terça-feira, 7 de junho de 2016

Revoluções Solares: A sobreposição da Casa VI anual nas casas natais, por Alexandre Volguini.

A VI Casa anual na I Casa natal é habitualmente uma indicação de pouco livre-arbítrio no decorrer do ano que se inicia (pois a VI é a Casa da subordinação). É o signo de um mau ano para todos os empreendimentos independente^. Se o conjunto da Revolução Solar exerce uma má influência sobre a saúde, essa sobreposição leva a temer as doenças perigosas, mas passageiras (isto é, que não assumirão um caráter crônico).

A VI na II, com certa frequência, leva a temer interrupções e irregularidades nos ganhos. Essa sobreposição parece prejudicar o poder do trabalho do sujeito, a menos que sua profissão tenha uma relação direta com a VI Casa (isto é, com as doenças, a alimentação, os animais domésticos, os navios ou as pequenas sociedades cooperativas).

A VI na III com os maléficos, trata-se do perigo de contrair uma doença no decorrer de um deslocamento (com Marte ou Netuno, será uma doença contagiosa, como a gripe; com Saturno, um resfriado; com Urano, um acidente etc). Muito frequentemente, essa sobreposição deveria ser interpretada como sinal de má saúde dos irmãos, irmãs ou dos vizinhos. Dignificada, ela é particularmente propícia aos representantes do comércio, livreiros, conferencistas e a todas as pessoas cuja profissão depende da III Casa.

A VI na IV nos temas dos fazendeiros, prejudica as colheitas (pois essa sobreposição pode ser interpretada como de "doenças dos terrenos"). Algumas vezes, essa sobreposição age como a da IV Casa anual na VI Casa natal.

A VI na V diz respeito aos desgostos na vida sentimental, às doenças ou aos problemas advindos dos prazeres, bem como à má saúde das crianças. Numa boa configuração, essa sobreposição pode indicar um emprego ou trabalho fácil ou agradável.

A VI na VI deveria ser julgada, como todas as sobreposições análogas, de acordo com o tema natal.

A VI na VII é uma má posição (a menos que seja corrigida pelos planetas benéficos) para a saúde do cônjuge, assim como para as associações, os contratos e os processos. É necessário evitar começar processos e ser muito prudente na assinatura dos contratos durante o ano marcado por essa sobreposição, pois ela parece predispor à ocorrência de erros ou omissões lamentáveis.

A VI na VIII leva frequentemente a temer a "morte" ou uma suspensão (momentânea ou não) de uma função vital, sobretudo se essa sobreposição é acentuada por várias configurações planetárias. É encontrada, com frequência, no momento da menopausa. Ligada à II e à X Casas, essa sobreposição leva ao temor da perda do emprego (se, evidentemente, o sujeito é um assalariado). Algumas vezes, indica preocupações com as aplicações e dificuldades para reaver um dinheiro emprestado.

A VI na IX não favorece as viagens, e estas são realizadas em más condições ou são a causa de preocupações, de aborrecimentos ou mesmo de doença. Se se considera a IX Casa em seu significado espiritual, essa sobreposição marca épocas de ceticismo, de dúvidas ou de elaboração lenta e difícil das concepções religiosas.

A VI na X reduz a liberdade de ação, traz inquietações consecutivas à situação ou à posição social e marca obstáculos e dificuldades nos empreendimentos profissionais. É necessário um concurso feliz dos planetas para que tal sobreposição não seja negativa.

A VI na XI deve ser considerada como indício de um perigo de ver comprometidos desejos, ambições e projetos. Com o regente da III Casa vantajosamente colocado ou aspectado (ou ainda benéfico por natureza), essa sobreposição conduz a uma proposta de trabalho advinda de amigos. Com os maléficos, ameaça um dos amigos com uma doença ou um acidente perigoso.

A VI na XII predispõe às novas formas de manifestação das perturbações e doenças crônicas. É também indício de uma alimentação inadequada ao sujeito e este último deve atentar melhor para a sua higiene e para as condições gerais em que vive.