quarta-feira, 10 de maio de 2017

Sobre os Signos e os Modos, por Marcos Monteiro

Os modos se relacionam com as fases das estações da seguinte forma: cardinais são o início (a mudança do clima, a inauguração da nova estação); fixos são o meio (a estabilização — a gente sente mais o clima da estação do que nas outras, porque já está nela há mais tempo) e mutáveis, o fim (a transição para a outra estação, a mudança na temperatura).

Os signos cardinais traduzem essa ideia de novidade, inauguração, chegada, aparição, nascimento, surgimento — as idéias que podem ser sintetizadas no conceito de "unidade", daquilo que se nota como "ente", como destacado do fundo.

Os signos fixos denotam estabilidade, duração, fixidez, solidez. É por isso que os Evangelhos estão associados a eles — a novidade, a "unidade", é o nascimento de Jesus, que é o mesmo: a cristalização disso, o levar essa notícia a todas as pessoas é o papel dos quatro. Como há quatro tipos básicos de pessoas, há quatro Evangelhos.

Os signos mutáveis são os signos de transição entre um fixo e um cardinal. São chamados também de "bicorpóreos", mas não porque seus símbolos sejam de dois corpos (o que até é verdade: Gêmeos são dois gêmeos, Peixes são dois peixes, Sagitário é meio cavalo, meio gente, e Virgem já foi representada por duas gêmeas e por uma mãe e um menino, em alusão à Santa Virgem e seu filho; no entanto, outros signos têm imagens duplas, como Capricórnio — meio cabra, meio peixe - e Aquário — o homem e o jarro), mas porque, sendo mutáveis, podem querer dizer "mais de um", ou muitos.

Marcos Monteiro, in Introdução à Astrologia Ocidental, Edição do Autor, 2013, p. 97.