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terça-feira, 4 de abril de 2017

O Elemento Terra e suas Casas, por Ptolomeu

Na Casa II  - Seu símbolo representa o animal que nos primórdios da civilização puxou o arado e preparou a terra para o plantio. Representa a “força de vontade”, que pode ser acionada nos três planos de maneira lenta, mas persistente, na realização do trabalho. Tauro caminha na terra e sua morosidade reflete a segurança relacionada com a força de que é provido, que de maneira amena, passa deixando atrás de si o trabalho realizado; o método é sua forma de impor.

Na Casa VI  - Representa a natureza que tem em seu ventre generoso o germe da vida e a capacidade de fazer com que esse germe dê continuidade ao seu ciclo, tornando-o algo criativo e aumentado seu estado de pureza inicial.

Na Casa X - Representa o Peixe-Cabra, o ser que contempla a sua própria transmutação. É análogo ao ser que abandona o Oceano Primordial e principia sua subida, montanha acima, de onde observa o panorama da Evolução, ou, pode ser interpretado como a forma das diretrizes ou opções que o homem faz ao precipitar-se no abismo aquático das paixões e da matéria, ou ainda, a escalada da Montanha Espiritual.

O equilíbrio deste triângulo (de terra) está no balanceamento entre as conquistas realizadas pelo esforço próprio, relacionadas com a Casa II, e os trabalhos de aplicação individual, relacionados com a Casa VI, que ocorrem de maneira inconsciente do indivíduo, manifestado na Casa X que é a casa das honras, do juízo e da autoridade.

O Elemento Terra, por Ptolomeu

O ELEMENTO TERRA. É o segundo elemento. A terra, o elemento da realização, é assim chamado pois é sobre ela que aqueles seres que se criaram, ou foram gerados na água, concluem a grandiosa tarefa de evoluir. É o mais rígido dos elementos e permite assim, que o homem se 0 apoie sobre seus pés e estabeleça sua primeira condição de equilíbrio. Se o analisarmos no seu contexto, veremos que a terra tem condensada em seu interior a essência dos outros três elementos, portanto só poderá ser sobre este elemento que o homem fará manifestar sua realização. Chamados signos terráqueos (Touro, Virgem e Capricórnio), são frios e secos. Este elemento conduz à inflexibilidade, persistência, estabilidade e poder de realização. Proporciona uma natureza construtiva, ambiciosa e realizadora.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Cálculo do Elemento Dominante, por Catherine Aubier

Numerosos astrólogos esforçaram-se para estabelecer os dominantes planetários ou elementares de um Tema atribuindo um certo número de pontos aos diferentes parâmetros. O método mais correntemente utilizado é o seguinte:

O Sol, a Lua e o signo Ascendente = 3 pontos
Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno = 2 pontos
Urano, Netuno, Plutão = 1 ponto
Meio do Céu = 1 ponto.

Colocam-se em seguida quatro colunas para os quatro elementos, nas quais organizamos os planetas e os signos correspondentes. Obtém-se assim, por adição, um total concernente a cada elemento. (Exemplo de cálculo: o Tema de Napoleão I.)

Fogo = Sol (3), Mercúrio (2), Meio do Céu (1) em Leão = 6

Água = Ascendente Escorpião (3), Júpiter Escorpião (2), Vênus Câncer (2), Saturno Câncer (2) = 9

Terra = Lua Capricórnio (3), Marte Virgem (2), Urano Touro (1), Netuno Virgem (1), Plutão Capricórnio (1) = 8

Fogo = 6; Água = 9; Terra = 8; Ar = 0

Psicologicamente, os dois elementos predominantes valorizam a sensibilidade, a memória (Agua), o realismo, a obstinação, o senso prático (Terra); o elemento Fogo exalta a ação, a necessidade de expansão, a vontade. A ausência de Ar trai uma certa falta de flexibilidade, uma certa dificuldade de se adaptar à mudança.

O principal defeito de tal método é seu caráter mecânico e fragmentário. Um Tema astrológico é uma entidade viva e global e é bastante desprezível pretender fracioná-lo e dissecá-lo, como se pudéssemos reduzi-lo à articulação de simples engrenagens. Sua interpretação não releva operações aritméticas, por vezes tão complexas e sutis. E, provavelmente, o melhor meio de se acumular contrassensos e aberrações.

Mas aqui, como em outros campos, a tentação cartesiana e cientificista parece indestrutível.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Astrologia e os 4 Elementos: O Elemento Terra no Mapa Natal, por Stephen Arroyo


Excesso do Elemento Terra

Aqueles que têm ênfase excessiva sobre o elemento terra tendem a confiar demais nas coisas conforme elas são ou aparentam ser.

Pode haver uma estreiteza de visão, uma preocupação obsessiva com aquilo que "dá resultado", melhor do que com aqueles ideais que ela deveriam ter em mente.

Com freqüência, pode haver uma acentuada falta de imaginação. Há preocupação exagerada na eficiência prática e nas preocupações materiais, em prejuízo dos princípios teóricos e éticos. Para essas pessoas é fácil perder a perspectiva das próprias ações e das implicações finais de seus métodos de operação.

Naturalmente é comum dar uma notável demonstração de força e eficiência, dirigindo suas energias para um trabalho específico que as desafie. Contudo, o mundo do trabalho e das questões práticas muitas vezes tende a dominar a vida de tais pessoas, com o resultado eventual que todo o senso de valor próprio é ameaçado quando ocorre uma mudança imprevista nas atividades vocacionais.

É comum a presença de um cinismo peculiar e de um ceticismo nessas pessoas - qualidades da mente que surgem, inevitavelmente, quando o indivíduo não tem um ideal ou uma inspiração que possa dar significado à sua vida.


Falta do Elemento Terra

Quem tem pouca ênfase no elemento terra não está naturalmente sintonizado com o mundo físico, com o corpo físico ou com as limitações e as exigências para a sobrevivência no plano material. Conseqüentemente, pode "lançar-se no espaço", uma vez que não há alicerces na compreensão, no aqui e agora, e na dependência de coisas materiais como alimento, dinheiro, abrigo e outros motivos práticos. Muitas vezes, a pessoa é capaz de ignorar os requisitos de sobrevivência no mundo material e tende a lutar contra o fato de "crescer" e ter de adaptar-se às duras necessidades, até que as exigências da realidade, que prefere ignorar, obriguem a fazer isso. Esta falta de contato com o mundo material e com a dimensão física da realidade pode levar a pessoa a se sentir totalmente deslocada neste mundo, sem qualquer chão físico ou base que possa dar-lhe apoio e firmeza nos seus esforços para se expressar. Amiúde, sente-se como se não tivesse nenhum lugar para ficar, não se enquadra em nenhum nicho da estrutura da sociedade e freqüentemente acha difícil encontrar um trabalho, na vida, que satisfaça. Esta sensação de deslocamento no mundo sempre leva a procurar uma experiência mais direta com alguma dimensão da vida que lhe pareça mais real, tal como ter uma vida ativa no mundo da imaginação, ou dedicar-se a uma busca espiritual para transcender, de uma vez por todas, as limitações do mundo material. Em outras palavras, esta falta do elemento terra pode ter alguns efeitos muito benéficos, pois a pessoa não aceita limites para aquilo que é possível, quer espiritualmente, quer nos seus esforços criativos. A imaginação pode ficar num estado de turbulência e isso às vezes pode levar a resultados frutíferos, mas somente se a pessoa puder, pelo menos, aprender a aceitar as exigências básicas da vida terrena.

A falta do elemento terra pode também fazer com que a pessoa ignore as exigências do corpo físico. Para essas pessoas, as necessidades físicas parecem ser bastante secundárias, isto quando merecem alguma consideração; por essa razão, às vezes, se esquece de comer, de fazer exercício e de repousar em intervalos regulares. Amiúde encontra-se na pessoa um aspecto doentio, o que indica que a energia vital não está vivificando fortemente o veículo físico. Quem tem falta do elemento terra pode ter benefícios pelo cultivo consciente de um horário regular em sua vida, separando períodos definidos para comer relaxadamente, para se exercitar com moderação e para ter um repouso suficiente. Em outras palavras, aceitando conscientemente as limitações do mundo físico, pode dominar esse mundo e utilizar o poder sustentador da terra.