domingo, 11 de setembro de 2016

Norma geral para interpretar os planetas nas casas, por Howard Sasportas



Seria ideal que cada fator no mapa fosse interpretado à luz de todo o mapa. Só então o verdadeiro significado desse posicionamento poderia ser julgado com relação ao mais amplo conceito do presente e do futuro de um indivíduo. No entanto, como um passo ou uma ajuda no processo de sintetizar completamente todos os fatores importantes no horóscopo, esta parte do livro explora as possíveis interpretações dos diversos planetas e signos através das casas. Os significados sugeridos não são absolutamente conclusivos, nem devem ser tomados como um evangelho; entretanto, espera-se que a informação dada (a maior parte dela tirada de experiência pessoal) gerará mais idéias e pensamentos das várias e numerosas ramificações de cada posição.

O que exatamente um planeta (ou planetas) situado(s) numa casa mostra(m) ou sugere(m)? Para responder a isso, precisamos lembrar que o mapa natal astrológico retrata simbolicamente de que forma os desejos e as ansiedades estão aptos a se expressar. Como a semente de uma planta ou de uma árvore, ele contém uma cópia fiel daquilo que a pessoa completamente desenvolvida pode se tornar. O mapa conta-nos algo sobre a natureza da semente, bem como oferece algumas indicações gerais sobre o processo de desenvolvimento da semente. Com base nisso, o mapa natal pode ser entendido como uma série de instruções mostrando como uma pessoa pode efetivar seu potencial da maneira mais natural possível.

Tendo em mente este princípio, podemos inferir três regras básicas para interpretar um planeta numa casa:

1. Quando um planeta está localizado numa casa, a função ou atividade representada pelo planeta encontra sua mais natural área de expressão no campo de experiência a que esta casa se refere. O signo no qual o planeta se localiza dá maiores informações sobre como essa atividade pode ser exercida.

2. O contrário também é verdade: a área de vida mostrada pela casa na qual um planeta cai é mais fácil de manipular e manusear de acordo com o tipo de atividade representada pelo planeta que ali se encontra.

3. Um planeta numa casa também mostra a natureza do princípio arquetípico com que nascemos, já esperando encontrar através dessa área de vida ou experiência. Nesse tipo de energia, temos uma predisposição inata para perceber ou encontrar esse domínio. A priori, é a imagem desta esfera da vida que existe desde o nascimento.

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Extraído do livro As Doze Casas, de Howard Sasportas.