terça-feira, 16 de maio de 2017

Júpiter, por Marcos Monteiro

Júpiter é o mais brilhante dos planetas superiores. Ele é mais brilhante que Mercúrio, embora não chegue a ser tão brilhante quanto Vênus.

Ele é bonito, cor azul-celeste ou amarelo bem claro (depende do céu, da altura, mas é sempre muito claro), mas lento — demora doze anos para percorrer o Zodíaco. Seu movimento no céu sugere elevação, calma, ponderação.

Júpiter é o planeta da graça, das bênçãos, das coisas que vêm do alto, da religião, do clero — mas também dos aristocratas, da nobreza, das pessoas elevadas, dos protetores, dos mecenas, do papai Noel, da magnanimidade, da generosidade, da misericórdia, da abundância.

É o planeta da chuva, que cai do céu.

É o planeta da expansão, e significa tudo o que é grande, o crescimento.

Os animais e plantas relacionados a Júpiter são aqueles que fazem o bem, que beneficiam — plantas frutíferas em geral (principalmente as que derramam as frutas no chão), a romã, bestas domésticas como a vaca, a ovelha, o cervo, o faisão, a cegonha.

É um planeta masculino, quente e úmido; diurno.

Os alimentos relacionados a ele são os quentes e úmidos, normalmente (ele é o único planeta sanguíneo): leite, queijos moles e novos, cerveja, azeite, azeitonas, pão, vinho branco. Frutos que caiam em abundância da árvore, como cerejas.

Júpiter significa o fígado e o sangue, a circulação.

O metal associado a Júpiter é o estanho, um dos mais usados para utensílios na humanidade antiga. É maleável e "auxilia" diversos outros metais em ligas; era usado para conservar alimentos.

A arte liberal associada a Júpiter é a geometria, a arte de medir o espaço, porque ele é o planeta da expansão. A virtude associada a ele é a prudência, a fronesis, o agir maduro de acordo com a sabedoria do alto, e seu pecado capital é a gula.



Marcos Monteiro, in Introdução à Astrologia Ocidental, Edição do Autor, 2013, p. 117-8.