segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Plutão em Touro (1852-1883/84) - por Puigross

Nesta fase, a semente rompe sua casca protetora, o impulso inicial se estabiliza e começa a materializar-se. Touro é um signo da Terra, fixo, e Plutão rege o inframundo, simbolicamente as entranhas da Terra. E se, além disso, levamos em consideração o fato de que Touro está em oposição a Escorpião, regência de Plutão, vemos que este se manifesta aqui de forma mais concreta, material e visível. Trata-se, por assim dizer, do meio-dia de Plutão.

Tudo o que está oculto "sob a Terra" tende a sair para o exterior, tanto o que gera riqueza - agricultura, minas, escavações - como o que produz destruição - terremotos e erupções súbitas. É a época em que Prosérpina retorna à superfície.

Trata-se de um período de realização prática, de utilitarismo e de cientificismo materialista. O romantismo da fase anterior (ariana) é substituído pela ênfase no espírito de sobrevivência e pela tendência a assegurar para si o bem-estar, a continuidade e a segurança,

bem como a acumular e concentrar poder pessoal - poder esse que, na maioria dos casos, é usado para perpetuar o próprio ego através de obras materiais concretas e duradouras. O esforço e a capacidade criativa se invertem no plano do tangível e o intelecto se concentra no descobrimento das leis que regem a matéria, com a finalidade de fazer uso dela de modo prático.

Em outra ordem de coisas, Plutão em Touro acentua a parte sensual e artística do signo, outorga capacidade para apreciar a beleza da forma e enfatiza o desejo de prazer. Pode deixar transparecer um refinado tom erótico, como elemento inerente à sua forte capacidade criativa. Quando o lado destrutivo de Plutão se manifesta, essas qualidades resultam numa sensualidade exagerada, narcisismo, desejos constrangedores, obstinação, auto-indulgência e, de maneira geral, em ânsias compulsivas e incontroladas de satisfazer os desejos mais elementares.