sexta-feira, 23 de junho de 2017

Curso de Iniciação à Astrologia Tradicional (Parte 3)

Curso de Iniciação à Astrologia Tradicional
Parte 3

Conteúdo:
- O Zodíaco
- Os Signos
- Representação e Símbolos dos Signos
- A Natureza dos Signos
- A Interpretação dos Signos

Acesse pelo link:
https://drive.google.com/file/d/0BwHlJGrC7JnqLUR4ZGpoX0JROVk/view?usp=sharing

O Movimento dos Planetas no Zodíaco, por Helena Avelar e Luis Ribeiro

O movimento dos planetas no Zodíaco segue o sentido dos signos. Assim, os planetas deslocam-se do signo de Carneiro para o de Touro, depois para Gémeos, etc.

Movimento dos Planetas nos Signos

No seu percurso normal o planeta vai aumentando o número de graus dentro de um signo até sair dele, transitando para o signo seguinte.

Exemplo: Movimento da Lua
Mercúrio e Vênus, ao contrário dos restantes planetas, nunca se afastam muito do Sol. Isto acontece porque (do ponto de vista heliocêntrico) as suas órbitas são interiores à da Terra. Assim, para um observador terrestre Mercúrio, cuja órbita é a mais próxima do Sol, nunca se afasta mais de 28° (um signo de distância) da posição zodiacal do Sol. Vénus, que possui uma órbita um pouco mais ampla, nunca se afasta mais de 48° (dois signos de distância). Este afastamento máximo é denominado elongação.

Afastamento Máximo de Mercúrio e Vênus do Sol, projetado no Zodíaco.

No seu percurso, Mercúrio e Vênus fazem duas conjunções ao Sol: uma quando passam do lado oposto ao da Terra (designada conjunção superior) e outra quando passam entre a Terra e o Sol (conjunção inferior). Na conjunção superior, o planeta está "do outro lado" do Sol, movendo-se portanto "acima" do Sol (daí o termo superior), enquanto na inferior passa entre a Terra e o Sol, estando portanto "abaixo" deste.

Num mapa astrológico, a conjunção inferior distingue-se por corresponder sempre ao movimento retrógrado do planeta.

Conjunções inferior e superior de Vênus


A velocidade

A progressão dos planetas ao longo dos signos dá-se a diferentes velocidades. O astro mais rápido, a Lua, movimenta-se em média cerca de 13º por dia, avançando cerca de 1° a cada duas horas e percorre um signo completo em cerca de dois dias e meio. Saturno, o mais lento dos planetas tradicionais, avança em média 2' por dia e demora cerca de dois anos e meio a atravessar um signo. Estas diferentes velocidades estão representadas no modelo das esferas planetárias através da ordem caldaica — Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vénus, Mercúrio, Lua.

Ordem Caldaica e a Velocidade dos Planetas
Tabela das Velocidades Médias dos Planetas
Cada planeta tem então um ciclo específico que é medido pelo tempo que demora a dar uma volta completa ao Zodíaco. A Lua demora cerca de 27 dias e meio a retornar ao mesmo ponto do Zodíaco; Mercúrio, Vénus e o Sol cerca de 1 ano (pois nunca estão muito afastados), Marte cerca de 2, Júpiter 12 e Saturno aproximadamente 29 anos.

No entanto, ao longo do seu percurso a velocidade aparente do planeta varia, devido à proximidade ou afastamento do planeta em relação à Terra. A tabela acima apresenta as velocidades médias diárias dos planetas.

Embora o Sol, Vénus e Mercúrio tenham velocidades médias idênticas, Mercúrio alcança uma velocidade máxima de pouco mais de 2°10' por dia. Vénus fica atrás com um máximo de 1°16' e o Sol de 1°01'.


Nota: a velocidade diária aparente da Lua oscila entre 11°41' e 15°23'; o Sol oscila entre um mínimo de 57'10" e um máximo de 1°01'10". Para os restantes planetas os máximos de andamento diário são aproximadamente 47' para Marte, 14' para Júpiter e 07' para Saturno.


Caso o andamento diário do planeta seja inferior à média apresentada na tabela, diz-se que o planeta está lento, acima da média diz-se que o planeta está rápido.

Considera-se que um planeta veloz tem uma ação mais rápida e mais efetiva, e que um planeta lento tem uma atuação mais demorada.


A retrogradação

Como já referimos, o movimento aparente de um planeta faz-se normalmente segundo a ordem dos signos zodiacais (Carneiro, Touro, Gêmeos, etc.). Este é denominado movimento direto.

No entanto, em determinados momentos do seu percurso celeste, o planeta abranda a sua velocidade até, aparentemente, parar, e em seguida inverte o movimento passando a deslocar-se no sentido contrário à ordem dos signos. Este fenômeno é denominado retrogradação e ocorre periodicamente durante o ciclo zodiacal do planeta.

Assim, um planeta diz-se retrógrado quando o seu movimento aparente na abóbada celeste é contrário ao dos signos zodiacais (Gêmeos, Touro, Carneiro, etc.).

Esta inversão aparente do movimento ocorre quando a Terra ultrapassa os planetas mais lentos e exteriores à sua órbita. Um fenômeno análogo ocorre quando um carro ultrapassa outro a deslocar-se na mesma direção mas a uma velocidade menor. Os passageiros do carro mais rápido têm a ilusão que o carro mais lento está andando para trás.

Exemplo: Retrogradação de Marte

No caso dos planetas interiores à órbita terrestre, Mercúrio e Vênus, a retrogradação aparente ocorre quando estes astros (movendo-se na sua órbita em volta do Sol) se aproximam da Terra, passando entre esta e o Sol (ver figura abaixo).

A retrogradação é um fenômeno aparente, causado pela mudança de perspectiva do observador, à medida que a própria Terra se movimenta ao redor do Sol. Na realidade, um planeta nunca pára o seu movimento de translação ao redor do Sol; é um fenômeno puramente geocêntrico.

Exemplo: Retrogradação de Vênus

Numa tabela ou num horóscopo um planeta retrógrado é indicado pelo um "R" traçado colocado junto do planeta:


O Sol e a Lua nunca apresentam movimento retrógrado. No caso do Sol, é a Terra que orbita em seu redor, pelo que o movimento aparente é contínuo. A Lua tem a sua órbita diretamente ao redor da Terra, o que impossibilita qualquer fenômeno de retrogradação aparente.


Efeitos de um planeta retrógrado

O movimento direto é aquele que o planeta assume normalmente no seu curso e é considerado normal, pois não interfere na expressão do planeta.

O movimento retrógrado, por fazer o planeta aparentar "andar para trás" é considerado uma interferência no seu desempenho. Assim, um planeta retrógrado é considerado debilitado pois a sua expressão está dificultada. As suas atuações são descontínuas e dadas a mudanças súbitas. Podem significar retrocesso, demoras e cancelamento de planos.


As estações

A mudança de direção não ocorre bruscamente — o planeta desacelera gradualmente, até chegar ao ponto de parecer totalmente imóvel. Começa então a mover-se lentamente na direção oposta, acelerando até atingir a sua velocidade normal.

Ao ponto de parada chamamos estação, e a um planeta que aparente estar parado chamamos estacionário.

Na passagem de direto a retrógrado e de novo a direto, o planeta faz duas estações. A primeira estação ocorre quando o planeta, em movimento direto, diminui progressivamente a sua velocidade até estacionar, para depois assumir o movimento retrógrado aparente. A segunda estação ocorre quando, estando em movimento retrógrado, o planeta desacelera, estaciona e depois retoma o movimento direto.

Em termos práticos, considera-se que um planeta na primeira estação está mais debilitado do que um planeta na segunda estação, pois após nesta última o planeta reassume o movimento direto (considerado normal).

As Estações de Movimento dos Planetas

A latitude dos planetas

Como foi referido no início deste capítulo, a posição celeste dos planetas nem sempre coincide exatamente com a da eclíptica. Com a excepção do Sol, que "desenha" a eclíptica com o seu percurso aparente, a Lua e os planetas podem estar posicionados um pouco acima ou abaixo desta.

Isto acontece devido à existência de desfasamentos entre a órbita da Terra e a dos outros planetas. Este desfasamento é expresso noutra coordenada celeste, a latitude. Quando um planeta está "acima" da eclíptica, ou seja, na parte Norte, diz-se ter latitude norte; quando se localiza "abaixo", na parte Sul, diz-se ter latitude sul.

A Latitude dos Planetas
A latitude é também expressa em graus e minutos de arco, e oscila entre os 0° e os 90°. Em termos práticos, é representada por um número de graus e minutos e a indicação N se a latitude for norte e S, se for sul. Por exemplo, 5°N23' indicaria um planeta com uma latitude norte de 5 graus e 23 minutos.

O Zodíaco é definido como uma faixa de 16° (8° acima e 8° abaixo da eclíptica — a linha central), de forma a acomodar as variações de latitude que os planetas apresentam ao longo do tempo.

A latitude de cada planeta varia entre um máximo e um mínimo de afastamento. Dos planetas tradicionais, Vénus é o que apresenta uma maior variação de latitude, pois, o seu máximo chega quase aos 9°.

Latitudes Máxima e Mínima dos Planetas


Ao contrário da longitude zodiacal, a latitude dos planetas não vem representada diretamente no horóscopo. É geralmente colocada em tabelas anexas.

Na prática a latitude não é utilizada no corpo principal do sistema interpretativo, apenas se aplica pontualmente na interpretação, quando se faz estudos mais específicos dos planetas (por exemplo, como auxiliar na descrição física).

Regra geral, considera-se que quanto mais próximo um planeta está da eclíptica mais fortes e estáveis são considerados os seus efeitos. Tradicionalmente, um planeta com latitude norte é preferido a um com latitude sul, pois para um observador no hemisfério norte tem maior visibilidade (passa mais alto no céu e mantém-se mais tempo acima do horizonte). No entanto, como dissemos anteriormente, a aplicação destas regras é muito secundária, sendo ofuscada por elementos interpretativos de maior importância.


Os ciclos dos planetas

O movimento dos planetas no Zodíaco é de natureza cíclica, pois cada planeta repete o seu movimento aparente ao redor da Terra em períodos regulares de tempo. Estes ciclos são importantes para compreender a dinâmica do planeta, assim como parte do seu simbolismo.
Os planetas têm dois ciclos ou períodos principais: um ciclo zodiacal, também denominado sideral, e o um ciclo sinódico.


Ciclo zodiacal ou sideral

É o período de tempo no qual um planeta completa uma volta ao redor da Terra, ou seja, uma volta ao Zodíaco. A duração do ciclo zodiacal depende da velocidade do planeta.

Tabela dos Ciclos Zodiacais dos Planetas


Ciclo sinódico

Corresponde ao período de tempo que leva um planeta a retomar o mesmo ponto em relação ao Sol. Em termos práticos, consiste no período entre duas conjunções sucessivas de um planeta ao Sol.

A diferença entre este ciclo e o anterior reside no fato de contabilizar, para além da velocidade dos planetas, a velocidade do Sol.

No caso dos planetas mais rápidos que o Sol, quando o planeta retorna ao mesmo ponto do Zodíaco, o Sol já se movimentou e é necessário que o planeta percorra mais um tanto para o alcançar. Quanto aos planetas mais lentos, é o próprio Sol que os alcança.

Tabela dos Ciclos Sinódicos dos Planetas


O auge dos planetas

Este é um conceito tradicional, que surge no contexto do modelo das esferas e não tem aplicação direta ao modelo astronômico heliocêntrico. E frequentemente mencionado por autores tradicionais, razão pela qual decidimos inclui-lo, embora a sua importância na interpretação astrológica seja extremamente reduzida.

Durante o seu percurso ao redor do Sol os planetas podem estar mais próximos ou mais afastados da Terra. A fase de maior afastamento é designada auge. Quando um planeta se aproxima deste ponto, diz-se que "ascende para o seu auge" e considera-se que está favorecido; quando se afasta, diz-se que "descende do seu auge" e considera-se desfavorecido.

Num mapa astrológico, podemos determinar esta situação observando a conjunção dos planetas com o Sol.

Os planetas superiores (Saturno, Júpiter e Marte) atingem o seu auge perto da conjunção ao Sol; diz-se que ascendem para o auge quando o Sol se aproxima deles e que descendem quando o Sol deles se afasta.

Os planetas inferiores (Vénus e Mercúrio) estão no seu auge por alturas da conjunção superior ao Sol (ou seja, em movimento direto), encontrando-se mais afastados do seu auge quando fazem a conjunção inferior (em movimento retrógrado).

A Lua estará perto do seu auge quando a sua velocidade é menor, e afastada quando está mais rápida.

Podemos equiparar o auge ao apogeu e o ponto oposto ao perigeu. Embora estes conceitos sejam geralmente aplicados à Lua, na perspectiva geocêntrica podem ser aplicados aos restantes planetas.





Extraído de: Helena Avelar e Luis Ribeiro, in Tratado das Esferas. Editora Pergaminho. Cascais, Portugal, 2007.

Pode ser adquirido em nova edição aqui: https://www.facebook.com/prismaedicoes/


quinta-feira, 22 de junho de 2017

Sobre os Pais, por Ptolomeu

O modo de investigação, ao qual se deve aderir durante todo o tempo, é exposto anteriormente. Devemos, então, começar, seguindo a ordem já estabelecida, com a descrição dos pais, que vem primeiro.

O Sol e Saturno são, por natureza, associados à pessoa do pai e a Lua e Vênus à da mãe e, da forma como eles estiverem dispostos uns em relação aos outros e às outras estrelas, devemos julgar que está a questão dos pais. A pergunta sobre sua fortuna e riqueza deve ser investigada por meio da doriforia dos luminares; quando eles estiverem cercados por planetas benéficos e por planetas do seu próprio séquito, no mesmo signo ou no signo seguinte, as circunstâncias dos pais serão bastante brilhantes, principalmente se as estrelas da manhã servirem o Sol e as do entardecer servirem a Lua e os próprios luminares estiverem em locais favoráveis, do modo já descrito. Além disso, se Saturno e Vênus, da mesma forma, estiverem no oriente e nas suas faces, ou nos ângulos, devemos considerar esse fato uma previsão de felicidade conspícua, de acordo com o que é próprio e justo para cada pai. Por outro lado, se os luminares estiverem sozinhos e sem planetas assistentes, isso indica uma posição inferior e obscuridade para os pais, principalmente se Vênus ou Saturno não estiverem em posição favorável. Se, no entanto, eles tiverem assistentes, mas não planetas do mesmo séquito, como quando Marte ascende logo após o Sol, ou Saturno após a Lua, ou quando eles forem servidos por planetas benéficos em posição desfavorável ou que não sejam do mesmo séquito, devemos entender que uma situação moderada e sorte cambiante devam ser previstas para eles. Se a Parte da Fortuna, que explicaremos mais tarde, estiver de acordo, na natividade, com os planetas que, em uma posição favorável, assistem o Sol ou a Lua, as crianças receberão o patrimônio intacto; se, no entanto, ela estiver em desacordo ou em oposição, e não houver planeta servidor, ou se os planetas servidores foram maléficos, o patrimônio dos pais será inútil para os filhos, ou mesmo prejudicial.

Com relação à duração maior ou menor de sua vida, deve-se investigar a partir das outras configurações. No caso do pai, se Júpiter ou Vénus estiver em qualquer aspecto com o Sol e com Saturno, ou se o próprio Saturno estiver em um aspecto harmonioso com o Sol, seja em conjunção, sextil ou trígono, ambos estando com força, devemos conjeturar uma vida longa para o pai; se eles forem fracos, no entanto, a significação não é a mesma, embora isso não indique uma vida curta. Se, no entanto, esta condição não estiver presente, mas Marte estiver elevado com relação ao Sol ou Saturno, ou ascender logo após eles, ou quando, mais uma vez, Saturno não estiver em harmonia com o Sol, mas estiver em quartil ou em oposição, se eles estiverem declinando dos ângulos, os pais simplesmente serão fracos, mas se eles estiverem nos ângulos ou ascendendo após eles, eles terão vida curta ou serão passíveis de acidentes; de vida curta, quando estiverem sobre os dois primeiros ângulos, o oriente e o meio do céu, ou nos signos sucedentes, e passíveis de acidentes ou doenças quando estiverem nos outros dois ângulos, o ocidente e o meio do céu inferior, ou nos seus signos sucedentes. Marte, com relação ao Sol do modo descrito, destrói o pai de forma súbita ou causa danos à sua visão; se ele estiver relacionado a Saturno, o pai está em perigo de morte ou de tremores e febre ou de lesões por corte ou cauterização. O próprio Saturno em um aspecto desfavorável com o Sol traz a morte do pai por doença e enfermidades causadas pelo acúmulo de humores.

No caso da mãe, se Júpiter estiver em qualquer aspecto com a Lua e com Vênus, ou se a própria Vênus estiver em harmonia com a Lua, em sextil, trígono ou conjunção, quando elas estiverem com força, a mãe terá vida longa. Se, no entanto, Marte estiver relacionado com a Lua ou com Vênus, ascendendo após ela ou em quartil ou em oposição, ou se Saturno, da mesma forma, observar a própria Lua, quando estiverem diminuindo ou decaindo, mais uma vez a ameaça é apenas de infortúnio ou doença; mas se eles estiverem ascendendo ou angulares, a mãe terá vida curta ou será passível de dano. De forma parecida, ela terá vida curta quando eles estiverem nos ângulos do leste ou nos signos que ascendem após eles, e será passível de dano se eles estiverem nos ângulos do oeste. Quando Marte, desta forma, observa a Lua crescente, traz morte súbita e dano à vista para as mães; mas se a Lua estiver minguante, traz morte por aborto ou coisas semelhantes, e danos por cortes e cauterização. Se ele observar Vênus, causa morte por febre, enfermidades misteriosas e obscuras, e ataques súbitos de doença. Saturno observando a Lua causa morte e enfermidades, quando a Lua estiver oriental, por tremores e febre; quando ela estiver ocidental, por úlceras uterinas e câncer. Devemos levar em consideração, também, com relação aos tipos particulares de danos físicos, doenças, ou mortes, as características especiais dos signos nos quais os planetas que produzem a causa estão, os quais teremos ocasião mais apropriada para discutir na própria natividade e, além disso, devemos observar, de dia, em particular ao Sol e a Vênus, e de noite, Saturno e a Lua.

De resto, ao realizar essas investigações em particular, seria apropriado e consistente considerar o local do séquito paterno ou materno como um ascendente e investigar os tópicos restantes como se este novo mapa fosse a natividade dos próprios pais, seguindo o procedimento para a investigação das classificações gerais, tanto práticas quanto casuais, cujos títulos serão dados a seguir. No entanto, tanto aqui quanto em qualquer outro lugar é bom lembrar o modo de mistura dos planetas e, caso aconteça que os planetas que regem os locais sob investigação não sejam de um mesmo tipo, mas sejam diferentes, ou tenham efeitos opostos, devemos tentar descobrir os que têm mais direitos sobre o lugar e os modos nos quais eles se superam em força em um caso particular, para a regência dos eventos previstos. Isso é para que possamos, ou nos guiar em nossa investigação pelas naturezas desses planetas, ou, se os direitos de mais de um planeta forem de igual peso, quando os regentes estiverem juntos, possamos calcular de forma bem-sucedida o resultado combinado da mistura das suas diferentes naturezas; mas quando eles estiverem separados, devemos dar a cada um deles, por sua vez, no tempo adequado, os eventos que pertencem a cada um, primeiro para o mais oriental entre eles e então para o mais ocidental. Um planeta deve, desde o começo, ter familiaridade com o local no qual a investigação é feita, para exercer algum efeito nela, e, em geral, se esse não for o caso, um planeta que não tiver nenhuma parcela no início não pode exercer grande influência; no momento da ocorrência do evento, no entanto, a dominância original não é mais a causa, mas a distância do planeta que domina, de qualquer forma, a partir do Sol e dos ângulos do universo.


Do Tetrabiblos, de Ptolomeu

Antíscios dos Planetas, por William Lilly

Além destas e de muitas outras divisões dos signos, achei por bem apresentar de forma simples os antíscios dos planetas.

Os signos antíscios são aqueles que são da mesma virtude e estão igualmente distantes do primeiro grau dos dois signos tropicais, Câncer e Capricórnio, e em cujos graus, quando o Sol lá se encontra, os dias e as noites têm a mesma duração; por exemplo, será óbvio que quando o Sol está no décimo grau de Touro, se encontra tão distante do primeiro grau de Câncer como quando está no vigésimo grau de Leão; portanto, quando o Sol está a dez de Touro, tem o seu antíscio a vinte de Leão; ou seja, ele dá virtude ou influência a qualquer estrela ou planeta que naquele momento esteja no mesmo grau por conjunção, ou a ele faça qualquer aspecto.

Mas, para que se veja melhor e mais perfeitamente onde cai o antíscio em graus e minutos, observe-se a tábua seguinte:


Qualquer planeta em Gêmeos envia o seu antíscio para Câncer ou, estando em Leão, para Touro.

Se se quiser saber os graus e minutos exatos, devem ser calculados da forma seguinte: Vamos supor que Saturno está a vinte graus e trinta e cinco minutos de Leão, e eu quero saber em que parte do zodíaco está o seu antíscio. Em frente a Leão, encontro Touro, portanto concluo que o seu antíscio está em Touro. Para saber o grau e minuto, calcule-se assim:

Ver em que grau e minuto está o planeta, subtraí-los de 30 graus, e o restante indica o grau e o minuto. Como Saturno está a 20º 35' de Leão, subtraio-os de 30º00'.


Aqui subtraio 25 min. de um grau ou de 60 min. que tomo emprestado, e ficam 25 min. O grau que tomei emprestado tirado dos 10, restam 9 graus. Então o antíscio de Saturno cai a 9 graus e 25 min. de Touro, que é o signo que se vê em frente a Leão; mas esta tábua apresenta o cálculo mais rapidamente.


O uso é fácil; se se entrar com os graus inteiros do planeta, as duas primeiras colunas servem; assim, suponhamos que Marte está a 14 graus de um signo, procurar 14 na primeira coluna, em frente está 16, sendo a esse grau que ele envia o seu antíscio.

Se houver minutos, entrar nas quatro últimas colunas; se se entrar com 17 min. na quinta coluna, em frente encontra-se 43, ou primeiro procura-se o signo onde cai o antíscio, depois subtrai-se o número de graus e minutos em que está o planeta de 30, o que resta é o grau e minuto em que se encontra o antíscio; e tal como há antíscios, os quais sendo de bons planetas consideramos iguais a sextis ou trígonos, também há contrantíscios, os quais consideramos como sendo da natureza de uma quadratura ou oposição; e para saber onde se encontram, não é preciso mais do que ver em que signo e grau se encontra o antíscio, e no signo e grau opostos é onde se encontra o contrantíscio; tal como nos exemplos anteriores, estando o antíscio de Saturno a nove graus e 25 min. de Touro, o seu contrantíscio terá de estar a 9 graus e 25 min. de Escorpião.



William Lilly, in Astrologia Cristã.

O livro, em seu primeiro livro, pode ser adquirido aqui:
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Aspectos - Os Planetas se Movem, por Marcos Monteiro

Vamos falar de ação.

Os sete astros que consideramos como agentes no nosso modelo celeste se movem, cada um num passo diferente. À medida que se movem, eles se observam, se encontram e se opõem; essas interações simbolizam os eventos – ou, pelo menos, as oportunidades de evento – terrestres.

Esse capítulo vai repetir um pouco o que expliquei sobre os planetas, mas é necessário.


O Senhor dos Planetas

O Sol se move sempre mais ou menos na mesma velocidade e sempre, é claro, sobre a eclíptica, no meio do Zodíaco. Seu movimento é sempre da ordem comum dos signos.

A velocidade do Sol é em torno de 59' de grau por dia.


A Senhora do Céu

A Lua se move bem mais rápido que o Sol. Sua velocidade média é de 13º11' por dia, mas pode chegar a menos de 11º, ou avançar a mais de 15º, por dia.

Mesmo com essa variação, ela sempre está muito mais rápida que qualquer outro corpo.


A Lua e sua Dança – os Nodos Lunares

Outro movimento que a Lua apresenta é a variação de latitude celeste. Ela não se movimenta sobre a eclíptica, mas vai até o extremo norte da faixa do Zodíaco, retorna, cruza o círculo do Sol, avança até o extremo sul, retorna, cruza a eclíptica de novo, volta a se afastar para o norte, etc.

Esse movimento forma dois pontos opostos – o ponto de cruzamento entre as trajetórias da Lua e do Sol. Estes dois pontos são o que chamamos de Nodos Lunares.

O ponto no qual a Lua cruza a eclíptica indo em direção ao norte é o Nodo Norte (chamado também de Cabeça do Dragão). O ponto oposto, quando ela vai em direção ao Sul, é o Nodo Sul (a Cauda do Dragão).

Estes pontos são importantes, em primeiro lugar, porque é na proximidade deles que ocorrem os eclipses.

Se o Sol e a Lua se encontrarem longe dos Nodos, a Lua estará com latitude alta o suficiente para não se interpor ao centro do Sol. Assim, vamos ter uma Lua nova, quando a luminosidade do astro-rei a ofusca.

Da mesma forma, se eles se opuserem longe dos Nodos, o Sol ilumina completamente a Lua e temos uma Lua cheia.

Quando isso acontece perto dos Nodos, a Lua está alinhada com o Sol.
Quando estão juntos, ela bloqueia sua luz, temos o eclipse solar; quando estão opostos, a Terra bloqueia a luz, e temos o eclipse lunar.

O significado desses pontos, em resumo: o Nodo Norte está ligado à expansão, aumento, liberação, elevação, e o Sul à contração, diminuição, restrição, rebaixamento.


Perto do Sol – Mercúrio e Vênus

Há mais dois planetas com o movimento muito obviamente atrelado ao do Sol.

A velocidade média de Mercúrio é a mesma do astro-rei, 59' por dia, mas ele raramente anda neste passo.

Mercúrio se afasta do Sol, no máximo, a pouco menos de um signo. Quando chega a este ponto, ele está parado, a velocidade zero. Ele muda de direção, começa a se aproximar do Sol a velocidade crescente. Quando se encontra com o Sol, sua velocidade é máxima, podendo chegar a dois graus por dia. Ele desacelera a partir daí, a princípio muito pouco, mas quando chega à distâncias próximas de um signo, desacelera, para, e reinicia o movimento no sentido contrário.

Estar parado é o que chamamos de estar estacionário. Quando o movimento aparente planeta é na direção contrária dos signos, dizemos que ele está retrógrado.

Assim, a velocidade máxima de Mercúrio é de 2° por dia, mas pode ser positiva ou negativa. Quando ele está andando a menos de 20' por dia é considerado lento, acima de 01°30' minutos, rápido.

O movimento de Vênus é bastante parecido. Só que ela se afasta mais do Sol, e nunca chega a mais de 01°30' por dia. É considerada lenta quando anda a menos de 15' por dia, e rápida quando está a mais de 01°10'.


Lentos e Superiores – Marte, Júpiter e Saturno

Os três planetas têm uma maior independência do Sol. Eles mudam de direção por causa do Sol, mas podem estar a qualquer distância dele no zodíaco.

Marte anda com velocidade média de pouco mais de meio grau (31') por dia. É considerado lento quando está abaixo de 10', e rápido quando se desloca a mais de 40' diários. Ele também para e muda seu sentido (ou seja, ele também fica estacionário e retrógrado).

Júpiter anda a uma velocidade média de 05' minutos, é considerado lento a menos de 03' e rápido a mais de 12', em qualquer sentido do movimento.

Saturno, o mais lento dos sete, anda normalmente a 02' por dia. Qualquer coisa abaixo disso, em qualquer sentido, o deixa lento; acima de 06' por dia, ele está rápido.

Essas classificações de planetas rápidos e lentos são apenas generalizações didáticas. Não há um consenso com precisão absoluta sobre esses limites, e não há necessidade disso, porque a intenção é sempre comparar os planetas uns com os outros e comparar as velocidades de um mesmo planeta em momentos diferentes.

A velocidade real (em vez da média) dos planetas deve sempre ser conhecida, porque ela nos diz se um planeta, quando parece estar saindo de um signo, vai sair realmente ou está prestes a ficar estacionário, retrogradar e voltar pelo mesmo caminho que veio.

Também precisamos saber a velocidade real deles para saber se os encontros entre os planetas vão acontecer ou não.

Vamos falar sobre esses encontros agora.


Conjunções

Vimos no capítulo 12 que há relações entre os signos que chamamos de aspectos.

Não pode haver aspecto, é claro, entre um signo e ele mesmo. No entanto, dois planetas estarem no mesmo é algo importante, pelo mesmo motivo que estarem em signos que façam aspectos é importante – estão nas mesmas condições.

Em tese, dois planetas que estejam no mesmo signo, em qualquer grau, estão em conjunção (chamada também de cópula ou sínodo).

Na prática, quando mais próxima for a conjunção, mais relevante ela é. Isso vale para os aspectos entre planetas, também.

Também há uma grande diferença entre uma conjunção que vai acontecer no futuro (quando o movimento dos planetas nos diz que eles vão se encontrar no mesmo grau, minuto e segundo de grau), e uma que já aconteceu (quando o movimento dos planetas nos diz que eles já se encontraram e estão se separando).

O primeiro caso é chamado de conjunção aplicativa. O segundo, conjunção separativa. Se o primeiro caso significa eventos – ou oportunidades – futuros, e o segundo significa eventos passados, é claro que o evento é significado pelos dois planetas exatamente no mesmo ponto do zodíaco. Este momento é chamado de conjunção perfeita.

Quando estamos falando de influência de um planeta sobre o outro, basta estarem no mesmo signo, embora, a partir de uma dada distância, o efeito seja desprezível. Se estivermos pensando num evento, pelo contrário, ele só acontece se a conjunção, em algum momento, ficar perfeita.

Se um dos planetas ficar retrógrado e voltar antes de levar a conjunção à perfeição, ou se um dos planetas mudar de signo antes que a conjunção ocorra, ela não aconteceu. O evento simbolizado não ocorre.

Isto é importante, porque vale também para os aspectos.

Conjunção só ocorre no mesmo signo. Se um dos planetas mudar de signo, ela não acontece. Se o outro mudar de signo também e encontrar com o primeiro, vai acontecer outra conjunção, no futuro, entre os dois planetas, mas essa conjunção, no primeiro signo, não aconteceu. Se, dependendo do contexto, da área astrológica, do que estamos analisando, vamos considerar essa segunda conjunção ou ignorá-la, é outra história; mas a primeira não aconteceu.

O que a conjunção significa?

Literalmente, estar junto.

Isso é bom ou mau?

Depende do contexto. Não há como saber em abstrato. Encontrar minha amada e encontrar o meu assassino são eventos bastante diferentes em termos do quanto eu vou gostar e do que vai acontecer comigo, mas ambos são conjunções.


Combustão e Cazimi

Há duas conjunções especiais, que na maior parte dos casos têm uma significação mais bem definida.

Estar conjunto ao Sol normalmente é bem ruim para o outro planeta. A menos de 8 graus e meio do Sol, dizemos que o planeta está combusto (que quer dizer o que parece: está esturricado, queimado).

Pela natureza do Sol, a combustão carrega o sentido de destruição, anulação, ocultação e cegueira.

Quando um planeta está combusto e com muita dignidade essencial (no próprio domicílio ou exaltação), a combustão não tem essa conotação ruim, se assemelhando a uma conjunção comum, mas o sentido de cegueira – a depender do contexto – permanece.

Há uma pequena faixa de alívio neste deserto solar. Quando um planeta está a menos de 17 minutos e meio do Sol, ele está cazimi ou no coração do Sol. De novo, ele significa o que parece. A ideia aqui é que o planeta está nas graças do rei, e fica protegido de qualquer efeito ruim da proximidade com ele. Ele não se torna o rei, é lógico, mas abaixo dele, ele pode fazer o que quiser.

Eu acho que os capítulos sobre o céu e sobre os planetas deixaram claro a posição de primazia do Sol com relação aos outros planetas. Isso é bastante fácil de ver aqui. Quando mais próximo do Sol (sem estar cazimi, lógico), pior para o planeta; mesmo quando está fora da faixa de combustão, ele ainda é considerado como estando Sob os raios do Sol até que se afaste dele mais de 17 graus.

Isso vale para quando ambos estão no mesmo signo. Estar à uma distância do Sol equivalente à combustão, mas em signos diferentes, é estar sob os raios do Sol. O planeta pode estar sob os raios do Sol e em signo diferente, mas o efeito é bem mais fraco.

Essas distâncias não são gratuitas. O disco solar tem um diâmetro aparente médio de 35 minutos de grau no céu; seu raio, então, é de 17 minutos e meio.


Aspectos – estamos só olhando

Dois planetas que estejam em signos que fazem aspecto estão, em tese, em aspecto. Quando algum autor antigo menciona que dois planetas se observam (o termo em inglês é “beholding”), é disso que está falando.

No entanto, embora isso possa ser relevante em alguns casos, queremos saber de eventos, ou influência próxima. Aqui, vale exatamente o que falei para as conjunções.

Aspectos que vão acontecer no futuro são aplicativos. Aspectos que já aconteceram são separativos. Aspectos são perfeitos ou exatos quando acontecem. Se alguma coisa impedir o aspecto de chegar à perfeição, ele não aconteceu.

Eles são bons ou maus?

De novo, a pergunta não faz sentido (com uma exceção, vamos ver abaixo).
O que vai nos dizer se um aspecto é bom ou mau é o contexto. Eles podem ser classificados entre fracos e fortes, e entre fáceis e difíceis. O raciocínio por trás disso está no capítulo 12.

O sextil é fraco e fácil. É o mais fraco dos aspectos.

A quadradura é medianamente forte e difícil. Os eventos significados por ela não têm, a princípio, nada de ruim, mas – dependendo do contexto e do nível – podem ter alguma dificuldade ou atraso envolvidos.

O trígono é forte e fácil. Os planetas estão no mesmo elemento, a conexão é quase tão fácil quanto uma conjunção. Mas uma conexão fácil com o sujeito que vai roubar minha carteira não me deixa feliz, nem tem um desfecho positivo.

E a exceção?

A oposição. Ela é forte e extremamente difícil. Os eventos significados por ela, por tanto, não acontecem, ou acontecem de forma desfavorável, ou ainda acontecem e algo ruim acontece em seguida.

Desta forma, a menos que o contexto dê um bom motivo para ignorar uma dificuldade tão grande, este aspecto é difícil e ruim.


Aspectos “novos”

Como eu disse no capítulo 12, os signos não têm afinidade com os signos adjacente a eles e os adjacentes aos signos opostos a eles. Assim, aspectos entre planetas que estejam em signos adjacentes (ou entre um signo e um signo adjacente ao postos) não existem porque os signos não estão em aspecto.

Da mesma forma, um ângulo que una dois planetas que estejam em signos que fazem sextil não é um aspecto porque o único que eles podem fazer é o sextil.

Ou seja, os “aspectos Keplerianos” são divisões interessantes do Zodíaco, mas não são aspectos.

Latitude. Conta?

Não mencionei a latitude (distância entre os planetas medida perpendicularmente à eclíptica, em vez de medida ao longo da eclíptica), exceto quando falei dos nodos.

Isso é porque ela não é importante neste contexto.

Como eu disse no começo do livro, o simbolismo da eclíptica é claro. É o Sol, símbolo do Criador, atualizando ou lembrando as possibilidades da criação, ao longo dos signos. A posição com relação ao passo do Sol é extremamente importante, independente da latitude; estrelas bastante longe da eclíptica (mais de vinte graus fora do Zodíaco, por exemplo) são importantes, para se ter uma ideia. Não há motivos para desprezar aspectos entre planetas, que nunca se afastam mais de 10 graus da eclíptica, por causa da latitude.

Isso vale para a posição Cazimi, também, embora alguns autores importantes discordem. Estar no mesmo hemisfério celeste que o Sol é o bastante para deixar o planeta invisível; não são alguns grau de distância da eclíptica que fariam alguma diferença; o importante é estar naquele grau da trajetória do Sol exatamente junto com ele, a comunhão exata com relação às possibilidades do Cosmos.

O que posso apresentar como justificativa além do que disse acima é que, na minha experiência, Cazimi funciona independentemente da latitude.

A única exceção mencionada neste capítulo são os eclipses, e é fácil ver porquê. A Lua e o Sol têm discos visíveis no céu (o disco máximo normal da Lua é do mesmo tamanho que o do Sol, 35'); se eles não estiverem próximos em latitude, um não se interpõe ao outro e o eclipse não ocorre. Não faz nenhuma diferença para o Sol se Mercúrio está conjunto a ele a menos de 17', ou a mais de 6 graus, de latitude, então sua disposição com relação a ele não muda; mas a latitude da Lua na conjunção com ele faz diferença na imagem que ele apresenta no céu.



Marcos Monteiro, Introdução à Astrologia Ocidental, Edição do Autor, 2013.

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