sexta-feira, 21 de abril de 2017

As Dignidades Celestes dos Planetas - Triplicidades, por Clélia Romano

A seguir mostraremos mais uma tabela na qual estão contidas as chamadas dignidades por triplicidade.



Elas são menos importantes que a regência e a exaltação, mas muito úteis para diversas técnicas de delineação.

É preciso atentar para nascimentos noturnos e diurnos para fazer uso correto da tabela.

O leitor pode imaginar que a triplicidade de fogo é regida por Marte, Sol e Júpiter, regentes dos signos de fogo, mas não é de forma alguma o que ocorre em astrologia Tradicional.

O que os antigos autores queriam dizer com a tabela acima é que um signo de determinado elemento tem um regente diurno, que tem prioridade de regência sobre as natividades diurnas, um regente noturno que tern prioridade sobre as natividades noturnas e um regente participante que participa sempre com os dois primeiros.

Tais triplicidades levam muito em conta o sect, ou setor, isto é, se o nativo nasceu de dia ou à noite.

Se tratarmos de uma natividade diurna e o Sol estiver em Aquário, por exemplo, o planeta que vai dar testemunho sobre ele é o primeiro regente da triplicidade de ar, isto é Saturno. Se a natividade fosse noturna, seria Mercúrio.

O leitor pode observar que Marte, um planeta quente e seco faz parte da triplicidade de Terra, fria e seca e de Água, fria e úmida. Ora, por quê? A situação de Marte é das poucas coisas não totalmente explicáveis pela harmonia astrológica. Ele é um planeta quente e seco: mas é noturno. Ele rege um signo feminino, Escorpião, sendo ele próprio masculino.

Muitos autores justificam que Marte é colocado junto aos planetas frios para que seu calor se acalme.

Da mesma maneira, Saturno, por ser um planeta extremamente frio, foi colocado no sect diurno para melhorar sua condição maléfica.

Talvez tal explicação não possua a mesma lógica das habitualmente fornecidas, mas é a que obtemos através da leitura dos autores tradicionais.

Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011, p. 46. http://www.astrologiahumana.com/