Essa falta de controle, ou de disciplina leva, em muitos casos, a mudanças de humor extremamente graves. Essas pessoas funcionam num estado de alta pressão e, como de regra, têm um desempenho melhor quando são desafiadas por circunstâncias exteriores. Embora possa haver um conflito entre liberdade e devoção, entre aquisições futuras e necessidades de segurança, entre egoísmo e desprendimento, esta combinação faz com que as pessoas temperem o seu entusiasmo com a sensibilidade e expressem, de maneira direta, o que sentem pelos outros. Nessas pessoas normalmente há uma simplicidade de maneiras e uma qualidade revigorante e encorajadora. No pior dos casos, tal tipo é explosivamente imprevisível, dado a alternativas de inspiração e de frustração profunda. No melhor dos casos, são afetuosos e protetores no trato com os outros. É, com freqüência, uma boa combinação para atividade ligadas a entretenimentos, pois essas pessoas são capazes de temperar suas atividades promocionais com prudência e projetar seus sentimentos com convincente envolvimento.
Predominância dos Elementos: Ar e Água
A predominância dos elementos ar e água no Mapa Natal leva a pessoa a sentir-se arrastada entre orientações intelectuais e emocionais, tal combinação pode, na melhor das hipóteses, produzir pessoas que estão sintonizadas com ambos os reinos de experiência.
Nem o mundo abstrato e nem o mundo sensível intuitivo lhe são estranhos, e por essa razão esta pessoa passa a ser capaz de dar profundidade às suas idéias e pode ver os seus próprios sentimentos e anseios mais profundos com imparcialidade e perspectiva. Embora seja a mais sensível de todas as combinações (tanto física como psicologicamente) e embora esta sensibilidade possa levar o indivíduo a ser um sonhador, um fugitivo da realidade ou um descontente inclinado para a fantasia, nem sempre a sensibilidade leva a melhor.
A pessoa tem, principalmente, uma imaginação espantosamente fértil, capacidades genuinamente criativas em todas as artes e ciências, com habilidades especiais para lidar com pessoas em todas as artes de orientação para a cura. A qualidade usada em todos esses campos é a de entrar em sintonia com as percepções mais sutis do inconsciente e ser capaz de expressá-las concisamente.
Plutão (mitologia) [Josilene Sousa]
Plutão, em Roma, era o nome do deus grego Hades, deus do submundo e também das riquezas (v. plutocracia). Irmão de Júpiter, Netuno, Ceres, Vesta e Juno, faz parte da primeira geração dos deuses olímpicos.
De acordo com a mitologia, quando os três filhos de Cibele e Saturno fizeram a partilha do universo, Netuno ficou com os mares, Júpiter tomou posse do Olímpo, e Plutão ficou conseqüentemente com os Infernos (também chamado Hades). O deus governou o reino da morte sozinho até se apaixonar pela bela deusa Proserpina.
Embora o relacionamento entre os dois parecesse ter começado mal pois Plutão sequestrou a deusa, separando-a de sua família, deixando-a inconsolável, sua união era calma e amorosa, ao contrário do casamento de seus irmãos Jupíter e Juno.
Embora identificado com Hades, o deus grego do mundo dos mortos, representa o seu aspecto benfazejo, e presidia as riquezas agrícolas. Hades era tão temido que ninguém ousava pronunciar seu nome, e quando era para se referir a ele, usavam outras definições. Dentre muitas, a mais conhecida é Plutão.
Por bastante tempo, o apelido substituiu o verdadeiro nome de Hades, dando origem ao deus romano.
Netuno [Josilene Sousa]
Júpiter deu uma droga ao seu pai Saturno que lhe convulsionou as entranhas, fazendo-o vomitar os filhos que havia devorado.
Júpiter, Netuno e Plutão, resolveram destronar o pai. Cada filho pegou a sua arma, Júpiter o raio e o trovão, Netuno o tridente e Plutão o capacete que o tornava invisível. Depois de uma luta difícil subjugaram o pai e
encerraram-no na região dos Infernos.
Repartiram o universo entre, eles, Júpiter ficou com os céus, Plutão com o mundo dos mortos e Netuno com os mares. Dizem os poetas: "Salve Poseidon, deus da negra cabeleira! Que os que estão no mar experimentem a tua benevolência e o teu socorro." Poseidon é o nome grego de Netuno.
O tridente tem o poder de abalar a terra e o oceano, formando terremotos e maremotos, mas também fazer a água brotar das rochas e do solo. Traz as grandes secas e as grandes inundações.
Netuno mora num belo palácio no fundo do mar Egeu e percorre os oceanos numa carruagem de cavalo de cabeça de bronze e crina de ouro. Sua carruagem é seguida de urna comitiva de milhares de nereidas, hipocampos, delfins, ninfas, etc. E quando ela passa, as ondas se abrem tranquilamente.
Para os gregos Poseidon simbolizava também os tremores de terra e, em consequência, os epiléticos, com seus tremores, também deviam estar possuídos pelo deus.
Os cavalos eram patrocinados por ele e como eram animais luxo, Netuno passou a ser também uma divindade aristocrata. Entretanto, enquanto Júpiter foi pai de diversos heróis, Netuno foi pai de uma maioria de seres monstruosos como a Medusa, que tinha várias cabeças. Mais tarde Netuno cedeu a sua terra também a Júpiter e contentou-se com os mares. A sua terra era a Atlântida, que teve esse nome em honra do filho de Netuno, Atlas, que carregou o mundo nas costas.
Netuno era o esposo de Ceres, a Terra-Mãe, fecundando-a com sua água. Mas teve outras mulheres também, com as quais teve milhares de filhos: o mar é
prolífico.
Netuno é o sonho, a fantasia e o vício, não tem limites, ninguém consegue detê-lo. Assim como o mar, pode trazer prazer, mas também... destruição.
Não se brinca com Netuno, o deus dos mares, assim como não se brincam com as coisas 'netunianas' (que trazem uma sensação de relaxamento e prazer), pois assim como não é possível dominar o mar, pode perder-se nelas também...
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