sexta-feira, 9 de setembro de 2016

As casas de Ar: a triplicidade do relacionamento, por Howard Sasportas


Associa-se o ar à capacidade de destacar o eu e de ver algo objetivamente à distância e com perspectiva. Uma vez que nos tenhamos separado ou distinguido da matriz universal de vida, poderemos começar a nos relacionar com aquilo que encontramos. O elemento ar relaciona-se com o intelecto, a comunicação e a troca de ideias.

A primeira casa de Ar é a 3ª, que também é uma casa cadente. O movimento, o desenvolvimento mental e o conhecimento da linguagem nos capacita a nos reajustar e redefinir num sentido mais concreto do eu formado na 1ª e na 2ª Casa. A segunda casa de Ar é a 7ª, que é angular. Minha mente e minha perspectiva de vida (3ª) encontram a sua mente e sua perspectiva de vida (7ª). O encontro de duas pessoas gera uma grande quantidade de energia, e o fracasso ou o sucesso de um relacionamento pode ter influência sobre como nos sentimos em muitas outras áreas de nossas vidas. A terceira casa de Ar (11ª) é sucedente. Estabilizamos e reforçamos nossos pontos de vista olhando para os outros (grupos ou amigos) que compartilham de nossas ideias. As mentes se encontram na 11ª Casa. As ideias são "transformadas" em ideologias, e "ismos" são amplamente aplicados à sociedade e "assimilados" por um grande número de pessoas.

As três casas de Ar estão simbolicamente em trígono umas com as outras, e os planetas que se encontram nessas casas podem estar literalmente em trígono uns com os outros.

O trígono 3°-7°

A 3' Casa está associada com a comunicação, e quando um planeta nessa posição faz trígono com outro na 7ª, existe facilidade de comunicação intima. Conseguimos fazer com que nos entendam, bem como somos capazes de compreender e avaliar os outros (pelo menos intelectualmente). Em geral, existe um vivo interesse e um bom grau de percepção do modo como uma pessoa ou uma coisa interage ou se relaciona com outra.

O trígono 7°-11°

Uma parceira tende a servir de base para expansão social ou intelectual. Pode ser um amigo (11ª) que apresenta essa pessoa ao seu futuro parceiro de casamento (7ª). Ou um importante relacionamento (7ª) pode ter início com alguém que a pessoa conhece através de um grupo ou de uma organização (11ª). Normalmente o parceiro (7ª) compartilha das metas e dos objetivos da pessoa e a ajuda a alcançá-los. Jean Houston, uma figura de liderança em psicologia humanística, tem Júpiter na 7ª em trígono com Plutão na 11ª. Ela e seu marido Robert Masters fundaram um instituto para pesquisas mentais e juntos desenvolveram numerosas técnicas para ampliação do conhecimento.

O trígono 3°-11°

Quando um planeta na 3ª Casa faz trígono com um planeta na 11ª, ocorre, em geral, um fácil relacionamento com grupos de pessoas. Pode haver uma compreensão intuitiva de como a mente individual (3ª) é ligada aos outros (11ª). A pessoa pode falar claramente (3ª) sobre amplos conceitos ou coisas que ela imagina (11ª). Amigos ou grupos (11ª) inspiram e ampliam o pensamento (3ª), e, reciprocamente, os pontos de vista e o conhecimento geral da pessoa afetam os outros. Albert Einstein tinha Urano na 3ª em trígono com Netuno na 11ª. Suas descobertas (Urano na 3ª) levaram a um maior entendimento da interconexão de toda a vida (11ª). Em outro nível, o trígono de 3ª-11ª pode significar que sociedades amigas de bairros (3ª) podem ser formadas para promover mudanças de cunho social (11ª), ou que um meio-irmão (3ª) pode apresentar a pessoa a novos amigos, ideias ou grupos (11ª).

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Extraído do livro As Doze Casas, de Howard Sasportas.