sábado, 6 de maio de 2017

Os Anos Planetários, por Clélia Romano

Os anos de cada planeta eram usados em astrologia Helenística rara dimensionar a quantidade de tempo que duraria um determinado efeito regido pelo planeta.

Este uso de períodos planetários é encontrado no sistema indiano de Dasas e nas Firdárias persas, estas últimas sendo uma importante base preditiva em astrologia Medieval.

Em astrologia Medieval os períodos planetários são usados nos cálculos de duração de vida, técnica que abordaremos num próximo livro.

Assim, cada planeta é associado a uma quantidade de anos.



Em Paulus Alexandrinus encontramos dois conjuntos: os períodos menores e os maiores.

Em certo momento foi anexado um terceiro conjunto: os médios, retirados da média entre os maiores anos e os menores
.
Os anos máximos são usados em astrologia mundial para cidades e países.

Segundo Robert Hand e Robert Schmidt o período menor do Sol é de 19 anos porque ao final de 19 anos ocorre um eclipse no mesmo lugar.

O valor da Lua é de 25 anos, e é obtido do relacionamento entre o ano egipcio de 365 dias e o ciclo lunar. Em 25 anos (egípcios) há 309 lunações. A cada 25 anos as fases da Lua ocorrem no mesmo dia do ano.

Portanto, os anos do Sol e da Lua derivam seus ciclos do relacionamento de um com o outro.

Os anos menores dos planetas são obtidos a partir de relações com seus ciclos sinódicos.

Mercúrio fornece 20 anos porque a cada 20 anos a conjunção com o Sol ocorre na mesma data do ano egípcio.

Vênus fornece 8 anos porque a cada 8 anos a conjunção de Vênus com o Sol ocorre na mesma data do calendário egípcio. (com o erro de 0,41 dias em 8 anos!)

O período de 15 anos de Marte é decorrente de seu relacionamento com o Sol. Sete sínodos Marte-Sol resultará em 14,9577 anos egípcios. Este caso não é tão preciso quanto os exemplos anteriores e seu erro é de 15, 44 dias em 15 anos.

O período de Júpiter de 12 anos é decorrente também de seu ciclo com o Sol, havendo 11 conjunções sinódicas em 12,0212 anos, um erro de 7,72 dias em 12 anos.

O período de Saturno de 30 anos é consequência do seu ciclo sinódico em relação ao Sol, que é de 30,04: um erro de 14,67 dias em 30 anos.

Já o período maior do Sol e da Lua tem urna origem diferente que parece derivar do fato que o maior semi-arco do Sol era de 120° no mundo civilizado da época.

Os período maior da Lua é derivado do fato que a Lua só é visível à noite após a conjunção com o Sol quando estiver a 12° de 3istância dele. Isto nos dá 108 (120-12), o período maior da Lua.

Os períodos maiores dos planetas não são derivados de ciclos astronômicos, mas são a soma dos graus de cada planeta nos termos pcios somados aos ptolomaicos.

Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011, p. 69-71. http://www.astrologiahumana.com/