sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
As Qualidades Astrológicas (*)
Os signos de uma mesma qualidade têm como o próprio nome diz, certas qualidades em comum. Agora vamos dividir os personagens da nossa peça:
- os ambiciosos (cardeal),
- os perseverantes (fixos)
- os espertos (mutável).
As qualidades estão associadas ao início, meio e fim de cada estação do ano.
Cardeal (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio)
Esta qualidade representa o início de cada estação.
Por isso esses signos representam ambição, espírito empreendedor, pioneirismo, iniciativa e a vontade de buscar aquilo que se quer. Podem também ser apressados, imprudentes e dominadores. Esta qualidade representa a energia necessária para começarmos algo.
A expressão: “se não tem tu, vai tu mesmo”, explica bem o que ela significa. Ela não espera. Faz acontecer, abrindo o seu próprio caminho.
As pessoas pouco ligadas a esta qualidade, podem ser muito paradas, do tipo que gostam de empurraros seus problemas para os outros. Se contentam com pouco, porque não gostam de esquentar a cabeça.
Já as pessoas muito ligadas a ela podem ser muito ambiciosas. Estão sempre apressadas, fazendo um monte de coisas, mas não tendo tempo para aproveitar a vida. Também podem ter dificuldade de terminar o que começam.
Fixo (Touro, Leão, Escorpião e Aquário)
Esta qualidade representa o meio das estações, quando o trabalho correspondente a estação correspondente está estabilizado, por isso representa lealdade, obstinação, determinação, força, constância, estabilidade, capacidade de se concentrar. Ela representa as qualidades necessárias para estabilizar, tudo o que começamos, a frase: “o apressado come cru”, nos dá uma idéia, do que esta qualidade age, ela vai com calma e lentamente vai conseguindo o que quer. Ela também busca a segurança. As pessoas pouco ligadas a ela podem ter grandes idéias, serem inteligentes e criativas, terem muita iniciativa, mas não podem não concretizar, o que começam, ou alguém tem que terminar por elas. Já as pessoas muito apegadas a ela, são teimosas, egoístas e sofrem muito com as mudanças. Ela também se não forem ensinadas desde pequenos, a se porem em movimento atavés dos esportes ou realizando pequenas tarefas, podem se tornar mais preguiçosas, que as pessoas das outras qualidades, que tiveram a mesma falha na sua criação.
Mutável (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes)
Esta qualidade representa o fim de cada estação, quando é necessária uma adaptação da estação, que está terminando para a que está começando. Por isso ela representa adaptabilidade, flexibilidade, versatilidade, engenhosidade. A expressão: “na vida você tem, que aprender a se dobrar, senão você se quebra” é a essência do que essa qualidade representa. É graças a ela que nós conseguimos nos adaptar a mudanças na vida. Ela nos diz quando é a hora de ir a luta e começar (cardeal), e quando é hora de ficar (fixo).
As pessoas pouco afeitas a esta mutabilidade, tendem a percorrer uma só direção, uma só linha de comportamento, sem perceberem quando é a hora mais apropriada para mudar de rumo, podendo ser ou muito independentes (cardeal), ou teimosos (fixo).
Já pessoas muito ligadas a ela podem ser indecisas, incapazes de decidir um rumo para as suas vidas. Podem ser muitos dependentes dos outros, inconstantes e irresponsáveis. Tendem a ser mentirosos e nos casos mais drásticos, podem se tornar criminosos (principalmente trambiqueiros), porque os valores morais, podem ser fracos(adaptáveis).
Os signos mutáveis também são chamados de signos comuns.
Como acontece com os elementos o equilíbrio das qualidades é importante para uma vida mais equilibrada e mais rica.
Você deve ter percebido, que as qualidades e os elementos podem ter coisas em comum, ou não. Quando você estudar um signo, é importante juntar as idéias associadas ao elemento e a qualidade, que ele pertence, para compreendê-lo melhor.
Áries é fogo e cardeal
Touro é terra e fixo
Gêmeos é ar e mutável
Câncer é água e cardeal
Leão é fogo e fixo
Virgem é terra e cardeal
Libra é ar e cardeal
Escorpião é água e fixo
Sagitário é fogo e mutável
Capricórnio é terra e cardeal
Aquário é ar e fixo
Peixes é água e mutável
Por exemplo: Áries é um personagem que tem muita energia e entusiasmo (fogo), que é voltada para ir atrás de suas ambições (cardeal), entre outras coisas.
A marca nada mais é, que a junção do elemento e da qualidade, que tem uma influência maior na sua personalidade. Se for o elemento ar e a qualidade fixa, sua marca é Aquário, já que Aquário é o signo de ar fixo. A pessoa com esta marca teria um intelecto forte (ar) e seria constante (fixo), só pra citar uma das várias possibilidades.
Não confunda marca com o signo. Uma pessoa com marca em aquário, não quer dizer que seja aquariana, apesar de que, se o sol ou a lua e ou ascendente estiverem no signo associado à marca, sua força será muito maior e também será mais fácil expressar a características do signo em questão.
Como já dissemos os signos e as casas estão relacionadas, por isso:
As casas relacionadas aos signos de fogo são chamadas de casas da vida.
As casas relacionadas aos signos de terra são chamadas de casas dos bens materiais.
As casas relacionadas aos signos de ar são chamadas de casas dos relacionamentos.
As casas relacionadas aos signos de água são chamadas de casas das conclusões.
As casas relacionadas com os signos cardeais são chamadas de casas angulares.
As casas relacionadas com os signos fixos são chamadas de casas sucedentes.
As casas relacionadas com os signos mutáveis são chamadas de casas cadentes.
Os planetas nas casas angulares têm mais força, porque nos empurram para agir, nas sucedentes têm menos força e nas cadentes menos força (com exceção da nona onde junto com a décima, nós dizemos que um planeta está elevado, quando contido nela).
Quando há uma ausência por elemento, ou qualidade por signo, esta carência é em parte atenuada quando as casas relativas a esse ponto de carência estiverem preenchidas com alguns planetas. Já quando são as casas que estão vazias, mas os signos correspondentes a elas estão cheios, o desequilíbrio é ainda mais atenuado, com exceção da carência de planetas nas casas angulares, que pode tornar uma pessoa mais sem iniciativa, do que alguém sem planetas cardeais, mas com essas casas com vários planetas.
Lembre-se de procurar saber qual é o seu elemento e a sua qualidade dominante, ou se há um equilíbrio entre eles, se há alguma carência. Tente fazer isso com os amigos, parentes, personagens de livros, tv, cinema, para crianças e até personagens de desenhos animados. Faça também com as pessoas que você encontra na rua, porque essas idéias só vão ficar gravadas na sua cabeça e também se desenvolver através da associação de idéias se você praticar, como tudo descrito nesse livro, e não existe outro treino mais eficaz do que procurar entender os outros e a nós mesmos.
--------------
* extraído do texto "A Análise dos Símbolos Astrológicos, autor desconhecido.
Introdução aos Símbolos Astrológicos (*)
Para começar a entender a astrologia, é necessário que você comece a imaginar a sua vida e a dos outros como se fosse uma peça que está sendo encenada.
Os planetas são os atores, os signos os personagens que os atores estariam interpretando na sua história. As casas astrológicas seriam o lugar no palco onde os atores/personagens estariam, os aspectos astrológicos representariam como os atores interagem na sua peça.
Alguns atores são mais apropriados para certos papéis, mas não para outros. O mesmo vale para os locais no palco. Alguns personagens não interagem bem. Outros até se relacionam bem, mas por causa dos personagens, que estão representando, a química entre eles pode deixar a desejar. Com outros atores e personagens tudo pode correr as mil maravilhas. Independente disso tudo se a peça tiver um bom diretor (você), que saiba transformar algo que aparentemente for negativo em algo produtivo, e que saiba utilizar o que já é naturalmente estruturado, a peça ficará ótima, caso contrário será um desastre, sendo um desperdício de tempo e recursos.
Um planeta está em domicílio quando está no signo que ele rege. É como um ator que está representando um papel que tem muito a ver com ele e com o qual ele tem uma grande empatia. Por isso ele está muito a vontade no papel. Quando isso acontece, tudo de positivo e negativo, representado pelo planeta, tende a ter mais facilidade de se expressar.
Um planeta está em exílio, quando está no signo oposto ao que rege. Agora o ator se depara com um personagem com a qual ele não entende. Não há empatia. Ele e seu personagem são muito diferentes, consequentemente acabará dando pouco de si, pois está fazendo o personagem mais por fazer. Por isso a características dos personagens se sobressaem sobre a dele. O planeta em exílio perde um pouco da sua força natural para se adaptar ao signo onde está.
Um planeta está exaltado quando a sua energia natural se combina muito bem com o signo onde está. Aqui o ator e o personagem não têm empatia, mas a personalidade do ator acaba enriquecendo o perfil do personagem, lhe dando características extras, que tornam ambos mais atraentes para o público.
Um signo está em queda, quando está num signo que muda completamente a sua natureza. É como o ator que não convence num papel, ou convence tanto que você não o reconhece.
Ao contrário do que pode parecer um planeta em domicílio, exaltação não quer dizer algo bom, assim como um planeta em exílio ou queda seja algo ruim, isso é mais uma questão do quanto você usa e tem consciência das forças envolvidas.
O mesmo é relativo a domicílio, exílio, exaltação e queda de um planeta por signo, e vale para um planeta na casa correspondente ao signo. Por exemplo: marte está domiciliado na primeira casa, em exílio na sétima, em exaltação na décima e em queda na quarta.
-----------------------------------------
* Extraído de um texto em PDF, sem autoria definida, sob o título "Analisando os símbolos astrológicos".
Os planetas são os atores, os signos os personagens que os atores estariam interpretando na sua história. As casas astrológicas seriam o lugar no palco onde os atores/personagens estariam, os aspectos astrológicos representariam como os atores interagem na sua peça.
Alguns atores são mais apropriados para certos papéis, mas não para outros. O mesmo vale para os locais no palco. Alguns personagens não interagem bem. Outros até se relacionam bem, mas por causa dos personagens, que estão representando, a química entre eles pode deixar a desejar. Com outros atores e personagens tudo pode correr as mil maravilhas. Independente disso tudo se a peça tiver um bom diretor (você), que saiba transformar algo que aparentemente for negativo em algo produtivo, e que saiba utilizar o que já é naturalmente estruturado, a peça ficará ótima, caso contrário será um desastre, sendo um desperdício de tempo e recursos.
Um planeta está em domicílio quando está no signo que ele rege. É como um ator que está representando um papel que tem muito a ver com ele e com o qual ele tem uma grande empatia. Por isso ele está muito a vontade no papel. Quando isso acontece, tudo de positivo e negativo, representado pelo planeta, tende a ter mais facilidade de se expressar.
Um planeta está em exílio, quando está no signo oposto ao que rege. Agora o ator se depara com um personagem com a qual ele não entende. Não há empatia. Ele e seu personagem são muito diferentes, consequentemente acabará dando pouco de si, pois está fazendo o personagem mais por fazer. Por isso a características dos personagens se sobressaem sobre a dele. O planeta em exílio perde um pouco da sua força natural para se adaptar ao signo onde está.
Um planeta está exaltado quando a sua energia natural se combina muito bem com o signo onde está. Aqui o ator e o personagem não têm empatia, mas a personalidade do ator acaba enriquecendo o perfil do personagem, lhe dando características extras, que tornam ambos mais atraentes para o público.
Um signo está em queda, quando está num signo que muda completamente a sua natureza. É como o ator que não convence num papel, ou convence tanto que você não o reconhece.
Ao contrário do que pode parecer um planeta em domicílio, exaltação não quer dizer algo bom, assim como um planeta em exílio ou queda seja algo ruim, isso é mais uma questão do quanto você usa e tem consciência das forças envolvidas.
O mesmo é relativo a domicílio, exílio, exaltação e queda de um planeta por signo, e vale para um planeta na casa correspondente ao signo. Por exemplo: marte está domiciliado na primeira casa, em exílio na sétima, em exaltação na décima e em queda na quarta.
-----------------------------------------
* Extraído de um texto em PDF, sem autoria definida, sob o título "Analisando os símbolos astrológicos".
O problema da Retificação do Mapa de Nascimento (por Yuzuru Izawa)
Retificação é o processo astrológico de determinar o momento exato em que uma pessoa nasceu. Todo mundo sabe em que dia nasceu, e a maioria das pessoas sabe a que horas. Se a informação não é exata, pelo menos se sabe algo como “foi quase meio dia” ou “o sol tinha acabado de nascer”.
Mas, como em tudo na vida, há uma margem de erro no horário, e isso causa modificações no mapa, e por isso que muitos astrólogos pregam a retificação como ferramenta essencial.
Basicamente, como no exemplo da “cama de procusto” acima, o objetivo do astrólogo é puxar e cortar até que os eventos encaixem com a informação do mapa astral.
Qual é a margem de erro num mapa astral.
Depende. Se tudo que você sabe é que sua mãe disse que foi lá pelas 8, depende de quanta anestesia sua mãe tomou. Em geral as pessoas se baseiam na certidão de nascimento. O quanto elas são confiáveis ?
Novamente depende. Horários “quebrados”, como 5:34 em geral são precisos… se a enfermeira se deu ao trabalho de escrever os dois números, é porque era metódica. Agora horários “Redondos” como 14:20, 17:00, 23:30, são a maioria, e pouco confiáveis. No primeiro caso, o horário tem erro de minutos. No segundo, pode ter um erro de um segundo ou de meia hora.
Na maioria das cartas, vamos ter um erro entre cinco minutos a 20 minutos. Em geral o horário de nascimento é arredondado para cima pelos médicos, mas nem sempre isso funciona.
Que impacto isso tem na carta astral ?
Os planetas se movem muuuuuuuuito devagar. O mais rápido de todos é a Lua, que demora dois dias e meio para atravessar um simples signo. Ou seja, apenas em casos raros uma diferença de vinte minutos vai resultar num planeta mudando de signo.
Então para que fazer ? O ponto mais importante de um mapa astral é o Ascendente. É ele que faz as configurações do céu se “materializarem” na terra. Pense assim… o céu no momento em que você nasceu era igual para todos que nasceram naquele dia, e muito parecido ao de todas as pessoas que nasceram na mesma semana. O que faz com que as pessoas tenham vidas tão diferentes é a concretização dos céus no sistema de casas astrais, que partem do grau do Ascendente.
A grosso modo, quatro minutos de diferença no seu nascimento criam uma diferença de um grau no Ascendente.
Devo retificar o meu mapa com um astrólogo ?
Em geral não, é perda de tempo. Vinte minutos de diferença vão se traduzir em algo como 5 graus. É possível, mas não é grave, que um ou outro planeta mude de uma casa para outra, ou que a cúspide de uma casa passe para outro signo, mas o mesmo pode ocorrer com uma mudança no sistema de domificação. Se o astrólogo X usa o sistema Placidus, e Y usa qualquer outro, isso pode acontecer mesmo com o horário exato.
Segundo porque a grande maioria dos astrólogos é moderna, e só usa a técnica dos trânsitos. Mesmo os que usam técnicas como Retorno Solar, na grande maioria das vezes não vai ter problemas (em um ou outro ano pode haver confusão). E, além das mudanças serem pequenas, a verdade é que a maioria dos astrólogos modernos usa muito pouco as casas astrais, e muitos sequer as usam.
Há uma “autoridade” brasileira, que vive dizendo que usar mapa não retificado é falta de profissionalismo. Mas a mesma autoridade raramente usa as casas em suas delineações, nas quais em geral usa apenas o significado essencial de um planeta (exemplo: vênus=amor) combinado com os planetas transaturninos (urano, netuno e plutão). E nenhum desses fatores necessita retificação.
E o que é pior, é um firme defensor de que astrologia não deve e não pode prever nada. Ora, então para que ele vai usar o mapa retificado ?
É o típico jogo de dois pesos e duas medidas. A astrologia não serve para prever o futuro, mas aparentemente serve para “prever” o passado, pois são esses dados que são usados para retificar.
Métodos de Retificação
Somente Valens dá uns 15 métodos de retificar, um mais louco que o outro. Mas os mais famosos são:
Animodar
Trutina de Hermes
Monomoiria
Retificação por Acidentes
Todos funcionam, mas precisam de “jeito”. O amador que vai abanado tentando aplicar, sempre chega à conclusão de que não funciona. A última das quatro é a mais usada (ainda que mal usada). É basicamente comparar as coisas que aconteceram na sua vida com as progressões, direções, etc, do seu mapa astral ao longo de sua vida.
As direções dos ângulos (ascendente e MC) são especialmente importantes para retificar, já que elas são as mais sensíveis. Na verdade, o único motivo de se retificar é poder fazer previsões confiáveis das direções dos ângulos !
Problemas da Retificação
Dr H em seu livro sobre métodos tradicionais para retificar, fala bastante disso. Basicamente a retificação é um método de busca, que precisa ser “refinado” a medida em que chega perto do seu alvo.
Imagine um computador procurando o ponto mais alto do planeta Terra. Se o computador for muito apressadinho, ao invés de chegar ao Himalaia, ele vai concluir que o ponto mais alto da Terra é a Torre Eiffel. Ou seja, ele vai pegar o primeiro ponto alto e ficar com ele mesmo.
A mesma coisa acontece na retificação. Como as pessoas estão “prevendo” coisas que já aconteceram, tudo vale. Se a pessoa não tiver desenvolvida sua técnica de prever de verdade “pra frente”, prever o futuro, simplesmente vai fazer uma retificação mal feita. Abaixo eu descrevo rapidamente alguns problemas típicos.
O fator é muito comum
Vamos supor que eu suspeito que seu ASC é em Leão. Daí eu percebo que, no dia que você casou, vênus estava em 22 de Aquário. Ora, como aquário é o signo oposto a Leão, é óbvio que o ASC deve ser 22 de Leão. Portanto, você casou exatamente no dia em que venus transitava sua casa 7, dos relacionamentos ! Que lindo !
Mas espere um pouco ! Vênus passa por todo seu mapa uma vez por ano ! E você não se casa todos os anos ! Além disso, basta pegar o mapa de uma pessoa com horário conhecido, e você concluirá rapidamente que vênus não tem nenhuma obrigação de atravessar a casa 7 durante casamentos.
Pode parecer que eu estou inventando, mas já vi muita gente fazendo isso. Coisas do estilo “minha casa queimou quando marte passou pelo meu ascendente” são comuns e mostram o amadorismo da classe. Marte passa pelo seu ascendente a cada dois anos, meu filho, melhor construir sua casa na frente do quartel dos bombeiros !
Vamos pegar o evento mais estridente
Astrólogos adoram drama, então em geral querem reservar o evento mais dramático para suas direções. Infelizmente isso geralmente não é correto.
Deixa eu me explicar melhor. Um astrólogo americano retificou a carta de Washington. Para isso ele usou o ângulo chamado de IC, que como o ascendente, muda de um grau a cada 4 minutos, mais ou menos. O ângulo do IC tem relação com a casa, pai e família.
Vamos supor que no mapa de Washington o IC estivesse em algo entre 5 e 10 de câncer, indefinido. Saturno, o grande maléfico, estava na casa 4, vamos supor em 20 de câncer. Daí ele dirigiu o IC até Saturno, e comparou com o evento dramático, a morte do pai de Washington (vamos supor aos 15 anos). Então, ele tirou a diferença, converteu para medida de tempo, e chegou a uma conclusão, que o IC verdadeiro era de 7 câncer (estou inventando os números).
Ora, eu também tenho Saturno em câncer, e eu sei a posição do meu IC. Mas vamos supor que eu não soubesse, que tivesse apenas uma idéia vaga, o IC podendo estar entre o final de gêmeos e o começo de câncer. Se eu dirigir esse ângulo até Saturno, e comparar com a morte do meu pai, eu simplesmente acabaria com a posição do ângulo totalmente errada.
Por que ? Oras, porque não foi a direção do IC a Saturno que “matou” meu pai. Do mesmo jeito, não temos nenhum motivo para supor que isso tenha acontecido para Washington. O processo foi “refinado” muito cedo. As direções só devem ser usadas quando o ângulo já está definido com no máximo uma margem de um grau e meio de erro, nada mais que isso.
Além disso também há o problema da falta de delineação. Por que a direção a saturno para matar o pai ? Você viu as profecções ? E a firdaria ? E a parte árabe do pai ?Você viu se vênus não seria um significador melhor para isso ? Se não viu nada disso, só está brincando de dirigir, e tanto na astrologia como com os carros, isso só gera acidentes.
Retificação por impulso, achismo e “na minha experiência”.
Aqui, já abrimos o vale-tudo.
Já vi de um tudo um pouco. Retificar o ascendente em áries porque “ele tem cara de áries”. Ou então porque “ele se movimenta como um taurino”. Ou “viu como ele se declarou para ela ? Só pode ser ascendente em libra”. Até por cor favorita e foto (de paisagem) colocada no perfil, tudo era sinal suficiente para retificar.
Moral da História ? Retificar é difícil e exige trabalho. Mas hoje em dia é quase considerado uma heresia sugerir que alguma coisa deva ser conquistada com trabalho duro. Pergunte a qualquer professor, como os alunos de hoje em dia reagem quando você diz para eles que eles têm que estudar algo. Não, é o direito divino que as coisas sejam fáceis, se você não pode ensinar algo como filosofia aristotélica em quinze minutos, usando exemplos de Dragonball, você que está fazendo algo errado.
Por exemplo, no caso do Obama, o primeiro horário “liberado” foi lá pelas 1 e meia da tarde. Resultado um monte de gente “retificou” esse horário para coisas como 1:36. O problema é que esse horário era totalmente falso, resultado das alucinações astrológicas do povo que fica muito tempo na net. O horário verdadeiro era na parte da manhã, mais de 6 horas antes do monte de retificações.
Resultado: tem um monte de gente que ainda diz que a retificação deles é a verdadeira, e a conspiração foi motivada para esconder que Obama nasceu no Kenya.
---
http://yuzuru.wordpress.com/2009/01/28/o-problema-da-retificacao/
Mas, como em tudo na vida, há uma margem de erro no horário, e isso causa modificações no mapa, e por isso que muitos astrólogos pregam a retificação como ferramenta essencial.
Basicamente, como no exemplo da “cama de procusto” acima, o objetivo do astrólogo é puxar e cortar até que os eventos encaixem com a informação do mapa astral.
Qual é a margem de erro num mapa astral.
Depende. Se tudo que você sabe é que sua mãe disse que foi lá pelas 8, depende de quanta anestesia sua mãe tomou. Em geral as pessoas se baseiam na certidão de nascimento. O quanto elas são confiáveis ?
Novamente depende. Horários “quebrados”, como 5:34 em geral são precisos… se a enfermeira se deu ao trabalho de escrever os dois números, é porque era metódica. Agora horários “Redondos” como 14:20, 17:00, 23:30, são a maioria, e pouco confiáveis. No primeiro caso, o horário tem erro de minutos. No segundo, pode ter um erro de um segundo ou de meia hora.
Na maioria das cartas, vamos ter um erro entre cinco minutos a 20 minutos. Em geral o horário de nascimento é arredondado para cima pelos médicos, mas nem sempre isso funciona.
Que impacto isso tem na carta astral ?
Os planetas se movem muuuuuuuuito devagar. O mais rápido de todos é a Lua, que demora dois dias e meio para atravessar um simples signo. Ou seja, apenas em casos raros uma diferença de vinte minutos vai resultar num planeta mudando de signo.
Então para que fazer ? O ponto mais importante de um mapa astral é o Ascendente. É ele que faz as configurações do céu se “materializarem” na terra. Pense assim… o céu no momento em que você nasceu era igual para todos que nasceram naquele dia, e muito parecido ao de todas as pessoas que nasceram na mesma semana. O que faz com que as pessoas tenham vidas tão diferentes é a concretização dos céus no sistema de casas astrais, que partem do grau do Ascendente.
A grosso modo, quatro minutos de diferença no seu nascimento criam uma diferença de um grau no Ascendente.
Devo retificar o meu mapa com um astrólogo ?
Em geral não, é perda de tempo. Vinte minutos de diferença vão se traduzir em algo como 5 graus. É possível, mas não é grave, que um ou outro planeta mude de uma casa para outra, ou que a cúspide de uma casa passe para outro signo, mas o mesmo pode ocorrer com uma mudança no sistema de domificação. Se o astrólogo X usa o sistema Placidus, e Y usa qualquer outro, isso pode acontecer mesmo com o horário exato.
Segundo porque a grande maioria dos astrólogos é moderna, e só usa a técnica dos trânsitos. Mesmo os que usam técnicas como Retorno Solar, na grande maioria das vezes não vai ter problemas (em um ou outro ano pode haver confusão). E, além das mudanças serem pequenas, a verdade é que a maioria dos astrólogos modernos usa muito pouco as casas astrais, e muitos sequer as usam.
Há uma “autoridade” brasileira, que vive dizendo que usar mapa não retificado é falta de profissionalismo. Mas a mesma autoridade raramente usa as casas em suas delineações, nas quais em geral usa apenas o significado essencial de um planeta (exemplo: vênus=amor) combinado com os planetas transaturninos (urano, netuno e plutão). E nenhum desses fatores necessita retificação.
E o que é pior, é um firme defensor de que astrologia não deve e não pode prever nada. Ora, então para que ele vai usar o mapa retificado ?
É o típico jogo de dois pesos e duas medidas. A astrologia não serve para prever o futuro, mas aparentemente serve para “prever” o passado, pois são esses dados que são usados para retificar.
Métodos de Retificação
Somente Valens dá uns 15 métodos de retificar, um mais louco que o outro. Mas os mais famosos são:
Animodar
Trutina de Hermes
Monomoiria
Retificação por Acidentes
Todos funcionam, mas precisam de “jeito”. O amador que vai abanado tentando aplicar, sempre chega à conclusão de que não funciona. A última das quatro é a mais usada (ainda que mal usada). É basicamente comparar as coisas que aconteceram na sua vida com as progressões, direções, etc, do seu mapa astral ao longo de sua vida.
As direções dos ângulos (ascendente e MC) são especialmente importantes para retificar, já que elas são as mais sensíveis. Na verdade, o único motivo de se retificar é poder fazer previsões confiáveis das direções dos ângulos !
Problemas da Retificação
Dr H em seu livro sobre métodos tradicionais para retificar, fala bastante disso. Basicamente a retificação é um método de busca, que precisa ser “refinado” a medida em que chega perto do seu alvo.
Imagine um computador procurando o ponto mais alto do planeta Terra. Se o computador for muito apressadinho, ao invés de chegar ao Himalaia, ele vai concluir que o ponto mais alto da Terra é a Torre Eiffel. Ou seja, ele vai pegar o primeiro ponto alto e ficar com ele mesmo.
A mesma coisa acontece na retificação. Como as pessoas estão “prevendo” coisas que já aconteceram, tudo vale. Se a pessoa não tiver desenvolvida sua técnica de prever de verdade “pra frente”, prever o futuro, simplesmente vai fazer uma retificação mal feita. Abaixo eu descrevo rapidamente alguns problemas típicos.
O fator é muito comum
Vamos supor que eu suspeito que seu ASC é em Leão. Daí eu percebo que, no dia que você casou, vênus estava em 22 de Aquário. Ora, como aquário é o signo oposto a Leão, é óbvio que o ASC deve ser 22 de Leão. Portanto, você casou exatamente no dia em que venus transitava sua casa 7, dos relacionamentos ! Que lindo !
Mas espere um pouco ! Vênus passa por todo seu mapa uma vez por ano ! E você não se casa todos os anos ! Além disso, basta pegar o mapa de uma pessoa com horário conhecido, e você concluirá rapidamente que vênus não tem nenhuma obrigação de atravessar a casa 7 durante casamentos.
Pode parecer que eu estou inventando, mas já vi muita gente fazendo isso. Coisas do estilo “minha casa queimou quando marte passou pelo meu ascendente” são comuns e mostram o amadorismo da classe. Marte passa pelo seu ascendente a cada dois anos, meu filho, melhor construir sua casa na frente do quartel dos bombeiros !
Vamos pegar o evento mais estridente
Astrólogos adoram drama, então em geral querem reservar o evento mais dramático para suas direções. Infelizmente isso geralmente não é correto.
Deixa eu me explicar melhor. Um astrólogo americano retificou a carta de Washington. Para isso ele usou o ângulo chamado de IC, que como o ascendente, muda de um grau a cada 4 minutos, mais ou menos. O ângulo do IC tem relação com a casa, pai e família.
Vamos supor que no mapa de Washington o IC estivesse em algo entre 5 e 10 de câncer, indefinido. Saturno, o grande maléfico, estava na casa 4, vamos supor em 20 de câncer. Daí ele dirigiu o IC até Saturno, e comparou com o evento dramático, a morte do pai de Washington (vamos supor aos 15 anos). Então, ele tirou a diferença, converteu para medida de tempo, e chegou a uma conclusão, que o IC verdadeiro era de 7 câncer (estou inventando os números).
Ora, eu também tenho Saturno em câncer, e eu sei a posição do meu IC. Mas vamos supor que eu não soubesse, que tivesse apenas uma idéia vaga, o IC podendo estar entre o final de gêmeos e o começo de câncer. Se eu dirigir esse ângulo até Saturno, e comparar com a morte do meu pai, eu simplesmente acabaria com a posição do ângulo totalmente errada.
Por que ? Oras, porque não foi a direção do IC a Saturno que “matou” meu pai. Do mesmo jeito, não temos nenhum motivo para supor que isso tenha acontecido para Washington. O processo foi “refinado” muito cedo. As direções só devem ser usadas quando o ângulo já está definido com no máximo uma margem de um grau e meio de erro, nada mais que isso.
Além disso também há o problema da falta de delineação. Por que a direção a saturno para matar o pai ? Você viu as profecções ? E a firdaria ? E a parte árabe do pai ?Você viu se vênus não seria um significador melhor para isso ? Se não viu nada disso, só está brincando de dirigir, e tanto na astrologia como com os carros, isso só gera acidentes.
Retificação por impulso, achismo e “na minha experiência”.
Aqui, já abrimos o vale-tudo.
Já vi de um tudo um pouco. Retificar o ascendente em áries porque “ele tem cara de áries”. Ou então porque “ele se movimenta como um taurino”. Ou “viu como ele se declarou para ela ? Só pode ser ascendente em libra”. Até por cor favorita e foto (de paisagem) colocada no perfil, tudo era sinal suficiente para retificar.
Moral da História ? Retificar é difícil e exige trabalho. Mas hoje em dia é quase considerado uma heresia sugerir que alguma coisa deva ser conquistada com trabalho duro. Pergunte a qualquer professor, como os alunos de hoje em dia reagem quando você diz para eles que eles têm que estudar algo. Não, é o direito divino que as coisas sejam fáceis, se você não pode ensinar algo como filosofia aristotélica em quinze minutos, usando exemplos de Dragonball, você que está fazendo algo errado.
Por exemplo, no caso do Obama, o primeiro horário “liberado” foi lá pelas 1 e meia da tarde. Resultado um monte de gente “retificou” esse horário para coisas como 1:36. O problema é que esse horário era totalmente falso, resultado das alucinações astrológicas do povo que fica muito tempo na net. O horário verdadeiro era na parte da manhã, mais de 6 horas antes do monte de retificações.
Resultado: tem um monte de gente que ainda diz que a retificação deles é a verdadeira, e a conspiração foi motivada para esconder que Obama nasceu no Kenya.
---
http://yuzuru.wordpress.com/2009/01/28/o-problema-da-retificacao/
A Previsão na Astrologia (escrito por Vanessa Tuleski, em 27 de junho de 1997)
1. A diferença entre a Astrologia e os sistemas de adivinhação
A primeira idéia que se faz da Astrologia é que trata-se de um sistema de adivinhação, como o tarô, os búzios, as runas e outros. Por isso é comum se ouvir a pergunta: o que está reservado para mim? Qual é o meu destino?
Os sistemas de adivinhação empregam basicamente a intuição, variável de acordo com a habilidade de quem os utiliza. Eles tratam principalmente da psicologia dos eventos, descrevem fatos e pessoas e costumam servir mais para um momento imediato do que para algo a longo prazo, pois a sua função deles é aconselhar as pessoas e expor o que está em seu interior.
A Astrologia não é um sistema de adivinhação como os outros. Em primeiro lugar, porque há muito emprego da lógica. Em segundo, porque os outros sistemas são imediatos, ou seja, joga-se os búzios e os resultados aparecem. Já a Astrologia se baseia em um mapa, no mapa da pessoa que deseja saber algo a respeito do seu futuro. E, em cima deste mapa da pessoa, são feitos estudos, e depois disso é que se pode falar a respeito de futuro. O astrólogo precisa ter uma 'visão geral' de tudo para conseguir determinar tendências.
Outra diferença é que os eventos da Astrologia não são descritos de forma emocional. Alguém pode tirar as cartas e dizer: 'vejo que você está triste'. Na Astrologia, identifica-se o problema da pessoa, e não o modo como ela está reagindo a ele. Notam-se os setores de vida (amor, saúde, trabalho, etc) que estão envolvidos e qual a tônica existente neles (mudanças, diluição, estagnação, etc).
Abaixo, você irá conhecer os três principais métodos empregados pela Astrologia para observar qual é o seu momento presente e quais são as tendências para o futuro. Aliás, o seu futuro costuma ser previsto para cerca de um, no máximo, dois anos, pois mais do que isso seria antecipar demais coisas que você precisa viver gradualmente.
2. O Método de Previsão: Progressão Secundária
A Progressão Secundária é baseada no fato de que 'a cada dia de sua vida, corresponderá um ano'. Ou seja, os eventos que ocorreram no seu décimo dia de vida tenderão a ter alguma semelhança com o seu décimo aniversário. O nome 'progressão' evoca algo que vai lentamente acontecendo, e isso é muito verdadeiro, pois, nesse método, a orbe, ou seja, o grau de aproximação de um planeta, já deve ser bastante próximo para ser 'sentido'.
A Progressão Secundária descreve de forma notável mudanças interiores por que passamos. O principal planeta na Progressão é a Lua, pois a cada dia ela se move treze graus, que é o mesmo que ela se move em um ano de Progressão secundária. E se ela leva 28 dias para voltar ao mesmo grau e signo em que estava quando você nasceu, ela também leva 28 anos progredindo pelo seu mapa até voltar ao seu ponto de partida.
Assim, embora você nem se aperceba, você tem períodos de cerca de 2 anos e meio em que uma determinada atmosfera emocional vigora em sua vida, e em que um determinado tipo de temática se torna mais relevante para você. Quer um exemplo? Se você é um leonino e a sua Lua progride por Leão, você pode sentir que está tendo mais energia do que nunca, que está manifestando-se de uma forma extrovertida e alegre. Mas talvez você esteja, também, mais propenso a ter seu orgulho ferido com grande facilidade. Outro exemplo: se a Lua progride pela sua décima casa natal, da sua profissão, você sente um grande desejo de se realizar nesse campo e essa pode ser uma fase em que você obtém reconhecimento e recompensas profissionais. Ou em que você corre atrás do que deseja, estando psicologicamente muito voltado para fora.
A Lua progredida marca experiências emocionais muito nitidamente. Assim, se ela entra em contato com o imprevisível Urano, talvez a sua vida sofra uma grande mudança e você rompa com coisas que venham atrapalhando!
3. Método de Previsão: Revolução Solar
A Revolução Solar é um mapa levantado para a hora e minutos exatos em que o Sol naquele ano passar pela mesma posição em que esteve quando você nasceu. Esse mapa terá validade a partir do seu aniversário, e durará até o próximo, quando um novo mapa será levantado.
A Revolução Solar é um dos mais fascinantes sistemas que se conhece para prever algo em detalhes. Aquele mapa revela com muita precisão as áreas mais calmas e turbulentas da sua vida, aquilo que flui mais fácil, aquilo que passa por mudanças, onde você encontrará surpresas, armadilhas e facilidades, e qual é o assunto principal do ano, no caso, determinado pela posição do rei Sol.
A Revolução Solar é um método muito prático, pois pode servir para aconselhar alguém. Por exemplo, se nela o planeta Plutão ocupa a quarta casa, você já pode dizer ao seu cliente que aquele pode não ser um ótimo ano para se comprar imóveis e fazer mudanças de casa, pois é provável que venha a ocorrer muita intensidade envolvendo tudo isto. Da mesma forma, se Urano ocupa a décima casa, da profissão, é possível que você deseje fazer uma grande 'virada' nesse setor, de forma a atuar de forma mais criativa e de acordo com os seus talentos. Se você está procurando um amor, e Vênus ocupa a sua terceira casa, das viagens, é possível que você o conheça em outra cidade, ou então passeando ou fazendo um curso. E assim por diante.
4. Método de Previsão: Trânsitos
Depois que você nasceu, os planetas continuaram a se mover no céu, até que um belo dia um deles fica exatamente no mesmo grau de um planeta seu, e a isso se denomina um trânsito. Um trânsito é um ângulo exato com um planeta seu, e o planeta que está formando o trânsito irá trazer a temática dele para o seu planeta.
Os trânsitos acontecem diariamente no nosso mapa, porque os planetas mais rápidos, da Lua a Marte, estão sempre formando um ângulo com um planeta nosso. Por isso, os trânsitos mais importantes são aqueles formados pelos planetas lentos, pois um planeta lento demora até chegar a fazer ângulo com um planeta nosso, e este ângulo também fica formado por muito tempo, propiciando a oportunidade de importantes mudanças em nossa vida.
Quer um exemplo? Júpiter leva doze anos para percorrer o nosso mapa, o que significa que ele fica mais ou menos um ano em cada uma das nossas doze casas. Durante a sua 'estadia' por uma casa, Júpiter irá fazer com que aquele assunto flua melhor, com que tenhamos mais sorte e expansão naquela área.
Já Saturno leva cerca de 28/29 anos para fechar um ciclo, por isso essa idade costuma ser um marco, uma época em que realmente amadurecemos e começamos a cuidar de nós mesmos. Antes disso, ainda temos muita ajuda dos nossos pais (e também somos ainda muito produtos de nosso meio e criação), embora possamos não perceber ou admitir isso.
Os trânsitos que ocasionam profundas mudanças são os de Urano, Netuno e Plutão, que costumam durar mais de um ano. Quando em aspectos fluentes, incorporamos as mudanças mais facilmente. E, quando em aspectos desafiantes', podemos resistir um pouco. Por exemplo, você é apaixonado por uma pessoa que não corresponde aos seus sentimentos. Um dia, aquela pessoa diz que não dá mais para continuar. Você acha isso péssimo, não entende essa mudança. Um ano depois depois você se apaixona por alguém que realmente adora você! Os trânsitos 'difíceis' são 'a escrita certa por linhas tortas' de que tanto ouvimos falar. O desafio é começarmos a entender o que está sendo solicitado de nós. Nossa reação aos trânsitos (fluentes ou difíceis) depende muito do que já percorremos como indivíduos e de nossa visão de mundo.
Os trânsitos costumam descrever com exatidão coisas geralmente externas a nós, mas que nos influenciam grandemente. Por exemplo, os nascidos durante a década de 60 foram influenciados em massa pelo espírito daquele época. E quando você, mais novo, não compreende como é que podia se usar aquelas cores berrantes e calças bocas de sino da década de 70 talvez você não estivesse lá para sentir qual era o espírito que fazia as pessoas quererem algo exuberante.
Um trânsito geralmente está muito ligado a um evento em sua vida (claro que apoiado, de fato, mesmo, é em mudanças dentro de você): uma viagem ao exterior, uma vibrante oportunidade profissional, um relacionamento que já acabou e precisa se romper, etc.
A primeira idéia que se faz da Astrologia é que trata-se de um sistema de adivinhação, como o tarô, os búzios, as runas e outros. Por isso é comum se ouvir a pergunta: o que está reservado para mim? Qual é o meu destino?
Os sistemas de adivinhação empregam basicamente a intuição, variável de acordo com a habilidade de quem os utiliza. Eles tratam principalmente da psicologia dos eventos, descrevem fatos e pessoas e costumam servir mais para um momento imediato do que para algo a longo prazo, pois a sua função deles é aconselhar as pessoas e expor o que está em seu interior.
A Astrologia não é um sistema de adivinhação como os outros. Em primeiro lugar, porque há muito emprego da lógica. Em segundo, porque os outros sistemas são imediatos, ou seja, joga-se os búzios e os resultados aparecem. Já a Astrologia se baseia em um mapa, no mapa da pessoa que deseja saber algo a respeito do seu futuro. E, em cima deste mapa da pessoa, são feitos estudos, e depois disso é que se pode falar a respeito de futuro. O astrólogo precisa ter uma 'visão geral' de tudo para conseguir determinar tendências.
Outra diferença é que os eventos da Astrologia não são descritos de forma emocional. Alguém pode tirar as cartas e dizer: 'vejo que você está triste'. Na Astrologia, identifica-se o problema da pessoa, e não o modo como ela está reagindo a ele. Notam-se os setores de vida (amor, saúde, trabalho, etc) que estão envolvidos e qual a tônica existente neles (mudanças, diluição, estagnação, etc).
Abaixo, você irá conhecer os três principais métodos empregados pela Astrologia para observar qual é o seu momento presente e quais são as tendências para o futuro. Aliás, o seu futuro costuma ser previsto para cerca de um, no máximo, dois anos, pois mais do que isso seria antecipar demais coisas que você precisa viver gradualmente.
2. O Método de Previsão: Progressão Secundária
A Progressão Secundária é baseada no fato de que 'a cada dia de sua vida, corresponderá um ano'. Ou seja, os eventos que ocorreram no seu décimo dia de vida tenderão a ter alguma semelhança com o seu décimo aniversário. O nome 'progressão' evoca algo que vai lentamente acontecendo, e isso é muito verdadeiro, pois, nesse método, a orbe, ou seja, o grau de aproximação de um planeta, já deve ser bastante próximo para ser 'sentido'.
A Progressão Secundária descreve de forma notável mudanças interiores por que passamos. O principal planeta na Progressão é a Lua, pois a cada dia ela se move treze graus, que é o mesmo que ela se move em um ano de Progressão secundária. E se ela leva 28 dias para voltar ao mesmo grau e signo em que estava quando você nasceu, ela também leva 28 anos progredindo pelo seu mapa até voltar ao seu ponto de partida.
Assim, embora você nem se aperceba, você tem períodos de cerca de 2 anos e meio em que uma determinada atmosfera emocional vigora em sua vida, e em que um determinado tipo de temática se torna mais relevante para você. Quer um exemplo? Se você é um leonino e a sua Lua progride por Leão, você pode sentir que está tendo mais energia do que nunca, que está manifestando-se de uma forma extrovertida e alegre. Mas talvez você esteja, também, mais propenso a ter seu orgulho ferido com grande facilidade. Outro exemplo: se a Lua progride pela sua décima casa natal, da sua profissão, você sente um grande desejo de se realizar nesse campo e essa pode ser uma fase em que você obtém reconhecimento e recompensas profissionais. Ou em que você corre atrás do que deseja, estando psicologicamente muito voltado para fora.
A Lua progredida marca experiências emocionais muito nitidamente. Assim, se ela entra em contato com o imprevisível Urano, talvez a sua vida sofra uma grande mudança e você rompa com coisas que venham atrapalhando!
3. Método de Previsão: Revolução Solar
A Revolução Solar é um mapa levantado para a hora e minutos exatos em que o Sol naquele ano passar pela mesma posição em que esteve quando você nasceu. Esse mapa terá validade a partir do seu aniversário, e durará até o próximo, quando um novo mapa será levantado.
A Revolução Solar é um dos mais fascinantes sistemas que se conhece para prever algo em detalhes. Aquele mapa revela com muita precisão as áreas mais calmas e turbulentas da sua vida, aquilo que flui mais fácil, aquilo que passa por mudanças, onde você encontrará surpresas, armadilhas e facilidades, e qual é o assunto principal do ano, no caso, determinado pela posição do rei Sol.
A Revolução Solar é um método muito prático, pois pode servir para aconselhar alguém. Por exemplo, se nela o planeta Plutão ocupa a quarta casa, você já pode dizer ao seu cliente que aquele pode não ser um ótimo ano para se comprar imóveis e fazer mudanças de casa, pois é provável que venha a ocorrer muita intensidade envolvendo tudo isto. Da mesma forma, se Urano ocupa a décima casa, da profissão, é possível que você deseje fazer uma grande 'virada' nesse setor, de forma a atuar de forma mais criativa e de acordo com os seus talentos. Se você está procurando um amor, e Vênus ocupa a sua terceira casa, das viagens, é possível que você o conheça em outra cidade, ou então passeando ou fazendo um curso. E assim por diante.
4. Método de Previsão: Trânsitos
Depois que você nasceu, os planetas continuaram a se mover no céu, até que um belo dia um deles fica exatamente no mesmo grau de um planeta seu, e a isso se denomina um trânsito. Um trânsito é um ângulo exato com um planeta seu, e o planeta que está formando o trânsito irá trazer a temática dele para o seu planeta.
Os trânsitos acontecem diariamente no nosso mapa, porque os planetas mais rápidos, da Lua a Marte, estão sempre formando um ângulo com um planeta nosso. Por isso, os trânsitos mais importantes são aqueles formados pelos planetas lentos, pois um planeta lento demora até chegar a fazer ângulo com um planeta nosso, e este ângulo também fica formado por muito tempo, propiciando a oportunidade de importantes mudanças em nossa vida.
Quer um exemplo? Júpiter leva doze anos para percorrer o nosso mapa, o que significa que ele fica mais ou menos um ano em cada uma das nossas doze casas. Durante a sua 'estadia' por uma casa, Júpiter irá fazer com que aquele assunto flua melhor, com que tenhamos mais sorte e expansão naquela área.
Já Saturno leva cerca de 28/29 anos para fechar um ciclo, por isso essa idade costuma ser um marco, uma época em que realmente amadurecemos e começamos a cuidar de nós mesmos. Antes disso, ainda temos muita ajuda dos nossos pais (e também somos ainda muito produtos de nosso meio e criação), embora possamos não perceber ou admitir isso.
Os trânsitos que ocasionam profundas mudanças são os de Urano, Netuno e Plutão, que costumam durar mais de um ano. Quando em aspectos fluentes, incorporamos as mudanças mais facilmente. E, quando em aspectos desafiantes', podemos resistir um pouco. Por exemplo, você é apaixonado por uma pessoa que não corresponde aos seus sentimentos. Um dia, aquela pessoa diz que não dá mais para continuar. Você acha isso péssimo, não entende essa mudança. Um ano depois depois você se apaixona por alguém que realmente adora você! Os trânsitos 'difíceis' são 'a escrita certa por linhas tortas' de que tanto ouvimos falar. O desafio é começarmos a entender o que está sendo solicitado de nós. Nossa reação aos trânsitos (fluentes ou difíceis) depende muito do que já percorremos como indivíduos e de nossa visão de mundo.
Os trânsitos costumam descrever com exatidão coisas geralmente externas a nós, mas que nos influenciam grandemente. Por exemplo, os nascidos durante a década de 60 foram influenciados em massa pelo espírito daquele época. E quando você, mais novo, não compreende como é que podia se usar aquelas cores berrantes e calças bocas de sino da década de 70 talvez você não estivesse lá para sentir qual era o espírito que fazia as pessoas quererem algo exuberante.
Um trânsito geralmente está muito ligado a um evento em sua vida (claro que apoiado, de fato, mesmo, é em mudanças dentro de você): uma viagem ao exterior, uma vibrante oportunidade profissional, um relacionamento que já acabou e precisa se romper, etc.
Afinal, O Que é a Astrologia? (por Helena Avelar e Luís Ribeiro)
A Astrologia é uma linguagem simbólica para o estudo da Consciência.
Baseia-se no princípio "O que está em cima é como o que está em baixo..." e estuda a relação entre o Universal e o Individual. Este estudo tem como base a interpretação simbólica da posição relativa dos astros e da Terra.
A Astrologia permite-nos interpretar a nossa relação (o Individual) com o Todo (o Universal). Esta relação não é estática nem linear; desenrola-se no tempo. Por isso, só é compreendida na sua totalidade quando estudamos os seus vários momentos, ciclos e etapas.
Se tomarmos o indivíduo como o "centro", teremos esta dinâmica retratada no mapa natal. Contudo, nem só de indivíduos trata a Astrologia: a perspectiva pessoal (e o "mapa natal") é apenas uma, entre as múltiplas áreas de estudo que constituem este vasto corpo de conhecimentos.
A Astrologia parte de uma perspectiva geocêntrica (salvo raras excepções). Mesmo a faixa zodiacal, aparentemente exterior ao planeta, resulta de um fator terrestre: a órbita aparente do Sol ao redor do planeta.
Assim, todos os factores astrológicos vão ser interpretados segundo as suas posições vistas a partir da Terra (geocêntricas).
Em termos simbólicos, este é o primeiro passo para correlacionar diretamente os eventos celestes (o que está em cima) com acontecimentos terrestres (o que está em baixo).
Na interpretação, leva-se em conta os planetas, segundo a sua posição por signo. Em Astrologia, os planetas têm um valor simbólico; o estudo dos planetas como corpos físicos é da área da Astronomia.
Outro importante fator de interpretação astrológica são as casas, que enquadram numa referência terrestre o acontecimento em análise.
Todos estes factores são interpretados e correlacionados, formando um todo único: um mapa astrológico. Deste, é possível extrair uma imagem simbólica, um padrão comportamental. Este aplica-se tanto aos seres humanos individuais como aos eventos colectivos.
O que é a Astrologia?
A Astrologia tem sido, desde sempre, alvo das mais estremadas reações: alguns condenam-na totalmente, enquanto outros a aceitam sem questionar; poucos são os que lhe ficam indiferentes.
Contudo, qualquer destes extremos - tanto a recusa como a aceitação total - são fruto do mesmo desconhecimento. No meio termo fica quem sabe que, antes de acreditar ou condenar, importa compreender.
É este conhecimento que nos propomos descobrir nesta série de artigos dedicados à Astrologia.
Assim como é no Céu, é na Terra...
A Astrologia é o estudo da relação entre o Homem e o Universo, através da simbologia dos corpos celestes. Esta linguagem simbólica baseia-se no princípio da sincronia entre o Universo e o ser humano. Ou seja: "O que está em cima é como o que está em baixo..."
Os Astrólogos partem, portanto, do princípio que os acontecimentos da Terra (quer à escala individual, quer colectiva) refletem a dinâmica representada nos céus. É a partir desta base que se desenvolve o conhecimento astrológico.
Importa acrescentar que a Astrologia é uma das mais antigas formas de Conhecimento. Tem atravessado séculos, civilizações e Eras.
Esta longa viagem tem deixado as suas marcas. Em determinadas fases da História da Humanidade, a Astrologia tem sido dignificada como linguagem reveladora da Alma Humana e do seu papel na Ordem Universal. Noutras fases, tem sido deturpada, espoliada do seu carácter "sagrado" e reduzida a simples "arte divinatória".
Em todas as épocas, contudo, a Astrologia conseguiu manter a capacidade de interpretar as necessidades e a dinâmica humanas.
Acreditar ou compreender?
Quando conhecemos a essência da Astrologia, compreendemos que não vale a pena condená-la, alegando uma suposta "invalidade científica".
Também não vale a pena aceitar totalmente a ideia de supostas "influências" celestes, como se de um dogma religioso se tratasse, e através deste dogma procurar explicar todos os acontecimentos da vida. Aliás, os "crentes" mal-informados acabam por ser ainda mais prejudiciais para a Astrologia do que os chamados "céticos".
Vale a pena, isso sim, procurar entender as bases e ter pelo menos uma noção geral sobre o "funcionamento" da Astrologia. Só assim estarão reunidas as condições para, com pleno conhecimento de causa, formarmos uma opinião consistente sobre o assunto.
Como "funciona"?
Quando um astrólogo interpreta uma carta natal, "lê" um conjunto de símbolos. Este representam, entre outras coisas, a posição relativa dos planetas e signos. A partir da interpretação destes símbolos, vai compreendendo, a níveis cada vez mais profundos, a dinâmica interna do indivíduo ou acontecimento ali representado.. Por outras palavras: o astrólogo "lê" nos céus o que se passa na Terra.
Porque é que na interpretação astrológica, a posição dos astros nos céus representa a dinâmica interna de um ser humano ou de um acontecimento?
Porque é que as estrelas e os planetas, nos "falam" de coisas que se passam sobre a Terra? Em resumo: porque é que as estrelas "falam" de nós?
A interpretação astrológica parte do princípio de que "o que está em cima é como o que está em baixo". Significa isto que existe uma relação simbólica entre a posição relativa dos astros nos céus (o que está em cima) e a vida humana (o que está em baixo). É a relação entre o Todo e a Parte: o ser humano é, em pequena escala, um reflexo dos céus.
Influência ou símbolo?
Importa realçar que este conceito nada tem a ver com as supostas "influências" (gravitacionais ou outras) que os corpos celestes possam ter sobre a vida no nosso planeta. Não se trata de "raios misteriosos", trações gravitacionais, radiações ou quaisquer outras "influências" que os planetas projetem sobre nós.
Em Astrologia, a relação entre o Todo e a Parte não é física mas simbólica.
Quer isto dizer que a posição relativa dos astros nos céus é, em si mesma, um símbolo: representa um momento específico, com toda a sua dinâmica de probabilidades. A pessoa que nasceu naquele momento, terá, portanto, uma relação direta com o que ali está representado. Ela é, de certo modo, uma "encarnação" daquele momento; é, por assim dizer, o momento em forma humana. Ao longo da vida, a pessoa irá "desenrolar" as probabilidades ali representadas e deparar-se com os obstáculos ali descritos.
Consciência e Liberdade
Existe ainda um terceiro - e importantíssimo - aspecto nesta equação: a consciência.
Assim, num mapa natal, é o grau de consciência pessoal que vai determinar até que ponto cada indivíduo está condicionado.
Quanto maior for o grau de consciência de si mesmo e do Todo, maior será a possibilidade de escolha pessoal, maior será o grau de liberdade (o tão falado livre-arbítrio) e menor será o condicionamento ditado pelo exterior (a velha questão da predestinação).
Compreender a relação entre o Todo, a Parte e a Consciência é, portanto, o primeiro passo para quem quer estudar Astrologia.
Baseia-se no princípio "O que está em cima é como o que está em baixo..." e estuda a relação entre o Universal e o Individual. Este estudo tem como base a interpretação simbólica da posição relativa dos astros e da Terra.
A Astrologia permite-nos interpretar a nossa relação (o Individual) com o Todo (o Universal). Esta relação não é estática nem linear; desenrola-se no tempo. Por isso, só é compreendida na sua totalidade quando estudamos os seus vários momentos, ciclos e etapas.
Se tomarmos o indivíduo como o "centro", teremos esta dinâmica retratada no mapa natal. Contudo, nem só de indivíduos trata a Astrologia: a perspectiva pessoal (e o "mapa natal") é apenas uma, entre as múltiplas áreas de estudo que constituem este vasto corpo de conhecimentos.
A Astrologia parte de uma perspectiva geocêntrica (salvo raras excepções). Mesmo a faixa zodiacal, aparentemente exterior ao planeta, resulta de um fator terrestre: a órbita aparente do Sol ao redor do planeta.
Assim, todos os factores astrológicos vão ser interpretados segundo as suas posições vistas a partir da Terra (geocêntricas).
Em termos simbólicos, este é o primeiro passo para correlacionar diretamente os eventos celestes (o que está em cima) com acontecimentos terrestres (o que está em baixo).
Na interpretação, leva-se em conta os planetas, segundo a sua posição por signo. Em Astrologia, os planetas têm um valor simbólico; o estudo dos planetas como corpos físicos é da área da Astronomia.
Outro importante fator de interpretação astrológica são as casas, que enquadram numa referência terrestre o acontecimento em análise.
Todos estes factores são interpretados e correlacionados, formando um todo único: um mapa astrológico. Deste, é possível extrair uma imagem simbólica, um padrão comportamental. Este aplica-se tanto aos seres humanos individuais como aos eventos colectivos.
O que é a Astrologia?
A Astrologia tem sido, desde sempre, alvo das mais estremadas reações: alguns condenam-na totalmente, enquanto outros a aceitam sem questionar; poucos são os que lhe ficam indiferentes.
Contudo, qualquer destes extremos - tanto a recusa como a aceitação total - são fruto do mesmo desconhecimento. No meio termo fica quem sabe que, antes de acreditar ou condenar, importa compreender.
É este conhecimento que nos propomos descobrir nesta série de artigos dedicados à Astrologia.
Assim como é no Céu, é na Terra...
A Astrologia é o estudo da relação entre o Homem e o Universo, através da simbologia dos corpos celestes. Esta linguagem simbólica baseia-se no princípio da sincronia entre o Universo e o ser humano. Ou seja: "O que está em cima é como o que está em baixo..."
Os Astrólogos partem, portanto, do princípio que os acontecimentos da Terra (quer à escala individual, quer colectiva) refletem a dinâmica representada nos céus. É a partir desta base que se desenvolve o conhecimento astrológico.
Importa acrescentar que a Astrologia é uma das mais antigas formas de Conhecimento. Tem atravessado séculos, civilizações e Eras.
Esta longa viagem tem deixado as suas marcas. Em determinadas fases da História da Humanidade, a Astrologia tem sido dignificada como linguagem reveladora da Alma Humana e do seu papel na Ordem Universal. Noutras fases, tem sido deturpada, espoliada do seu carácter "sagrado" e reduzida a simples "arte divinatória".
Em todas as épocas, contudo, a Astrologia conseguiu manter a capacidade de interpretar as necessidades e a dinâmica humanas.
Acreditar ou compreender?
Quando conhecemos a essência da Astrologia, compreendemos que não vale a pena condená-la, alegando uma suposta "invalidade científica".
Também não vale a pena aceitar totalmente a ideia de supostas "influências" celestes, como se de um dogma religioso se tratasse, e através deste dogma procurar explicar todos os acontecimentos da vida. Aliás, os "crentes" mal-informados acabam por ser ainda mais prejudiciais para a Astrologia do que os chamados "céticos".
Vale a pena, isso sim, procurar entender as bases e ter pelo menos uma noção geral sobre o "funcionamento" da Astrologia. Só assim estarão reunidas as condições para, com pleno conhecimento de causa, formarmos uma opinião consistente sobre o assunto.
Como "funciona"?
Quando um astrólogo interpreta uma carta natal, "lê" um conjunto de símbolos. Este representam, entre outras coisas, a posição relativa dos planetas e signos. A partir da interpretação destes símbolos, vai compreendendo, a níveis cada vez mais profundos, a dinâmica interna do indivíduo ou acontecimento ali representado.. Por outras palavras: o astrólogo "lê" nos céus o que se passa na Terra.
Porque é que na interpretação astrológica, a posição dos astros nos céus representa a dinâmica interna de um ser humano ou de um acontecimento?
Porque é que as estrelas e os planetas, nos "falam" de coisas que se passam sobre a Terra? Em resumo: porque é que as estrelas "falam" de nós?
A interpretação astrológica parte do princípio de que "o que está em cima é como o que está em baixo". Significa isto que existe uma relação simbólica entre a posição relativa dos astros nos céus (o que está em cima) e a vida humana (o que está em baixo). É a relação entre o Todo e a Parte: o ser humano é, em pequena escala, um reflexo dos céus.
Influência ou símbolo?
Importa realçar que este conceito nada tem a ver com as supostas "influências" (gravitacionais ou outras) que os corpos celestes possam ter sobre a vida no nosso planeta. Não se trata de "raios misteriosos", trações gravitacionais, radiações ou quaisquer outras "influências" que os planetas projetem sobre nós.
Em Astrologia, a relação entre o Todo e a Parte não é física mas simbólica.
Quer isto dizer que a posição relativa dos astros nos céus é, em si mesma, um símbolo: representa um momento específico, com toda a sua dinâmica de probabilidades. A pessoa que nasceu naquele momento, terá, portanto, uma relação direta com o que ali está representado. Ela é, de certo modo, uma "encarnação" daquele momento; é, por assim dizer, o momento em forma humana. Ao longo da vida, a pessoa irá "desenrolar" as probabilidades ali representadas e deparar-se com os obstáculos ali descritos.
Consciência e Liberdade
Existe ainda um terceiro - e importantíssimo - aspecto nesta equação: a consciência.
Assim, num mapa natal, é o grau de consciência pessoal que vai determinar até que ponto cada indivíduo está condicionado.
Quanto maior for o grau de consciência de si mesmo e do Todo, maior será a possibilidade de escolha pessoal, maior será o grau de liberdade (o tão falado livre-arbítrio) e menor será o condicionamento ditado pelo exterior (a velha questão da predestinação).
Compreender a relação entre o Todo, a Parte e a Consciência é, portanto, o primeiro passo para quem quer estudar Astrologia.
Mapa Astral, Ascendente e Meio do Céu - O que são?
O que é Mapa Astrológico?
O Mapa Astrológico de uma pessoa é a posição dos planetas no Cosmo (Sol e Lua são também considerados planetas na Astrologia) em relação a ela no momento de seu nascimento. Estes planetas em conjunto com o Ascendente e o Meio do Céu fazem ângulos entre si (90º, 120º, 180º etc) e distribuem-se dentro de nossas casas zodiacais definindo nossa personalidade, nossos talentos, traços físicos, desafios, sorte e missões.
O que é Ascendente?
No momento da nossa primeira respiração ao nascermos, se alguém estiver olhando para a linha do horizonte, sentido leste, estará em frente à eclítica, um "anel" ou cinturão colossal de estrelas ao redor da Terra que constituem cada uma das 12 constelações zodiacais.
Uma destas constelações estava "ascendendo" na linha do horizonte no momento do nosso nascimento. Este signo é o Ascendente e determina a sua persona ou ego, sua forma ou "máscara" para se apresentar ao mundo; além de revelar alguns traços físicos.
O que é Meio do Céu?
O Meio do Céu é o topo do nosso Mapa. É onde queremos chegar nesta vida. Nosso futuro. O signo onde ele está localizado possui as qualidades que precisamos desenvolver para atingir nossas metas. Por exemplo, Se num determinado Mapa Natal o MC encontra-se em Áries, o indivíduo precisa desenvolver a iniciativa, a garra para realizar um empreendimento profissional. "Mas eu não sou ariano!" poderá dizer a pessoa. Na realidade, ninguém é só leonino, ou virginiano. Temos os 12 signos inseridos no nosso Mapa Natal influenciando as mais diversas áreas de nossa vida. Quando dizemos, por exemplo, "Sou escorpiano.", isto significa que o nosso Sol está localizado neste signo, estamos nos referindo ao nosso "Eu Superior"; nossa essência. O MC pode estar localizado em outro signo, assim como o Ascendente, Mercúrio, Vênus etc.
----
extraído de: http://www.templodeminerva.com/astrologia.htm
O Mapa Astrológico de uma pessoa é a posição dos planetas no Cosmo (Sol e Lua são também considerados planetas na Astrologia) em relação a ela no momento de seu nascimento. Estes planetas em conjunto com o Ascendente e o Meio do Céu fazem ângulos entre si (90º, 120º, 180º etc) e distribuem-se dentro de nossas casas zodiacais definindo nossa personalidade, nossos talentos, traços físicos, desafios, sorte e missões.
O que é Ascendente?
No momento da nossa primeira respiração ao nascermos, se alguém estiver olhando para a linha do horizonte, sentido leste, estará em frente à eclítica, um "anel" ou cinturão colossal de estrelas ao redor da Terra que constituem cada uma das 12 constelações zodiacais.
Uma destas constelações estava "ascendendo" na linha do horizonte no momento do nosso nascimento. Este signo é o Ascendente e determina a sua persona ou ego, sua forma ou "máscara" para se apresentar ao mundo; além de revelar alguns traços físicos.
O que é Meio do Céu?
O Meio do Céu é o topo do nosso Mapa. É onde queremos chegar nesta vida. Nosso futuro. O signo onde ele está localizado possui as qualidades que precisamos desenvolver para atingir nossas metas. Por exemplo, Se num determinado Mapa Natal o MC encontra-se em Áries, o indivíduo precisa desenvolver a iniciativa, a garra para realizar um empreendimento profissional. "Mas eu não sou ariano!" poderá dizer a pessoa. Na realidade, ninguém é só leonino, ou virginiano. Temos os 12 signos inseridos no nosso Mapa Natal influenciando as mais diversas áreas de nossa vida. Quando dizemos, por exemplo, "Sou escorpiano.", isto significa que o nosso Sol está localizado neste signo, estamos nos referindo ao nosso "Eu Superior"; nossa essência. O MC pode estar localizado em outro signo, assim como o Ascendente, Mercúrio, Vênus etc.
----
extraído de: http://www.templodeminerva.com/astrologia.htm
Assinar:
Postagens (Atom)