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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Astrologia, Karma e Transformação, por Stephen Arroyo.

Este trecho é do livro do Stephen Arroyo, ‘Astrologia, karma e transformação’:

“Como Jung salientou muitas vezes nos seus escritos, aquilo com que não estamos conscientemente em contato aparece-nos como ‘destino’. Parece acontecer-nos e, assim, não nos responsabilizamos por isso, nem reconhecemos o nosso papel na sua manifestação. Quanto mais uma pessoa está conscientemente em contato com a sua vida interior, mais a Astrologia oferece – não surpresas sensacionais ou um modo de manipular o destino – mas um meio de clarificar as fases de autodesenvolvimento que devemos vencer e utilizar como oportunidades para a transformação pessoal.”






quinta-feira, 26 de maio de 2016

Astrologia e os 4 Elementos: O Elemento Ar no Mapa Natal , por Stephen Arroyo

Excesso do Elemento Ar

Quem tem uma ênfase excessiva no elemento ar, possui uma mente por demais ativa, que deve ser guiada e controlada. Esse é o tipo de pessoa que "vive dentro de sua cabeça", e poderá mexer amadoristicamente em  todos os tipos de curiosidades, sem chegar a muitos resultados ou sem desenvolver muita profundidade em si. Essas pessoas podem fazer qualquer coisa sem reflexão prévia, o que leva, em casos extremos, a uma paralisia da vontade e a graves desordens psicológicas. A mente pode fazê-las fugir da realidade, às vezes levando-as para um mundo de imaginação e de esplendor conceitual, outras para um senso de "realidade" totalmente fora de contato com o que é possível. Com uma disciplina mental adequada, este tipo de pessoa pode trazer muitas inovações no mundo do pensamento. Amiúde apresenta-se uma habilidade especial para coordenar atividades com diversos tipos de pessoas.

Fisicamente, tal espécie de pessoa pode estar tão fora de contato com seu corpo que deixa que a mente arrebate até chegar a um ponto de exaustão total. O sistema nervoso é altamente ativado e extremamente sensível, mas essas pessoas esgotam a sua energia nervosa muito mais depressa que as outras, uma vez que a consomem mais. Um repousante período de recuperação ou de meditação é necessário para que o sistema nervoso possa recarregar e para impedir que a mente arraste para um estado de exaustão psíquica. Para essas pessoas é necessário haver uma mudança periódica de cenário, um afastamento do trabalho costumeiro e dos deveres domésticos, para que assim a mente possa sair da sua absorvente rota de preocupações, reconsiderações e planos sem fim.


Falta do Elemento Ar

O ar é o elemento do intelecto e da razão, objetividade e ideias. A deficiência do elemento ar no Mapa Natal, mostra que pode existir uma certa inabilidade para pensar claramente ou razoavelmente. Pode haver dificuldade para destacar e colocar o seu ponto de vista. Torna também muito mais difíceis as comunicações com outras pessoas.

Segundo Stephen Arroyo: "Aqueles que têm pouca ênfase no elemento ar, raramente percebem o quanto isso é grave, porque estão demais envolvidos nas ações, nas sensações e nas preocupações materiais, para poderem considerar as implicações de seus envolvimentos. Todavia, justamente esta falta de percepção, de capacidade para refletir sobre a vida e o próprio eu, é que cria problemas para essas pessoas. Há muita dificuldade para desligar-se das ações pessoais, disso ressaltando que frequentemente essas pessoas carregam o fardo de envolvimentos que não foram suficientemente analisados de antemão, ou de insatisfações nos relacionamentos íntimos, originados por falta de habilidade para cooperar de maneira decisiva. O elemento ar é uma qualidade unificadora e capacita as pessoas a se ajustar, fácil e rapidamente a ideias novas e a diferentes tipos de pessoas. Aqueles a quem falta esta afinação têm, naturalmente, dificuldade para se adaptar às ideias novas e, consequentemente, a novas pessoas. Isso pode levá-los a desconfiar de qualquer outro que pareça muito `intelectual'. Em outras palavras, essas pessoas frequentemente desconfiam das outras que parecem pensar demais."

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Saturno através das casas, por Stephen Arroyo (3)

... continuação de Saturno através das casas, por Stephen Arroyo (1) e 
Saturno através das casas, por Stephen Arroyo (2)...


CASA VII - Tal como o trânsito de Saturno por qualquer outra casa, esta posição pode manifestar-se simultaneamente a diversos níveis. Alguns dos meus clientes começaram a fazer sociedades neste período que, regra geral, se consolidaram financeiramente quando Saturno entrou na VIII casa. Todas as relações são levadas mais a sério e a pessoa começa, muitas vezes, a assumir maior responsabilidade na manutenção de determinada relação. O ponto focal da atenção na maior parte dos casos parece ser, contudo, o das relações fundamentais pessoais ou o do casamento. Quando Saturno cruza o descendente e começa o seu semiciclo acima do horizonte, compreendemos as nossas necessidades de relação com os outros, as nossas limitações e os nossos deveres; este período assinala também a entrada do indivíduo numa fase mais florescente de participação pública e social. Se uma pessoa tem por garantida uma relação importante ou sente que determinada relação não está a satisfazer as suas necessidades, é esta a altura para enfrentar realisticamente a situação. (O trânsito de Saturno por Vénus natal é semelhante.) Saturno devolve-nos à realidade das áreas de vida indicadas pela sua posição e devemos tentar estabelecer uma perspectiva sólida bem definida das relações que têm um forte impacte em todo o nosso estilo de vida e na nossa identidade. (Repare-se que quando Saturno transita em conjunção com o descendente está, ao mesmo tempo, em oposição com o Ascendente.) Se se espera demasiado de uma relação ou do casamento, se se sente que ela é impraticável do modo que para nós é importante, é altura de enfrentar os factos com objectividade e isenção. Nesta fase, desenvolve-se, muitas vezes, uma certa frieza e reserva nas atitudes e no comportamento nas relações íntimas, e o nosso companheiro pode interrogar-se sobre os motivos que parecem levar-nos a abandonar o estilo habitual de relacionação. Se se puder explicar que estamos apenas a distanciar-nos um pouco do outro por algum tempo, a fim de adquirirmos uma perspectiva mais clara da relação e da medida em que queremos participar nela, o companheiro, pelo menos, não imaginará coisas piores do' que a situação real. Não há dúvida de que este período pode ser um teste para muitos casamentos e relações íntimas, mas o stress que arrasta consigo depende da qualidade e do nível de autenticidade que tenha caracterizado essas relações no passado.

Na minha experiência, em contraste com algumas afirmações astrológicas tradicionais, o divórcio não é mais comum neste período do que durante aquele em que Júpiter transita pela VII casa; parece, até, menos comum do que neste último período, visto que o trânsito de Júpiter assinala uma época em que uma pessoa procura florescer e expandir os limites das suas relações. Mas o trânsito de Saturno através da VII casa é um período de decisões e empenhamentos (ou reempenhamentos) no âmbito das relações e talvez que o mais importante nesta fase seja a capacidade que se adquire para ver mais objetivamente o nosso companheiro como uma pessoa totalmente diferente de nós, mais do que como apêndice ou apenas um objecto ao qual dirigimos as nossas projeções. Em resumo, se determinada relação for suficientemente saudável e flexível para que possamos sentir na íntegra a nossa identidade e relacionarmo-nos com os outros e com a sociedade em plena consciência, então ela é, decerto, praticável. Eis o que compreenderemos durante este período, embora essa compreensão possa surgir somente depois de alguns severos testes de qualidade da relação. De outro modo, devemos redefinir nesta fase a própria relação e a perspectiva que dela temos, e tomar decisões sobre a energia que devemos utilizar para a tornar praticável.

CASA VIII - Este período pode acentuar uma destas dimensões de vida ou todas elas: financeira, sexual-emocional, psicológica ou espiritual. Como a VIII casa está associada a Plutão e a Escorpião, este período é particularmente importante como tempo de acabar com velhos padrões de vida e embora abandonando algum intenso desejo ou ligação — de experimentar uma espécie de renascimento no final. A necessidade de disciplinar os desejos e de estruturar as ligações emocionais torna-se clara, quer através de circunstâncias que nos impelem a enfrentar certos factos pela pressão da frustração, quer pela compreensão íntima das ramificações últimas dos nossos desejos e do modo como usamos todas as formas de poder — financeiro, sexual, emocional, oculto e espiritual. Muitas pessoas sentem este período como um tempo de profundo sofrimento, cuja causa é difícil identificar. Algumas comparam-no a uma travessia do Inferno ou do Purgatório, na qual os seus desejos e ligações se refinam e a sua consciência das energias mais profundas da vida é despertada. Trata-se, em resumo, de um período para enfrentar os ultimatos da vida, as experiências medulares tantas vezes ignoradas e desprezadas. Muitos indivíduos parecem preocupar-se com as realidades essenciais da vida da alma, do Além e da morte. É um tempo para enfrentar o facto inexorável da morte com mais realismo — e a consciência da inevitabilidade da morte leva, muitas vezes, as pessoas a dedicarem-se à expressão das suas últimas vontades, fazendo testamentos e dispondo dos seus bens. Neste período, são também frequentes outras reorganizações financeiras, mas, regra geral, o indivíduo procura proteger-se e estabelecer um certo tipo de «segurança da alma» ao mais profundo nível possível.

Trata-se igualmente de uma fase em que se compreende a importância da vida sexual e das implicações do modo como as energias sexuais têm sido canalizadas. Em alguns casos, é um período de frustração sexual, forçando a pessoa a tornar-se mais reservada e disciplinada; noutros casos, o indivíduo agirá conscientemente, de modo a cortar com determinados escapes ou atividades sexuais anteriormente importantes, compreendendo o valor de conter a força sexual dentro de si próprio, a não ser que ela seja usada com um propósito construtivo e curativo. É também um tempo em que muitas pessoas se absorvem em estudos de ocultismo, práticas espirituais e em vários tipos de investigação. Parece-me que uma das chaves para este período pode obter-se entendendo que a VIII casa é a XII a contar da IX: por outras palavras, o trânsito de Saturno por esta casa traz à superfície os resultados dos nossos esforços para viver os nossos ideais e crenças. Isto manifesta-se então como transformação — quer agradável, quer dolorosa, por causa do sofrimento exigido para a redefinição dos ideais de vida.

CASA IX - O trânsito de Saturno pela IX casa é, em primeiro lugar, um período de assimilação das experiências de muitos anos e da sua relacionação com algum ideal, alguma filosofia ou algum regime de automelhoramentos significativos. É vulgar as pessoas encetarem um processo estruturado de obtenção de maiores conhecimentos, quer através de viagens, de frequência escolar, de assistência a conferências ou serviços religiosos, ou apenas mediante o estudo individual concentrado. Conheço casos em que a pessoa combinava mais do que uma destas possibilidades, por exemplo, frequentando uma escola num país estrangeiro. Basicamente, trata-se de um período para investigar e definir as nossas crenças últimas, tendência que nos pode levar a estudos filosóficos, religiosos ou metafísicos, ou a teorias jurídicas ou sociais. As nossas crenças precisam de ser definidas durante esta fase porque nos servirão depois como ideais para guiar a nossa vida e iluminar o nosso rumo.

Trata-se, em resumo, de um período em que a maior parte das pessoas sente uma forte ânsia de se aperfeiçoar. Para alguns, isto significa que deverão adequar a sua vida a um ideal mais elevado; para outros, que sentem a necessidade de viajar pelo mundo ou de estudar diversos temas, a fim de atingirem uma perspectiva mais ampla sobre a existência. Para outros, ainda, particularmente aqueles que tendem a aceitar noções socialmente definidas do que significa o aperfeiçoamento próprio, é um período em que começam ou, pelo menos, se empenham mais profundamente em determinado curso escolar. É uma fase excelente para a aplicação séria das energias mentais e é vulgar que durante ela as ambições relacionadas com a influência sobre os outros, através do ensino oral ou escrito, se consolidem de maneira definida. Deve notar-se também que a IX casa é a XII a contar da X; por isso, representa os resultados do modo como trabalhamos em ordem a realizar as nossas ambições, o que se manifesta como impaciência ou insatisfação, ou como a compreensão simples de que precisamos de trabalhar mais, agora, para exprimir o conhecimento que obtivemos de realizações passadas ou de atividades vocacionais. Este período constitui também uma preparação para a fase seguinte da X casa, no sentido em que as ambições que procuramos realizar dependerão, em grande parte, dos ideais a que agora aderirmos.

CASA X — O trânsito de Saturno pelo Meio do Céu e a sua entrada na X casa trarão, regra geral, para o primeiro plano, uma séria preocupação com as ambições, as esperanças de atingir algo ha carreira, o papel na sociedade e a autoridade que se possui, e a estrutura do trabalho específico através do qual tentamos atingir os nossos objetivos. Por vezes, pode ser sentido como um período de frustração nessas áreas de vida ou como um período de ansiedade, quando estamos sobrecarregados com deveres que nos desagradam, nomeadamente no caso em que a carreira ou estrutura vocacional que construímos é demasiado opressiva ou não é suficientemente realista para satisfazer a nossa verdadeira natureza. Contrariamente àquilo que algumas tradições astrológicas nos levariam a crer, esta fase não indica necessariamente que as nossas ambições vão ser contrariadas; mostra apenas que é tempo de trabalharmos mais na definição do seu alcance e significado. Na verdade, algumas pessoas experimentam uma culminação muito positiva dos seus objetivos de carreira neste período,- com reconhecimento social e realização consideráveis. Isto, contudo, não me parece acontecer — digo-o pela experiência que tenho — com tão grande regularidade como as teorias de Lewi indiciam, embora seja comum. É também um período para obter uma perspectiva isenta daquilo que realmente fizemos, diferente da nossa reputação (que é, muitas vezes incorreta) ou daquilo que pensamos que fizemos. Se virmos a X casa como a XII a contar da XI, podemos ainda deduzir que esta fase mostra os resultados (XII casa) nas nossas associações, objetivos e sentido individual (XI casa). Se a carreira ou estrutura vocacional parece frustrante nesta fase, isso provém, geralmente, do facto de não termos incorporado nela suficientemente os nossos objetivos e os nossos ideais pessoais socialmente válidos. Mas podemos começar a fazer isso quando Saturno entrar na XI casa.

CASA XI - O significado da XI casa raramente é esclarecido na maior parte dos textos astrológicos e as palavras-chave dadas para esta casa são, com frequência, vagas e confusas. Parece-me, antes do mais, que esta casa simboliza o nosso sentido individual, isto é, o modo como vemos a nossa função na sociedade e como nos queremos desenvolver no futuro a um nível pessoal. Esta casa é provavelmente aquela que está mais virada para o futuro, e as pessoas que têm nela o Sol ou outros planetas importantes tendem a preocupar-se muito com o futuro, quer quanto ao que desejam tornar-se, quer quanto ao modo como a sociedade se desenvolve e àquilo a que irá chegar.

Por isso, o trânsito de Saturno por esta casa indica um período em que compreendemos o que fizemos, o que não fizemos e aquilo que devemos fazer, especialmente em relação aos outros ou à sociedade como um todo. É uma fase para descobrir o que estamos a dar aos outros, agora que dispomos de um lugar na sociedade (X casa). É um período em que é importante pensar nos nossos objetivos; não tanto em objetivos de carreira, mas nos objetivos pessoais, aquilo que queremos ser, que papel sentimos que nos é mais adequado na comunidade dos seres humanos. É um período para definir os nossos desejos e esperanças íntimos, o sentido do que desejamos para nós próprios em relação com as necessidades dos outros. É, por isso, um tempo de assumirmos mais responsabilidade no modo como nos relacionamos com as outras pessoas, preocupação esta que leva a uma atitude mais sóbria, não só para com as amizades e associações individuais, como também para com os compromissos tomados com grupos de pessoas. Em alguns casos, podemos ter necessidade de acabar com várias amizades ou associações; mas, noutros, descobriremos uma ânsia de assumir nelas mais responsabilidade. Por exemplo, uma senhora dedicou-se a organizar (Saturno) excursões para grupos de celibatários quando Saturno transitava pela sua XI casa. Como pode ver-se pela associação desta casa com o signo de Aquário, é um período para oferecer aos outros aquilo que aprendemos durante o trânsito de Saturno pelas dez casas anteriores.

CASA XII - Como afirmei no princípio deste capítulo, o trânsito de Saturno por esta casa, juntamente com o seu trânsito pela I, coincide com uma importante fase de transição na vida de toda a gente. A fase de Saturno na XII casa é um período em que defrontamos resultados de todos os pensamentos, ações, desejos e atividades que foram nossos durante o último ciclo saturnino através das outras casas. O modo pelo qual nos temos exprimido no mundo (1 casa) levou-nos inevitavelmente ao confronto com este particular tipo de karma. Se é este o primeiro trânsito de Saturno pela XII casa durante esta vida, então a fase da vida que termina com este período pode ser uma que começou numa vida passada. Mas, em qualquer caso, trata-se do fim de um velho ciclo; e, por isso, muitas vezes nos sentimos descontentes, confusos, desorientados, presos num quadro emocional e mental, à medida que as velhas estruturas começam a desmoronar-se. Por outras palavras, as ambições, valores, prioridades e crenças que em tempos deram significado e direção à nossa vida, começam a dissolver-se quando Saturno entra nesta casa; e a sensação de estarmos perdidos, de não termos base sólida em que assentemos os pés, é geralmente muito forte durante o primeiro ano desta fase, até que se consolidem novos valores e novas atitudes, mais apurados, perante a vida. Trata-se, assim, de um período para a definição dos ideais e da orientação espiritual última, e muitas pessoas ocupam-no experimentando novas perspectivas, depois de se terem libertado de velhas ligações que agora se demonstram como vazias e inertes. Trata-se, em resumo, de um período de trabalho na clarificação das dimensões transcendentes e subtis da vida que, embora sejam difíceis de exprimir, constituem a mais oculta fonte de força que nos ajuda a combater pelo desenvolvimento no meio das batalhas e dos obstáculos da vida.

A XII casa tem sido denominada casa do isolamento porque, neste período, é bastante comum um certo tipo de isolamento físico. Mas o mais comum é a pessoa, pelo menos durante a primeira metade do período, sentir-se numa prisão emocional, isolada do mundo exterior que parece distante e irreal. É um período em que nos devemos voltar para nós próprios, a fim de despertar fontes interiores de energia emocional e espiritual; e, muitas vezes, parece que se não optarmos conscientemente neste sentido surgem circunstâncias que nos levam a experimentar uma certa forma de isolamento pessoal e não nos deixarão outra escolha senão a de refletir sobre as nossas vidas de uma perspectiva distante. Mas, na maior parte dos casos que conheço, a pessoa anseia pelo isolamento, por se afastar das preocupações do mundo exterior, quer isso tome a forma da fuga para o mosteiro ou de uma simples retirada das muitas associações e atividades que dantes tinham sentido. É um período excelente para o estudo de temas espirituais, místicos ou ocultos, e muitas pessoas sentem-se também particularmente atraídas para a expressão musical, poética ou visionária, visto que aquilo que sentem não pode exprimir-se em termos lógicos ou racionais, mas somente através de imagens, vibrações e intuições. Verifica-se também, com frequência, um impulso para atividades humanitárias ou eminentemente sociais, como meio de descobrir um sentido para a vida.


Os problemas de saúde, não raros neste período, são, regra geral, de ordem psicossomática, queixas difíceis de diagnosticar que só uma terapia psicológica/espiritual resolverá. A energia física é, muitas vezes, baixa, devido ao desgaste emocional proveniente da desagregação de toda a antiga estrutura da personalidade. O velho dissolve-se, a fim de deixar espaço para o nascimento de uma nova orientação de vida, de uma nova estrutura de vida. Contudo, o mais desorientador neste período é o facto de se caracterizar pela espera, pelo sonho, pela exploração interior, tempo durante o qual o indivíduo não tem limites firmes nem uma base sólida a que se fixe. Uma pessoa espera e prepara o nascimento da nova estrutura, mas não começará a construí-la enquanto Saturno não tiver cruzado o Ascendente para entrar na I casa. No entanto, se uma pessoa extrair força interior da compreensão de que um novo EU se está a criar, a libertar-se de inúmeros estorvos, então, quando Saturno atravessa a XII casa e se aproxima do Ascendente, podemo-nos tornar cada vez mais inspirados, cada vez mais felizes.

Saturno através das casas, por Stephen Arroyo (2)

... continuação de Saturno através das casas, por Stephen Arroyo (1)

CASA I - Quando Saturno atravessa esta casa está a criar-se uma nova ordem, após a velha ter sido dissolvida, enquanto Saturno se encontrava na casa XII. À medida que Saturno se aproxima e entra em conjunção com o Ascendente, sente-se, muitas vezes, algo que nos devolve à Terra, que nos leva a compreender os resultados das nossas ações e dos modelos de comportamento passado e que, por isso, nos pode impelir a assumir maior responsabilidade por nós próprios e pelas nossas ações do que anteriormente. Regra geral, algumas circunstâncias externas compelem-nos a enfrentar factos ou situações imediatas importantes que talvez tenham sido desprezados ou tidos como certos no passado. Este tipo de experiência é o início de uma longa fase de compreensão de certas verdades práticas acerca de nós próprios. Como, nessa altura, muitas pessoas se tornam mais conscientes das suas faltas e necessidades de desenvolvimento no futuro, este período é, muitas vezes, assinalado por uma busca ativa de recolha de informação fora de nós, a fim de se obter um quadro mais claro daquilo que realmente somos, de quem realmente somos. Pode procurar-se esta informação nos amigos, mas recorre-se com frequência a um conselheiro, a um psiquiatra, a um astrólogo ou a outro tipo de terapeuta. Em resumo, trata-se de um período em que as pessoas se tornam mais realistas acerca de si próprias, em que tentam obter uma perspectiva sobre o gênero de pessoa que querem ser e em que começam a construir esse novo Eu através de um esforço concentrado e de uma honesta auto-apreciação. É um período em que prestamos atenção a nós próprios com considerável seriedade, um tempo em que começamos a conhecer-nos mais profundamente do que antes, um tempo para aprender mais acerca das nossas capacidades. O trânsito de Saturno pelas casas XII e I é também, muitas vezes, um período de crise pessoal, um processo de renascimento que pode levar mais de cinco anos. Durante todo este período, a estrutura da velha personalidade é inapelavelmente deixada para trás, mas o tipo de nova estrutura e de novo rumo que daremos à vida e pelo qual nos exprimiremos depende, em grande parte, do nível de honestidade com que sejamos capazes de nos confrontarmos a nós próprios. Creio que este período em que Saturno está na XII e na I casas deve ser considerado como abrangendo uma das principais fases de transição da vida e, por isso, é aconselhável relacionar o significado de Saturno na I casa com o trânsito de Saturno pela XII, mais do que ver cada uma das fases como um período de tempo isolado.

O termo «recomposição» descreve bem Saturno na I Casa porque — quando Saturno abandona a XII — o indivíduo se sente muitas vezes como um recém-nascido, aberto a tudo com uma curiosidade insaciável, mas também sem muita disciplina ou estrutura definida de personalidade. As novas potencialidades que aparecem durante a fase da XII casa ainda não estão integradas num todo coerente e funcional. Quando Saturno entra na I casa, sente-se com frequência a necessidade de nos tornarmos outra coisa, de trabalhar ativamente no nosso próprio desenvolvimento, mais do que permanecer num estado de abertura — passiva, no entanto —, simbolizada pela XII casa. Então, muitas vezes, a pessoa aplica um considerável esforço na moldagem de um novo sentido de identidade, de um novo e mais profundo nível de confiança; e quando Saturno se aproxima do extremo da I casa, teremos uma experiência ou conheceremos alguém que nos levará à experiência da compreensão da nossa própria totalidade com uma clareza maior. Este novo sentimento de integração e de fortaleza interior baseia-se num mais profundo sentido dos valores perenes e num maior sentido das responsabilidades pessoais e da individualidade essencial.

Enquanto Saturno se cruza com o Ascendente e permanece na I casa, verificam-se também frequentemente assinaláveis mudanças físicas. É comum uma perda de peso sem esforço, por vezes mesmo exagerada. A energia física é muito baixa, manifestando-se em cansaço, má digestão e em períodos depressivos. Contudo, devemos compreender que é este o período que encerra as maiores oportunidades para a construção de um novo corpo, bem como de uma nova personalidade; essa construção exige, todavia, disciplina, perseverança e muito trabalho. Tenho visto pessoas robustas e saudáveis a desbaratarem as suas energias para nada durante este trânsito, por não se decidirem a melhorar os seus hábitos de saúde e a disciplinar os seus regimes de vida e de alimentação. Por outro lado, também tenho visto pessoas fracas e doentes iniciarem um regime de vida ao longo deste período que as leva a alcançar um estado de excelente saúde e de abundante energia, mesmo antes de Saturno abandonar a I casa.

Por outras palavras, o trânsito de Saturno pela I casa pode ser considerado como a fase-chave do ciclo saturnino, visto que é durante este período de vida que começamos, de facto, a criar o tipo de pessoa que queremos ser e a compreender que tipo de pessoa o nosso karma quer que sejamos. Por isso, todas as atividades e envolvimentos de uma pessoa no mundo exterior durante o resto do ciclo de vinte e nove anos se desenvolverão diretamente a partir dos valores a que o indivíduo adere e do tipo de carácter que durante este período se constrói. O trânsito de Saturno pela I casa pode, de facto, ser considerado um «período de obscuridade» no sentido em que o indivíduo presta atenção, em primeiro lugar, a si próprio, desprezando o envolvimento ativo em atividades e em ambições que prontamente seriam detectadas pelo público (embora existam algumas excepções a este comportamento). Mas claro que é quase sempre necessário uma pessoa voltar-se para si própria e retirar-se, em certa medida, dos envolvimentos do mundo externo durante qualquer período de acentuada transformação pessoal e desenvolvimento acelerado. Deve também salientar-se que é bastante comum o indivíduo começar a interessar-se, neste período, por qualquer objectivo de longo prazo que eventualmente se transformará numa vocação ou ambição fundamentais, visto que o planeta da ambição e da carreira (Saturno) está na casa dos novos avanços (I). Aquilo que antes eram as principais ambições e os principais objetivos a longo prazo desmoronam-se, regra geral, ou são vistos como sem sentido quando Saturno está na XII casa, ao passo que novos objetivos e interesses vocacionais começam a tomar forma quando Saturno atravessa a I. A pessoa não compreende, muitas vezes, que estes novos interesses desempenharão papel importante nas atividades fundamentais dos anos futuros; no entanto, o indivíduo parece com frequência guiado em direção a tipos específicos de trabalho, mesmo que sinta uma certa resistência ao prosseguimento de tais atividades. No fim de contas, Saturno é geralmente sentido como «a mão do destino» que toca as nossas vidas, e tal sensação é mais uma prova de que «a mão do destino» nos ajuda a definir a nossa orientação futura.

CASA II - Quando Saturno entra na II casa, termina o período caracterizado pela preocupação com a identidade. E verifica-se, muitas vezes, uma acentuada sensação de alívio, bem como um sentimento mais forte de que agora há que deitar mãos ao trabalho para se produzir. Muitas pessoas exprimem esta alteração dizendo algo como isto: «Estou cansado de pensar em mim próprio e nos meus problemas; sinto que já sei quem sou e insistir mais nesta questão não passaria de comodismo. O que pretendo agora é fazer qualquer coisa no mundo real, executar algo definido e ganhar algum dinheiro.» Por isso, a pessoa que tem Saturno em trânsito pela II casa sente, regra geral, um forte impulso para estruturar a sua situação financeira, para se aplicar no aumento ou racionalização de rendimentos, poupanças, investimentos ou meios de vida. Trata-se, habitualmente, de um período em que a pessoa começará a pôr em prática planos para um novo negócio, a dedicar-se a qualquer tipo de aprendizagem (formal ou informalmente) ou a adquirir treino prático que possa vir a torná-lo capaz de ganhar mais dinheiro. É, por outras palavras, um período de lançamento dos alicerces da segurança e da estabilidade no mundo material; e embora o rendimento do indivíduo possa não ser muito grande enquanto se dedica a esses esforços preparatórios e possa haver forte ansiedade quanto a dinheiro ou outros factores de segurança, o que, regra geral, se diz acerca desta posição de Saturno, com respeito a dívidas, pobreza e grandes atribulações é — sei-o pela minha experiência — consideravelmente exagerado. A maior parte das pessoas sentem, de facto, a pressão de Saturno nesta área das suas vidas, mas a maior parte dos meus clientes têm enfrentado essa pressão de um modo muito prático e não têm sido vítimas de desastres financeiros particularmente graves. Uma das minhas clientes até ganhou quinze mil dólares num concurso, quando Saturno estava na sua II casa; e muitos outros clientes meus abriram negócio ou encetaram novas atividades durante este período e vieram a tornar-se notavelmente prósperos.

O que muitas vezes acontece nesta fase é que as necessidades financeiras se tornam mais reais e algumas lições práticas acerca da sobrevivência são assimiladas pela pressão da necessidade. O nível de capacidade para satisfazer as necessidades materiais no princípio desta fase terá grande impacte no tipo de coisas que se sentirão neste período. A primeira coisa a ter presente é que Saturno é lento, mas seguro. E os benefícios materiais podem eventualmente resultar de uma perspectiva exata e paciente das questões práticas. Os lucros podem não ser imediatamente aparentes; mas se uma pessoa enfrentar a necessidade de estabelecer urna estrutura financeira e de segurança sem ignorar os custos pessoais, aquilo que edificar pode servir muito bem durante muitos anos. O trânsito de Saturno pela II casa não se limita, no seu significado, às coisas materiais; como é, todavia, nesta área de vida que a maior parte das pessoas o sentem imediatamente, dediquei um pouco mais de espaço a esta dimensão. Pode dizer-se, contudo, que se trata de um período de lenta mas segura acumulação de todos os tipos de recursos, quer materiais, quer psicológicos, que podem contribuir para a autoconfiança, baseada no conhecimento do apoio e força que se procuraram e da compreensão e recursos profundos a que se possa recorrer ao longo da vida. É também um período para avaliar de que modo usamos as nossas ideias e talentos específicos no passado (a II casa e a XII a contar da III), se nos foram úteis e nos permitiram produzir algo ou se apenas se demonstraram inúteis ou impraticáveis. Se foram válidos e uma pessoa se dedicar às tarefas que tem entre mãos, experimentará, muitas vezes, uma consolidação da sua situação financeira, quando Saturno começa a abandonar esta casa.

CASA III - Quando Saturno começa a atravessar a III casa, a sensação de que muitas das questões práticas que nos tinham ocupado a atenção estão agora resolvidas permite-nos começar a dirigir a energia para um nova aprendizagem que nos abrirá a profundidade da preparação profissional e nos permitirá conhecer o valor das nossas ideias. Este período é, regra geral, sentido como menos pesado do que o trânsito de Saturno pela casa da Terra anterior, embora a importância relativa da fase da III casa dependa de a pessoa ser intelectualmente orientada ou dedicada a um trabalho que envolva comunicação ou viagens. Existe, muitas vezes, uma tendência para a preocupação sem objectivo e qualquer insegurança acerca das opiniões próprias ou da profundidade do conhecimento pessoal torna-se geralmente aparente. É um período em que nos devemos concentrar na aprendizagem de factos novos, de ideias novas, de novos talentos, que deem profundidade e praticabilidade à expressão da inteligência. Trata-se de um período excelente para a investigação ou para qualquer gênero de pensamento profundo; geralmente, dedica-se mais esforço à estruturação dos planos educacionais próprios, aos métodos de escrita ou de ensino ou ao modo de expressão das ideias pessoais. Assinala-se uma maior ênfase na análise séria, no pensamento prático e na capacidade de exprimir ideias com mais rigor. Muitas pessoas verificam que estão acordadas até mais tarde, a ler, e algumas que se registou uma alteração não só no seu método de comunicação, como até no tom de voz. Tais mudanças são causadas pelo sentimento que a pessoa tem de que precisa de construir uma estrutura mais sólida sobre a qual baseie as suas ideias e opiniões. Por isso, muitas vezes o indivíduo se dedica móis a atividades educacionais ou a investigações particulares que possam servir este objectivo. De facto, mesmo que muitas das ideias, factos e técnicas aprendidas durante este período possam não ter grande uso no futuro, o conhecimento dessas técnicas pontos de vista proporcionam uma base de conhecimento que pode habilitar a pessoa a comparar e a avaliar teorias, conceitos e métodos à luz da sua experiência pessoal.

Nesta fase, é também indispensável uma aprendizagem ou uma pesquisa de âmbito mais vasto, a fim de aprofundar o sentido pessoal de segurança quanto à inteligência; de outro modo, a pessoa pode ter estado apenas a exprimir opiniões ou ideias em abstrato, sem a experiência imediata que lhes dá credibilidade. Em muitos casos, trata-se ainda de um período de viagens, resultante das exigências da profissão, de deveres familiares ou de outras responsabilidades. É também um período de «reatar elos perdidos», não só nas áreas intelectuais da vida, mas também nas relações com outras pessoas. Durante esta fase, o indivíduo definirá exatamente quais os limites das várias relações com amigos e conhecidos.

CASA IV - O trânsito de Saturno pela IV casa é um período para indivíduo se concentrar nos alicerces da segurança e da sobrevivência, um período para confrontar as necessidades básicas de um sentimento de pertença e de tranquilidade. A pessoa tende a olhar mais seriamente o seu lugar na comunidade e tenta, muitas vezes, estabelecer um sentido de solidez e de ordem no ambiente do lar. Isto pode significar, naturalmente, muitas coisas diferentes para pessoas diferentes, mas são, regra geral, duas as áreas de atenção no que respeita ao lar: 1) o estado físico e a arquitetura da casa podem parecer inadequados aos objetivos pessoais. O indivíduo pode então decidir modificá-la de algum modo, umas vezes construindo seja o que for dentro da própria residência ou no jardim, outras vezes mudando mesmo de casa; e 2) as obrigações para com a família tornam-se mais reais e insistentes. A pessoa sentir-se-á oprimida no ambiente que a rodeia, sensação que pode constituir um aviso de que é necessário definir melhor os limites não só da vida doméstica, como das próprias ambições (X casa oposição polar com a IV). Na verdade, o trânsito de Saturno pela IV casa é um período em que se devem lançar os alicerces de quaisquer ambições a longo prazo determinar a base de operações necessária para a carreira pessoal.

Isto pode levar à redefinição do negócio, da profissão ou, pelo menos, à reestruturação do ambiente em que se trabalha. Uma última nota acerca da IV casa é que as pessoas parecem, muitas vezes, experimentar o karma direto durante este período, relacionado com os seus esforços criativos e/ou casos amorosos do passado Explica-se tal facto se repararmos que a IV casa é a XII a contar passados V.

CASA V - O trânsito de Saturno pela V casa é, de certo modo, semelhante ao da casa anterior do fogo -- casa I — porque se trata de um período de maior seriedade acerca de nós próprios e, muitas vezes, de vitalidade e vivacidade reduzidas. Como a V casa está associada a Leão e ao Sol, este trânsito afeta marcadamente o sentido de alegria, de espontaneidade e de bem-estar. Algumas pessoas queixam-se de que nunca têm grandes alegrias neste período e que se sentem falhas de amor e de apreço. Estes sentimentos são compreensíveis se soubermos que o significado essencial deste trânsito é o de nos tornar conscientes do modo como usamos a nossa vitalidade em cada área de vida: a nossa energia física e sexual, a nossa energia emocional e todas as outras formas de poder criativo. Não que experimentemos subitamente todos os tipos de bloqueios e inibições que nunca antes sentíramos; trata-se mais de compreendermos, neste período, que bloqueios e medos têm habitualmente prejudicado as nossas energias ou interferido com a expressão das nossas forças criativas e da nossa natureza amorosa. Trata-se, em resumo, de um período para confrontar os medos e hábitos que nos fizeram sentir sem força, criativamente frustrados, incapazes de amar ou de ser amados. É uma fase de aprofundamento do nosso modo de auto--expressão e em que devemos trabalhar para causar uma funda impressão nos outros, através de uma ação responsável e disciplinada, mais do que apenas mediante exibições dramáticas ou sem conteúdo.

A pressão de Saturno durante este período devolve-nos a nós próprios e tem por efeito habilitar-nos a desenvolver as nossas fontes interiores de amor e criatividade, em vez de olharmos para o mundo exterior em busca de satisfação para estas necessidades. O sentimento de solidão ou de falta de amor pode, contudo, levar-nos inconscientemente a procurar mais atenção da esposa, dos filhos, do amante ou dos outros; mas podemo-nos tornar demasiado exigentes — regra geral, sem o compreendermos — e, assim, afastar aquelas pessoas de quem queremos estar mais perto, estimulando nelas um sentimento de rejeição.

Nesta fase podem, todavia, exprimir-se as mais profundas afeição e lealdade, através de uma honestidade responsável, do sentido do dever e de um esforço bem dirigido. Por isso, esta fase pode ser de grande satisfação, visto que a pessoa estará em condições de compreender que não existe amor real neste mundo sem um sentido de responsabilidade que o acompanhe. A expressão do amor aos outros pode tornar-se mais fraternal e protetora; tais sentimentos tornam-se essencialmente fortes nas atitudes para com as crianças, porque se trata de um período de contacto com as necessidades reais dos filhos e com os mais profundos deveres para com eles. Muitas vezes, é-se atraído para tipos saturninos que serão possíveis amantes, pois o indivíduo sente nessas pessoas um tipo de estabilidade emocional que habitualmente lhe falta. isto pode tomar a forma de atracão por uma pessoa mais velha ou, simplesmente, por alguém que tenha uma forte ligação com Saturno ou Capricórnio. A distanciação, a reserva e o temperamento prático de um saturnino podem ser muito atraentes durante este período, já que uma pessoa aprende lentamente a ser mais isento e objectivo consigo próprio, na tentativa de satisfazer as necessidades emocionais. Em alguns casos, uma pessoa com Saturno em trânsito pela V casa sentir-se-á inclinada a usar os outros (muitas vezes inconscientemente, admitindo que está «apaixonada»), a fim de tentar aliviar o sentimento de solidão e fugir ao confronto com a falta de uma capacidade de amar profunda responsável.

Uma compulsiva pressão interior para criar algo nesta fase pode desafiar-nos a disciplinar os nossos hábitos de trabalho criativo e a esforçarmo-nos mais por abrir um canal por onde flua essa energia. Se se têm ambições na área das artes criativas, por exemplo, este é o período ideal para respeitar um horário regular de trabalho e para começar a confiar mais no esforço e na organização consistentes, do que em lampejos transitórios de «inspiração». É uma fase para compreender que qualquer ato criativo que possamos realmente executar nasce através de nós, mais do que diretamente de nós. Por outras palavras, poderemos compreender que — se é o nosso karma a criar alguma coisa — apenas fazemos um esforço dirigido que permite às forças criativas exprimirem-se por si próprias. Isto é, no entanto, difícil de conseguir, visto que, regra geral, temos muito pouca fé e confiança durante este período e, assim, uma tendência para nos fecharmos ou recearmos o fracasso. Tendemos a tomar a vida, em todas as suas dimensões, demasiado a sério, porque também a nós nos tomamos demasiado a sério. E, por isso, este período é, muitas vezes, um tempo de bloqueio criativo, em que mesmo escritores e artistas consumados experimentam uma considerável falta de coragem para trabalhar. Mas esta fase pode ser também de solidificação da autoconfiança e dos métodos de expressão criativa, se compreendermos que a inspiração é comum, mas o trabalho não, que 95 % da criatividade não passa de trabalho duro. Como .o escritor Henry Miller escreveu no seu diário: «Quando não puderes criar, trabalha!» Também o escritor William Faulkner, a quem uma vez perguntaram em que alturas escrevia, respondeu: «Só escrevo quando sinto disposição para escrever ... e sinto-a todas as manhãs!»
Como a V casa é também a casa do jogo, dos passatempos e dos divertimentos, o trânsito de Saturno através dela tem, por consequência, impacte nestas áreas de vida. É vulgar, neste período, o excesso de trabalho, visto que é muito difícil para a pessoa arranjar tempo para se divertir. Mesmo que tire umas «férias», pode acontecer que não repouse, porque o seu espírito continua ocupado com pensamentos sérios. Noutros casos, aquilo que costumava ser um passatempo torna-se mais produtivo e mesmo, às vezes, uma atividade regular e estruturada.

Se considerarmos a V casa como a XII a contar da VI, veremos ainda outros reflexos deste trânsito: tornam-se manifestos os resultados do trabalho anterior e a eficiência com que desempenhamos os nossos deveres, quer como um prazer, a um profundo nível de satisfação, e como um fluxo regular de energia criativa, quer como dissipação e aventura, numa tentativa fútil de atingir aquilo que nunca realmente merecemos através de um esforço aplicado.

CASA VI - O trânsito de Saturno pela VI casa é um período de auto-ajustamento e de mudança no pensamento, no trabalho e nos hábitos de saúde. A pessoa é, regra geral, impelida de dentro ou pressionada pelas circunstâncias a tornar-se mais organizada e disciplinada em muitas áreas práticas da vida, mas particularmente na do trabalho e da saúde. Mudança de emprego ou mudanças na estrutura de trabalho são vulgares, como são incomodativos problemas crônicos de saúde. Conheci uma pessoa notavelmente desorganizada e ineficaz que se tornou muito mais disciplinada no seu trabalho durante este período, a ponto de exclamar: «Não posso acreditar no que tenho feito estes dias! Estou eficientíssimo!» Saturno, aqui, obriga-nos a determinar por nós próprios o que tentamos fazer e a escolher entre o importante e o acessório. Na verdade, a faculdade de destrinça é, por vezes, tão ativa durante este período que o indivíduo sofre de depressão ou de padecimentos psicossomáticos, provenientes de um excessivo autocriticismo. Este autocriticismo é também motivado por começarmos a ver nesta fase o que sentem a nosso respeito as pessoas com quem vivemos e trabalhamos. Veremos se somos realmente úteis ou se somos considerados como fardos. Por outras palavras, como a VI casa é a XII a contar da VII, torna-mo-nos mais conscientes dos resultados das várias relações na nossa vida.

A fase da VI casa do ciclo de Saturno respeita essencialmente à autopurificação a todos os níveis. Muitos dos problemas de saúde que surgem durante este período podem ser diretamente relacionados com os hábitos alimentares das pessoas e, por isso, com um alto nível de toxemia. Parece que o corpo tenta libertar-se das impurezas e, se não cooperarmos com este processo de purificação, os sintomas físicos acabam por se manifestar. O trânsito de Saturno através da VI casa é um excelente período para corrigirmos o regime alimentar, para fazermos exercícios de rotina e para adquirirmos hábitos de saúde, ou para encetarmos uma prolongada dieta depurativa ou de jejum. O principal facto a ter presente neste período é que quaisquer problemas de saúde (ou problemas relacionados com o trabalho) são lições específicas que nos mostram quais as mudanças necessárias nos nossos hábitos de vida e nos preparam para outra fase que começa quando Saturno passa sobre o descendente natal e entra na VII casa.

(continua numa próxima postagem)

Saturno através das casas, por Stephen Arroyo (1)

Os conceitos-chave aqui mencionados (de A a G) podem também aplicar-se à compreensão dos trânsitos de Saturno através das casas do horóscopo de nascimento, com a seguinte distinção: o trânsito de Saturno em aspecto exato com um planeta natal simboliza o processo de definição de uma dimensão específica da personalidade e mostra aquilo que uma pessoa sente como a faceta mais autenticamente essencial do ego, enquanto o trânsito de Saturno pela casa natal representa um período de definição da perspectiva pessoal de toda essa área de experiência e de atividade. Muitas vezes, as mudanças representadas pelos trânsitos de Saturno nas casas natais são mais visíveis do que os trânsitos de Saturno pelos planetas natais, embora existam muitas excepções à regra. Se uma pessoa nasceu com qualquer planeta «acidentalmente dignificado», isto é, localizado na casa a que está associado, o período em que Saturno transita por essa casa será especialmente importante e poderoso porque Saturno estará em conjunção com este planeta durante o mesmo período em que ocupa a casa com ele relacionada. Por outras palavras, se uma pessoa nasceu com Vénus na VII casa, quando Saturno estiver em conjunção com Vénus estará também na VII casa, dando-nos, assim, dois símbolos separados de um processo similar de definição e estruturação da consciência pessoal de camaradagem e das necessidades de amor. Isto é aquilo a que chamo um «tema» no horóscopo, visto que a pessoa experimentaria esta pressão para enfrentar sentimentos e atividades no âmbito das relações com os outros mais realisticamente, como um tema principal na sua vida, por muitos meses e talvez mesmo por mais de dois anos. Mas, em qualquer caso, a posição de Saturno mostra invariavelmente qual o campo de experiência pessoal que o indivíduo tenta (ou deve tentar) estruturar e definir com maior clareza e em que área de atividade da vida deve procurar construir uma perspectiva sólida e duradoura.

Para perspectivar o significado de Saturno numa dada casa é necessário considerar o seu ciclo através das doze casas como um ciclo completo de experiência de vida e de maturação. Mas é também importante conhecer o motivo pelo qual uma pessoa acentua determinado ponto de partida ou foco durante esse ciclo. A posição natal de Saturno é, naturalmente, um ponto focal em todo o ciclo e no processo de desenvolvimento que simboliza. Embora o primeiro trabalho de Grant Lewi acerca do ciclo de Saturno constitua um notável progresso ao aplicar na prática o conhecimento astrológico e contenha valiosos exercícios de penetração, creio que sobrevaloriza apenas um dos modos de encarar o ciclo de Saturno o seu significado em relação ao êxito temporal e aos objetivos de carreira. Se, tal como Lewi, uma pessoa empregar os trânsitos de Saturno através das casas como um indicador apenas desta área da experiência de vida, então — tal como ele acentuará a IV casa como o foco de novos avanços que podem conduzir ao êxito, quando Saturno cruzar a X casa. Nesta perspectiva, o trânsito de Saturno pela I, II e III casas — considerado por Lewi um «período de obscuridade» — não é tido como importante, salvo na medida em que é um período de preparação para as ambições que, mais tarde, aparecerão recortadas com maior clareza. Se usarmos a astrologia somente como instrumento de orientação vocacional ou talvez de direção de pessoal numa grande companhia ou num departamento de Governo, a perspectiva e os conceitos de Lewi serão suficientes e, regra geral, bastante corretos; mas para quem aconselha seres humanos a um nível mais íntimo e subtil, quando os seus sentimentos e necessidades mais próprios devem ser tomados em consideração, de pouco valerá dizer a alguém que está a entrar num período de «obscuridade» que durará sete anos e que, durante esse período, apenas terá de esperar com paciência pela descoberta de um trabalho ou de uma vocação mal definida (mas, claro, absolutamente maravilhosos!) que eventualmente darão à sua vida excitação e significado profundos.

O tipo de conselheiro astrológico que insiste nas promessas, por ser aquele terreno em que se pode dizer algo de positivo e esperançoso, é o tipo de astrologia que geralmente se demonstra como sem sentido e destinada, no fim de contas, a encobrir as deficiências de compreensão ou a absoluta ignorância do conselheiro. Incutir tão ilusórias esperanças num cliente não, é de facto, aconselhar; é apenas encorajar a pessoa a concentrar-se na fantasia, mais do que nos factos e sentimentos imediatos, um gênero de prática astrológica que se parece muito com os métodos dos adivinhos, aos quais a maior parte dos astrólogos não quer, nem por sombras, ser associada. De todos os símbolos planetários usados em astrologia não há nenhum que chame mais fortemente a nossa atenção para enfrentar a realidade, aqui e agora, do que Saturno. Por isso, creio que podemos tentar um processo mais construtivo de explicar o ciclo de Saturno aos clientes, aos amigos ou a nós próprios, quando tentamos compreender as nossas experiências.

O melhor meio de considerar o ciclo de Saturno é tomar em conta a totalidade do ciclo, o processo completo e interminável de desenvolvimento simbolizado com particular ênfase na posição de Saturno em trânsito na I casa, visto que a I casa representa a área mais pessoal e individual do horóscopo de nascimento. Considerando a I casa como a mais importante fase de todo o ciclo e não apenas o princípio de um «período de obscuridade», poder-se-á avaliar a importância do ciclo de Saturno como indicador não só de alterações vocacionais e de carreira, mas também de um desenvolvimento interior ao nível psicológico e espiritual. Será nesta perspectiva que abordaremos os trânsitos de Saturno pelas várias casas natais, mas, antes de entrarmos nos pormenores de cada uma delas, vamos delinear um processo alternativo de considerar o trânsito de Saturno pelos quadrantes do horóscopo, mais amplo e mais psicologicamente orientado do que os significados dados por Lewi. Explicações semelhantes foram fornecidas por Marc Robertson no seu livro The Transit of Saturno, e baseiam-se em conceitos inicialmente desenvolvidos por Dane Rudhyar. Estas ideias são as seguintes:

No QUADRANTE I (CASAS I, II E III): Saturno revela a nossa capacidade de desenvolvimento de ser essencial e da autoconsciência.

No QUADRANTE II (CASAS IV, V E VI): Saturno revela as nossas condições para o desenvolvimento da capacidade de compreensão e do modo de auto-expressão.

No QUADRANTE III (CASAS VII, VIII E IX): Saturno revela a nossa capacidade de desenvolvimento do método de relacionação com os outros e da nossa consciência dos outros como indivíduos.

No QUADRANTE IV (CASAS X, XI E XII): Saturno revela a nossa capacidade de desenvolvimento do poder da nossa influência sobre os outros ou sobre a sociedade em geral, e da sua expressão.

Deve notar-se que estes conceitos são gerais no essencial e servem para dar ao astrólogo uma ideia genérica do significado do ciclo de Saturno; na maior parte dos casos, o melhor é ter presente este quadro geral como base para a compreensão das experiências específicas mostradas pela exata posição nas casas de Saturno em trânsito.

Outro ponto que vale a pena mencionar é que o significado de um trânsito de Saturno através de determinada casa pode mudar visivelmente, à medida que o trânsito se processa. Quando Saturno começa a entrar numa casa (o que o indivíduo sente muitas vezes quando Saturno fica a uns 6° da cúspide dessa casa, embora o planeta possa estar ainda tecnicamente na casa anterior), uma pessoa experimenta uma ânsia mais intensa de fazer qualquer coisa na área de vida indicada do que sentirá mais tarde. A faceta problemática da posição de Saturno em determinada casa parece ser, regra geral, mais aparente no primeiro ano em que Saturno a ocupa. Depois, em muitos casos, parece que a pessoa foi impelida a aprender o suficiente sobre o modo de se adequar com mais realismo a esta área de vida, o que lhe permitirá assimilar novos ensinamentos. Claro que a rapidez com que se aprendem as lições saturninas depende do indivíduo e este princípio não pode ser transformado num dogma; muitas vezes, porém, uma pessoa sentirá mais o peso do trânsito de Saturno quando o planeta estiver na primeira metade de determinada casa. A frustração e a pressão para agir de certa maneira pode ser, então, mais forte. Depois, quando a pessoa atinge mais estabilidade e tem outra compreensão neste campo de experiência, a pressão continua mas já não é sentida com tanta intensidade. Este princípio é especialmente verdadeiro no que respeita a casas onde não estão situados os planetas natais porque — quando uma pessoa tem efetivamente planetas numa determinada casa a conjunção exata de Saturno com esses planetas assinala, com frequência, o período de máxima intensidade. Se uma pessoa encontrar o modo exato de enfrentar as pressões interiores e exteriores sentidas durante a primeira fase do trânsito, então a segunda fase pode ser vista como um período de assimilação mais profunda dos importantes progressos obtidos.

Quando Saturno em trânsito se encaminha para o fim de uma casa e está prestes a entrar na seguinte (por outras palavras, quando está a uns 6º da cúspide da próxima casa) verifica-se, muitas vezes, um acontecimento, uma experiência ou uma compreensão claramente relacionados com o período a acabar e com o significado básico da casa que Saturno abandona. Muitas vezes acontecerá qualquer coisa que simboliza nitidamente uma consolidação dos esforços dos dois ou três anos anteriores e, em muitos casos, o que acontece — embora seja, com frequência, importantíssimo — não coincidirá com quaisquer outros trânsitos ou progressões fundamentais. Por outras palavras, em muitíssimos casos não se descobrirá nenhum fator astrológico primacial, além do facto de Saturno abandonar determinada casa, para simbolizar o que se passa. O que acontece, seja o que for, é, muitas vezes, acompanhado por uma sensação de alívio, ou de catarse ou satisfação, uma espécie de desimpedimento da pista que antecede a partida de Saturno para a casa seguinte. Menciono este fenômeno com algum pormenor porque o tenho visto repetidas vezes acontecer com grande regularidade — e um astrólogo procurando freneticamente um trânsito específico, uma progressão, uma direção que possa ser «responsabilizada» por tal experiência. Na verdade, o mesmo fenômeno acontece também com a Lua em progressão, quando este planeta se prepara para abandonar determinada casa e entrar na seguinte. Poderia encher todo um livro com um dos meus casos sobre estas ocorrências comuns, mas agora devemos abordar os significados específicos de Saturno em trânsito nas várias casas.

(continua numa próxima postagem)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Astrologia e os 4 Elementos: O Elemento Fogo no Mapa Natal. por Stephen Arroyo


Excesso do Elemento Fogo

A ênfase exagerada no fogo raramente é sentida como um problema, pelo indivíduo, até que se torne tarde demais para fazer alguma coisa a respeito. Numa das manifestações desta ênfase, a pessoa poderá se "consumir" no fogo de sua própria atividade, deixando uma concha humana vazia, especialmente quando há abuso de drogas e bebidas.

Essas pessoas tendem a ser por demais ativas e inquietas, exageradamente preocupadas em fazer com que alguma coisa aconteça no mundo. Fogo em demasia também pode levar a problemas no trato com os outros, pois a impulsividade, o egocentrismo e o desejo sem freios de agir diretamente, a qualquer custo, podem dar origem a uma maneira extremamente insensível e rude de abordar as outras pessoas. Em alguns casos a força fica descontrolada e faz com que aqueles que estão sob sua influência sejam selvagens, turbulentos, dados a extravagâncias e a exageros, apaixonados e intranqüilos, excessivamente confiantes e autoindulgentes.

Pode observar-se, também, características primitivas e marcantes tendências para a exaltação do ego, a autovalorização, a vaidade e o amor à pompa e à grandeza. No melhor dos casos, aquele que estão fortemente afinados com o fogo são pessoas dinâmicas e automotivadas, e amiúde iniciam e promovem, com sucesso, empreendimentos novos, projetos e aventuras idealistas, que exigem tremenda dedicação, coragem e energia.

Falta do Elemento Fogo

Quando se tem pouca ênfase no elemento fogo, a energia ígnea está faltando e provavelmente a digestão será deficiente. A falta do fogo normalmente se manifesta com a falta de ânimo e como uma tendência para não confiar na própria vida. Muitas vezes a alegria de viver está acentuadamente ausente e a pessoa amiúde é destituída de fé e de otimismo. A autoconfiança também poderá ser pouca, além de que se manifesta, freqüentemente, uma tendência ao desalento, não havendo entusiasmo para enfrentar as exigências da vida. Os desafios amiúde assustam e qualquer problema grave, que surge na vida, leva muito tempo para ser superado, pois os efeitos psicológicos residuais tendem a se alongar até muito depois da experiência já ter alcançado o seu ponto máximo. A falta de fogo quase sempre indica um problema mais sério na maneira da pessoa abordar a vida. O exercício físico vigoroso tende a estimular a energia ígnea e é altamente recomendado para esse tipo de pessoa. A dieta alimentar também precisa ser cuidadosamente observada, especialmente quando a pessoa também tem carência do elemento terra, pois então não terá força digestiva para queimar comidas pesadas e concentradas. Tudo, inclusive os exercícios e os hábitos alimentares, deverá ser feito com moderação, para que a pessoa não esgote a energia que tem.

Astrologia e os 4 Elementos: O Elemento Terra no Mapa Natal, por Stephen Arroyo


Excesso do Elemento Terra

Aqueles que têm ênfase excessiva sobre o elemento terra tendem a confiar demais nas coisas conforme elas são ou aparentam ser.

Pode haver uma estreiteza de visão, uma preocupação obsessiva com aquilo que "dá resultado", melhor do que com aqueles ideais que ela deveriam ter em mente.

Com freqüência, pode haver uma acentuada falta de imaginação. Há preocupação exagerada na eficiência prática e nas preocupações materiais, em prejuízo dos princípios teóricos e éticos. Para essas pessoas é fácil perder a perspectiva das próprias ações e das implicações finais de seus métodos de operação.

Naturalmente é comum dar uma notável demonstração de força e eficiência, dirigindo suas energias para um trabalho específico que as desafie. Contudo, o mundo do trabalho e das questões práticas muitas vezes tende a dominar a vida de tais pessoas, com o resultado eventual que todo o senso de valor próprio é ameaçado quando ocorre uma mudança imprevista nas atividades vocacionais.

É comum a presença de um cinismo peculiar e de um ceticismo nessas pessoas - qualidades da mente que surgem, inevitavelmente, quando o indivíduo não tem um ideal ou uma inspiração que possa dar significado à sua vida.


Falta do Elemento Terra

Quem tem pouca ênfase no elemento terra não está naturalmente sintonizado com o mundo físico, com o corpo físico ou com as limitações e as exigências para a sobrevivência no plano material. Conseqüentemente, pode "lançar-se no espaço", uma vez que não há alicerces na compreensão, no aqui e agora, e na dependência de coisas materiais como alimento, dinheiro, abrigo e outros motivos práticos. Muitas vezes, a pessoa é capaz de ignorar os requisitos de sobrevivência no mundo material e tende a lutar contra o fato de "crescer" e ter de adaptar-se às duras necessidades, até que as exigências da realidade, que prefere ignorar, obriguem a fazer isso. Esta falta de contato com o mundo material e com a dimensão física da realidade pode levar a pessoa a se sentir totalmente deslocada neste mundo, sem qualquer chão físico ou base que possa dar-lhe apoio e firmeza nos seus esforços para se expressar. Amiúde, sente-se como se não tivesse nenhum lugar para ficar, não se enquadra em nenhum nicho da estrutura da sociedade e freqüentemente acha difícil encontrar um trabalho, na vida, que satisfaça. Esta sensação de deslocamento no mundo sempre leva a procurar uma experiência mais direta com alguma dimensão da vida que lhe pareça mais real, tal como ter uma vida ativa no mundo da imaginação, ou dedicar-se a uma busca espiritual para transcender, de uma vez por todas, as limitações do mundo material. Em outras palavras, esta falta do elemento terra pode ter alguns efeitos muito benéficos, pois a pessoa não aceita limites para aquilo que é possível, quer espiritualmente, quer nos seus esforços criativos. A imaginação pode ficar num estado de turbulência e isso às vezes pode levar a resultados frutíferos, mas somente se a pessoa puder, pelo menos, aprender a aceitar as exigências básicas da vida terrena.

A falta do elemento terra pode também fazer com que a pessoa ignore as exigências do corpo físico. Para essas pessoas, as necessidades físicas parecem ser bastante secundárias, isto quando merecem alguma consideração; por essa razão, às vezes, se esquece de comer, de fazer exercício e de repousar em intervalos regulares. Amiúde encontra-se na pessoa um aspecto doentio, o que indica que a energia vital não está vivificando fortemente o veículo físico. Quem tem falta do elemento terra pode ter benefícios pelo cultivo consciente de um horário regular em sua vida, separando períodos definidos para comer relaxadamente, para se exercitar com moderação e para ter um repouso suficiente. Em outras palavras, aceitando conscientemente as limitações do mundo físico, pode dominar esse mundo e utilizar o poder sustentador da terra.

Astrologia e os 4 Elementos: O Elemento Água no Mapa Natal, por Stephen Arroyo


Excesso do elemento Água

Aqueles que têm uma ênfase mais forte no elemento água podem sentir como se estivessem à deriva num mar aberto, num pequeno bote, sem leme, vela, remo, e bússola. De modo geral, qualquer vento que sopre pode influenciá-los facilmente, tornando-os por demais impressionáveis e colocando-os, às vezes, à mercê de configurações emocionais sobre as quais não tem controle.

Quase todas as pessoas que têm esse desequilíbrio são extremamente sensíveis a qualquer experiência o que pode levar a uma intuição profundamente penetrante ou uma reação exagerada ao mais leve estímulo. Se as emoções estão fora de controle e se a pessoa funciona, habitualmente, num estado de autoproteção apreensiva, ela pode ser desvitalizada com muita facilidade pelo temor, pelos padrões de reação negativos e pela timidez. Ser esmagado pelas emoções na forma de experiência cotidiana é algo que, no fim, acaba desgastando qualquer um, e o fato de que estas pessoas amiúde não são capazes de lutar contra a tensão do confronto com o mundo exterior o que pode obrigá-las a retirar-se para a vida interior ou a fugir dos desafios da vida.

Tais pessoas, de fato, podem ficar "encharcadas" de emoções e de sentimentos contraditórios, um estado de coisas que pode muito bem acontecer quando não usam a sensibilidade de sentimentos e a sua empatia num movimento ativo com os outros. No melhor dos casos, uma vez que a autoabsorção tenha sido dominada, estas pessoas são capazes de desenvolver uma auto-suficiência emocional que terá como base uma rica vida interior de dedicação a um ideal.

Freqüentemente, essas pessoas, têm acentuada capacidade imaginativa e uma sintonia natural com as realidades espirituais e ocultas. Sua dedicação, aparentemente absoluta, a uma vida de autosacrifício é quase sempre genuína; mas, em alguns casos, essa atitude é simplesmente um disfarce que esconde o egoísmo absoluto e um padrão compulsivo de imperiosa necessidade de que os outros preencham o seu vazio interior. Não há qualquer possibilidade de se entender essas pessoas, a menos que se compreenda que são motivadas principalmente por anseios profundos e insegurança que elas dificilmente podem identificar. A menos que esses anseios sejam esclarecidos à plena luz da consciência, essas pessoas não podem deixar de ser bastante compulsivas em seu comportamento. E até que os anseios sejam identificados como desejos da alma por libertação e suprema serenidade, o indivíduo não poderá fazer uso eficiente da sua maior força.

Mais do que com as pessoas que apresentam ênfase em qualquer outro elemento, aqueles que têm muita força no elemento água tendem a ir para extremos de comportamento, portanto, é difícil fazer generalizações que se apliquem a todas as pessoas desta categoria. Mas parece que os que apresentam esta combinação em seus mapas, também têm potencial para uma expressão plena das mais elevadas qualidades espirituais: amor, compaixão, devoção e prestatividade compassiva. Todavia, aqueles que alcançaram tal nível de autoexpressão são minoria.

No nível físico, uma grande ênfase no elemento água indica que o corpo está sempre processando a eliminação de venenos, tanto toxinas físicas quanto resíduos emocionais. Contudo, a eficiência desse processo de limpeza depende do grau de percepção que a pessoa tem das própria necessidades emocionais.

Falta do Elemento Água

A pouca ênfase sobre o elemento água pode manifestar-se como uma extensa variedade de problemas psicológicos, emocionais e físicos. A maioria das pessoas que carecem dessa afinação com a água tem grande dificuldade para penetrar nos sentimentos dos outros com empatia e compaixão, assim como para se colocar em contato com os seus próprios sentimentos e necessidades emocionais. Isso não significa que sejam, em todos os casos, destituídas de sensibilidade, mas sempre têm problemas quando lidam com seus próprios sentimentos; para elas, o mundo das emoções parece ser uma terra estranha e cheia de grandes perigos, que pode ser mais perturbadora do que benéfica. Em casos extremos, podemos encontrar pessoas com tal desequilíbrio, que são frias, desapaixonadas e insensíveis. Tais indivíduos são notados por sua falta de simpatia e raramente têm um bom relacionamento emocional com os outros. Tendem a desprezar os sentimentos dos outros, considerando-os sem importância, e são incapazes de ver neles aquilo que não podem aceitar em si próprios. Nos seus esforços para alcançar a auto-suficiência emocional negam, ao mesmo tempo, sua própria natureza emocional, o que pode levar a uma dependência particularmente inconsciente dos que expressam sentimentos.

A falta do elemento água se manifesta como uma desconfiança inata no conhecimento intuitivo. Em alguns casos, o principal problema emocional dessas pessoas é que não confiam nem um pouco em si mesmas, uma vez que desprezam prontamente os próprios sentimentos como se fossem coisas incômodas e sem importância. Contudo, conforme Jung assinalou em sua obra, sempre que é negado o acesso consciente a alguma coisa, de qualquer modo isso continua a influenciar o indivíduo através de processos inconscientes. Com muita freqüência, as pessoas que têm falta do elemento água resistem a todos os esforços feitos para tirá-las do seu vácuo emocional, ao mesmo tempo que tateiam procurando apoio e fazem gestos semiconscientes na direção dos outros, gestos que revelam sua solidão, seu medo e sua infelicidade interior. Aqueles que têm tal desequilíbrio em seus mapas podem alcançar uma certa medida de estabilidade emocional deixando que o aparentemente infindável lago de sentimentos venha até a superfície, libertando, desse modo, a dor e os sofrimentos acumulados, que negaram por tão longo tempo. Essas pessoas parecem ter um medo fanático da dor e disso resulta num desprezo por suas próprias necessidades emocionais, o que lhes assegura que elas experimentarão mais dor.

No nível físico, a falta do elemento água quase sempre se manifesta como uma perturbação física bastante grave, geralmente devida, a toxidez excessiva. O elemento água é a energia que limpa, cura, purifica, e aqueles que carecem dele deixam-se envenenar lentamente pela acumulação simultânea de produtos residuais emocionais e físicos. Uma tal condição tóxica pode-se expressar através de uma interminável variedade de sintomas, mas a terapia requerida geralmente é a mesma para todos eles: uma purificação completa, física e emocional. Aqueles que não têm o elemento água operando com eficiência, são particularmente sujeitos a sintomas físicos de doença. O fato de que a energia do elemento água é a força que limpa e cura evidencia-se na grande predominância de água nos mapas dos curadores mais naturais. A dieta daqueles que carecem do elemento água deve ser cuidadosamente observada, e eles podem alcançar grandes benefícios por meio de dietas purificadoras periódicas ou de jejuns moderados. Em outras palavras, quando essas pessoas trabalham, conscientemente, para intensificar a função de limpeza nos níveis emocional e físico, são capazes de superar muitos desses problemas e evitar a maioria das perturbações graves às quais um tal estado tóxico eventualmente levaria.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Astrologia e Elementos Dominantes (dois a dois), por Stephen Arroyo


Predominância dos Elementos: Terra e Ar.

As pessoas que apresentam predominância dos elementos ar e terra em seu Mapa Natal, não apresentam tanto conflito como pode parecer a princípio, embora possa haver um impulso alternativo entre as orientações abstrato-conceitual e eficiente-prática. Isso acontece porque os signos de ar e de terra são regidos pelos mesmos planetas, portanto, são coloridos com alguns dos mesmos valores, qualidades e modo de operação. Deve ser compreendido, porém, que a compatibilidade é maior quando se trata de mapas de pessoas distintas onde predominam, numa o ar e na outra a terra, do que no Mapa Natal de uma pessoa.

Esses elementos são energias incompatíveis no seu modo real de expressão, mas as suas afinações particulares podem ser consideradas complementares. Quando tais energias estão concentradas no indivíduo, ele é capaz de combinar a percepção intelectual e conceitual numa afinação prática com os objetivos concretos. Pode, portanto, ter um alicerce prático sobre o qual seus ideais estão baseados e ter uma perspectiva particularmente inovadora no que se refere a realizar as coisas do mundo material.

Este tipo de pessoa é dado à reflexão prévia, à imparcialidade, à inteligência prática e à lógica bastante fria. O impulso ou o emocionalismo não fazem parte do seu jeito e amiúde, desconfia daqueles que exemplificam tais qualidades. É uma excelente combinação para os negócios, o trabalho de organização e outros tipos de trabalho que exigem muito do intelecto.

Muitos burocratas realizados têm esta combinação. pois são capazes de lidar com uma abundância de detalhes concretos sem que isso faça com que se sintam esmagados pelas exigências feitas ao seu sistema nervoso.


Predominância dos Elementos: Terra e Água

Quem tem ênfase exagerada nos elementos terra e água geralmente é profundamente sagaz. Outras características são a gravidade e a autoproteção em todas as atividades. Essas pessoas geralmente trabalham com afinco e, de fato, não se sentem bem se não estão suportando algum fardo, quer emocionalmente, quer no seu trabalho cotidiano. Têm muita consciência das necessidades de sobrevivência, de segurança e da confiança que os outros depositam na sua solidez e no seu engenho. Assim sendo, grande parte da energia delas é utilizada no esforço para manter os seus recursos e no grande apego ao dinheiro, às propriedades, ao emprego e às crianças, o que faz com que daí resultem outros fatores de segurança. Têm força para suportar e habilidades para sobreviver a qualquer calamidade. Seu apego à segurança e a valores tradicionais amiúde é manifestado na forte devoção à família, ao lar e às responsabilidades.

O lado problemático deste tipo pode ser compreendido quando se percebe que tais pessoas são motivadas principalmente por sentimentos, por temores, por hábitos e condicionamentos do passado, por necessidades de segurança, fazendo com que se apeguem demasiadamente ao passado e tenham medo do presente e do futuro. Há, com freqüência, uma falta vital de idéias, de fé e de pensamento positivo, e as faculdades intelectuais e de comunicação dessas pessoas geralmente são pouco desenvolvidas. No melhor dos casos, tal tipo está assentado na realidade do aqui e agora, da experiência cotidiana, e enfrenta as coisas com grande determinação e força interior. No pior dos casos, podem ser pessoas mesquinhas, manipulativas, gananciosas e, no fim das contas, profundamente frustradas na sua necessidade de assumir algum risco para favorecer seu próprio progresso.

Predominância dos Elementos: Fogo e Terra

A ênfase nos elementos terra e fogo é denominada pela astróloga americana Zipporah Dobyns, de rolo compressor. Ela diz ser esta a mais criativa e produtiva das combinações, tendo a iniciativa e a criatividade do fogo e a praticidade e o desejo veemente de produzir algo tangível. Esta combinação, segundo Dra. Dobyns, tem um impacto sobre o mundo e ainda está caminhando quando todos os outros estão caindo à beira da estrada. É uma descrição acurada da interação desses dois elementos, pois a terra dá o poder de sustentação para o impulso de autoexpressão representado pelo fogo. Há, também, nessas pessoas, uma base prática que elas usam para testar suas inspirações, para ver se seu gasto de energia é potencialmente produtivo. Elas, portanto, têm a capacidade de conservar e dirigir sua boa vitalidade e canalizar seus entusiasmos no sentido de ambições específicas. A afinação com a terra dá ao fogo paciência e disciplina, enquanto o fogo dá confiança e a fé espontânea que a terra não possui. Essas pessoas, geralmente, adoram trabalhar pois sentem grande satisfação ao ver os efeitos de sua energia manifestados no mundo.

Na combinação terra-fogo, freqüentemente há um delicado equilíbrio entre egocentrismo e humildade, entre generosidade e conservadorismo. Tais pessoas geralmente sentem-se felizes quando enfrentam os desafios do mundo exterior por sua própria conta, mais do que confiando nos papéis sociais estabelecidos ou padrões educacionais, para chegar ao sucesso. O problema principal desta combinação é uma certa rudeza e insensibilidade. Os "rolos compressores" não refletem a respeito de si mesmos e nem são particularmente cuidadosos com respeito a quem irão esmagar nos seus esforços para chegar aonde querem. Por isso, fariam bem se dessem maior atenção aos aspectos mais sutis da vida, aos seus ideais e valores. Tão logo esta energia é derramada a serviço de outros e dirigida com total consideração pelas implicações das suas ações, a pessoa pode manifestar, ativamente, um poderoso amor através do equilíbrio, da segurança e da produtividade.

Predominância dos Elementos: Fogo e Ar

Quem tem ênfase dos elementos fogo e ar, no melhor dos casos, representa um tipo idealista, cheio de aspirações, que pensa positivamente e cujas intenções e motivos estão acima da crítica. Entretanto, sua maneira de abordar a vida não é de todo realista e amiúde descobre que precisa aprender sobre o lado sombrio da vida por meio de experiências difíceis e de desilusões. Freqüentemente negligencia as próprias necessidades e sentimentos que poderiam trazer maior estabilidade e força interior. Contudo, muitas vezes se encaminha (como uma forma de compensação) para o estudo dos problemas do inconsciente, dos problemas emocionais e de como cuidar das necessidades físicas. Trata-se de um passo marcante no seu progresso rumo a uma maneira mais compreensiva de viver.

Existe uma grande habilidade para por suas próprias idéias em ação e capacidade para conquistar uma perspectiva sobre o significado e as implicações de suas próprias ações. O perigo com esta ênfase é mergulhar demais nos próprios pensamentos e aspirações, e por isso desdenhar a profundidade emocional e as necessidades físicas.

Essa ênfase traz um agudo senso de humor, uma maneira otimista de encarar a vida e, amiúde, por uma notável habilidade verbal. No melhor dos casos, é uma combinação excepcionalmente criativa, que harmoniza as idéias, as inspirações e os planos com a habilidade e a energia para executá-los. Há dificuldade, entretanto, em fazer com que as coisas se concretizem realmente, isso vem de um não assentamento no chão firme, pois, antes, prefere ficar bem no alto, elevando-se acima das obrigações mais mundanas e de enfrentar as responsabilidades, as necessidades emocionais e o trabalho constante. Por isso mesmo, pode espalhar sua energia e se expandir exageradamente, até que esta seja consumida e venha uma pesada exaustão física e mental. A falta de profundidade e sustentação faz com que seja difícil recarregar as baterias no esforço de recuperação das tensões cotidianas. As qualidades rejuvenescedoras e curativas da terra e da água estão faltando, portanto, há necessidade de compreender que não pode derramar energias, sem reserva, sem ao mesmo tempo entrar em sintonia com seus recursos mais profundos, se quiser evitar um estado de esgotamento constante.

Ênfase nos Elementos: Fogo e Água

As pessoas que apresentam predominância dos elementos fogo e água costumam expressar tudo emocionalmente, excitadamente e de forma absolutamente impulsiva. Muitas vezes há falta de lógica, de pensamento e de procedimentos sistemáticos, com uma conseqüente intranqüilidade e predisposição subjetiva. É uma combinação de intensidade e extremos emocionais, e tais pessoas são muito sensíveis àquilo que os outros pensam a respeito delas. Tendem a ser egoístas e demonstram uma acentuada falta de autocontrole. Essa falta de controle, ou de disciplina leva, em muitos casos, a mudanças de humor extremamente graves. Essas pessoas funcionam num estado de alta pressão e, como de regra, têm um desempenho melhor quando são desafiadas por circunstâncias exteriores. Embora possa haver um conflito entre liberdade e devoção, entre aquisições futuras e necessidades de segurança, entre egoísmo e desprendimento, esta combinação faz com que as pessoas temperem o seu entusiasmo com a sensibilidade e expressem, de maneira direta, o que sentem pelos outros. Nessas pessoas normalmente há uma simplicidade de maneiras e uma qualidade revigorante e encorajadora. No pior dos casos, tal tipo é explosivamente imprevisível, dado a alternativas de inspiração e de frustração profunda. No melhor dos casos, são afetuosos e protetores no trato com os outros. É, com freqüência, uma boa combinação para atividade ligadas a entretenimentos, pois essas pessoas são capazes de temperar suas atividades promocionais com prudência e projetar seus sentimentos com convincente envolvimento.

Predominância dos Elementos: Ar e Água

A predominância dos elementos ar e água no Mapa Natal leva a pessoa a sentir-se arrastada entre orientações intelectuais e emocionais, tal combinação pode, na melhor das hipóteses, produzir pessoas que estão sintonizadas com ambos os reinos de experiência.

Nem o mundo abstrato e nem o mundo sensível intuitivo lhe são estranhos, e por essa razão esta pessoa passa a ser capaz de dar profundidade às suas idéias e pode ver os seus próprios sentimentos e anseios mais profundos com imparcialidade e perspectiva. Embora seja a mais sensível de todas as combinações (tanto física como psicologicamente) e embora esta sensibilidade possa levar o indivíduo a ser um sonhador, um fugitivo da realidade ou um descontente inclinado para a fantasia, nem sempre a sensibilidade leva a melhor.

A pessoa tem, principalmente, uma imaginação espantosamente fértil, capacidades genuinamente criativas em todas as artes e ciências, com habilidades especiais para lidar com pessoas em todas as artes de orientação para a cura. A qualidade usada em todos esses campos é a de entrar em sintonia com as percepções mais sutis do inconsciente e ser capaz de expressá-las concisamente.