domingo, 19 de junho de 2016

Planeta Dominante, por Catherine Aubier

Nome dado ao planeta que, por sua posição, é o mais importante no Tema natal. Objetivamente, existem vários modos de se calcular um dominante planetário: cada "escola" astrológica tem a sua e fornece "entradas" que permitem atribuir a cada planeta pontos de valorização, tornando-se o dominante aquele que obtém o maior número de pontos. Esses pontos são, em geral, determinados pelas regências planetárias e pelo número de aspectos de cada planeta.

Assim, tradicionalmente, atribui-se um valor dominante ao planeta que é regente do Ascendente (que tem seu domicílio no signo Ascendente: o Sol se o Ascendente estiver em Leão, por exemplo).

Os astrólogos modernos abandonam cada vez mais esses métodos, por um lado porque se apoiam em um elemento muito teórico (as regências), sem valor astronômico, por outro porque as estatísticas de Michel Gauquelin puseram em evidência a importância dos dominantes... mas de outro modo: o planeta dominante é obrigatoriamente aquele — ou um daqueles — que se encontra angular no Tema natal.

Quando você interpreta um Tema e busca nele o dominante, pode encontrar-se diante de duas situações:

Primeiro caso: presença de planetas angulares.

a) Se só existe um, é inútil procurar mais: ele é o dominante.

b) Se há vários, os planetas em conjunção, primeiro com o Ascendente, depois com o MC, serão sempre mais importantes do que aqueles em conjunção com o Descendente ou o FC.

c) Se um está em conjunção com o Ascendente, outro com o MC: o planeta Ascendente influirá mais sobre o temperamento, é aquele que "culmina" na existência. Exemplo: a pessoa que tiver Vênus no Ascendente será amável e preocupada em agradar, mas se, ao mesmo tempo, Marte estiver no MC, ela terá tendência a se comportar de modo "marciano", energético e combativo, em sua vida pública.

d) Se vários, planetas estiverem angulares, o dominante será aquele que está: 1) mais próximo de um ângulo; 2) mais valorizado pelo Tema natal, no plano das analogias (regente de um stellium, do signo solar ou do signo Ascendente, por exemplo).

Segundo caso: ausência de planetas angulares. É relativamente raro, levando-se em conta a orbe bastante grande admitida para as angularidades planetárias (+ ou – 15°).

a) Se há um stellium, o dominante será o planeta regente deste stellium (exemplo: stellium de quatro ou cinco planetas em Gêmeos = dominante Mercúrio).

b) Se não há stellium, o planeta dominante será: 1) o planeta que recebe o maior número de aspectos; 2) o planeta regente do Ascendente.

Da mesma forma que uma pessoa pode ter vários dominantes, pode igualmente não se encontrar especialmente marcado por um planeta. Quando é particularmente delicado definir-se um dominante, é melhor interpretar o Tema sem levá-lo em consideração.