sexta-feira, 10 de junho de 2016

Benéficos e Maléficos, por Catherine Aubier

De acordo com a terminologia tradicional, nitidamente expressa por Morin de Villefranche (grande astrólogo do século XVII), os planetas, os aspectos e mesmo os signos são divididos em "benéficos" e "maléficos". São considerados como benéficos o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus e sobretudo Júpiter, apelidado "grande benéfico" ou "fortuna maior" Três grandes aspectos são julgados benéficos: a conjunção, o trígono e o sextil; dois aspectos são julgados francamente maléficos: a oposição e a quadratura. Entretanto, as conjunções onde figuram Marte, Saturno, Urano, Netuno ou Plutão podem ser igualmente dissonantes. É preciso examinar então a natureza do signo do setor que ocupam. Por exemplo, as conjunções Marte-Júpiter ou Júpiter-Saturno podem ser, segundo o caso, excepcionalmente favoráveis ou desfavoráveis. A tradição considera igualmente maléficos: Aries, Escorpião, Capricórnio e Aquário, isto é, os domicílios de Marte e Saturno. Sempre nessa óptica, haveria três casas maléficas: a VI, a VIII e a XII.

Essa formulação maniqueísta é considerada, hoje em dia, nitidamente ultrapassada.

Em lugar de "benéfico" e de "maléfico", é melhor falar de harmonia e de dissonância, no sentido musical em que os mais ricos acordes são dissonantes. Toda configuração zodiacal pode ser vivida, explorada de uma maneira positiva.