Século XXI ano de 2005, controle da natalidade difundido em diversas partes do mundo através de métodos contraceptivos, fertilização in vitro aplicada amplamente gerando crianças saudáveis e realizando o sonho de muitas famílias, terapias diversas visando tanto a concepção como a contracepção. Dentro desta realidade o que a Astrologia Medieval nos pode oferecer, através da interpretação do mapa natal, em relação à previsão da existência ou não de filhos na vida de um indivíduo?
Os astrólogos medievais utilizavam diversos elementos para avaliar se o mapa indicava ou não a existência de filhos [Não são considerados filhos adoptados ou enteados] e, através da análise desses elementos, realizavam o julgamento correspondente. Observamos na literatura referências gerais a “uma grande quantidade de filhos”, “muitos filhos”, “pequena quantidade de filhos” e “nenhum filho”, de forma que este parece ter sido, e ainda é, o objectivo principal destas interpretações.
Ao aplicarmos estas técnicas medievais devemos ainda ter em mente as diferenças sócio-culturais actuais. Sociedades, grupos, culturas, povos, países, ou mesmo regiões diferentes dentro de um mesmo país com grande extensão territorial, interpretam termos genéricos como os acima de formas diferentes. A tendência nos grandes centros nas últimas décadas tem sido a progressiva diminuição no número de filhos. O que na época medieval era considerado um pequeno número de filhos pode ser um grande número nos dias actuais para determinadas famílias.
Os Significadores
Para os antigos mestres medievais, os filhos são avaliados pela existência de planetas ou de determinadas Partes Árabes em locais específicos da Natividade, as casas 1, 11, 10, 7 e 5. Alguns autores adicionam a casa 4 às mencionadas anteriormente. Todos os planetas participam como significadores. Júpiter, Vénus e Lua propiciam filhos. Marte Saturno e Sol dificultam a existência de filhos ou indicam um pequeno número deles. Mercúrio varia de acordo com a relação que possui com outros significadores. Além dos planetas, devem ser analisados outros pontos como a Parte da Fortuna (pars fortunae), a Parte dos Filhos (pars filiorum), seus regentes, o regente da triplicidade de Júpiter e o regente da casa 5.
Os signos nos quais encontramos os significadores devem ser interpretados de acordo com sua classificação em: muito férteis (Caranguejo, Escorpião e Peixes), moderadamente férteis (Touro, Balança, Sagitário e Aquário), pouco férteis (Carneiro e Capricórnio) e estéreis (Gémeos, Leão e Virgem), já que podem modificar as qualidades intrínsecas dos significadores. Júpiter, que é essencialmente um planeta significador de filhos, se posicionado num signo estéril passa a ser um impedimento. Saturno, um planeta que dificulta os filhos, se posicionado num signo muito fértil, em casas adequadas e bem aspectado pelos seus regentes ou por outros significadores pode possibilitar filhos.
Significadores dignificados, principalmente Júpiter e Vénus, em signos férteis, em casas que indicam a existência de filhos, bem aspectados por benéficos e livres de impedimentos propiciam muitos filhos. Significadores em detrimento ou queda, impedidos ou aflitos por maléficos, diminuem a quantidade de filhos.
(Ver exemplos)
Conclusão
Embora muitos séculos nos separem da vida e dos costumes da época medieval, as obras dos antigos mestres oferecem um material rico e abrangente para este género específico de interpretações. Ao contrário do que possa parecer, a adição de significadores aos tradicionalmente usados nos dias actuais, como casa 5 e seu regente, em lugar de dificultar a análise, amplia e refina a interpretação. A cautela mostrada pelos astrólogos medievais, que utilizavam termos genéricos nos seus julgamentos, deve também nortear nossos passos. As profundas modificações nas áreas da concepção e da contracepção nos dias actuais fazem com que seja prudente não quantificarmos os filhos muito rigidamente. Da mesma forma, ao nos depararmos com mapas, como o de Wallis Simpson, de indivíduos jovens em idade fértil e manifestando desejo de gerar filhos, será mais conveniente efectuarmos uma interpretação de “muito poucos” ao invés de ceifar suas esperanças com o julgamento de “nenhum filho”. É a aplicação prática dos ensinamentos de Lilly que nos orienta a associar “Art with discretion”.
Paulo Alexandre da silva
http://www.astrologiamedieval.com/Filhos.htm
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sábado, 29 de julho de 2017
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Astrologia "Tradicional" ou "Moderna", por Marcos Monteiro
A astrologia que aprendi, a que estudo, pratico e tento ensinar, é chamada por grande parte dos astrólogos de astrologia "tradicional".
O motivo para esta nomenclatura está em haver, hoje, no ocidente, outros tipos de astrologia. Vamos ver rapidamente como esses outros tipos apareceram.
O fim do Renascimento (e o início da Idade Moderna) foi uma época bastante complicada para a astrologia ocidental. O número de praticantes diminuiu muito e o público passou a vê-la com descrédito cada vez maior. A arte que já havia sido usada por imperadores e papas (e que era considerada, à mesma época, sagrada em outras partes do mundo) passou a ser considerada como algo entre a superstição e o entretenimento de salão.
O que gerou este estado de coisas?
A visão de mundo antiga, que via o universo como um cosmos; que aceitava como óbvia a interconexão das criaturas, as analogias e simpatias entre as coisas; que, enfim, via o mundo de um jeito que tornava a astrologia algo fácil de entender, foi substituída por outra, incompatível com o modo de pensar astrológico.
O modelo explicativo do organismo foi substituído pelo do relógio. Noções como forma, ato, os quatro elementos e outras foram descartadas; as técnicas (chamadas de artes ou ciências tradicionais) que se baseavam nela perderam o sentido.
Coisas como astrologia e medicina tradicional passaram a estar no mesmo balaio que a feitiçaria: ou são demônios se metendo na vida humana, ou são superstições sem valor algum. A conexão entre o senso comum e o simbolismo natural foi cortada.
Essa mudança de mentalidade foi gestada muito antes, no fim da Idade Média, mas seus efeitos começaram a ser sentidos com mais força nesta época.
Para se adaptar a esta mudança de paradigma, uma nova versão da arte foi aparecendo aos poucos. A objetividade antiga, agora sem nada que a dê respaldo, passa a ser irracional: é preciso considerar a arte como uma investigação psicológica que aponte tendências gerais e mudanças nas disposições mentais internas, sem almejar nada muito concreto, nem dizer muita coisa sobre o mundo físico, fora da mente. Os conceitos astrológicos agora são aberrantes: é preciso simplificá-los e adaptá-los à nova sensibilidade. Nasce a astrologia moderna.
Essa tendência nova nunca suplantou de vez a outra, na verdade, mas, por corresponder, de alguma forma, à visão que se tinha do que ela deveria ser, se tornou, para o público em geral, "a astrologia".
De qualquer forma, já não existia mais só uma astrologia. Existia a astrologia comum, que existia antes (a que se chama hoje em dia de "tradicional") e a moderna.
Algumas décadas atrás, tivemos uma onda de "redescoberta" e "retomada" do ramo astrológico original tradicional; desde o século passado, começaram a aparecer cursos sobre o assunto, obras antigas foram reeditadas; algumas pessoas começaram a se definir domo astrólogos tradicionais (ou clássicos). Isso não foi gratuito; a mentalidade contemporânea, se não é "tradicional", é bem menos cientificista e mecanicista do que era há dois séculos. Isso gerou uma enorme confusão de novas formas de astrologia, mas também possibilitou que a astrologia conforme à Tradição ocidental voltasse a ter lugar no imaginário, até dos próprios astrólogos.
Essa retomada teve a aparência, por assim dizer, de uma nova onda dessa astrologia antiga; novas ondas precisam de nomes, logomarcas, slogans; surgiu a astrologia tradicional.
Embora a tenha usado durante muito tempo, hoje em dia acho que essa terminologia é enganadora. A astrologia "tradicional" — ou seja, astrologia normal — é tão moderna quanto qualquer outra coisa que exista hoje. Não estamos falando de uma curiosidade de museu que foi descoberta por arqueólogos. Mesmo tendo passado por este periodo de degeneração, ela nunca chegou a desaparecer.
Além disso, o uso dessa denominação faz parecer que ela seja mais uma opção entre outras. E como se estivéssemos numa loja e nas prateleiras houvesse as opções de astrologia moderna, pós-moderna, junguiana, cármica, construtivista e tradicional. Isso não acontece, da mesma forma que não temos astrologia com menta, nem com cobertura de chocolate.
Como eu falei acima: o que se chama de "astrologia tradicional" é a astrologia ocidental normal; as vertentes modernas é que precisam de qualificação.
É difícil definir com precisão o que é a astrologia moderna, ou o que são as astrologias modernas, porque há muitas variações, dissidências e novidades. No entanto, dessa mudança inicial, consigo identificar dois ramos principais, aos quais o resto parece subordinado.
A primeira é uma limitação brutal da arte tradicional, restringindo-se de forma arbitrária a sua área de atuação (o astrólogo, que antes analisava o mundo inteiro, passa a estar restrito às emoções e aos pensamentos humanos), ignorando-se sua capacidade de previsão (o que foi revertido em parte nos últimos tempos; mas ainda há muitos astrólogos praticantes que não acreditam que se possa prever nada com astrologia) e se jogando fora todas, ou quase todas, as técnicas antigas.
A segunda cresceu da primeira e da necessidade natural das pessoas por algum tipo de espiritualidade, que foi reintroduzida pela mistura com as mais variadas tendências new age e/ou com versões diluídas e "ocidentalizadas" de astrologias e conceitos espirituais distorcidos de outras civilizações (a hindu é um dos alvos prediletos).
Não é que essa mistura (ou alguma variante dela) não tenha dado certo e, portanto, não funcione. Perguntei a um estudante de astrologia moderna , certa vez, "Você vê a astrologia moderna que você pratica funcionando?". Recebi como resposta outra pergunta: "O que é `funcionar' para você?".
Em parte, a astrologia moderna foi feita para não funcionar, para não prever, para escapar das acusações relacionadas à adivinhação e ao charlatanismo que eram bastante comuns no final do século dezoito.
Isso não quer dizer que não haja astrólogos "modernos" que sejam competentes (nem que não haja astrólogos "tradicionais" que estariam melhor fora dos consultórios e dentro de instituições psiquiátricas). Conheço vários. O que percebi, no entanto, pelo meu contato com alguns é que eles têm, como guia para a sua prática, uma boa noção dos princípios ou da cosmovisão subjacente à astrologia normal.
De qualquer modo, neste livro não vou tratar de astrologia moderna e vou mencioná-la pouco. Essa diferenciação inicial é necessária simplesmente para que o leitor saiba do que estou falando.
Outro motivo para eu evitar a palavra "tradicional" é a conotação que ela passou a ter em alguns contextos, que poderia ser mais bem descrita como "tradicionalista".
Não rejeito inovações modernas porque não constam nos "textos clássicos" dos "autores tradicionais" (ou seja, os textos astrológicos antigos que sobreviveram ao tempo). Eu as rejeito porque (e quando) estão em contradição com os princípios astrológicos, ou quando são invenções gratuitas.
Essa mentalidade de reverência a um determinado corpo de escritos do passado, algo mais próximo do fetiche do que de qualquer estudo sério, não é, propriamente, tradicional e não era defendida por nenhum dos autores antigos; muitos deles, na verdade, viam a si mesmos como reformadores e inovadores.
O problema de fundo é uma incompreensão do que seja a Tradição. Na verdade, num certo sentido, a mentalidade moderna e a tradicionalista concordam quanto à Tradição astrológica: ambas acham que ela está morta. A única diferença é que, enquanto uma delas decide enterrá-la, a outra decide venerá-la.
Tradição é transmissão, é um processo vivo. Não é a preservação de um conjunto rígido de técnicas (ou, o que é pior, de um conjunto fixo de livros), mas a transmissão de um conhecimento vivo e das ferramentas de um oficio real. O astrólogo se insere na tradição astrológica (ou, no caso de astrologias diferentes da ocidental, em uma tradição astrológica) ou não, mas não é transportado para o passado, nem faz uso de relíquias sagradas ou talismãs desencavados de periodos históricos distantes.
Quando se entende isso, também é fácil entender porque gosto ainda menos de divisões como "astrologia clássica", "astrologia medieval", "astrologia renascentista". Como divisões pedagógicas para historiadores, isso é passável; mas não se pode transformá-las em coisas reais.
Se "astrologia medieval" é um termo limitado, mas que pode ter valor pedagógico, "astrólogo medieval" (quando aplicado a alguém vivo nos dias de hoje) não faz o menor sentido. É razoavelmente seguro afirmar que nenhum astrólogo vivo hoje nasceu na Idade Média.
O motivo para esta nomenclatura está em haver, hoje, no ocidente, outros tipos de astrologia. Vamos ver rapidamente como esses outros tipos apareceram.
O fim do Renascimento (e o início da Idade Moderna) foi uma época bastante complicada para a astrologia ocidental. O número de praticantes diminuiu muito e o público passou a vê-la com descrédito cada vez maior. A arte que já havia sido usada por imperadores e papas (e que era considerada, à mesma época, sagrada em outras partes do mundo) passou a ser considerada como algo entre a superstição e o entretenimento de salão.
O que gerou este estado de coisas?
A visão de mundo antiga, que via o universo como um cosmos; que aceitava como óbvia a interconexão das criaturas, as analogias e simpatias entre as coisas; que, enfim, via o mundo de um jeito que tornava a astrologia algo fácil de entender, foi substituída por outra, incompatível com o modo de pensar astrológico.
O modelo explicativo do organismo foi substituído pelo do relógio. Noções como forma, ato, os quatro elementos e outras foram descartadas; as técnicas (chamadas de artes ou ciências tradicionais) que se baseavam nela perderam o sentido.
Coisas como astrologia e medicina tradicional passaram a estar no mesmo balaio que a feitiçaria: ou são demônios se metendo na vida humana, ou são superstições sem valor algum. A conexão entre o senso comum e o simbolismo natural foi cortada.
Essa mudança de mentalidade foi gestada muito antes, no fim da Idade Média, mas seus efeitos começaram a ser sentidos com mais força nesta época.
Para se adaptar a esta mudança de paradigma, uma nova versão da arte foi aparecendo aos poucos. A objetividade antiga, agora sem nada que a dê respaldo, passa a ser irracional: é preciso considerar a arte como uma investigação psicológica que aponte tendências gerais e mudanças nas disposições mentais internas, sem almejar nada muito concreto, nem dizer muita coisa sobre o mundo físico, fora da mente. Os conceitos astrológicos agora são aberrantes: é preciso simplificá-los e adaptá-los à nova sensibilidade. Nasce a astrologia moderna.
Essa tendência nova nunca suplantou de vez a outra, na verdade, mas, por corresponder, de alguma forma, à visão que se tinha do que ela deveria ser, se tornou, para o público em geral, "a astrologia".
De qualquer forma, já não existia mais só uma astrologia. Existia a astrologia comum, que existia antes (a que se chama hoje em dia de "tradicional") e a moderna.
Algumas décadas atrás, tivemos uma onda de "redescoberta" e "retomada" do ramo astrológico original tradicional; desde o século passado, começaram a aparecer cursos sobre o assunto, obras antigas foram reeditadas; algumas pessoas começaram a se definir domo astrólogos tradicionais (ou clássicos). Isso não foi gratuito; a mentalidade contemporânea, se não é "tradicional", é bem menos cientificista e mecanicista do que era há dois séculos. Isso gerou uma enorme confusão de novas formas de astrologia, mas também possibilitou que a astrologia conforme à Tradição ocidental voltasse a ter lugar no imaginário, até dos próprios astrólogos.
Essa retomada teve a aparência, por assim dizer, de uma nova onda dessa astrologia antiga; novas ondas precisam de nomes, logomarcas, slogans; surgiu a astrologia tradicional.
Embora a tenha usado durante muito tempo, hoje em dia acho que essa terminologia é enganadora. A astrologia "tradicional" — ou seja, astrologia normal — é tão moderna quanto qualquer outra coisa que exista hoje. Não estamos falando de uma curiosidade de museu que foi descoberta por arqueólogos. Mesmo tendo passado por este periodo de degeneração, ela nunca chegou a desaparecer.
Além disso, o uso dessa denominação faz parecer que ela seja mais uma opção entre outras. E como se estivéssemos numa loja e nas prateleiras houvesse as opções de astrologia moderna, pós-moderna, junguiana, cármica, construtivista e tradicional. Isso não acontece, da mesma forma que não temos astrologia com menta, nem com cobertura de chocolate.
Como eu falei acima: o que se chama de "astrologia tradicional" é a astrologia ocidental normal; as vertentes modernas é que precisam de qualificação.
É difícil definir com precisão o que é a astrologia moderna, ou o que são as astrologias modernas, porque há muitas variações, dissidências e novidades. No entanto, dessa mudança inicial, consigo identificar dois ramos principais, aos quais o resto parece subordinado.
A primeira é uma limitação brutal da arte tradicional, restringindo-se de forma arbitrária a sua área de atuação (o astrólogo, que antes analisava o mundo inteiro, passa a estar restrito às emoções e aos pensamentos humanos), ignorando-se sua capacidade de previsão (o que foi revertido em parte nos últimos tempos; mas ainda há muitos astrólogos praticantes que não acreditam que se possa prever nada com astrologia) e se jogando fora todas, ou quase todas, as técnicas antigas.
A segunda cresceu da primeira e da necessidade natural das pessoas por algum tipo de espiritualidade, que foi reintroduzida pela mistura com as mais variadas tendências new age e/ou com versões diluídas e "ocidentalizadas" de astrologias e conceitos espirituais distorcidos de outras civilizações (a hindu é um dos alvos prediletos).
Não é que essa mistura (ou alguma variante dela) não tenha dado certo e, portanto, não funcione. Perguntei a um estudante de astrologia moderna , certa vez, "Você vê a astrologia moderna que você pratica funcionando?". Recebi como resposta outra pergunta: "O que é `funcionar' para você?".
Em parte, a astrologia moderna foi feita para não funcionar, para não prever, para escapar das acusações relacionadas à adivinhação e ao charlatanismo que eram bastante comuns no final do século dezoito.
Isso não quer dizer que não haja astrólogos "modernos" que sejam competentes (nem que não haja astrólogos "tradicionais" que estariam melhor fora dos consultórios e dentro de instituições psiquiátricas). Conheço vários. O que percebi, no entanto, pelo meu contato com alguns é que eles têm, como guia para a sua prática, uma boa noção dos princípios ou da cosmovisão subjacente à astrologia normal.
De qualquer modo, neste livro não vou tratar de astrologia moderna e vou mencioná-la pouco. Essa diferenciação inicial é necessária simplesmente para que o leitor saiba do que estou falando.
Outro motivo para eu evitar a palavra "tradicional" é a conotação que ela passou a ter em alguns contextos, que poderia ser mais bem descrita como "tradicionalista".
Não rejeito inovações modernas porque não constam nos "textos clássicos" dos "autores tradicionais" (ou seja, os textos astrológicos antigos que sobreviveram ao tempo). Eu as rejeito porque (e quando) estão em contradição com os princípios astrológicos, ou quando são invenções gratuitas.
Essa mentalidade de reverência a um determinado corpo de escritos do passado, algo mais próximo do fetiche do que de qualquer estudo sério, não é, propriamente, tradicional e não era defendida por nenhum dos autores antigos; muitos deles, na verdade, viam a si mesmos como reformadores e inovadores.
O problema de fundo é uma incompreensão do que seja a Tradição. Na verdade, num certo sentido, a mentalidade moderna e a tradicionalista concordam quanto à Tradição astrológica: ambas acham que ela está morta. A única diferença é que, enquanto uma delas decide enterrá-la, a outra decide venerá-la.
Tradição é transmissão, é um processo vivo. Não é a preservação de um conjunto rígido de técnicas (ou, o que é pior, de um conjunto fixo de livros), mas a transmissão de um conhecimento vivo e das ferramentas de um oficio real. O astrólogo se insere na tradição astrológica (ou, no caso de astrologias diferentes da ocidental, em uma tradição astrológica) ou não, mas não é transportado para o passado, nem faz uso de relíquias sagradas ou talismãs desencavados de periodos históricos distantes.
Quando se entende isso, também é fácil entender porque gosto ainda menos de divisões como "astrologia clássica", "astrologia medieval", "astrologia renascentista". Como divisões pedagógicas para historiadores, isso é passável; mas não se pode transformá-las em coisas reais.
Se "astrologia medieval" é um termo limitado, mas que pode ter valor pedagógico, "astrólogo medieval" (quando aplicado a alguém vivo nos dias de hoje) não faz o menor sentido. É razoavelmente seguro afirmar que nenhum astrólogo vivo hoje nasceu na Idade Média.
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segunda-feira, 10 de abril de 2017
Símbolos, Gênero e Qualidade, por Clélia Romano
Os planetas masculinos regem os signos masculinos, com exceção de Mercúrio que pode ser masculino e feminino e de Marte, que é um planeta masculino com regência (noturna) sobre um signo feminino, Escorpião.
Mercúrio é considerado masculino para alguns autores quando perto de um planeta masculino ou num signo masculino, e é considerado feminino se estiver junto a um planeta feminino ou um signo feminino. Outros autores consideram que Mercúrio é masculino quando ascende a Leste antes do Sol, isto é quando é oriental, e feminino quando está à frente do Sol na ordem dos signos, isto é quando é ocidental.
Um planeta masculino tem maior importância em natividades diurnas, enquanto que os planetas femininos são mais importantes para as natividades noturnas.
A Lua é feminina, o luminar do setor noturno, benéfica enquanto crescendo até cheia e maléfica quando minguando até nova, pois vai se aproximando da combustão. Nesta situação ela não pode ser vista, e a invisibilidade é considerada um maleficio.
Vemos também que o Sol é masculino, diurno e benéfico. Entende-se por benéfico o planeta que traz boas influências para a vida. No entanto, o Sol causa grande maleficio ao planeta que estiver muito próximo a ele, numa órbita de 17 graus à frente ou atrás, seja ele um maléfico ou um benéfico.
Quanto a Mercúrio, já foi dito que ele pode ser feminino ou masculino. Quanto a benéfico ou maléfico depende da posição que ocupa em relação ao Sol, se está retrógrado, se está em sua primeira estação, isto é iniciando a retrogradação, momento em que é mais maléfico do que quando está em sua segunda estação, preparando-se para tomar o rumo direto.
Vênus é benéfica, feminina e noturna.
Marte é o menor maléfico, masculino (exceto na visão de Ben Ragel e Ibn Ezra) e noturno.
Saturno é o maléfico maior, diurno e masculino.
Marte e Saturno são considerados maléficos por serem contra a vida, um por seu excessivo frio e o outro por seu excessivo calor. Marte é o maléfico menor e Saturno o maléfico maior.
Como vemos, lidamos com vários pares de opostos: masculino/ diurno, feminino/noturno e maléfico/benéfico.
Extraído de:
Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011, pp. 39-40. http://www.astrologiahumana.com/
Mercúrio é considerado masculino para alguns autores quando perto de um planeta masculino ou num signo masculino, e é considerado feminino se estiver junto a um planeta feminino ou um signo feminino. Outros autores consideram que Mercúrio é masculino quando ascende a Leste antes do Sol, isto é quando é oriental, e feminino quando está à frente do Sol na ordem dos signos, isto é quando é ocidental.
Um planeta masculino tem maior importância em natividades diurnas, enquanto que os planetas femininos são mais importantes para as natividades noturnas.
A Lua é feminina, o luminar do setor noturno, benéfica enquanto crescendo até cheia e maléfica quando minguando até nova, pois vai se aproximando da combustão. Nesta situação ela não pode ser vista, e a invisibilidade é considerada um maleficio.
Vemos também que o Sol é masculino, diurno e benéfico. Entende-se por benéfico o planeta que traz boas influências para a vida. No entanto, o Sol causa grande maleficio ao planeta que estiver muito próximo a ele, numa órbita de 17 graus à frente ou atrás, seja ele um maléfico ou um benéfico.
Quanto a Mercúrio, já foi dito que ele pode ser feminino ou masculino. Quanto a benéfico ou maléfico depende da posição que ocupa em relação ao Sol, se está retrógrado, se está em sua primeira estação, isto é iniciando a retrogradação, momento em que é mais maléfico do que quando está em sua segunda estação, preparando-se para tomar o rumo direto.
Vênus é benéfica, feminina e noturna.
Marte é o menor maléfico, masculino (exceto na visão de Ben Ragel e Ibn Ezra) e noturno.
Saturno é o maléfico maior, diurno e masculino.
Marte e Saturno são considerados maléficos por serem contra a vida, um por seu excessivo frio e o outro por seu excessivo calor. Marte é o maléfico menor e Saturno o maléfico maior.
Como vemos, lidamos com vários pares de opostos: masculino/ diurno, feminino/noturno e maléfico/benéfico.
Extraído de:
Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011, pp. 39-40. http://www.astrologiahumana.com/
Os Signos e as Doenças, por William Lilly
"Os signos também são relacionados a determinadas partes do :orpo e regem doenças específicas relacionadas a tais partes.
De acordo com William Lilly:
Áries: pústulas, furúnculos, bexigas no rosto, lábios leporinos, pólipos, lúpus, epilepsia, dores de cabeça, de dentes e calvície.
Touro: Irritações da garganta, tumores benignos do couro cabeludo, fluxos que correm para a garganta, abscessos nas amígdalas, pústulas nessas áreas.
Gêmeos: Enfermidades nos braços, ombros, mãos, sangue, veias, mentes perturbadas.
Câncer: Deficiências no peito, estômago e mamilos, digestão deficiente, tuberculose, tosses com catarro, úlceras estomacais, câncer no peito.
Leão: Todas as doenças das costelas e flancos, tais como pleurisia, convulsões dores nas costas, tremores e paixões do coração. violentas febres, fraqueza ou doença no coração, inflamações oculares, a peste e a icterícia.
Virgem: Lombrigas, gases, cólicas, obstruções intestinais, enfermidades nos testículos, qualquer doença no abdômen.
Libra: Doenças nos rins, cálculos ou areias, infecções e doenças na região lombar e nos quadris, úlceras na bexiga ou rins, coluna fraca, corrupção do sangue.
Escorpião: Areia e cálculo na bexiga, hérnia, fistula nas partes secretas, hemorróidas, gonorréia, priapismo, tudo que afeta as partes privadas no homem e na mulher, defeitos no útero.
Sagitário: Rege as coxas e as nádegas, todas as fístulas e feridas nessas partes do corpo, sangue quente e febres com fundo bacteriano, quedas de cavalos ou ferimentos causados por estes ou por animais de quatro patas; danos pelo fogo, falta de moderação nos esportes.
Capricórnio: Governa os joelhos e todas as doenças relativas a ele, como distensões e fraturas, lepra, urticária e sarna.
Aquário: Governa as pernas, os tornozelos e todas as enfermidades nestas partes, coagulação nas veias ou perturbando o fluxo do sangue, cãibras.
Peixes: Todas as doenças dos pés, tais como gota. Impigies, erupções cutâneas, bolhas e úlceras procedentes de contaminação no sangue, constipações e doenças úmidas."
William Lilly. Citado por: Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011, pp. 37-38. http://www.astrologiahumana.com/
De acordo com William Lilly:
Áries: pústulas, furúnculos, bexigas no rosto, lábios leporinos, pólipos, lúpus, epilepsia, dores de cabeça, de dentes e calvície.
Touro: Irritações da garganta, tumores benignos do couro cabeludo, fluxos que correm para a garganta, abscessos nas amígdalas, pústulas nessas áreas.
Gêmeos: Enfermidades nos braços, ombros, mãos, sangue, veias, mentes perturbadas.
Câncer: Deficiências no peito, estômago e mamilos, digestão deficiente, tuberculose, tosses com catarro, úlceras estomacais, câncer no peito.
Leão: Todas as doenças das costelas e flancos, tais como pleurisia, convulsões dores nas costas, tremores e paixões do coração. violentas febres, fraqueza ou doença no coração, inflamações oculares, a peste e a icterícia.
Virgem: Lombrigas, gases, cólicas, obstruções intestinais, enfermidades nos testículos, qualquer doença no abdômen.
Libra: Doenças nos rins, cálculos ou areias, infecções e doenças na região lombar e nos quadris, úlceras na bexiga ou rins, coluna fraca, corrupção do sangue.
Escorpião: Areia e cálculo na bexiga, hérnia, fistula nas partes secretas, hemorróidas, gonorréia, priapismo, tudo que afeta as partes privadas no homem e na mulher, defeitos no útero.
Sagitário: Rege as coxas e as nádegas, todas as fístulas e feridas nessas partes do corpo, sangue quente e febres com fundo bacteriano, quedas de cavalos ou ferimentos causados por estes ou por animais de quatro patas; danos pelo fogo, falta de moderação nos esportes.
Capricórnio: Governa os joelhos e todas as doenças relativas a ele, como distensões e fraturas, lepra, urticária e sarna.
Aquário: Governa as pernas, os tornozelos e todas as enfermidades nestas partes, coagulação nas veias ou perturbando o fluxo do sangue, cãibras.
Peixes: Todas as doenças dos pés, tais como gota. Impigies, erupções cutâneas, bolhas e úlceras procedentes de contaminação no sangue, constipações e doenças úmidas."
William Lilly. Citado por: Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011, pp. 37-38. http://www.astrologiahumana.com/
terça-feira, 4 de abril de 2017
Características dos Signos
Bibliografia:
William Lilly - Christian Astrology
Johannes Schoener - Opusculum Astrologicum
Ibn Ezra - The Beginning of Wisdom
Abu Ma'shar - The Abbreviation of the Introduction to Astrology
sexta-feira, 31 de março de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
Resumos Astrológicos
Marcadores:
Aspectos,
Astrologia Antiga,
Astrologia Conceitos,
Astrologia Medieval,
Astrologia Moderna,
Astrologia Tradicional,
Casas Terrestres,
Planetas,
Signos
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Benéficos e Maléficos, por Catherine Aubier
De acordo com a terminologia tradicional, nitidamente expressa por Morin de Villefranche (grande astrólogo do século XVII), os planetas, os aspectos e mesmo os signos são divididos em "benéficos" e "maléficos". São considerados como benéficos o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus e sobretudo Júpiter, apelidado "grande benéfico" ou "fortuna maior" Três grandes aspectos são julgados benéficos: a conjunção, o trígono e o sextil; dois aspectos são julgados francamente maléficos: a oposição e a quadratura. Entretanto, as conjunções onde figuram Marte, Saturno, Urano, Netuno ou Plutão podem ser igualmente dissonantes. É preciso examinar então a natureza do signo do setor que ocupam. Por exemplo, as conjunções Marte-Júpiter ou Júpiter-Saturno podem ser, segundo o caso, excepcionalmente favoráveis ou desfavoráveis. A tradição considera igualmente maléficos: Aries, Escorpião, Capricórnio e Aquário, isto é, os domicílios de Marte e Saturno. Sempre nessa óptica, haveria três casas maléficas: a VI, a VIII e a XII.
Essa formulação maniqueísta é considerada, hoje em dia, nitidamente ultrapassada.
Em lugar de "benéfico" e de "maléfico", é melhor falar de harmonia e de dissonância, no sentido musical em que os mais ricos acordes são dissonantes. Toda configuração zodiacal pode ser vivida, explorada de uma maneira positiva.
Essa formulação maniqueísta é considerada, hoje em dia, nitidamente ultrapassada.
Em lugar de "benéfico" e de "maléfico", é melhor falar de harmonia e de dissonância, no sentido musical em que os mais ricos acordes são dissonantes. Toda configuração zodiacal pode ser vivida, explorada de uma maneira positiva.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sobre as Doze Casas do Céu (William Lilly)
Sobre as doze Casas do Céu, e alguns nomes ou termos de Astrologia.
A esfera do Céu, considerada em sua totalidade, é dividida em quatro partes iguais pelo Meridiano e pelo Horizonte, formando quatro quadrantes, e cada quadrante, por sua vez, é dividido em três partes, de acordo com os outros Círculos estabelecidos a partir de pontos de Seções do Meridiano e do Horizonte, mencionados acima, de modo que o Céu inteiro é dividido em doze partes iguais, que os Astrólogos chamam de Casas ou Mansões, considerando seu começo a partir do Leste.
O primeiro Quadrante é descrito do Leste ao Meio-Céu, ou da linha da primeira casa à linha da décima casa, e contém a décima segunda casa, a décima primeira e a décima; é chamado de quarto Oriental, Vernal, Masculino, Sanguíneo e Infante.
O segundo Quadrante vai da Cúspide do Meio-Céu à cúspide da sétima casa, contendo a nona, a oitava e a sétima casa, e é chamado de quarto Meridiano, Estival, Feminino, Jovem e Colérico.
O terceiro Quadrante vai da cúspide da sétima casa até a cúspide da quarta casa, e contém a sexta, a quinta e a quarta casa; é chamado de quarto Ocidental, Outonal, Masculino, Melancólico, Adulto, frio e seco.
O quarto Quadrante vai da cúspide da quarta à cúspide da primeira casa, e contém a terceira, a segunda e a primeira casa; é Norte, Feminino, Ancião, da natureza do Inverno, Fleumático.
A primeira casa, a décima, a sétima e a quarta são chamadas de ângulos, a décima primeira, segunda, oitava e quinta são chamadas de Sucedentes e a terceira, a nona, a sexta e a décima segunda são chamadas de Cadentes.
Os Ângulos são as mais poderosas, as Sucedentes lhes seguem em virtude e as Cadentes são pobres e de pouca eficácia:
As casas sucedentes seguem os Ângulos, as Cadentes vêm após as Sucedentes; em força e em virtude elas estão na seguinte ordem:
1 10 7 4 11 5 9 3 2 8 6 12
O significado disso é o seguinte: se dois Planetas estiverem igualmente dignificados, um no Ascendente, o outro na décima casa, deves julgar que o Planeta no Ascendente está com um pouco mais de força para causar o efeito do que ele Significa, do que o que está na décima:
Age da mesma forma no restante, do modo em que estão ordenadas, lembrando que Planetas em Ângulos de forma mais imperiosa mostram seus efeitos.
Quando dizemos o Senhor do Ascendente, ou Significador do querente, ou coisa da qual se pergunta, não queremos dizer outra coisa além do Planeta que é o Senhor do Signo que está ascendendo, ou Senhor do Signo de cuja casa a coisa demandada é perguntável; com relação à sétima casa, o Senhor daquele signo que esteja descendendo na sua cúspide é o Significador, e assim se dá com o resto, mas falaremos mais sobre isso nos Julgamentos a seguir.
Co-Significador é quando encontrares outro Planeta em aspecto ou conjunção com o Planeta que é o significador principal; este Planeta mencionado deve ter uma significação, maior ou menor, e auxiliar, ou não, na execução da coisa desejada; e assim, terá algo a ver com o julgamento, e deverá ser considerado: se for um Planeta amigável, ele significa o bem; se for um infortúnio, o contrário, ou seja, ou a destruição da coisa, ou perturbação em seus assuntos.
O Almútem de qualquer casa é o Planeta que tem o maior número de dignidades no signo que ascende ou descende na Cúspide de qualquer casa, da qual, ou a partir da qual, extrairás seu julgamento.
O Almútem de um Mapa é o Planeta que estiver mais forte em dignidades Essenciais e Acidentais, entre todos os do Esquema do Céu.
A Cabeça do Dragão, às vezes denominamos Anabibazon.
A Cauda do Dragão Catabibazon.
A Longitude de um Planeta é a sua distância do começo de Áries, numerada de acordo com a sucessão dos signos, até o lugar do Planeta.
Latitude é a distância de um Planeta da Eclíptica, tanto em direção ao Norte quanto em Direção ao Sul, motivo pelo qual dizemos que um Planeta tem Latitude Setentrional ou Meridional, quando ele se afasta da Eclíptica em direção ao Norte ou ao Sul
Somente o Sol se move continuamente na Eclíptica, e nunca tem latitude nenhuma.
A Declinação de um Planeta é a sua distância a partir do Equador, e à medida que ele declina em direção ao Sul ou ao Norte, ele é denominado do Norte ou do Sul.
Sobre as doze Casas, sua Natureza e sua Significação.
Já dissemos, anteriormente, que há doze signos e também doze Casas do Céu; agora, então, chegou o momento de relacionar a natureza destas doze casas, cujo conhecimento exato é tão necessário, que aquele que aprender a natureza dos Planetas e Signos sem o julgamento exato das Casas, é como um homem imprevidente, que adquiriu uma variedade de mobílias e móveis para casas, mas não tem onde as colocar.
Não há nada relacionado à vida do homem neste mundo que não tenha relação, de um modo ou de outro, com as doze Casas do Céu, e, assim como os doze signos são próprios de cada um dos membros do corpo do homem em particular, também as doze casas não somente representam as diversas partes do homem, mas suas ações, qualidade de sua vida e de seu viver, e a curiosidade e o julgamento de nossos Pais Antigos em relação à Astrologia foi de tal forma, que ele determinaram a cada casa uma significação particular, e assim distinguiram os acidentes distribuídos pelas doze casas, de modo que quem compreende as Questões relacionadas a cada uma delas, não sentirá falta de bases suficientes a partir das quais julgar ou apresentar uma resposta racional sobre qualquer acidente contingente, e seus sucessos posteriores.
Sobre a Primeira Casa e Sua Significação.
A primeira casa contém toda a parte do Céu da linha onde está o número um, até o número dois, onde começa a segunda casa.
Ela tem a significação da vida do homem, da estatura, cor, complexão, forma e figura daquele que propõe a Questão, ou nasce; em Eclipses e grandes Conjunções e com relação ao ingresso anual do Sol em Áries, ele significa o povo comum, ou o Estado geral do Reino para o qual o mapa é feito.
E como ela é a primeira casa, ela representa a cabeça e a face do homem, de modo que se Saturno, Marte ou o Nodo Sul estiverem nesta casa, no momento da Questão, ou no momento do nascimento, deves observar alguma marca na face, ou no membro apropriado ao signo que estiver, então, na cúspide desta casa: por exemplo, se Áries estiver no Ascendente, a marca, verruga ou cicatriz é, sem erro, na cabeça ou na face, e se em poucos graus do signo ascendendo, a marca será na parte superior da cabeça; se estiver no meio do signo que estiver na cúspide, a verruga, marca ou cicatriz estará no meio da face, ou perto dela; se estiver nos últimos graus ascendendo, a face será marcada perto do queixo, na direção do pescoço. Eu confirmei que isso é verdade em centenas de exemplos.
Das cores, ela tem o Branco; ou seja, se um Planeta que possuir significações de branco estiver nesta casa, a compleição do significado será mais pálida, branca e esmaecida; ou, se inquirires sobre a cor das roupas de algum homem, se seu significador estiver na primeira casa, e em um signo correspondente, o vestuário do significado será branco ou cinza, ou de algum modo próximo a esta cor; do mesmo modo, se a Questão for sobre gado, quando os seus significadores estiverem nesta casa, eles denotam que ele será desta cor, ou de uma cor próxima. A casa é Masculina.
Os Co-significadores desta casa são Áries e Saturno, pois, como esta casa é a primeira casa, da mesma forma Áries é o primeiro signo, e Saturno o primeiro dos Planetas, e portanto, quando Saturno estiver, ao menos, moderadamente bem fortificado, nesta casa, e em aspecto benevolente com Júpiter, Vênus, o Sol ou a Lua, ele promete uma constituição boa e sóbria do corpo, e normalmente vida longa. Mercúrio também tem seu júbilo nesta casa, porque ela significa a Cabeça, e ele a Língua, a Imaginação e a Memória; quando ele está bem dignificado e bem posicionado nesta casa, ele produz bons oradores Ela é chamada de Ascendente, porque quando o Sol chega à cúspide desta casa, ele ascende, ou seja, surge no Céu, e se torna visível no nosso Horizonte.
Questões relacionadas à segunda casa
A partir desta casa se requer julgamentos relacionados às posses ou à fortuna de quem faz a pergunta, ou à sua Riqueza ou Pobreza, a todos os Bens removíveis, ao Dinheiro emprestado, ao Lucro ou jogo, à perda ou ao dano; em processos de Lei, ela significa os Amigos ou Assistentes do homem; em duelos privados, o Preposto do Querente; em um Eclipse ou Grande Conjunção, a pobreza ou Abastança do povo; no ingresso do Sol em Áries, ela representa a Munição, os Aliados e o Suporte que a Comunidade deverá fornecer; ela significa suas reservas bélicas.
No homem, ela representa o pescoço e suas partes traseiras em direção aos ombros; das cores, ela representa o verde.
Assim, se alguém inquirir acerca de qualquer coisa especificada acima para esta casa, deves procurar por significação a partir dela. É uma casa feminina e Sucedente, chamada em alguns Autores Latinos de Anaphora.
Ela tem os Co-significadores Júpiter e Touro; então, se Júpiter estiver nesta casa, ou for o Senhor dela, temos um testemunho de riqueza ou fortuna; O Sol e Marte nunca estão bem posicionados nesta casa, qualquer um dos dois mostra dispersão de substância, de acordo com a capacidade e a qualidade de quem tiver nascido, ou tiver feito as perguntas.
A Terceira Casa
Tem a significação de Irmãos, Irmãs, Primos e Familiares, Vizinhos, Viagens pequenas ou Viagens ao interior, mudanças freqüentes de um lugar para outro, Cartas, Epístolas, Rumores, Mensageiros; ela rege os Ombros, os Braços, as Mãos e os Dedos.
Das cores, ela governa o Vermelho e o Amarelo, ou a cor do açafrão selvagem (laranja-amarelado), ou da canela. Ela tem como Co-Significadores Gêmeos, como Signo, Marte, como Planeta, o que é uma razão pela qual Marte, nesta casa, a menos que esteja unido com Saturno, não é muito infortunado; ela é uma casa Cadente, e é o júbilo da Lua; assim, se ela estiver posicionada nesta casa, especialmente em um signo móvel, temos um testemunho de muitas viagens, andanças, caminhadas trotes e marchas, ou de ficar pouco tempo quieto. A casa é Masculina.
A Quarta Casa.
Dá julgamento sobre os Pais em geral e sempre do Pai de quem pergunta, ou de quem nasce; sobre Terras, Casas, Moradias, Heranças, Lavoura da Terra, Tesouros escondidos, a determinação ou fim de qualquer coisa; Cidades, Vilas ou Castelos, sitiados ou não, todas as Moradas antigas, Jardins, Campos, Pastagens, Pomares, a qualidade e a natureza dos solos que se adquire, Vinhedos, Milharais, etc., e se a terra será Arbórea, Pedregosa, ou estéril.
O Signo da quarta denota a Cidade, o Senhor do Signo, o Governador; ela rege o Peito e os Pulmões.
Das cores, o Vermelho. Seu Co-significador é Câncer, e dos Planetas, o Sol; nós a chamamos de o Ângulo da Terra, ou Imum Coeli [Fundo do Céu]; ela é feminina e o Ângulo do Norte; em Natividades ou Questões, esta quarta casa representa os Pais, assim como o Sol durante o dia e Saturno, à noite; no entanto, se o Sol estiver localizado nesta casa, ele não será um infortúnio, mas na verdade aponta que o Pai será de uma disposição nobre, etc.
A Quinta Casa.
Por esta casa, julgamos sobre Crianças, Embaixadores, sobre o estado de uma Mulher grávida, sobre Banquetes, Tavernas, Casas de Bebidas, Jogos, Mensageiros ou Agentes a serviço da República; sobre a riqueza do Pai, a Munição de uma Cidade sitiada; se a Mulher grávida dará à luz um menino ou uma menina; sobre a saúde ou doença do Filho ou Filha de quem fez a Questão.
Ela rege o Estômago, o Fígado, o Coração, os Lados e as Costas, e é masculina.
Das cores, ela rege o Preto e o Branco, ou a cor do Mel, e é uma casa Sucedente. Seus Co-Significadores são Leão e Vênus, que tem seu júbilo nesta casa; portanto, é a casa do Prazer, do Deleite e da Alegria, é completamente afligida por Marte ou Saturno, e eles, posicionados nela, mostram crianças desobedientes, inconvenientes e desagradáveis.
A Sexta Casa.
Ela está relacionada com Servos, Serventes Domésticas, Escravos das Galés, Porcos, Ovelhas, Lebres, Coelhos, todos os tipos de Gado pequeno, e com lucros e perdas advindos destas; Enfermidades, suas qualidades e causas, o principal humor prejudicado, se a doença será longa ou curta; Trabalhadores diurnos, Inquilinos, Fazendeiros, Pastores de Ovelhas, de Porcos, de Gado doméstico pequeno; ela significa Tios, ou os Irmãos e Irmãs do Pai.
Ela rege a parte inferior da Barriga, e os intestinos até o Traseiro; esta casa é uma casa Feminina e Cadente, infortunada, uma vez que não faz aspecto com o Ascendente.
Das cores, as cores negras; Marte tem o seu júbilo nesta casa, mas seus Co-Significadores são Virgem, dos Signos, e Mercúrio, dos Planetas; é comum encontrarmos que Marte e Vênus em Conjunção, nesta casa, são testemunhos de um bom Médico.
A Sétima Casa.
Ela concede julgamento do Casamento, e descreve a pessoa sobre a qual se pergunta, se é Homem ou Mulher, todos os tipos de questões de Amor, nossos inimigos públicos, o Defensor em um processo de Lei; na Guerra, o Partido oposto; todas as disputas, Duelos, Processos Legais; na Astrologia, o próprio Astrólogo; na Medicina, o Médico; Ladrões e Roubos; a pessoa que roubou, se ela é Homem ou Mulher; Esposas; Pessoas Amadas, sua forma, descrição, condição, de nascimento Nobre ou ignóbil; no ingresso Annual, se podemos esperar Guerra ou Paz; da Vitória, quem sobrepuja, e quem perde; Fugitivos; Foras-da-Lei e Banidos.
Ela tem Libra e a Lua como co-significadores; Saturno ou Marte afligidos nesta casa mostram infortúnio no Casamento.
Das Cores, uma cor escura e Negra.
Ela rege as Coxas, e do Umbigo às Nádegas; é chamada de Ângulo do Oeste e é Masculina.
A Oitava Casa.
As Propriedades de Homens falecidos, Morte, sua qualidade e natureza; o Testamento, o Legado e as Vontades de Homens falecidos; Dote da Esposa, Porção da Donzela, se grande ou pequena, se fácil de ser obtida ou apenas com dificuldade.
Em duelos, representa o Preposto do Adversário; em Processos Legais, os amigos do Defensor.
Que tipo de Morte um homem terá; ela significa medo e angústia mental. Quem será o herdeiro ou desfrutará da herança do Morto.
Ela rege as Partes Pudendas. Das cores, o verde e Negro.
Ele possui Escorpião, dos Signos, como Co-Significador, e Saturno; as Hemorróidas, a Pedra na Vesícula, Incontinência Urinária e Ardume ao Urinar, Venenos e a Bexiga são regidos por esta casa; é uma casa Sucedente, e Feminina.
A Nona Casa.
Através desta Casa damos julgamento de Viagens longas ou Jornadas que atravessem o mar; de Religiosos, ou Clérigos de qualquer tipo, sejam Bispos ou Ministros inferiores; Sonhos, Visões, Países estrangeiros; de Livros, Aprendizado; dos Ganhos, Benefícios e Direitos de Nomeação Eclesiais; da família da Esposa, e das Esposas dos familiares.
Das cores ela tem o Verde e o Branco.
Do corpo humano, ela rege o Traseiro, os Quadris e as Coxas; Sagitário e Júpiter são os co-significadores desta Casa, pois se Júpiter estiver localizado nela, ele naturalmente significará um homem devoto em sua Religião, ou um de maneiras modestas; eu muitas vezes observei que quando a Cauda do Dragão, Marte, ou Saturno estiverem localizados e afligidos nesta casa, o Querente será pouco mais do que um Ateu ou um desesperado Sectarista. O Sol tem o seu júbilo nesta Casa, que é Masculina e Cadente.
A Décima Casa.
Ela normalmente representa Reis, Príncipes, Duques, Deões, Primeiros-Ministros, Comandantes-em-Chefe, tanto de Exércitos quanto de Cidades; todos os Tipos de Magistratura e Oficiais de Autoridade, Mães, Honra, Privilégio, Dignidade, Ofício, Advogados; a profissão ou Atividade que se pratica; ela significa Reinos, Impérios, Ducados, Países.
Das cores, ela tem o Vermelho e o Branco, e rege os joelhos e a parte traseira das coxas.
É chamada de Medium coeli [Meio do Céu], ou Meio-Céu e é Feminina. Seus Co-Significadores são Capricórnio e Marte; tanto Júpiter quanto o Sol são bastante afortunados nesta Casa, quando nela estão posicionados; Saturno, ou o Nodo Sul, normalmente negam a Honra, como a pessoas de qualidade, mas de pouca estima no mundo, aos olhos do vulgo, sem muita alegria em sua Profissão, Atividade ou Mistério, é um Mecânico.
A Décima Primeira Casa.
Ela naturalmente representa os Amigos e a Amizade, Esperança, Confiança, Segurança, o Louvor ou a Depreciação de alguém, a Fidelidade ou a Falsidade dos Amigos; em relação aos Reis, ela representa seus Favoritos, seus Conselheiros, seu Servos, seus Associados ou Aliados, seu Dinheiro, suas Finanças, seu Tesouro; na Guerra, sua Munição e Soldados; ela representa os Cortesãos, etc; em uma Comunidade governada por poucos Nobres e Comuns, ela representa sua assistência no Conselho: como em Londres, a décima Casa representa o Lorde Prefeito, a décima primeira o conselho dos Comuns; o Ascendente, a generalidade dos comuns desta Cidade.
Dos Membros, ela rege as pernas até os tornozelos. Das cores, ela rege o Açafrão ou o Amarelo.
Ela tem como co-significadores Aquário, dos signos, e Sol, dos planetas; Júpiter tem o seu júbilo nesta casa; é uma casa Sucedente, Masculina, e em virtude é equivalente tanto à sétima quanto à quarta Casas.
A Décima Segunda Casa.
Ela tem a significação dos Inimigos privados, das Bruxas, do gado Grande, como Cavalos, Bois, Elefantes, etc., Tristeza, Tribulação, Prisões, todas as formas de aflição, males auto-inflingidos. Etc. e de homens que maliciosamente prejudicam seus vizinhos, secretamente os delatam ou informam seus segredos às autoridades.
Ela tem como co-significadores Peixes e Vênus; Saturno tem o seu Júbilo nesta casa, porque naturalmente Saturno é o autor do Malfeito, e ela rege, no corpo humano, os pés.
Na Cor ela apresenta o Verde.
É uma casa Cadente, Feminina, e chamada, às vezes, vulgarmente, Cataphora, o que na verdade é um nome que serve a todas as Casas Cadentes.
Este é o Caráter verdadeiro das diversas Casas, de acordo com a Doutrina Ptolomaica e a minha própria experiência de alguns anos. Eu devo confessor que os Árabes realizaram diversas outras divisões das Casas, mas eu nunca, em minha prática, encontrei nenhuma verdade nestas divisões, e portanto delas nada digo.
Extraído de: Christian Astrology, livro I, capítulos VI e VII.
Tradução de Marcos Monteiro - http://mvmonteiro.blogspot.com/
A esfera do Céu, considerada em sua totalidade, é dividida em quatro partes iguais pelo Meridiano e pelo Horizonte, formando quatro quadrantes, e cada quadrante, por sua vez, é dividido em três partes, de acordo com os outros Círculos estabelecidos a partir de pontos de Seções do Meridiano e do Horizonte, mencionados acima, de modo que o Céu inteiro é dividido em doze partes iguais, que os Astrólogos chamam de Casas ou Mansões, considerando seu começo a partir do Leste.
O primeiro Quadrante é descrito do Leste ao Meio-Céu, ou da linha da primeira casa à linha da décima casa, e contém a décima segunda casa, a décima primeira e a décima; é chamado de quarto Oriental, Vernal, Masculino, Sanguíneo e Infante.
O segundo Quadrante vai da Cúspide do Meio-Céu à cúspide da sétima casa, contendo a nona, a oitava e a sétima casa, e é chamado de quarto Meridiano, Estival, Feminino, Jovem e Colérico.
O terceiro Quadrante vai da cúspide da sétima casa até a cúspide da quarta casa, e contém a sexta, a quinta e a quarta casa; é chamado de quarto Ocidental, Outonal, Masculino, Melancólico, Adulto, frio e seco.
O quarto Quadrante vai da cúspide da quarta à cúspide da primeira casa, e contém a terceira, a segunda e a primeira casa; é Norte, Feminino, Ancião, da natureza do Inverno, Fleumático.
A primeira casa, a décima, a sétima e a quarta são chamadas de ângulos, a décima primeira, segunda, oitava e quinta são chamadas de Sucedentes e a terceira, a nona, a sexta e a décima segunda são chamadas de Cadentes.
Os Ângulos são as mais poderosas, as Sucedentes lhes seguem em virtude e as Cadentes são pobres e de pouca eficácia:
As casas sucedentes seguem os Ângulos, as Cadentes vêm após as Sucedentes; em força e em virtude elas estão na seguinte ordem:
1 10 7 4 11 5 9 3 2 8 6 12
O significado disso é o seguinte: se dois Planetas estiverem igualmente dignificados, um no Ascendente, o outro na décima casa, deves julgar que o Planeta no Ascendente está com um pouco mais de força para causar o efeito do que ele Significa, do que o que está na décima:
Age da mesma forma no restante, do modo em que estão ordenadas, lembrando que Planetas em Ângulos de forma mais imperiosa mostram seus efeitos.
Quando dizemos o Senhor do Ascendente, ou Significador do querente, ou coisa da qual se pergunta, não queremos dizer outra coisa além do Planeta que é o Senhor do Signo que está ascendendo, ou Senhor do Signo de cuja casa a coisa demandada é perguntável; com relação à sétima casa, o Senhor daquele signo que esteja descendendo na sua cúspide é o Significador, e assim se dá com o resto, mas falaremos mais sobre isso nos Julgamentos a seguir.
Co-Significador é quando encontrares outro Planeta em aspecto ou conjunção com o Planeta que é o significador principal; este Planeta mencionado deve ter uma significação, maior ou menor, e auxiliar, ou não, na execução da coisa desejada; e assim, terá algo a ver com o julgamento, e deverá ser considerado: se for um Planeta amigável, ele significa o bem; se for um infortúnio, o contrário, ou seja, ou a destruição da coisa, ou perturbação em seus assuntos.
O Almútem de qualquer casa é o Planeta que tem o maior número de dignidades no signo que ascende ou descende na Cúspide de qualquer casa, da qual, ou a partir da qual, extrairás seu julgamento.
O Almútem de um Mapa é o Planeta que estiver mais forte em dignidades Essenciais e Acidentais, entre todos os do Esquema do Céu.
A Cabeça do Dragão, às vezes denominamos Anabibazon.
A Cauda do Dragão Catabibazon.
A Longitude de um Planeta é a sua distância do começo de Áries, numerada de acordo com a sucessão dos signos, até o lugar do Planeta.
Latitude é a distância de um Planeta da Eclíptica, tanto em direção ao Norte quanto em Direção ao Sul, motivo pelo qual dizemos que um Planeta tem Latitude Setentrional ou Meridional, quando ele se afasta da Eclíptica em direção ao Norte ou ao Sul
Somente o Sol se move continuamente na Eclíptica, e nunca tem latitude nenhuma.
A Declinação de um Planeta é a sua distância a partir do Equador, e à medida que ele declina em direção ao Sul ou ao Norte, ele é denominado do Norte ou do Sul.
Sobre as doze Casas, sua Natureza e sua Significação.
Já dissemos, anteriormente, que há doze signos e também doze Casas do Céu; agora, então, chegou o momento de relacionar a natureza destas doze casas, cujo conhecimento exato é tão necessário, que aquele que aprender a natureza dos Planetas e Signos sem o julgamento exato das Casas, é como um homem imprevidente, que adquiriu uma variedade de mobílias e móveis para casas, mas não tem onde as colocar.
Não há nada relacionado à vida do homem neste mundo que não tenha relação, de um modo ou de outro, com as doze Casas do Céu, e, assim como os doze signos são próprios de cada um dos membros do corpo do homem em particular, também as doze casas não somente representam as diversas partes do homem, mas suas ações, qualidade de sua vida e de seu viver, e a curiosidade e o julgamento de nossos Pais Antigos em relação à Astrologia foi de tal forma, que ele determinaram a cada casa uma significação particular, e assim distinguiram os acidentes distribuídos pelas doze casas, de modo que quem compreende as Questões relacionadas a cada uma delas, não sentirá falta de bases suficientes a partir das quais julgar ou apresentar uma resposta racional sobre qualquer acidente contingente, e seus sucessos posteriores.
Sobre a Primeira Casa e Sua Significação.
A primeira casa contém toda a parte do Céu da linha onde está o número um, até o número dois, onde começa a segunda casa.
Ela tem a significação da vida do homem, da estatura, cor, complexão, forma e figura daquele que propõe a Questão, ou nasce; em Eclipses e grandes Conjunções e com relação ao ingresso anual do Sol em Áries, ele significa o povo comum, ou o Estado geral do Reino para o qual o mapa é feito.
E como ela é a primeira casa, ela representa a cabeça e a face do homem, de modo que se Saturno, Marte ou o Nodo Sul estiverem nesta casa, no momento da Questão, ou no momento do nascimento, deves observar alguma marca na face, ou no membro apropriado ao signo que estiver, então, na cúspide desta casa: por exemplo, se Áries estiver no Ascendente, a marca, verruga ou cicatriz é, sem erro, na cabeça ou na face, e se em poucos graus do signo ascendendo, a marca será na parte superior da cabeça; se estiver no meio do signo que estiver na cúspide, a verruga, marca ou cicatriz estará no meio da face, ou perto dela; se estiver nos últimos graus ascendendo, a face será marcada perto do queixo, na direção do pescoço. Eu confirmei que isso é verdade em centenas de exemplos.
Das cores, ela tem o Branco; ou seja, se um Planeta que possuir significações de branco estiver nesta casa, a compleição do significado será mais pálida, branca e esmaecida; ou, se inquirires sobre a cor das roupas de algum homem, se seu significador estiver na primeira casa, e em um signo correspondente, o vestuário do significado será branco ou cinza, ou de algum modo próximo a esta cor; do mesmo modo, se a Questão for sobre gado, quando os seus significadores estiverem nesta casa, eles denotam que ele será desta cor, ou de uma cor próxima. A casa é Masculina.
Os Co-significadores desta casa são Áries e Saturno, pois, como esta casa é a primeira casa, da mesma forma Áries é o primeiro signo, e Saturno o primeiro dos Planetas, e portanto, quando Saturno estiver, ao menos, moderadamente bem fortificado, nesta casa, e em aspecto benevolente com Júpiter, Vênus, o Sol ou a Lua, ele promete uma constituição boa e sóbria do corpo, e normalmente vida longa. Mercúrio também tem seu júbilo nesta casa, porque ela significa a Cabeça, e ele a Língua, a Imaginação e a Memória; quando ele está bem dignificado e bem posicionado nesta casa, ele produz bons oradores Ela é chamada de Ascendente, porque quando o Sol chega à cúspide desta casa, ele ascende, ou seja, surge no Céu, e se torna visível no nosso Horizonte.
Questões relacionadas à segunda casa
A partir desta casa se requer julgamentos relacionados às posses ou à fortuna de quem faz a pergunta, ou à sua Riqueza ou Pobreza, a todos os Bens removíveis, ao Dinheiro emprestado, ao Lucro ou jogo, à perda ou ao dano; em processos de Lei, ela significa os Amigos ou Assistentes do homem; em duelos privados, o Preposto do Querente; em um Eclipse ou Grande Conjunção, a pobreza ou Abastança do povo; no ingresso do Sol em Áries, ela representa a Munição, os Aliados e o Suporte que a Comunidade deverá fornecer; ela significa suas reservas bélicas.
No homem, ela representa o pescoço e suas partes traseiras em direção aos ombros; das cores, ela representa o verde.
Assim, se alguém inquirir acerca de qualquer coisa especificada acima para esta casa, deves procurar por significação a partir dela. É uma casa feminina e Sucedente, chamada em alguns Autores Latinos de Anaphora.
Ela tem os Co-significadores Júpiter e Touro; então, se Júpiter estiver nesta casa, ou for o Senhor dela, temos um testemunho de riqueza ou fortuna; O Sol e Marte nunca estão bem posicionados nesta casa, qualquer um dos dois mostra dispersão de substância, de acordo com a capacidade e a qualidade de quem tiver nascido, ou tiver feito as perguntas.
A Terceira Casa
Tem a significação de Irmãos, Irmãs, Primos e Familiares, Vizinhos, Viagens pequenas ou Viagens ao interior, mudanças freqüentes de um lugar para outro, Cartas, Epístolas, Rumores, Mensageiros; ela rege os Ombros, os Braços, as Mãos e os Dedos.
Das cores, ela governa o Vermelho e o Amarelo, ou a cor do açafrão selvagem (laranja-amarelado), ou da canela. Ela tem como Co-Significadores Gêmeos, como Signo, Marte, como Planeta, o que é uma razão pela qual Marte, nesta casa, a menos que esteja unido com Saturno, não é muito infortunado; ela é uma casa Cadente, e é o júbilo da Lua; assim, se ela estiver posicionada nesta casa, especialmente em um signo móvel, temos um testemunho de muitas viagens, andanças, caminhadas trotes e marchas, ou de ficar pouco tempo quieto. A casa é Masculina.
A Quarta Casa.
Dá julgamento sobre os Pais em geral e sempre do Pai de quem pergunta, ou de quem nasce; sobre Terras, Casas, Moradias, Heranças, Lavoura da Terra, Tesouros escondidos, a determinação ou fim de qualquer coisa; Cidades, Vilas ou Castelos, sitiados ou não, todas as Moradas antigas, Jardins, Campos, Pastagens, Pomares, a qualidade e a natureza dos solos que se adquire, Vinhedos, Milharais, etc., e se a terra será Arbórea, Pedregosa, ou estéril.
O Signo da quarta denota a Cidade, o Senhor do Signo, o Governador; ela rege o Peito e os Pulmões.
Das cores, o Vermelho. Seu Co-significador é Câncer, e dos Planetas, o Sol; nós a chamamos de o Ângulo da Terra, ou Imum Coeli [Fundo do Céu]; ela é feminina e o Ângulo do Norte; em Natividades ou Questões, esta quarta casa representa os Pais, assim como o Sol durante o dia e Saturno, à noite; no entanto, se o Sol estiver localizado nesta casa, ele não será um infortúnio, mas na verdade aponta que o Pai será de uma disposição nobre, etc.
A Quinta Casa.
Por esta casa, julgamos sobre Crianças, Embaixadores, sobre o estado de uma Mulher grávida, sobre Banquetes, Tavernas, Casas de Bebidas, Jogos, Mensageiros ou Agentes a serviço da República; sobre a riqueza do Pai, a Munição de uma Cidade sitiada; se a Mulher grávida dará à luz um menino ou uma menina; sobre a saúde ou doença do Filho ou Filha de quem fez a Questão.
Ela rege o Estômago, o Fígado, o Coração, os Lados e as Costas, e é masculina.
Das cores, ela rege o Preto e o Branco, ou a cor do Mel, e é uma casa Sucedente. Seus Co-Significadores são Leão e Vênus, que tem seu júbilo nesta casa; portanto, é a casa do Prazer, do Deleite e da Alegria, é completamente afligida por Marte ou Saturno, e eles, posicionados nela, mostram crianças desobedientes, inconvenientes e desagradáveis.
A Sexta Casa.
Ela está relacionada com Servos, Serventes Domésticas, Escravos das Galés, Porcos, Ovelhas, Lebres, Coelhos, todos os tipos de Gado pequeno, e com lucros e perdas advindos destas; Enfermidades, suas qualidades e causas, o principal humor prejudicado, se a doença será longa ou curta; Trabalhadores diurnos, Inquilinos, Fazendeiros, Pastores de Ovelhas, de Porcos, de Gado doméstico pequeno; ela significa Tios, ou os Irmãos e Irmãs do Pai.
Ela rege a parte inferior da Barriga, e os intestinos até o Traseiro; esta casa é uma casa Feminina e Cadente, infortunada, uma vez que não faz aspecto com o Ascendente.
Das cores, as cores negras; Marte tem o seu júbilo nesta casa, mas seus Co-Significadores são Virgem, dos Signos, e Mercúrio, dos Planetas; é comum encontrarmos que Marte e Vênus em Conjunção, nesta casa, são testemunhos de um bom Médico.
A Sétima Casa.
Ela concede julgamento do Casamento, e descreve a pessoa sobre a qual se pergunta, se é Homem ou Mulher, todos os tipos de questões de Amor, nossos inimigos públicos, o Defensor em um processo de Lei; na Guerra, o Partido oposto; todas as disputas, Duelos, Processos Legais; na Astrologia, o próprio Astrólogo; na Medicina, o Médico; Ladrões e Roubos; a pessoa que roubou, se ela é Homem ou Mulher; Esposas; Pessoas Amadas, sua forma, descrição, condição, de nascimento Nobre ou ignóbil; no ingresso Annual, se podemos esperar Guerra ou Paz; da Vitória, quem sobrepuja, e quem perde; Fugitivos; Foras-da-Lei e Banidos.
Ela tem Libra e a Lua como co-significadores; Saturno ou Marte afligidos nesta casa mostram infortúnio no Casamento.
Das Cores, uma cor escura e Negra.
Ela rege as Coxas, e do Umbigo às Nádegas; é chamada de Ângulo do Oeste e é Masculina.
A Oitava Casa.
As Propriedades de Homens falecidos, Morte, sua qualidade e natureza; o Testamento, o Legado e as Vontades de Homens falecidos; Dote da Esposa, Porção da Donzela, se grande ou pequena, se fácil de ser obtida ou apenas com dificuldade.
Em duelos, representa o Preposto do Adversário; em Processos Legais, os amigos do Defensor.
Que tipo de Morte um homem terá; ela significa medo e angústia mental. Quem será o herdeiro ou desfrutará da herança do Morto.
Ela rege as Partes Pudendas. Das cores, o verde e Negro.
Ele possui Escorpião, dos Signos, como Co-Significador, e Saturno; as Hemorróidas, a Pedra na Vesícula, Incontinência Urinária e Ardume ao Urinar, Venenos e a Bexiga são regidos por esta casa; é uma casa Sucedente, e Feminina.
A Nona Casa.
Através desta Casa damos julgamento de Viagens longas ou Jornadas que atravessem o mar; de Religiosos, ou Clérigos de qualquer tipo, sejam Bispos ou Ministros inferiores; Sonhos, Visões, Países estrangeiros; de Livros, Aprendizado; dos Ganhos, Benefícios e Direitos de Nomeação Eclesiais; da família da Esposa, e das Esposas dos familiares.
Das cores ela tem o Verde e o Branco.
Do corpo humano, ela rege o Traseiro, os Quadris e as Coxas; Sagitário e Júpiter são os co-significadores desta Casa, pois se Júpiter estiver localizado nela, ele naturalmente significará um homem devoto em sua Religião, ou um de maneiras modestas; eu muitas vezes observei que quando a Cauda do Dragão, Marte, ou Saturno estiverem localizados e afligidos nesta casa, o Querente será pouco mais do que um Ateu ou um desesperado Sectarista. O Sol tem o seu júbilo nesta Casa, que é Masculina e Cadente.
A Décima Casa.
Ela normalmente representa Reis, Príncipes, Duques, Deões, Primeiros-Ministros, Comandantes-em-Chefe, tanto de Exércitos quanto de Cidades; todos os Tipos de Magistratura e Oficiais de Autoridade, Mães, Honra, Privilégio, Dignidade, Ofício, Advogados; a profissão ou Atividade que se pratica; ela significa Reinos, Impérios, Ducados, Países.
Das cores, ela tem o Vermelho e o Branco, e rege os joelhos e a parte traseira das coxas.
É chamada de Medium coeli [Meio do Céu], ou Meio-Céu e é Feminina. Seus Co-Significadores são Capricórnio e Marte; tanto Júpiter quanto o Sol são bastante afortunados nesta Casa, quando nela estão posicionados; Saturno, ou o Nodo Sul, normalmente negam a Honra, como a pessoas de qualidade, mas de pouca estima no mundo, aos olhos do vulgo, sem muita alegria em sua Profissão, Atividade ou Mistério, é um Mecânico.
A Décima Primeira Casa.
Ela naturalmente representa os Amigos e a Amizade, Esperança, Confiança, Segurança, o Louvor ou a Depreciação de alguém, a Fidelidade ou a Falsidade dos Amigos; em relação aos Reis, ela representa seus Favoritos, seus Conselheiros, seu Servos, seus Associados ou Aliados, seu Dinheiro, suas Finanças, seu Tesouro; na Guerra, sua Munição e Soldados; ela representa os Cortesãos, etc; em uma Comunidade governada por poucos Nobres e Comuns, ela representa sua assistência no Conselho: como em Londres, a décima Casa representa o Lorde Prefeito, a décima primeira o conselho dos Comuns; o Ascendente, a generalidade dos comuns desta Cidade.
Dos Membros, ela rege as pernas até os tornozelos. Das cores, ela rege o Açafrão ou o Amarelo.
Ela tem como co-significadores Aquário, dos signos, e Sol, dos planetas; Júpiter tem o seu júbilo nesta casa; é uma casa Sucedente, Masculina, e em virtude é equivalente tanto à sétima quanto à quarta Casas.
A Décima Segunda Casa.
Ela tem a significação dos Inimigos privados, das Bruxas, do gado Grande, como Cavalos, Bois, Elefantes, etc., Tristeza, Tribulação, Prisões, todas as formas de aflição, males auto-inflingidos. Etc. e de homens que maliciosamente prejudicam seus vizinhos, secretamente os delatam ou informam seus segredos às autoridades.
Ela tem como co-significadores Peixes e Vênus; Saturno tem o seu Júbilo nesta casa, porque naturalmente Saturno é o autor do Malfeito, e ela rege, no corpo humano, os pés.
Na Cor ela apresenta o Verde.
É uma casa Cadente, Feminina, e chamada, às vezes, vulgarmente, Cataphora, o que na verdade é um nome que serve a todas as Casas Cadentes.
Este é o Caráter verdadeiro das diversas Casas, de acordo com a Doutrina Ptolomaica e a minha própria experiência de alguns anos. Eu devo confessor que os Árabes realizaram diversas outras divisões das Casas, mas eu nunca, em minha prática, encontrei nenhuma verdade nestas divisões, e portanto delas nada digo.
Extraído de: Christian Astrology, livro I, capítulos VI e VII.
Tradução de Marcos Monteiro - http://mvmonteiro.blogspot.com/
Almuten
O Almuten de qualquer grau do zodíaco é o planeta que tem a maior dignidade essencial naquele grau.
Alguns graus podem ter mais do que um Almuten ( ex.: se dois planetas estão igualmente dignificados naquele grau, ambos são Almuten do grau).
Lilly escreve: "o Almuten de qualquer casa é aquele planeta que tem mais dignidades no signo em que está ascendendo ou descendendo na Cúspide da casa, de onde quer que você julgue.
O Almuten de qualquer casa é aquele planeta que tem mais dignidades no signo que ascende ou termina na Cúspide de qualquer casa a partir da qual você começa seu julgamento " (CA, p.49).
Os signos podem ter regentes diurnos ou noturnos, portanto os Almutens podem variar para o mesmo grau do zodíaco, dependendo da carta ser diurna ou noturna.
Além disso, o mapa como um todo pode ter um Almuten, o qual Lilly define como sendo: "o Planeta que é mais poderoso [em termos de] dignidades Essenciais e Acidentais no Esquema do Céu (CA, pag. 49). Também referido como Senhor da Genitura nas natividades.
Alguns graus podem ter mais do que um Almuten ( ex.: se dois planetas estão igualmente dignificados naquele grau, ambos são Almuten do grau).
Lilly escreve: "o Almuten de qualquer casa é aquele planeta que tem mais dignidades no signo em que está ascendendo ou descendendo na Cúspide da casa, de onde quer que você julgue.
O Almuten de qualquer casa é aquele planeta que tem mais dignidades no signo que ascende ou termina na Cúspide de qualquer casa a partir da qual você começa seu julgamento " (CA, p.49).
Os signos podem ter regentes diurnos ou noturnos, portanto os Almutens podem variar para o mesmo grau do zodíaco, dependendo da carta ser diurna ou noturna.
Além disso, o mapa como um todo pode ter um Almuten, o qual Lilly define como sendo: "o Planeta que é mais poderoso [em termos de] dignidades Essenciais e Acidentais no Esquema do Céu (CA, pag. 49). Também referido como Senhor da Genitura nas natividades.
Parte da Fortuna (Pars Fortunae)
O ponto benéfico na Eclíptica que dista do Horizonte a leste a mesma distancia da Lua ao Sol. A Parte da Fortuna e seu dispositor são auxiliares em assuntos de finanças e para encontrar objetos perdidos.
A formula é: Ascendente + Lua – Sol. Lilly usava esta fórmula para todos os mapas, mas existe também uma tradição de reverter a fórmula para mapas noturnos, quando o Sol está abaixo do horizonte, PF = ASC + Sol – Lua ( em mapas noturnos).
Quando o nativo nasceu na Lua Nova, a Parte da Fortuna está conjunta ao Ascendente. Ptolomeu diz ( Edição Loeb, pag 276-277) "qualquer que seja a relação e o aspecto que o Sol tenha no horóscopo (Ascendente), a Lua também levará à Parte da Fortuna, e ela será como um horóscopo (Ascendente) lunar". Jacobson acha, mas eu discordo, que se a Lua está em paralelo à Roda da Fortuna, ela não está fora de curso.
Pela mesma lógica, se a Lua está paralela ao Ascendente ela não deveria estar fora de curso; mas Jacobson não tece nenhum comentário a respeito dos aspectos lunares ao Ascendente.
A formula é: Ascendente + Lua – Sol. Lilly usava esta fórmula para todos os mapas, mas existe também uma tradição de reverter a fórmula para mapas noturnos, quando o Sol está abaixo do horizonte, PF = ASC + Sol – Lua ( em mapas noturnos).
Quando o nativo nasceu na Lua Nova, a Parte da Fortuna está conjunta ao Ascendente. Ptolomeu diz ( Edição Loeb, pag 276-277) "qualquer que seja a relação e o aspecto que o Sol tenha no horóscopo (Ascendente), a Lua também levará à Parte da Fortuna, e ela será como um horóscopo (Ascendente) lunar". Jacobson acha, mas eu discordo, que se a Lua está em paralelo à Roda da Fortuna, ela não está fora de curso.
Pela mesma lógica, se a Lua está paralela ao Ascendente ela não deveria estar fora de curso; mas Jacobson não tece nenhum comentário a respeito dos aspectos lunares ao Ascendente.
Algol (estrela)
Também chamada CAPUT ALGOL, uma estrela fixa maléfica, que representa a Górgona cujo cabelo consistia de serpentes vivas e que foi decapitada por Perseu. O tema é perder a cabeça.
Em 2000 esteve a 26 graus Touro 10'. Lilly deu uma meia-orbe de 5 graus para Caput Algol em seu sistema de contagem, mas os astrólogos modernos tendem a usar meias- orbes ainda menores, de cerca de um grau para estrelas fixas.
Os seguidores de Lilly continuam a usar 5 graus de meia-orbe para Algol, mas somente um grau para outras estrelas fixas. No seu sistema de contagem, Lilly aufere 6o para uma conjunção com Regulus (Cor Leonis) a 29o Leão 50' em 2000 e 5 pontos para uma conjunção partil com Spica a 23o Libra 50' em 2000.
Em 2000 esteve a 26 graus Touro 10'. Lilly deu uma meia-orbe de 5 graus para Caput Algol em seu sistema de contagem, mas os astrólogos modernos tendem a usar meias- orbes ainda menores, de cerca de um grau para estrelas fixas.
Os seguidores de Lilly continuam a usar 5 graus de meia-orbe para Algol, mas somente um grau para outras estrelas fixas. No seu sistema de contagem, Lilly aufere 6o para uma conjunção com Regulus (Cor Leonis) a 29o Leão 50' em 2000 e 5 pontos para uma conjunção partil com Spica a 23o Libra 50' em 2000.
Aspecto partil
Isto ocorre quando dois planetas formam um aspecto e ocupam a mesma "parte" de grau numérico de seus respectivos signos.
Por exemplo, a Lua quando atravessa o 5° de Àries está em oposição partil a Saturno quando ele ocupa o 5° Libra.
Por exemplo, a Lua quando atravessa o 5° de Àries está em oposição partil a Saturno quando ele ocupa o 5° Libra.
Casas terrestres afortunadas e desafortunadas
Lilly considerava as casa 8, 6 e 12 como desafortunadas. Um planeta estava afortunadamente localizado em uma casa de sua alegria ou em uma casa do qual era co-significador. Ele notou que o Sol e Marte nunca estavam bem colocados na segunda casa e que Marte era desafortunado nas casas 5, 7 e 9. O Sol e Júpiter ficavam bem na décima casa.
Casas Derivadas
Um método de renumeração das casas de forma que o assunto ou pessoa perguntada torna-se a nova primeira casa e as outras casas são numeradas de acordo com a ordem ao longo do círculo a partir da nova primeira casa.
Portanto, em uma pergunta sobre uma criança, a casa 5 natural torna-se a casa 1 da criança, a casa 6 natural torna-se a segunda casa da criança e assim por diante na seqüência do mapa.
Portanto, em uma pergunta sobre uma criança, a casa 5 natural torna-se a casa 1 da criança, a casa 6 natural torna-se a segunda casa da criança e assim por diante na seqüência do mapa.
Planeta Combusto
Combusto Um planeta é combusto se está localizado no mesmo signo que o Sol e que está além do corpo do Sol (17') mas dentro da sua meia-orbe (8°.5). A combustão queima e enfraquece o planeta.
Tradicionalmente, a Lua está especialmente debilitada quando combusta.
Tradicionalmente, a Lua está especialmente debilitada quando combusta.
Cúspide
O limite entre uma casa e outra, ou entre um signo e outro. Os antigos consideravam um planeta a 5° da cúspide de um casa coo estando já na próxima casa.
Esta regra pode derivar da ascensão heliacal dos planetas quando eles estão obscurecidos pelos raios do Sol, ou pode ter derivado da noção de que as cúspides das casas tem uma orbe de influência que se estende por 5° na casa precedente.
Assim, por alguns minutos após a alvorada, o Sol permanece na primeira casa. Algumas vezes os aspectos às cúspides de casa relevantes fornecem informações úteis em questões horárias.
Campanus e Regiomontanus encaram as cúspides das casas muito mais como pontos de máxima influencia ou intensidade do que pontos de início da casa.
Esta regra pode derivar da ascensão heliacal dos planetas quando eles estão obscurecidos pelos raios do Sol, ou pode ter derivado da noção de que as cúspides das casas tem uma orbe de influência que se estende por 5° na casa precedente.
Assim, por alguns minutos após a alvorada, o Sol permanece na primeira casa. Algumas vezes os aspectos às cúspides de casa relevantes fornecem informações úteis em questões horárias.
Campanus e Regiomontanus encaram as cúspides das casas muito mais como pontos de máxima influencia ou intensidade do que pontos de início da casa.
Astrologia Horária (por Fernando Barnabé)
Não podemos falar sobre Astrologia Horária, sem primeiro discorrermos um pouco sobre o seu grande impulsionador.
William Lilly (1602-1681) foi talvez um dos mais importantes astrólogos do seu tempo e o seu conhecimento é ainda amplamente estudado e aplicado pelos astrólogos actuais em todo o mundo. Chegou a ser acusado de crime por alegadamente antever o grande incêndio de Londres, com catorze anos de antecedência, facto que levou muitas pessoas a acreditar que fora ele o principal suspeito, mas foi declarado inocente depois de ter testemunhado no Parlamento.
Lilly não só interpretava os mapas astrais relativos ao nascimento das pessoas como foi o maior especialista em Astrologia Horária.
A Astrologia Horária, ao contrário de outras técnicas de prognóstico, consiste no levantamento de um mapa para a hora e local em que se formula uma determinada pergunta.
Em regra a questão deve ser concreta, isto é, não deve suscitar qualquer dúvida ao Astrólogo. Após a sua formulação o mapa levantado, dará algumas indicações que permitem à pessoa perceber de que modo, poderá ou não, o objectivo da sua questão ser levado a bom porto.
A análise de um mapa horário difere da leitura de um mapa astral. Ela cumpre uma série de regras, algumas de grande complexidade, mas, o mais importante a reter nesta técnica de prognóstico é sem dúvida, a posição do regente do ascendente e qual a influência que este recebe de outros planetas, devendo também considerar-se como regra que, o co-regente do mapa em Astrologia horária é sempre a Lua; daí que seja muito importante também verificar o seu estado, relativamente aos aspectos que recebe de outros planetas e a casa que esta ocupa.
A pessoa que coloca a questão é identificada pela casa I, pelo signo no ascendente do mapa, pelo planeta regente deste signo e por qualquer outro planeta presente nesta casa. A Lua, como já dissemos, mesmo que não tenha qualquer relação com a primeira casa, deve ser sempre considerada como co-regente do mapa. O objectivo da questão deve ser associado a uma das outras casas, em função de sua natureza.
Estando a receber maus aspectos, quer o regente do ascendente, quer a Lua, a probabilidade da resposta à questão formulada ser positiva, é diminuta, no entanto pode acontecer que o astrólogo possa não atribuir qualquer resposta se porventura a Lua estiver vazia ou fora de curso no mapa horário, isto é, quando se encontra ente os zero e os cinco graus de um qualquer signo zodiacal. A mesma regra pode também ser estabelecida em relação ao ascendente se o mesmo estiver entre os zero e os cinco graus.
Estas posições constituem regras que devem ser tidas em consideração pois dão-nos indicações quanto à oportunidade da questão formulada. Poderá, conforme os casos, ser uma questão que deveria ter sido colocada há algum tempo atrás, ou, por outro lado, ser ainda prematura.
É também possível através da Astrologia Horária prever com alguma certeza o momento (mês, ano) em que determinado fenómeno poderá ter lugar. As questões temporais, obedecem também a regras que dependem, quer da natureza dos planetas envolvidos, quer da dos signos onde estes se encontram.
É sem dúvida uma técnica tão apaixonante quanto exigente, dado que, para o seu perfeito domínio, a interiorização das regras e a sua prática sistemática, sejam aspectos fundamentais para que, na consulta, possamos dar uma resposta cabal às inquietações, que, em regra, as questões que nos colocam encerram.
Aconselho-vos vivamente a adquirir a obra de William Lilly, por muitos considerado o mais famoso astrólogo inglês de todos os tempos, "Astrología Horária" das Ediciones Obelisco/coleccíon Urania. A versão é espanhola, mas penso que esse facto não constituirá qualquer obstáculo à sua compreensão.
Extraído de: http://www.psicoastro.com/artigos/a-astrologia-horaria
William Lilly (1602-1681) foi talvez um dos mais importantes astrólogos do seu tempo e o seu conhecimento é ainda amplamente estudado e aplicado pelos astrólogos actuais em todo o mundo. Chegou a ser acusado de crime por alegadamente antever o grande incêndio de Londres, com catorze anos de antecedência, facto que levou muitas pessoas a acreditar que fora ele o principal suspeito, mas foi declarado inocente depois de ter testemunhado no Parlamento.
Lilly não só interpretava os mapas astrais relativos ao nascimento das pessoas como foi o maior especialista em Astrologia Horária.
A Astrologia Horária, ao contrário de outras técnicas de prognóstico, consiste no levantamento de um mapa para a hora e local em que se formula uma determinada pergunta.
Em regra a questão deve ser concreta, isto é, não deve suscitar qualquer dúvida ao Astrólogo. Após a sua formulação o mapa levantado, dará algumas indicações que permitem à pessoa perceber de que modo, poderá ou não, o objectivo da sua questão ser levado a bom porto.
A análise de um mapa horário difere da leitura de um mapa astral. Ela cumpre uma série de regras, algumas de grande complexidade, mas, o mais importante a reter nesta técnica de prognóstico é sem dúvida, a posição do regente do ascendente e qual a influência que este recebe de outros planetas, devendo também considerar-se como regra que, o co-regente do mapa em Astrologia horária é sempre a Lua; daí que seja muito importante também verificar o seu estado, relativamente aos aspectos que recebe de outros planetas e a casa que esta ocupa.
A pessoa que coloca a questão é identificada pela casa I, pelo signo no ascendente do mapa, pelo planeta regente deste signo e por qualquer outro planeta presente nesta casa. A Lua, como já dissemos, mesmo que não tenha qualquer relação com a primeira casa, deve ser sempre considerada como co-regente do mapa. O objectivo da questão deve ser associado a uma das outras casas, em função de sua natureza.
Estando a receber maus aspectos, quer o regente do ascendente, quer a Lua, a probabilidade da resposta à questão formulada ser positiva, é diminuta, no entanto pode acontecer que o astrólogo possa não atribuir qualquer resposta se porventura a Lua estiver vazia ou fora de curso no mapa horário, isto é, quando se encontra ente os zero e os cinco graus de um qualquer signo zodiacal. A mesma regra pode também ser estabelecida em relação ao ascendente se o mesmo estiver entre os zero e os cinco graus.
Estas posições constituem regras que devem ser tidas em consideração pois dão-nos indicações quanto à oportunidade da questão formulada. Poderá, conforme os casos, ser uma questão que deveria ter sido colocada há algum tempo atrás, ou, por outro lado, ser ainda prematura.
É também possível através da Astrologia Horária prever com alguma certeza o momento (mês, ano) em que determinado fenómeno poderá ter lugar. As questões temporais, obedecem também a regras que dependem, quer da natureza dos planetas envolvidos, quer da dos signos onde estes se encontram.
É sem dúvida uma técnica tão apaixonante quanto exigente, dado que, para o seu perfeito domínio, a interiorização das regras e a sua prática sistemática, sejam aspectos fundamentais para que, na consulta, possamos dar uma resposta cabal às inquietações, que, em regra, as questões que nos colocam encerram.
Aconselho-vos vivamente a adquirir a obra de William Lilly, por muitos considerado o mais famoso astrólogo inglês de todos os tempos, "Astrología Horária" das Ediciones Obelisco/coleccíon Urania. A versão é espanhola, mas penso que esse facto não constituirá qualquer obstáculo à sua compreensão.
Extraído de: http://www.psicoastro.com/artigos/a-astrologia-horaria
Planeta 'Fora de Curso'
Um planeta está Fora de Curso por um período no qual ele não forma aspectos principais (0, 60, 90, 120, 180 graus) na sua ronda pelo zodíaco.
Na definição moderna, a Lua ou um planeta estão fora de curso se não fazem nenhum aspecto ptolomaico antes de deixar o signo em que estão.
Também, os planetas exteriores, Urano, Netuno e Plutão estão incluídos na definição moderna.
No dizer de Lilly, a Lua está fora de curso quando não está dentro de uma orbe aplicativa a um aspecto mais importante com nenhum dos sete planetas clássicos (Lua até Saturno). Um significador fora de curso é normalmente ineficaz (mas o efeito pode ser diminuído em Touro, Câncer, Sagitário e Peixes).
Estar Fora de Curso pode indicar uma falta de propósito ou um esforço sem propósito definido. Uma Lua fora de curso usualmente significa que nada advirá do assunto, ou não há nada que a pessoa que interroga possa fazer que altere o resultado. Como um cheque em branco, ela não compra nada.
Lilly diz "raramente você verá um negócio ir adiante graciosamente" quando a Lua está Fora de Curso. Ele assinalou que um planeta está Fora de Curso quando ele "está separado de um Planeta e nem em seguida, durante sua estada neste signo, aplica-se a qualquer outro."- enquanto a Lua está ainda se separando, não está fora de curso.
Com relação ao uso que Lilly faz do termo, Jonathon Clark mencionou que ele tem "uma carta onde a Lua está fora de curso já no início de Capricórnio e ainda assim funciona. Penso que é importante olhar a seqüência – nada acontece enquanto está fora de curso mas uma vez que ocorre a próxima aplicação, então existe ação."
Na definição moderna, a Lua ou um planeta estão fora de curso se não fazem nenhum aspecto ptolomaico antes de deixar o signo em que estão.
Também, os planetas exteriores, Urano, Netuno e Plutão estão incluídos na definição moderna.
No dizer de Lilly, a Lua está fora de curso quando não está dentro de uma orbe aplicativa a um aspecto mais importante com nenhum dos sete planetas clássicos (Lua até Saturno). Um significador fora de curso é normalmente ineficaz (mas o efeito pode ser diminuído em Touro, Câncer, Sagitário e Peixes).
Estar Fora de Curso pode indicar uma falta de propósito ou um esforço sem propósito definido. Uma Lua fora de curso usualmente significa que nada advirá do assunto, ou não há nada que a pessoa que interroga possa fazer que altere o resultado. Como um cheque em branco, ela não compra nada.
Lilly diz "raramente você verá um negócio ir adiante graciosamente" quando a Lua está Fora de Curso. Ele assinalou que um planeta está Fora de Curso quando ele "está separado de um Planeta e nem em seguida, durante sua estada neste signo, aplica-se a qualquer outro."- enquanto a Lua está ainda se separando, não está fora de curso.
Com relação ao uso que Lilly faz do termo, Jonathon Clark mencionou que ele tem "uma carta onde a Lua está fora de curso já no início de Capricórnio e ainda assim funciona. Penso que é importante olhar a seqüência – nada acontece enquanto está fora de curso mas uma vez que ocorre a próxima aplicação, então existe ação."
Planeta Peregrino
Estrangeiro; sem dignidade essencial.
Um planeta peregrino é aquele que não tem dignidade essencial na sua posição corrente no zodíaco.
Um planeta em qualquer de suas debilidades sem dignidade essencial também é considerado peregrino. Uma recepção mútua por signo ou exaltação pode terminar com a debilidade do estado de peregrino por dar ao planeta troca de status com uma de suas dignidades (embora permaneça peregrino).
Planetas peregrinos na 2a casa ou em uma casa angular podem representar um ladrão. Quando tais planetas estão em recepção mútua, eles podem indicar que o ladrão mudou de localização.
Alguns astrólogos modernos, como Hubers e Noel Tyl tem chamado planetas sem aspecto de "peregrinos".
Esta redefinição desafortunada de um termo clássico amplamente usado pode confundir os estudantes).
Um planeta peregrino é aquele que não tem dignidade essencial na sua posição corrente no zodíaco.
Um planeta em qualquer de suas debilidades sem dignidade essencial também é considerado peregrino. Uma recepção mútua por signo ou exaltação pode terminar com a debilidade do estado de peregrino por dar ao planeta troca de status com uma de suas dignidades (embora permaneça peregrino).
Planetas peregrinos na 2a casa ou em uma casa angular podem representar um ladrão. Quando tais planetas estão em recepção mútua, eles podem indicar que o ladrão mudou de localização.
Alguns astrólogos modernos, como Hubers e Noel Tyl tem chamado planetas sem aspecto de "peregrinos".
Esta redefinição desafortunada de um termo clássico amplamente usado pode confundir os estudantes).
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