sábado, 11 de junho de 2016

Planetas Retrógrados e Sexualidade, por Martin Schulman.

Hoje em dia, os Retrógrados são uma das principais causas de dificuldades sexuais no mundo. A riqueza sexual e a satisfação estão baseadas quase que inteiramente na consciência de dois indivíduos se encontrando e se unindo em todos os níveis de tempo e espaço.

O indivíduo com um Retrógrado influenciando sua sexualidade é incapaz de experimentar esta harmonia total. Uma vez que ele está sempre numa ou noutra fase Retrógrada, suas percepções de tempo e espaço o impedem de vivenciar totalmente o aqui e o agora.

Os homens com Vênus Retrógrado tendem a ser (nas partes mais íntimas de seu ser) mais inclinados a evitar as mulheres. Ao mesmo tempo, as mulheres com Marte Retrógrado sentem dificuldades semelhantes para se relacionarem com os homens. Quando Mercúrio ou Urano aparecem Retrógrados, a sexualidade é perturbada por uma superatividade do tríplice Processo Retrógrado, no plano mental. Nestes casos, o indivíduo se torna mentalmente muito ativado para experimentar uma riqueza equilibrada de sexualidade física e emocional.

Quando Plutão é Retrógrado, toda sexualidade da vida atual é baseada nas memórias sexuais de vida passada, profundamente enterradas no inconsciente. Assim, enquanto um indivíduo está vivendo no presente, sua natureza sexual pode refletir as preferências e a moralidade com as quais se habituou durante um período primitivo e geralmente menos evoluído na história do mundo.

Aqui, é importante compreender que a heterossexualidade normal tem início num estado magnético altamente polarizado de energias opostas que se dirigem à neutralidade para que se completem. A homossexualidade, ou a presença de dificuldades com o sexo oposto, é o resultado de mais energias com neutralidade semelhante que tentam estabelecer, através da sexualidade, um grupo polarizado de energias magnéticas. Uma vez que energias magnéticas opostas atraem outras, é óbvio que o sexo homossexual precisa criar mais de uma necessidade por expressão sexual, enquanto o sexo heterossexual, por causa da neutralização de energias, pode trazer consigo uma quantidade maior de satisfação.

Não há dúvida de que um indivíduo pode ter muitos Retrógrados e não ser homossexual. Mas o indivíduo que experimenta a influência do Retrógrado em sua sexualidade realmente passa pelas três fases do Retrógrado, durante as quais, na Fase I, ele reage fortemente à futura expectativa da possibilidade de se envolver numa atividade sexual (demasiadamente cedo e fora de proporção em extensão, baseado numa realidade futura). Então, ele é apanhado na vibração cruzada da Fase II, onde o ato se torna um tanto decepcionante uma vez que ele já e experimentou em consciência (e, em alguns casos, pode até ficar impotente por ter consumido muita energia na expectativa). Finalmente, durante a Fase III, ele tem medo de si mesmo e percebe que ultrapassou seus próprios limites e, timidamente, volta-se para si mesmo.

Literalmente, ele foi da extroversão, na Fase I, para a total introversão na Fase III. Muitos casos de fracassos sexuais, sejam homossexuais ou heterossexuais, acontecem devido a este tipo de influência do Retrógrado. Se o tríplice Processo Retrógrado, que causa as deformações de tempo e espaço, não fosse o suficiente para desconcertar o indivíduo com muitos planetas Retrógrados, há ainda um outro fator, razoavelmente comum, de energias naturalmente dirigidas para o exterior se voltarem para o interior.

Quanto mais Retrógrados um indivíduo tiver, mais ele fica introspectivo e desenvolve toda uma outra vida dentro de si mesmo, que frequentemente pode ser oposta à que tem que viver exteriormente para ser aceito pela sociedade. O que ele compreende sobre si mesmo e sobre o mundo é muitas vezes inexprimível para os outros.

Quando as energias que são normalmente voltadas para o exterior estão dirigidas para o interior, o indivíduo começa a personalizar o universo fora de si. Sob certos aspectos, acha difícil saber realmente onde ele termina e onde começa o universo à sua frente. Como resultado, ele se magoa frequentemente, guardando dentro de si mesmo mais do que precisa. Ao perceber sua susceptibilidade ao meio ambiente, ele gradualmente constrói paredes ao seu redor e então, depois de ter-se escondido atrás destas paredes, pode separar todos os seus problemas mas não consegue, necessariamente, transmitir o que sabe para as pessoas no meio ambiente externo, do qual escolheu se afastar. Seu mais forte contato com a sociedade é durante a Fase I, quando está se expandindo, numa tentativa de alcançar o mundo exterior, adiante e além de sua experiência de vida comum.