quarta-feira, 26 de julho de 2017

Delineação, por Clélia Romano

Uma das condições primordiais a ter em mente é que sem uma correta delineação não pode haver previsão.

As influências planetárias se tomam determinantes para efeitos específicos de duas formas:

A primeira forma é por determinação qualitativa e depende dos signos, que agem através de sua natureza (gênero, triplicidade, quadruplicidade, e outras características). A segunda forma é a determinação quantitativa e trata-se de em que casas os signos aparecem na carta e em que casas estão seus regentes não apenas por posição, mas por regência e aspecto, de forma a serem conectados com determinados fatos da vida do nativo.

Como os signos são regidos por planetas e são vistos como extensões deles, o regente quando não está no signo que rege, faz uma ligação entre seu signo de regência e aquele onde se posiciona.

Assim é estabelecido o fundamento no qual uma delineação se baseia.

Desta forma dizemos, se encontrarmos Saturno na primeira casa que ele está determinado para assuntos da primeira casa, isto é, a vida e a saúde do nativo.

Tal determinação acompanha o nativo pela vida inteira e ela pode ocorrer por posição, como casa, mas também por regência e aspecto.

Por causa desta determinação, se um planeta está aflito quantitativa e qualitativamente, o signo e as casas que ele rege também se afligem, assim como os assuntos que governa.

Deve haver, portanto grande empenho e comprometimento por parte do astrólogo para distinguir os significadores de cada assunto.

A carta é o retrato dos céus no momento do nascimento ou no momento de um evento. Ela é como a esfinge a ser decifrada e se assemelha a um novelo de lã emaranhado: é preciso puxar o fio pacientemente e desenrolá-lo para que nos leve ao âmago do mapa.

A carta tem uma porta de entrada e esta porta é o Ascendente. Este é o lugar por onde recomendo que se inicie o trabalho, pois é impossível delinear qualquer questão sem saber quem é o nativo.

Se for para exemplificar a delineação de uma área de forma teórica nada impede que o façamos sem delinear o Ascendente, mas a delineação fica como que desmembrada e acéfala.

Isto dito, é preciso ter em mente os princípios básicos.

São eles: em que elemento se classifica o Ascendente? Água, terra, fogo ou ar?

O fogo busca a liberdade de ação e poder e o ar busca a liberdade de expressão e movimento.

Já a água e a terra precisam, o primeiro de segurança emocional, o segundo de segurança material.

Observem também que fogo e ar são masculinos, agem no mundo e vão em busca de oportunidades. Já os signos de água e terra são femininos e reagem aos acontecimentos: eles não os causam.

Pode-se argumentar que os signos cardeais começam estações e que portanto Capricórnio e Câncer, signos de terra e água, femininos, sendo cardeais seriam signos de iniciativa. Na verdade, eles trabalham melhor em situações já estruturadas, o que não ocorre com os signos de fogo e ar.

Os signos cardeais de fogo e ar, isto é Áries e Libra são a expressão máxima de ação, iniciativa e movimento, porque são cardeais e masculinos.

Os signos fixos são centrados em seu objetivo, seja ele a busca de liberdade de ação (os masculinos, no caso Leão e Aquário) ou a necessidade de segurança emocional e material (os femininos Touro e Escorpião), enquanto os mutáveis ou de corpo duplo variam en-tre comportamentos de movimento e fixidez, agindo de forma ativa se forem masculinos ou passiva se forem femininos.

Com a pequena recapitulação acima, por favor, refira-se à carta a seguir:



O nativo tem o Ascendente em Aquário. Podemos dizer que ele busca a liberdade de pensamento e movimento e focaliza nisso sua energia, de forma firme e constante, visto que Aquário é um signo fixo.

Observe se há planetas no Ascendente. Se houver mais de um planeta dê mais importância ao que estiver mais perto da cúspide. No caso acima, é o Sol.

Observe se tal planeta está em bom estado celestial, se tem alguma dignidade no signo: se está em sua regência, exaltação triplicidade, termo ou face, se está em detrimento, queda ou é peregrino. Finalmente observe que aspectos ele recebe.

No caso cm apreço o Sol está em seu detrimento.

O Sol é o significador universal de honra e brilho. Ele está num ângulo, logo tem muita força, mas essencialmente está corrompido, pois o Sol tem seu detrimento em Aquário: a necessidade de brilhar é exagerada e forçada. E um planeta que promete mais do que pode cumprir ou então realiza algo e o destrói depois. O regente do Sol, Saturno, está cadente, retrógrado e em detrimento em Câncer.

O Sol não tem apoio de nenhum planeta, mas aspecta o MC, a carreira e a reputação, transferindo sua disposição a ele. O Sol também está configurado para as parcerias, por reger a Casa 7.

Vemos que há outro planeta no ASC que participa com o Sol da significação desta casa, embora em segundo lugar de importância: é Marte.

Marte sem dúvida ajuda a compor as características pessoais do nativo: Marte é um maléfico que está peregrino, sem nenhuma dignidade, fora de sect e em vias de entrar em combustão. Marte, regente do MC, não recebe nenhum aspecto, logo ele se comporta de acordo com o dono do signo em que está: Saturno.

Novamente chegamos a Saturno, portanto.

Agora, devemos observar qual é o planeta que tem mais dignidades no ASC, seu almuten.

Contando as dignidades do grau do ASC respectivamente 3º49’ de Aquário, temos:


Saturno é o planeta com mais dignidades, mas como está cadente e retrógrado, ocupando uma casa maléfica, devemos desprezá-lo. De fato, Saturno está conjunto ao Nodo, retrógrado, numa casa maléfica e se opondo a Mercúrio em Capricórnio na Casa 12, a casa dos inimigos ocultos, das limitações e doenças.

Observe que Saturno recebe Mercúrio por domicílio, mas a casa de Saturno não tem nada de produtivo para Mercúrio. E como ser recepcionado num casebre onde falta pão, calor e luz. Saturno não tem nada a dar a Mercúrio, a não ser sua simpatia. Se tais planetas estivessem angulares ou algum deles não estivesse debilitado, as coisas seriam diferentes.

Mercúrio, o segundo colocado, está configurado para a doença por estar na Casa 12, e para a morte, por reger a Casa 8. Está também configurado para a Casa 5, os prazeres e os filhos.

Estas casas e seus assuntos ficam sujeitos a desventuras pela situação celestial e mundana de Mercúrio.

O próximo planeta que nos restou é Júpiter, que está em casa cadente tanto por signos inteiros como por divisão. No entanto, a Casa 3 aspecta o Ascendente por signo e Júpiter tem dignidade de triplicidade em Áries. Além disso, ele recepciona Saturno por exaltação e Saturno é o regente e almuten do ASC.

Mais: o Sol e Marte, planetas angulares no ASC regem o signo onde está Júpiter, o primeiro por exaltação e o segundo por domicílio. Por isso dizemos que Júpiter é recebido por exaltação pelo Sol e por domicílio por Marte.

Júpiter, portanto é o único planeta que pode ajudar o nativo a realizar sua necessidade de brilho (Sol) e autoridade (Marte).

Júpiter representa os ideais, as condutas corretas e está na terceira casa, que é a comunicação.

Mas Júpiter é regido por Marte que é configurado para o MC e para a Casa 3. Como Marte não tem dignidade, mas tem força e Júpiter tem dignidade de triplicidade, mas não tem força, Júpiter pode fazer pouco como significador universal do que é correto e ético.

O nativo quer ter liberdade de idéias e movimento e o Sol e Marte irão comunicar as idéias de Júpiter de forma agressiva, intempestiva e carismática através da própria personalidade (ASC) do nativo.

O que há por trás dos ideais do nativo, isto é Júpiter? Em primeiro lugar a busca pela carreira, significada por Marte. Em segundo lugar, como Júpiter rege a Casa 2 (onde aliás o nativo tem a Lua em trígono com o MC) e a Casa 11, ele está configurado para as finanças e o grupo que apóia a carreira. Conclui-se que a motivação básica de todo este aparato de planetas e recepções serve ao brilho, à ambição, às finanças e à necessidade de obter apoio para a carreira.

Resta agora observarmos se alguma Parte ou Lot faz aspecto com planetas que nos interessam.

As Partes Significativas para o assunto em consideração são:

04º25' Capricómio = Fortuna (ASC + Sol - Lua)

3º8' Áries = Exaltação (ASC+3° Touro - Lua)

3º13’Peixes = Espírito, Futuro (ASC +Lua - Sol)

A Lua, luminar do sect, faz um sextil à Parte da Fortuna. A Lua também faz conjunção ao Lot do Espírito na Casa 2. Ambos são regidos por Júpiter.

Vemos que o aspecto financeiro do nativo é bastante fortalecido. O Lot da Exaltação está na Casa 3 em sextil com o Sol que é determinado ao brilho e à fama e também está no mesmo signo de Júpiter, regido por Marte.

A eminência é buscada através de discursos e atitudes autocráticas. Como há muito carisma conferido pelo aspecto solar aliado à recepção do Sol, o nativo brilha e seu discurso é empolgante.

Como Marte está em pobre estado zodiacal, mas angular, ele tem capacidade de elevar o nativo, mas a posição não tem durabilidade.

Além disso, a Lua e Júpiter, os planetas mais fortes da carta, não têm dignidade no MC, o que também justifica a queda.

Verifica-se da mesma forma que a Lua sofre um contra-antiscio de Saturno: uma oposição velada por parte de um maléfico.

Resumindo: trata-se de pessoa buscando 0 brilho pessoal através de uma forma corrompida e excêntrica. Esta motivado pela segurança financeira e a tem assegurada pela posição da Lua na Casa 2, em signo regido por Júpiter, em bom aspecto (sextil) com a Fortuna e em conjunção com a Parte do Espirito: atos voluntários e a sorte estão a seu favor. Quanto a obter o brilho que o nativo busca, O Lot da Exaltação esta no signo em que se encontra Júpiter e faz um sextil com o Sol, o que possibilita seus objetivos. Por outro lado o Lot da Exaltação, que dá indicação da eminência do nativo, esta posicionado de forma que a Parte da Fortuna ocupe a Casa 10 dele. Isto garante que em alguma época da vida o nativo se eleve sobre seus iguais e atinja alto grau de eminência.

A carreira e a vida política apoiam-se na personalidade do mesmo, uma vez que Marte, regente da Casa 10 está na Casa 1.

O nativo quer fazer valer seu pensamento (Aquário é signo de ar, logo busca a liberdade de pensamento), o qual é ditatorial, incisivo e ás vezes rude (Sol sem dignidade essencial e Marte no ASC) e rígido (Aquário é signo fixo).

Ora, esse homem foi eleito presidente da República do Brasil, renunciando após poucos meses e como causa alegou “forças ocultas” que o forçaram a tal ato, 0 que é bastante possível se observarmos a situação da Casa 12. Com sua renúncia João Goulart, seu vice-presidente assumiu, o qual, por ligações esquerdistas, deu espaço ao golpe que iniciou a ditadura militar no Brasil em 1964.

Mesmo levando em conta os aspectos com a Parte da Fortuna, a Parte do Espirito, e o Lot da Exaltação, ainda assim nos perguntamos como Jânio Quadros veio a ocupar cargo tão alto, possuindo uma carta com planetas tão aflitos.

O assunto me faz recordar a carta de Hitler, uma carta pobre, sobre a qual Robert Zoller faz uma divagação espiritual: há tempos em que os portões dos céus se abrem para que os piores passem e governem os homens.

Vejamos agora um segundo exemplo:

Aqui notamos que o Ascendente está em Libra. Libra é um signo de ar, portanto é levado à liberdade de idéias e ao movimento.



Por ser um signo cardeal é também portador de iniciativa e promove mudanças. Júpiter encontra-se praticamente conjunto ao Ascendente. Ele está em sua triplicidade, mas está retrógrado o que toma seu comportamento produtivo instável. É preciso considerá-lo pelo fato de estar quase colado ao ASC, mas sua debilidade acidental dá margem a que outros planetas participem com ele como significadores do Ascendente.

Vamos investigar qual planeta tem mais dignidade no Ascendente.

Faremos uma tabela para encontrar o almuten do ASC.

Temos um empate entre Vênus e Saturno.

Saturno está mais perto de um ângulo que Vênus, logo Saturno tem maior poder de ação. Ele é o almuten, mas não podemos descartar Vênus, pois por whole signs ou signos completos ela está na Casa 7. Vênus é co-participante. Ainda mais que é ocidental ao Sol, o que lhe confere dignidade, e se considerarmos whole signs está angular.

Tanto Vênus como Saturno estão em detrimento, mas Vênus está sob os raios do Sol, o que depõe contra a força dela.

Vamos por isso tomar Saturno em primeiro lugar.

Que aspectos recebe o Ascendente? Se observarmos por signos inteiros, com exceção da Lua todos os planetas aspectam o ASC e partindo de ângulos: todos os planetas também se aspectam entre si, o que toma a carta bastante complexa.

Mas diretamente e por orbe nenhum planeta aspecta o ASC a não ser Júpiter. Não deixa de ser afortunado que a orbe de Saturno e Marte atinjam Júpiter ao invés da cúspide do ASC.

Marte aplica-se a Júpiter com um aspecto sinistro, na direção dos signos. Júpiter, por sua vez, enquadra Marte com muito mais força, pois estando retrógrado, caminha em direção à completude do aspecto, num aspecto destro, que conforme foi explicado é mais forte e mais significativo. Há uma quadratura dupla.

Se Júpiter representa ideais e sabedoria, Marte é competitividade, ação e rusgas. Pode acontecer dos ideais do nativo causarem muitos atritos e o nativo sofrer (Câncer é um signo feminino) pro-fissionalmente por causa deles.

Explico: Como Câncer é um signo feminino, o agente da ação é Júpiter, planeta masculino em signo masculino. Júpiter rege a terceira casa, a das comunicações, logo podemos esperar comunicações de idéias que funcionam mal para construir a profissão ou reputação do nativo (assuntos de Casa 10).

Mas nem tudo está perdido, porque Júpiter é o regente de exaltação do signo onde está Marte: dizemos que Júpiter recebe Marte por exaltação. Nesse sentido, Marte recebe força e generosidade de Júpiter.

Como a debilidade de Júpiter é acidental e é compensada pela angularidade, ele transfere para Marte algo de sua dignidade essencial e ainda recebe Marte por exaltação.

Marte em água é medroso, mas estando muito angular mostra que apesar do medo a coragem e a impulsividade ocorrem e de forma corrompida, pois Marte debilitado é briguento e não aceita argumentos lógicos (Júpiter está em casa de ar, o pensamento). Não fosse certa dignidade oferecida por Júpiter, Marte se comportaria de forma ainda pior.

Como o bom e o mau de cada casa é consequência da situação do regente desta casa, as casas regidas por Marte e Júpiter carregam em si o significado não apenas de seu regente, mas de quem o aspecta. Portanto, a Casa 3 une os significados de Júpiter e Marte e ligam-se ao ASC, trazendo tensão à nativa através de estudos básicos, parentela e irmãos.

De fato a nativa foi causa de rupturas familiares devido a suas idéias, ideais e maneira de pensar. Além disso, teve problemas com irmãos e com os estudos primários.

A Casa 7, regida por Marte, é um caso especial porque por signos inteiros ela tem planetas e teríamos que delinear os planetas para entendê-la melhor, sendo um deles Vénus um dos almutens do ASC. Portanto ela deve ser minuciosamente delineada à parte.

A Casa 2, em Escorpião, regida por Marte, também se ressente dos aspectos de Júpiter e Marte, deixando antever grandes gastos (Júpiter) realizados por impulso (Marte) gerando angústias. Esta casa é muito importante para a nativa, pois, além de conter a Lua, no signo de Marte, a Lua é regente de Marte (a isso chamamos recepção mútua) e do MC. Daí que a questão de segurança emocional (Lua, signo de água na Casa 2) é ligada às posses materiais.

A Casa 6 é regida por Júpiter, e apresenta tensões relativas ás habilidades da nativa para exercer sua profissão: tais habilidades são diversas e difíceis de focalizar-se num único padrão.

Voltemos agora ao almuten do Ascendente.

Havíamos concluído que Saturno tinha mais condições para ser o almuten do Ascendente, seguido de perto por Vênus.

Neste sentido, a nativa busca a profissão e a carreira para desenvolver e expressar suas idéias e ideais, aquilo que é.

Mas as idéias têm pouca chance de realização, pois Saturno significa limites, constrangimentos e frustrações, ainda mais estando em detrimento. Exige ele que as idéias sejam estruturadas e excessivamente rígidas. Como Marte em queda está junto a Saturno na Casa 10, sendo Marte o regente das parcerias e Saturno o regente da família, Marte simbolizando atritos e coragem e Saturno limites e coisas antigas, podemos esperar uma carreira em família com muitas restrições seguidas de rupturas.

Os dois maléficos no MC não preconizam realização profissional, a não ser em momentos em que Júpiter seja o regente da carta por direções.

O ASC necessita de expansão, movimento e criatividade (Júpiter), mas também se conforma a Saturno, porque Saturno tem muita dignidade no ASC Libra, onde se exalta.

De fato, a nativa formou-se na profissão que a família sugeriu e passou a trabalhar na área familiar, atuando num ambiente acadêmico e rígido, pois o próprio contato humano subjacente à profissão escolhida era restritivo.

Saturno é o regente de Capricórnio, a Casa 4, demonstrando que a família e a profissão são temas ligados por Saturno. Capricórnio necessita de segurança material, e este era o lema familiar. A Lua configurada para a Casa 2, rege o signo de Saturno: logo ocorreu o que era o gosto familiar: a nativa enriqueceu exercendo a profissão de acordo com a família.

O segundo candidato a almuten, Vênus, está cadente, mas por signos inteiros está angular. A nativa procura e age em busca da parceria e do casamento. Vénus está num signo de fogo, regida por Marte: deseja liberdade de ação no amor, e como está em detrimento mostra uma corrupção e exagero em sua manifestação.

Direções é um assunto a ser tratado em outro livro.

Ela faz uma quadratura a Saturno.

Vênus e Saturno representam duas vontades opostas, dois senhores debilitados e com força para atuar, instáveis e inimigos, cada um tentando fazer prevalecer sua vontade. Mas Saturno é mais forte, por estar mais angular. As necessidades de Vénus, o prazer e o divertimento, deparam-se com a rigidez de Saturno, que representa no caso também a influência da família, que não vê com bons olhos os desejos inovadores da nativa em relação ao tipo de relacionamento amoroso que busca.

Portanto, tanto do lado oriental da carta como do lado ocidental há problemas.

É a carta de uma nativa esmagada por frustrações: uma profissão relacionada ao gosto da família, visando dar segurança material, vetando idéias livres, de um lado; e de outro o prazer e o casamento devendo seguir as normas da rigidez e da contrição.

Assim como a nativa teve uma formação universitária e pós-universitária orientada pela família, seu casamento também ocorreu de acordo com as normas familiares.

Observemos agora as recepções: Júpiter e Marte estão em quadratura, mas Júpiter é o regente de exaltação de Câncer, onde Marte está em queda. Marte portanto recebe a generosidade de Júpiter e sabemos que a recepção mitiga as inimizades porque é um sinal de acolhimento. Sendo Marte o regente da Casa 7 é de se esperar um marido com características de Marte e Júpiter. As casas regidas por Marte produzem efeitos jupiterianos por causa da recepção e do aspecto entre os dois planetas.

Em seguida, Júpiter faz uma quadratura com Saturno, mas Saturno é o regente por exaltação da casa de Júpiter e os dois entendem-se perfeitamente bem.

O Ascendente e a Casa 7 estão em signos masculinos isto é agem, enquanto que a Casa 10 e a 4 estão em signos femininos, que reagem.

Bem, a que isso nos leva?

Leva-nos a uma modificação das conclusões iniciais. Daí ser de importância capital entender as recepções e atentar para signos que agem ou reagem, ativos e passivos.

A nativa engajou-se em um tipo de profissão e especialização de acordo com a família, mas a decisão foi na verdade escolha dela. Há amizade entre Júpiter e Saturno, e Júpiter é um planeta profundamente ligado ao Ascendente por posição.

Marte, ligado a Júpiter também, por quadratura, é o regente de exaltação de Capricórnio, a Casa 4, a família. E Júpiter se exalta em Câncer a casa onde está Marte.

Por outro lado, a dignidade da Lua no signo de Marte c Saturno mostra que a profissão foi capaz de render segurança objetiva embora restringindo a liberdade de idéias buscada pelo ASC.

Do lado ocidental da carta, no que diz respeito a relacionamentos, não vemos a mesma harmonia. Vênus tenta atingir Marte, regente de seu signo, isto é o planeta que a recebe por domicílio, mas antes tem que lidar com a proibição de Saturno.

Vênus tem apenas dignidade de triplicidade em Câncer e Saturno tem sua queda em Aries. Portanto essa quadratura é depressiva e repressora. Vénus não recebe auxilio de nenhum benéfico ou Parte.

A Parte do Casamento das Mulheres de acordo com Hermes , obtida pela fórmula: ASC + Saturno - Vénus (não se inverte), chega a 2º7’ Aquário, isto é: a parte é regida por Saturno.

Saturno como profissão e família proíbem Vênus e o peso de Saturno no ASC causa conflitos, sendo que a balança pesa negativamente contra Vênus. Há o conflito entre dois almuten tão díspares, e essa é a sina de Libra.

No entanto, por orbe e por signo apesar de Saturno ser mais importante no impedimento de uma relação de proximidade física, Marte também recebe o aspecto de Vênus por orbe.

Marte, regente da Casa 7, debilitado, embora reforçado por Júpiter, Saturno debilitado, também reforçado por Júpiter, estão ambos em quadratura com Vênus debilitada na Casa 7. Marte e Saturno realizam duas coisas diferentes: elevam a nativa pelo casamento porque estão angulares na Casa 10 em aspecto com Júpiter, mas destroem o casamento a seguir por brigas, frustrações e desentendimentos.

Saturno rege também a Casa 5, que representa o dinheiro da família, por ser a segunda casa a partir da Casa 4, os filhos e o sexo. Como Saturno está em detrimento mas muito forte por dignidade acidental, estando angular, ele cria, e depois destrói. Desta forma a nativa teve filhos, mas o primeiro deles foi uma criança frágil com muitos problemas de saúde.

A delineação completa exigiria o mesmo procedimento exemplificado para cada casa.

Recapitulando vimos que:

1. posição é mais importante que regência;

2. uma casa se comporta de acordo com seu dispositor;

3. planetas podem fazer três coisas: produzir algo, negar algo, ou produzir algo e depois destruí-lo.


As triplicidades e a delineação dos períodos de vida.

Uma técnica básica muito útil para delinear uma carta e que era usada desde o período Helenístico baseia-se no uso das triplicidades ou trigons.

As triplicidades fornecem um panorama das fases da vida do nativo. É uma técnica simples e eficaz.

Voltemos à carta anterior:



Admitindo que a vida tenha três fases, cada uma delas de cerca de 25 anos, o primeiro regente da triplicidade, sua posição, Sect e qualidade essencial falará da primeira parte da vida. O segundo regente falará da segunda parte da vida e o terceiro regente falará da terceira parte da vida.

Como escolher as triplicidades? Diante de uma carta noturna com a de nosso exemplo, a Lua será o luminar do Sect.

Usa-se o signo em que está a Lua e suas triplicidades, para delinear as três fases da vida da nativa.

Ora, a Lua está em Escorpião, que é um signo de água.

A triplicidade de Água é regida por

1. Regente diurno: Vênus

2. Regente Noturno: Marte

3. Regente participante: Lua

Uma vez que se trata de uma natividade noturna e supondo um período de vida médio de 75 anos, os primeiros 25 anos são regidos por Marte. Dos 25 aos 50 anos são anos regidos por Vénus e os restantes são regidos pela Lua.

Verifica-se na natividade a condição essencial e acidental do planeta regente do período e com isso se tem uma ideia dos assuntos e resultados de cada fase da vida.

No caso de nosso exemplo, os primeiros 25 anos de vida regidos por Marte foram bastante turbulentos, propiciando rupturas familiares por causa de idéias, formatura, casamento e evolução financeira.

A segunda fase da vida regida por Vênus, um benéfico, foi quando a nativa divorciou-se, conheceu um parceiro compatível, mudou de profissão abraçando a astrologia, tendo que enfrentar o desagrado da família e sua falta de apoio.

A nativa está vivendo a terceira parte da vida, regida pela Lua, em queda e em casa sucedente.

Como a Lua está na Casa 2, é regida por Marte, que também rege a Casa 7 e se exalta na 4, ocorreu a morte da mãe e perdas financeiras importantes.

É possível que ocorra um terceiro casamento porque Marte, regente da Lua, rege também a casa 7.

Espera-se ênfase na profissão, uma vez que a Lua rege o MC. Mas a Lua não tem a mesma força que Marte, é sucedente e está igualmente debilitada.

Se a natividade fosse diurna, o correto seria tomar o Sol e o signo em que se encontra. A seguir escolher o primeiro regente da triplicidade do Sol para a primeira parte da vida, o segundo para a segunda e o terceiro para a terceira.

Este método é Helenístico e foi adotado pelos árabes com algumas modificações. Eles o usavam para delinear todas as casas.

Bonatti baseia-se em Sahal e Alchabitius em geral, mas para dar o significado de cada casa usa uma teoria baseada em Andarzagar que é citado por Alchabitius e ad-Dawla. 

Casa 1 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ indica a vida e a natureza do nativo e seus prazeres, o que gosta e desgosta, e o que acontece de bom ou mau no primeiro terço da sua vida. O segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ indica vida, corpo, força e o que sucede a ele no meio da vida. O regente da triplicidade participante indica o que os primeiros dois regentes significam e o que acontece ao nativo no final da vida.

Casa 2 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ concede bens no início da vida. O segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ concede bens no meio da vida. O regente da triplicidade participante concede bens no fim da vida.

Casa 3 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa os irmãos mais novos. O segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa os irmãos do meio. O regente da triplicidade participante significa os irmãos mais velhos, e as suas condições estão de acordo com a posição dos regentes.

Casa 4 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa os pais, o segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa países e terras, o regente da triplicidade participante significa o final das coisas e as prisões.

Casa 5 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa crianças e sua vida, o segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa prazeres e o regente da triplicidade participante significa legados.

Casa 6 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa doenças e a recuperação, o segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa escravos e domésticos, o regente da triplicidade participante significa a importância do que se recebe dos escravos.

Casa 7 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa esposas, o segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa controvérsias e o regente da triplicidade participante significa parcerias e associações.

Casa 8 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa morte, o segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa coisas antigas e o regente da triplicidade participante significa heranças e tudo que o parceiro significa.

Casa 9 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa viagens longas e peregrinações e o que acontecerá ao nativo durante as mesmas; o segundo regente da triplicidade do ‘sect’ significa religião e práticas religiosas, o regente da triplicidade participante é significador da sabedoria e sonhos, o conhecimento das estrelas, sua verdade e augúrios e sua prática.

Casa 10 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa poder e recursos políticos, o segundo regente da triplicidade do ‘Sect’ significa voz de comando, e o regente da triplicidade participante significa estabilidade e continuidade

Casa 11 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa confiança, o segundo, amigos e o terceiro a utilidade deles e seus benefícios.

Casa 12 - O primeiro regente da triplicidade do ‘Sect’ significa inimigos, o segundo trabalhos e o terceiro feras e gado. 

O leitor pode também usar:

1. Os signos do ASC até o MC (exclusive) para falar da primeira parte da vida.

2. Do MC até a Casa 8 (exclusive) para falar da segunda metade da vida.

3. Da Casa 8 e casa 7 para delinear o final da vida.

Já Antiochus, autor do século III em seu Thesaums, e Alchabitius autor do século X, seguem outra linha e dividem a vida do homem pelos ângulos (a Casa 4 não é mencionada):

1. Ascendente, significando o inicio da vida.

2. MC significando o meio da vida,

3. Descendente significando o final da vida.

Estou de acordo com Bonatti quando ele, apesar de citar teoricamente a divisão e o sentido das casas fornecidos acima, em seu Tratado 9, Natividades, diz preferir analisar as casas pelos seus regentes, à maneira que fizemos com nosso caso de exemplo, baseados em Abu Ali Al Khayyat.


Delineação da carta a Partir da Parte da Fortuna 

Tomaremos nossa carta de exemplo para mostrar uma técnica simples e geral, muito usada em astrologia Helenística com excelentes resultados. Recomendo que seja feito sempre, como um sistema comprobatório ou complementário da delineação.

Eis a carta de exemplo:


Vamos analisar a carta fazendo da Parte da Fortuna um horoskopus, como faziam os gregos.


O Ascendente nesta carta é regido por Júpiter, o que confirma a determinação de Júpiter para o ASC da nativa. O almuten da Parte da Fortuna é Vênus, mais uma confirmação de que Vênus é configurada para o Ascendente.

Júpiter está na Casa 8 e Vênus na casa 2: o dinheiro do parceiro e as posses materiais.

Vou inserir um conceito muito significativo, especialmente na obra de Morin de Villefranche, Astrologia Gálica: o conceito é o de “maléfico acidental”.

Isto significa que Júpiter, que é um benéfico, por encontrar-se numa casa maléfica, se comporta de forma acidentalmente maléfica, isto é ele é determinado, no presente caso, para a morte.

Júpiter e Vênus fazem quadratura com Saturno e Marte, agora na Casa 5.

Ora, a Fortuna está determinada, (ela e o ASC), para o corpo. O fato de seus dois regentes se relacionarem aos maléficos Marte e Saturno, a partir da Casa 2 e da Casa 8 alertam sobre a morte do nativo.

Por exemplo, se o nativo tem o regente da Casa 12 na Casa 10, isto significa que sua profissão se relaciona a assuntos da casa 12. Mas, se o contrário ocorrer, e ele tiver o regente da Casa 10 na Casa 12, seu trabalho é escravo, limitante, etc. O bom ou mau significado por uma casa depende do regente desta casa.

O que ocorre em nosso exemplo é que Vênus é o regente da Casa 8, como na carta natal, o que reforça o significado dela.

Vênus fala das condições da morte. Como ela faz aspecto com Saturno e Marte, eles e a Casa 5 acrescentam algo à delineação do fato, ainda mais que Saturno rege a Casa 8 por exaltação e a Casa 12, as doenças e limitações.

Vemos que o perigo à vida vem da Casa 5 e de tudo que ela significa.

Muito disso confirma o que está na carta radical, mas fornece novos detalhes e perspectivas.

Por exemplo, através desta nova carta vemos que casas referentes a recursos financeiros, sejam os da nativa ou os advindos da parceria são bastante estimulados e que o Sol exaltado na cúspide da Casa 2 da Fortuna sem dúvida fornece otimismo.

Virgem é o signo da sétima casa. Um signo duplo fala em favor de mais que um casamento: a qualidade do casamento é baixa, pois Mercúrio está combusto e retrógrado, num signo onde não tem dignidade.

A Lua faz um trígono com a Fortuna, a partir da Casa 9, os estudos, e recebe um trígono com mútua recepção de Marte (os dois são regentes do signo em que está o outro) e um trígono de Saturno, com recepção, mas desta vez uma recepção simples: a Lua recebe Saturno por domicílio. Estando a Lua na casa Nove, o interesse em assuntos sérios, antigos e em filosofia hermética é confirmado.87

Observe o leitor que nesta técnica estive usando whole signs, como os gregos o faziam: os planetas fazem aspecto por signo e não por graus.


A conclusão é que esta segunda carta esclarece pontos da primeira e nos fornece uma visão mais abrangente de possibilidades que sequer foram vistas na primeira carta.


Delineação da Carta a Partir da Lua 

Uma terceira carta, a partir da Lua também é bastante esclarecedora. Partindo da Lua como Ascendente, vemos a ênfase nas Casas 8, 5 e 12. Os planetas na Casa 5 estão por whole signs na Casa 6 e os que estão na 8 estão por whole signs na 9.

As duas ultimas cartas enfatizam a importância da casa 5 e da Casa 9: o divertimento, a criatividade, os filhos e os estudos.


A carta presente mostra a Parte da Fortuna na Casa 4, isto é a importância da família de origem como fonte de prosperidade e sorte. Sugere também que a nativa nasceu em berço de ouro, o que é verdade, mas só em parte, visto que a cúspide da casa está em Aquário, signo de Saturno, e Saturno está em detrimento.

Poderíamos seguir a delineação por muito mais tópicos, mas a falta de espaço nos limita.


Três Cartas Dizendo a Mesma Coisa 

Vamos agora, por favor, nos referir à carta de Lady Diana, nascida Diana Spencer, que faleceu num trágico acidente de carro.

Esta carta natal tem um primeiro problema notável: a Lua está conjunta a um Nodo, o Nodo Sul. Além disso, a Lua é regente da Casa 8 e está por whole signs na Casa 3.


Confirmando, levantarei uma carta a partir da Parte da Fortuna:



Aqui vemos que a Casa 8 é regida por Júpiter. O regente da Casa 8 estando na Casa 7 mostra que a morte virá por assuntos de Casa 7.

Também na Casa 7 está a Lua e o Nodo em conjunção, os quais na carta natal ocupam a terceira casa.

De maneira geral é importante sempre levar em consideração que a Casa 7 (e não apenas a Casa 8) é significadora de morte, pois a Casa 7 representa uma oposição ao ASC.

Sempre que realizo alguma pesquisa sobre possibilidade de falecimento presto atenção às oposições, que tem o sentido de Saturno, conforme foi explicado, e que são assunto de Casa 7.

Vejamos agora a carta a partir do signo da Lua:


Aqui vemos a Lua/Nodo no ASC fazendo quadratura com Vénus um planeta na Casa 4, o final das coisas. A Casa 3 é regida por Marte, que por whole signs está na Casa 8. E por divisão está na Casa 7. De novo: a Casa 7 tem juntamente com a Casa 8 o sentido de ataque ao ASC, a vida.

Tanto nesta carta como na anterior, temos Vênus angular: isto significa ser publicamente amada (Vênus na Casa 10), mas também permanecer como uma bela memória (Vênus na Casa 4).

Duas das três cartas são absolutamente claras quando ao perigo de vida advindo de pequenas viagens, ou transito. A segunda carta alerta para o problema ser relacionado a um parceiro.

Nesta ultima carta, Marte regente da casa 3 e determinado para o parceiro, se opõe à Casa 1, a vida.


Uma Palavra Final

Aqui termina o livro sobre os fundamentos da astrologia Tradicional.

Bem imagino que para muitos que me seguiram até aqui esta foi uma aventura árdua e eu agradeço a paciência e perseverança.

Os conceitos são sedimentados vagarosamente e de início é comum sentir-se perdido.

Mostrei a maneira prática de usar os ensinamentos contidos neste livro ao exemplificar a delineação das cartas de exemplo e mostrei também técnicas complementares que irão servir de auxílio.

É possível que algo tenha ainda permanecido obscuro por dificuldades inerentes ao assunto.

Releia as partes que deixaram dúvidas, volte ao que foi abordado antes, até sentir-se mais desembaraçado.

As previsões dependem de uma correta delineação, portanto quanto melhor for capaz o astrólogo de delinear uma carta em profundidade, mais fácil e exata se tomará a previsão. Isto depende de estudo, mas também de experiência e treino.

Nem tudo que existe em astrologia Tradicional foi coberto neste livro, obviamente. Aos interessados, há uma bibliografia em anexo.

Procure ler as fontes originais sempre que possível e não confie em ninguém com menos de 300 anos.

Isto significa: atenha-se a autores até o século XVII.

Boa sorte e espero encontrá-los de novo!


Bibliografia

1. Al Biruni “The Book of Instruction in the Elements of the Art of Astrology’’ tradução R.Ramsey Wright por edição Astrology Classics

2. Vettius Valens, Anthologia, tradução Robert Schmidt, editora Project Hindsight

3. Matheseos Libri VIII “Ancient Astrology Theory and Practice”, tradução Jean Rhys Bram

4. Willian Lilly, “Astrologia Cristã” tradução Biblioteca Sadalsuud

5. Jean Baptiste Morin, “Astrologia Gallica”, vol XVI, editora AFA

6. Dorotheus de Sidon,”Carmen Astrologicum”, tradução David Pingree

7. “Late Classical Astrology Paulus Alexandrinus and Olimpiodorus with the Scholia from later Commentators”, tradução Dorian Gieseler Gre-embaum, MA, ed. ARHAT

8. Vivian Robson, “The Fixed Stars and Constellations in Astrology” Astrology Classics

9. B.Brady, “Brady's Book of Fixed stars”, editado por Samuel Weiser Inc

10. Abraham Ibn Ezra, “The Book of Reasons”, por Shlomo Sela, Editora Brill

11. Anonymous of 379,” The treatise on The Fixed Stars” tradução Robert Schmidt, editado Project Hindsight

12. Johanes Schoener,” Opusculum Astrologicum “ Project Hindnsight, Latin track

13. Hephaisto of Thebes, “Apotelesmatics” Book 1. trad. Robert Schmidt, editado Project Hindsight

14. Paulus Alexandrinus, Introductory matters, tradução Robert Schmidt, editado Project Hindsight, Latin Track

15. Robert Hand, “Night and Day” , Editora ARHAT

16. Antiochus of Athens “The Thesaurus” tradução Robert Schmidt, editado Project Hindsight

17. Ibn Ezra “The Book of Nativities and Revolutions” Editado do manuscrito hebraico por Meira Epstein com anotações adicionais do latim por R. Hand Editora ARHAT

18. Antiocus, Porphyry, Rhetorius, etc,” Definitions and Foundations” tradução Robert Schmidt, editado Project Hindsight

19. Abu Mashar, “The Abbreviation of the Introduction to Astrology “, tradução Robert Schmidt, editado Project Hindsight

20. Abu Mashar,” On Solar Revolutions” trad. Robert Schmidt, editado Project Hindsight

21. Masha'allhah, “On Reception”, tradução Robert Hand, editor ARHAT

22. Claudius Ptolemy, The Phases of Fixed Stars, tradução RobertSchmidt, editado Project Hindsight

23. Claudius Ptolemy Tetrabiblos, tradução Robert Schmidt, editado Projeet Hindsight

24. Sahal e Masha'állah, tradução Benjamin Dykes, Ed Cazimi Press

25. Robot Zoller,”Tools & Techniques of the Medieval Astrologer” 3 Volumes- Editora New Library

26. Robert Zoller, “Diploma Course in Medieval Astrology”, Editora New Library

27. Robert Zoller”Fundamental Course in Medieval Astrology”, editado pela New Library, Londres.

28. Persian Nativities 1- “The Book of Aristotilis” - tradução Benjamin Dykes, Cazimi press

29. Morin de Villefranche, “Astrologia Gálica”, livro VI, Editora AFA

30. Abraham Ben Ezra , “Livro do Julgamento das Estrelas,”, Biblioteca Sadalsuud

31. Getulio Bittencourt, “A Luz do Céu Profundo”, Ed Nova Era

32. “Rhetorius, the Egyptian”, tradução James Holden, edição Kris Brandt Riske

33 Nicholas Champion, “History of Western Astrology: The Medieval and Modern Worlds”

34. James Herschel Holden, “A History of Horoscopic Astrology”

35. J. B. Morin de Villefranche “Astrologia Gallicae” livro 23, Editora Biblioteca Sadalsuud

36. J. B. Morin de Villefranche,”Astrologia Gallicae”, livro 22, Editora Biblioteca Sadalsuud




Clélia Romano, in Fundamentos da Astrologia Tradicional, Edição do Autor, 2011.

O livro pode ser adquirido aqui: http://www.astrologiahumana.com/