quarta-feira, 8 de junho de 2016

Júpiter nas Casas da Revolução Solar, por Alexandre Volguini.

Tal como no tema natal, nas Revoluções Solares, Júpiter desempenha o papel do grande benéfico. Se estava fraco no momento do nascimento - ao ocupar o signo de Gêmeos, Virgem ou Capricórnio - e se se encontra forte no momento do aniversário, e em mau aspecto com sua posição natal, sua influência benéfica é aumentada. Sempre traz um pouco de sorte ou felicidade para a Casa anual que ocupa.

Júpiter na I Casa aumenta o otimismo, a generosidade, e mostra a necessidade de expansão nos empreendimentos ou no domínio indicado pela Casa natal à qual se sobrepõe. Se não está muito afligido, o ano será favorável ao sujeito ou, pelo menos, relativamente fácil. Essa é a posição da Revolução Solar de H. P. Blavatsky correspondente à fundação da Sociedade Teosófica.

Júpiter na II Casa aumenta os ganhos e os gastos, assim como a sorte em tudo o que diz respeito às finanças. Encontramos esta posição de Júpiter na Revolução Solar de 1847 de H. P. Blavatsky, cuja situação melhora bruscamente com o casamento. Como, nesse mapa, Júpiter governa a VII Casa, através dessa regência, fica claramente indicado de onde provém essa melhora. Observemos que, se é retrógrado, ele não impede a expansão da situação, mas não permite a realização de benefícios e denota que essa expansão não satisfaz o sujeito.

Júpiter na III Casa é particularmente importante nos temas de editores, de escritores e de todos aqueles cuja profissão se refere a essa Casa, pois trará contratos vantajosos, propostas interessantes ou alguma coisa de bom, proveniente do meio de convívio. Um bom aspecto de Urano e Netuno (e, talvez, de Plutão) prenuncia que o sujeito escapará de um acidente quase por milagre; dir-se-ia tratar-se do sinal de uma proteção providencial.

Júpiter na IV Casa, não somente favorece todos os significados dessa Casa, como também prenuncia, de modo geral (se não está muito afligido), que o fim do ano será melhor que o começo. Muito frequentemente, essa posição de Júpiter promete um bom acontecimento durante o último trimestre do ano, a partir do momento do aniversário.

Júpiter na V Casa, em seus signos, prenuncia um bom ano para o andamento dos empreendimentos nos quais o sujeito manifesta muito otimismo e audácia ponderada, assim como para as sadias satisfações sentimentais. Afligido, débil ou peregrino, aumenta a tendência ao risco, fato que pode implicar perdas nos empreendimentos arrojados ou algumas desavenças de ordem sentimental.

Júpiter na VI Casa marca um bom ano nas relações com os subordinados ou, se o sujeito é um empregado, um trabalho fácil. Afligido, esse planeta aconselha que se purifique o sangue e que se evitem os excessos aos quais esta posição predispõe. Se ele é regente da I ou da V Casa, é indício do perigo de alteração da saúde como consequência do abuso dos prazeres ou das distrações.

Júpiter na VII Casa, forte e bem aspectado, marca a felicidade conjugai (ou, caso esta última não esteja indicada pelo tema natal, o ano de uma vida conjugai calma), um bom entendimento com os associados ou o êxito em assuntos legais. Afligido, aconselha a ser menos confiante, pois constatamos muitas vezes abusos de confiança em relação ao sujeito com esta posição.
É bom lembrar que Júpiter se encontra na cúspide dessa Casa na Revolução Solar que estabelecemos no decorrer do primeiro Capítulo. Ele está muito dignificado, já que ocupa o signo de Sagitário, que é o de seu Domicílio e designa uma pessoa com a qual o sujeito tem negócios em comum e que pode ser definido como sócio. As quadraturas de Saturno e Netuno provocaram, no decorrer do ano, alguns mal-entendidos e divergências de opinião, mas, como Júpiter é mais forte que esses dois planetas, tal associação lhe é claramente favorável, como o denota, além disso, a sobreposição da VII Casa anual à II natal. Sendo Júpiter o regente da XI Casa dessa Revolução Solar, essa pessoa é tanto uma amiga sincera quanto uma associada. Por último, o sextil de Júpiter com Mercúrio na Casa das viagens corresponde a duas viagens de negócios feitas em companhia dessa pessoa.

Júpiter na VIII Casa favorece os processos e promete geralmente presentes ou auxílios financeiros apreciáveis. Afligido, ele tende a aumentar as dívidas ou traz alguns aborrecimentos a esse respeito.

Júpiter na IX Casa aumenta a reputação, a estima geral, a generosidade de espírito e favorece tudo o que depende dessa Casa (viagens, altos estudos filosóficos, científicos ou morais, as relações com os países estrangeiros etc). Se Júpiter está afligido, o sujeito deve ser prudente com seus créditos e com todas as obrigações financeiras.

Júpiter na X Casa é frequentemente encontrado nos anos que contêm acontecimentos felizes que levam à multiplicação da fortuna ou à elevação na vida; assim, essa posição, caso não esteja muito mal aspectada, sempre marca um bom ano para os negócios. Demasiado afligido, ele significa, na maioria das vezes, as dificuldades e os conflitos decorrentes de imprudências, de objetivos muito amplos e de projetos excessivamente vastos. Segundo Jean-G. Verdier {Ce que Disent les Astres, p. 179), entre as mulheres sem profissão, essa posição indica amiúde o parto ou a gravidez, sobretudo se Júpiter se sobrepõe ao Ascendente natal.

Júpiter na XI Casa marca a necessidade de expansão material, social ou mundana, segundo o conjunto do tema. Essa posição parece ser sempre boa para as relações e para as amizades, mas, se Júpiter está muito mal aspectado, estas não oferecerão aquilo que o sujeito espera delas e, caso o ajudem, farão tal coisa por cálculo ou por interesse, e não por sentimento.

Júpiter na XII Casa leva a descobrir e a impedir os movimentos dos inimigos secretos e dos detratores. Dignificado, favorece o progresso nas sociedades secretas. Afligido, denota os mal-estares crônicos, geralmente pouco dolorosos, relacionados com a circulação do sangue ou com o fígado.